Vida Dupla

19 Capítulo Dezoito


Notas iniciais
Olá amores...
Não é uma visão... é capítulo novo mesmo!
Primeiro Feliz Ano novo atrasado, que 2013 seja infinitamente melhor que 2012 e que possamos ter muito tempo de qualidade juntas!
Segundo... Não vou explicar o que não tem explicação =/
Eu sei que estou em falta com vocês, demorando nas postagens e entendo a revolta e até a falta de interesse de algumas. Sou leitora e fico ansiosa esperando a atualização das fics que acompanho e que gosto.
Passei por momentos tensos, pensei em desistir e excluir tudo, mas tive apoio e incentivo de algumas amigas queridas!
Não vou mais me alongar e me lamuriar na nota...
Obrigada para aquelas que mesmo com minhas ausências ainda confiam na minha capacidade. Acho que isso foi o motivo mais forte para eu não chutar o balde de vez. E para quem não crê em mim, fica meu muito obrigada também por ter perdido tempo em ler pelo menos um capítulo da minha fic.
Beijokas e nos vemos por ai...
Gel Borges =D

Edward p.o.v

Pisquei por vários minutos... Que porra era aquilo que ela tinha dito? Como assim não podia ter filhos? Uma mulher jovem, cheia de vida, embora com o estilo de vida que ela levava eu não conseguia imaginá-la casada e mãe. Sacudi a cabeça para clarear as idéias e segui para o banheiro atrás dela.

_Isabella abra a porta... – bati esperando uma resposta e nada aconteceu. Bati novamente e nada. Resolvi ser mais rude, ela funcionava bem irritada._Isabella abra a porra dessa porta ou vou colocá-la abaixo!-minha ameaça surtiu efeito, pois ela respondeu bem no estilo Isabella de ser.

_Vá para o inferno Sr. Masen- ela falou gritando e por pouco não cumpri minha promessa. Respirei fundo e me afastei da porta. Como entender essa mulher? Como cogitar a hipótese que estava sentindo algo por ela? Devo estar ficando louco!

Tudo com Isabella era muito intenso... Depois de ouvir tudo sobre seu passado e tomar a decisão de não mais tirá-la da minha vida ela me vem com mais essa bomba. Vê-la vulnerável quando a coloquei na cama ontem só fez com meus instintos protetores aflorassem então a melhor forma de pensar era dormir longe dela, sabia que se deitasse com ela na mesma cama iria querer tocá-la, ao acordar de um cochilo breve fui ao quarto e a vi deitada na mesma posição que a deixei, tinha que fazer algo, estava duro por ela e em nenhum momento o que ela me disse diminuiu meu tesão por ela, minha admiração pela sua atitude ficou mais extensa...

Peguei minha roupa de corrida, meu tênis e fui fazer o que me acalmava e que há muito tempo não fazia... Não sei quanto tempo fiquei correndo, só senti alívio e a sensação do vento em mim era impagável. Pensei em tudo que estava acontecendo e nas decisões que teria que tomar. Pensei também em como ajudar Isabella com o assunto verme miserável e essa foi a melhor parte da corrida, cheguei a sorrir com as formas de punições que queria executar nele.

Subi para o apartamento pelas escadas e ao abrir a porta dei de cara com ela na janela me olhando de forma lasciva como se me devorasse com os olhos eu não queria partir pra cima dela como um animal faminto, tentei me dar um tempo mas não tinha outra saída se não fodê-la, ao sentir seus olhos passeando pelo meu corpo com luxúria... Outras já me olharam assim, mas Isabella sabia a dose certa! Porra ela era provocante demais e mesmo estando no quarto transamos em pé encostados na parede e eu não fui muito gentil coisa que ela não reclamou em nenhum momento. Fiquei hipnotizado por seu olhar e por sua entrega sem reservas a mim e fui jogado em um abismo sem fim quando senti seus dentes puxando meus lábios e sua boca me beijando me tirando do transe fazendo com que eu me enfiasse nela até senti-la estremecer e gotas de suor descerem por suas têmporas, logo gozei dentro dela sentindo nossos fluídos misturados e a ficha caiu... A porra da camisinha. E ainda quando eu falo com a louca ela me vem com mais uma notícia nada convencional de sua vida louca e atormentada... Minha cabeça estava dando um nó, fui até o guarda roupa e peguei uma calça qualquer e sai do quarto, se ficasse lá com certeza cumpriria minha palavra e colocava a porta a baixo.

Tentei tomar café sem sucesso, Isabella estava demorando demais quando decidi voltar ao quarto meu celular tocou em cima da mesa de centro, ele estava lá desde ontem quando a trouxe pra cá e tinha umas 10 ligações perdidas. Atendi sem paciência sem olhar para o visor quem era e me surpreendi com a voz de Marcus.

_Bom dia Sr° Masen, desculpe o incomodo- ele começou cheio de dedos e perguntei logo o assunto. Como já desconfiava ele queria saber da Isabella.

_Ela está bem Marcus, está tomando banho agora...- não podia dizer que depois de transar com a “Paixão” dele sem camisinha ela tinha jogado a bomba de que não podia engravidar e ainda se trancou no banheiro como uma criança de sete anos. Seria a decadência maior ainda do que eu estava tentando digerir.

_Só liguei para saber como ela estava e avisar que acomodei a mãe dela na minha casa. Assim que ela sair peça que me ligue. Até mais!- ele se despediu sem me dar tempo de responder, melhor assim. Sacudi a cabeça como se isso me fizesse recuperar a razão perdida, na verdade perdida desde que conheci Isabella naquela maldita boate! Segui para o quarto e ela ainda estava trancada no banheiro, agora minha paciência já escassa, estava por um fio ela iria sair nem que precisasse arrastá-la pelos cabelos!(nota da autora... adoooro!)

_Isabella já cansou de brincar? Não tenho todo tempo do mundo para esperar seus surtos passarem.- enquanto falava ia pensando em como abrir a porta e me lembrei das chaves extras que eu tinha em algum lugar do quarto. Me dispus a procurar e ela nem se abalou em responder a minha provocação, a coisa era mais séria que eu pensava... Achei as malditas chaves embaixo de uns lençóis que estavam no closet e na terceira tentativa à chave girou na escancarei a porta para ver Isabella sentada confortavelmente na bancada da pia. A cara cínica que ela estava só me deu vontade de bater nela! Em todos esses anos com várias mulheres, de todos os tipos, nunca tive esse sustos e instinto que Isabella despertava em mim....

_Oi...- ela falou com a cara mais lavada do mundo! Desceu da bancada e se aproximou de mim, respirei fundo para tentar me acalmar, mas a tarefa ia ser mais difícil que imaginava, uma pessoa como eu que nunca se importou com ninguém que não fosse sua família estava a ponto de perder a sanidade por uma estranha que despertou sentimentos confusos e estranhos e agora me olhava com cara de inocente... Isso foi demais pra mim. Segurei seu braço com força e a tirei do banheiro.

_Que porra você pensa que está fazendo Isabella? Eu não sou nada seu para que me trate dessa forma...- antes que concluísse meu raciocínio ela me interrompeu.

_Você falou certo, NÃO É NADA MEU! Então me deixe em paz! Estou cansada de me expor para o senhor, chega! Vou embora...- vi tudo escuro na frente, ai estava a Isabella que conheci e que me instigou a querê-la a todo custo. Enfrentamos-nos por vários minutos, os dois sustentando o olhar do outro e a guerra seria longa se o celular dela não tivesse tocado e ela não tivesse tomado a iniciativa de atendê-lo. Passei as duas mãos pelos cabelos e me virei de costas pra ela enquanto ela pegava o celular que eu tinha colocado em cima da mesa do quarto. Ouvi enquanto ela falava em monossílabos com o interlocutor e no fim da conversa descobri que era o Marcus e o que ela me disse fez toda a raiva que sentia dela naquele momento desaparecer igual fumaça ao vento.

_Marcus disse que o verme está em minha casa à procura da minha mãe e da filha dele... – ela agora dava sinais de preocupação e em seus olhos o brilho da ira.

A vi se afastando a procura de um lugar para se apoiar e assim que suas pernas bateram na beira da cama ela desabou como se tivesse chumbo sobre seus ombros.

_Vamos lá e resolveremos toda essa história Isabella.- eu me aproximei dela mas não fiz menção de tocá-la. Ela me olhou respirou fundo e me dispensou como eu sabia que aconteceria.

_Acabamos por aqui Edward... Não tem vamos, os meus problemas que resolve sou eu. Obrigada pela atenção e pela acolhida.- ela começou a rodar pelo quarto a procura de suas coisas e eu interceptei seu intuito.

_Então é assim que você age? Como se tudo que aconteceu entre nós fosse um negócio? –ela me olhava de forma tranquila e eu aqui em tempo de explodir.

_É assim mesmo Edward. Você sabe como eu sou e já estou com essa decisão tomada. Não daríamos certo, somos parecidos demais... –ela balançou a cabeça como se clareasse as ideias e me olhou nos olhos. Havia neles determinação e certeza de cada palavra que dizia. – Foi bom tudo que passamos, você é um amante e tanto, me proporcionou momentos ótimos, mas é só. Nada mais que isso! Você sabe de algumas coisas da minha vida, ótimo fique de recordação. –ela estava sendo sarcástica, era isso mesmo? Edward Masen Cullen levando o primeiro fora de sua vida e ainda era daquela forma?

Sai de seu caminho e sai do quarto sem dizer nada, cheguei à sala abri minha carteira e tirei um maço de notas e aguardei por ela. Não demorou muito ela apareceu e mesmo tendo sido humilhado a última palavra ainda seria a minha. Meu orgulho ainda gritava mesmo tendo esse turbilhão de sentimentos em mim. Estendi a mão com as notas para ela e ela ergueu as sobrancelhas para mim.

_Você escolheu tratar tudo que tivemos como um programa, aqui está seu pagamento. –estendi o maço de notas a ela que para minha surpresa nada disse virou as costas e foi embora sem olhar para trás me deixando parado no meio da sala para que eu processasse o que tinha acontecido ali.

Peguei as notas e atirei em cima do balcão da cozinha, se ela não queria outra iria querer... Não outra não iria mais ver a cor do meu dinheiro, eu tentei ficar com outras depois dela e não deu certo, tinha certeza que não daria certo agora. Sentei no sofá e recostei minha cabeça no encosto, estava sentindo um vazio em meu peito, era assim que as pessoas rejeitadas se sentiam? Ou aquilo era pura e simplesmente orgulho ferido? Não tinha parâmetros para comparar o que estava sentindo então era melhor eu seguir minha vida, só tinha uma coisa que não abriria mão Isabella querendo ou não... O padrasto dela pagaria pelo que tinha feito com ela e o que pretendia fazer com a Irmã dela, isso era um assunto meu desde que tomei conhecimento. Com tantas mulheres dispostas a sexo e outras coisas por ai o verme tinha que abusar de pessoas indefesas? Ah isso não... Eu iria tomar minhas providências, assim ocuparia meu tempo e não pensaria muito em Isabella.

Fui para o banheiro tomar banho, afinal a vida continua e ninguém tem nada haver com meus problemas amorosos e sexuais, só esperava que tudo estivesse em ordem na empresa porque o chefe com o humor do cão estava chegando...

Bella P.O.V

Não pensei que seria tão difícil dar um fim ao que estava acontecendo entre o Edward e eu... Ver seus olhos me escrutinando com curiosidade, depois com dúvida e depois com resignação foi demais para mim. Minha decisão estava tomada, não queria ninguém na minha vida mesmo esse alguém seja ele!

Sai de seu apartamento às pressas depois de mais uma rodada de desabafos! O que esse homem tinha que me deixava com a boca solta? Falar com ele que não poderia ter filhos foi fácil, mais uma das sequelas que aquele miserável tinha deixado em mim. Depois de anos de abusos e nenhuma ida ao médico me descobri infértil, graças a Deus, já imaginou eu grávida daquele infeliz do Phil? Arrepiei-me com a ideia e a sensação de asco se tornou insuportável.

O tempo que fiquei no banheiro depois da revelação foi o suficiente para definir o que faria da minha vida, a primeira coisa já tinha sido feita, eu e ele não teríamos mais nada agora era exorcizar os fantasmas do passado.

Não foi surpresa Edward aceitar o que eu disse sem relutar e ainda querer me pagar pelo que tinha acontecido, eu estava me portando como a prostituta que ele achava que eu era dando aquela explicação que agora eu via... Foi péssima!

Peguei um taxi e rumei para casa a hora de encarar meu passado tinha chegado e como nunca fui de correr dos meus problemas ai vou eu...

O trajeto não era longo e logo me deparei com a fachada do prédio, cumprimentei o porteiro que logo apontou minha “visita” acomodada no sofá da recepção como se estivesse em casa. A me ver seus olhos brilharam e tive uma real visão do que eu tinha feito a seu rosto anos atrás. Várias cicatrizes marcavam seu rosto e pescoço e isso me fez ver o quanto cheguei perto de matá-lo. Ele foi o primeiro a falar e não me surpreendi com as suas palavras.

_Ora, ora... Olha só como minha filha está crescida. Não abraça seu papai? – ele se levantou do sofá e veio em minha direção, dei dois passos para trás instintivamente e tentei controlar o tremor na minha voz.

_Posso saber o que você faz aqui? Não me lembro de ter dado meu endereço a você! –ele me olhava de cima a baixo de forma lasciva só que dessa vez tinha ódio mesclado ao seu olhar doentio. Ele com certeza queria me ver morta depois do que fiz, mas não me arrependia um só minuto, só eu sei o que passei nas mãos dele tive dias de querer me matar só para acabar com o tormento.

_Te procuro faz tempinho filhinha, tenho meus meios de conseguir o que quero e você bem sabe disso, mas não vim acertar as contas com você... Não ainda! Quero a minha filha e sua mãe que fugiu de mim como uma boa cadela que é. –ele falava e se aproximava mais e mais de mim até que fiquei empresada na porta do prédio e o porteiro intervir e perguntar se havia algo de errado.

_Não se preocupe José, este senhor já está de saída. –ele se e eu me endireitei passando para o lado de José. Ele saiu rindo doentiamente dizendo que eu o veria mais vezes. Respirei fundo fechando os olhos por uns minutos e subi as escadas para ter tempo de pensar um pouco.

Antes que eu colocasse a chave na fechadura a porta foi aberta e Alice pulou em cima de mim me abraçando e passando as mãos pelo meu corpo a procura de algo ferido.

_Graças a Deus que você está bem... Fiquei aqui trancada esperando alguma notícia sua, quando Jose interfonou dizendo que seu pai estava a sua espera entrei em pânico, até para o Jasper eu liguei. –vari a sala com os olhos e vi minha “irmã” no canto da sala com os olhos arregalados sem entender aquele surto todo. Empurrei a Alice com delicadeza para dentro e fechei a porta.

_Está tudo bem Alice... Depois nos falamos. –apontei para o canto onde ela estava e ela pareceu entender._Preciso de um banho e cama, não vou trabalhar hoje e não estou para ninguém só para o Marcus e você. –dei um beijo em seu rosto e fui com passos automáticos para o quarto tendo os olhos das duas me seguindo.

Fui direto para o banheiro e deixei que a água caísse levando embora essas últimas terríveis horas. Enxuguei-me com vigor desnecessário ficando com marcas vermelhar na pele o que me remeteu a outras marcas deixadas por Edward em nossos melhores momentos e senti meus olhos arderem e uma lágrima solitária rolou pelo meu rosto. Limpei com raiva, não tinha chorado por coisas piores iria chorar por causa de um único homem? Fiz bem em me afastar, se continuasse as proporções seriam outras e as mágoas e feridas seriam mais profunda que as de Phill, já que as minhas seriam internas.

Deitei no meio da cama enrolada em formato de bola e me dei o direito de lamber minhas feridas sozinha como sempre estive... Só precisava de um tempo comigo mesma para que a Isabella Swan forte e dona de si voltasse com força total...

Continua...

Notas finais
Então é isso...
Obrigada as que ficaram comigo, as que conheceram a estória tem pouco tempo... Todas são especiais.
Review?
Recomendação?
Preciso saber se serei muito xingada rsrs
Beijos :)
Nota da Beta *provisória**: Boa noite meninas! Oia eu aqui outra vez maior honra estar aqui, mesmo que provisoriamente enquanto a beta perfect não volta, bem mais um capitulo perfeito, a Bella sofreu muito tadinha e este sofrimento ta fazendo afastar quem poderia dar uma Mão pra ela (não só a Mão mais outras partes do corpo tbm O.o) mais e compreensível né, espero que o Edward tenha forças o suficiente para lidar com ela!
Comentários e recomendações serão bem vindos! Um grande abraço a todas!
Ass: STEFLUTZ