Notas iniciais
Desculpem o mais do que gigantesco atraso em postar o capitulo, culpem os professores para me deixarem mais do que sem tempo esse mês inteiro
Qualquer erro de anacronismo ou nome citado errado n me culpem, tive que fazer o capitulo as pressas para ver se ainda postava algo esse mês

XI – Amy

O vida a minha viu, to a dias pesquisando a única lembrança que me resta da mãe que eu nunca conheci e mesmo assim ainda não consegui nada, e provavelmente só vou conseguir se for para um lugar estritamente proibido e que pode me matar se eu entrar, o vida.

Assim que a aula acabou fui para o dormitório e me joguei na cama, depois coloquei a mão debaixo da cama e peguei a caixa onde havia deixado minha adaga na noite passada, eu peguei a adaga pelo cabo e lentamente revelei a lamina da adaga, quarenta centímetros daquele metal negro sinistro e tão bem amolado que podia cortar um fio de cabelo em quatro pedaços simétricos, eu sabia disso porque fiz o teste noite passada, eu queria tentar cortar minha pele pra ver a precisa da lamina, mas fiquei com medo do que poderia acontecer caso me machucasse com ela.

Eu então fiquei olhando para o meu reflexo na lamina, ou melhor, o suposto reflexo da minha mãe que eu ainda não sabia como ela tinha feito para colocar o reflexo dela permanentemente na adaga, na verdade eu não sabia nada sobre a mulher que em colocou no mundo, e ela também não ajudava em nada não dando noticias suas desde que eu nasci. A única chance que eu tinha de saber algo sobre ela era si eu desvendasse a adaga e mesmo assim não era certeza alguma.

Eu então peguei a lamina mais uma vez em mãos e olhei para o reflexo dela e coloquei de volta aquela coisa dentro da caixa, a única lembrança dela e eu podia morrer usando, a única lembrança.... Espera ai um momento, aquela adaga não era a única lembrança que eu tinha dela, havia mais uma, como eu podia ter me esquecido daquilo?

Eu me levantei com um pulo da cama e corri em direção a minha antiga casa sem parar para nada, demorou mais do que eu esperava, mas finalmente havia chegado, eu ainda tinha uma chave reserva para qualquer coisa e entrei na casa e subi para o sótão, haviam varias caixas cheias de coisas antigas da família, eu podia passar dias ali revirando tudo e revivendo os velhos tempos, mas não tinha tempo para isso, fui direto para a caixa mais velha e que ficava mais ao fundo do sótão, a caixa que meu pai fazia questão de esquecer, mas nunca teve coragem de jogá-la fora, a caixa com as lembranças da mamãe.

Eu abri a velha caixa de papelão, não tinha muita coisa ali, meu pai tinha jogado, ou tentado, jogar o Maximo que podia fora, mas ainda haviam algumas coisas, cartas trocados por ambos, fotos da época que eram jovens, e o principal, o diário dela.

Um velho livro com uma capa de couro e a palavra diário escrito em letras douradas, eu peguei o livro e desci com ele e fui depois para a cozinha comer alguma coisa já que tinha saído sem almoçar e então saí de casa trancando tudo, quando cheguei no colégio já estava no final da tarde e tomei um susto quando percebi que William estava na minha frente, eu corei na mesma hora e quase caí no chão de susto, mas então percebi que ele não tirava os olhos do diário:

-O que foi? – perguntei enquanto ele não tirava os olhos do diário

-Onde conseguiu isso? – ele perguntou sem nem piscar

-Por que?

-Essa coisa – ele parou de falar como se tentasse pensar na melhor resposta possível – ele emana uma aura bem estranha, bem estranha

-O que quer dizer com estranha?

-Estranha – ele então tirou os olhos do diário e olhou para mim, finalmente né – mas então onde conseguiu isso?

-Era da minha mãe, igual à adaga

William ficou em silencio por um tempo, ele parecia tentar juntar as peças:

-Então você acha que ai pode ter alguma pista sobre a adaga – ele disse

-Isso mesmo, então vai me ajudar a ler? – perguntei, mas ele parecia visivelmente desgostoso com relação a esse fato

-Acho que seria melhor lermos ele amanha depois da aula

-Por que?

-Já vai anoitecer e ai ficar difícil então é melhor amanhã

Ele saiu dali apressado de um jeito que nunca vi como se tivesse algo vital para fazer ou então se afastar daqui fosse esse tal algo vital, mesmo achando isso estranho resolvi só ler o diário amanhã como William pediu.

Eu então fui para o meu dormitório, entrei no meu quarto e coloquei o diário na minha mochila, não estava vendo a hora de lê-lo e ver se dava um jeito no mistério dessa maldita adaga, eu então abri as cortinas do meu quarto esperando ver William do outro lado, mas não tinha nada do outro lado, apenas aquela janela fechada, eu não sabia como explicar, mas sabia que ele não estava bem, principalmente depois de ver o diário, isso não tava me cheirando bem, então comecei a sentir um cheiro estranho, é realmente algo não estava cheirando bem e esse algo era eu.

Corri feito uma desesperada para meu quarto e tomei banho durante umas boas horas, ninguém merece ficar fedendo, só rezo que o William não tenha percebido isso.

Depois to banho fui pegar meu jantar e depois me deitei na cama com o diário do meu lado, a cada colherada eu sentia minha ansiedade aumentando, naquele velho livro podia ter todas as respostas para as perguntas que me atormentavam, ou seja, a adaga e a antiga dona dela, minha mãe.

Mas eu resisti a tentação e assim que terminei de comer fui para o computador para tentar esquecer por hora sobre o diário, no momento em que abri a internet (não confunda com internet Explorer porque ninguém merece aquilo ali, eu uso Google Chrome ta, sem merchandising) então entrei em um daqueles sites agregadores de conteúdo e vi uma reportagem, “Novo mistério cerca as pirâmides, seriam elas locais de magia?”.

No mesmo instante meus dedos se mexeram sozinhos em direção ao link e abri a pagina, a noticia mostrava um vídeo em que havia um grupo de pessoas fazendo coisas estranhas ao pé das pirâmides de Gizé e de um segundo para o outro elas sumiram em uma mini tempestade de areia, o vídeo era estranho, de baixa qualidade e de conteúdo duvidoso, mas algo me dizia que ele era verdadeiro e então um pico de energia aconteceu e todas as luzes do dormitório se apagaram e dois segundos depois elas voltaram, eu olhei novamente no site e o vídeo havia sumido, eu busquei em todo o site, mas nada dele e quando olhei no histórico do meu computador não havia link algum indicando que eu havia visto aquele vídeo.

Eu fiquei com aquela típica cara WTF enquanto fitava a tela do notebook, não era possível o vídeo ter simplesmente sumido e ter se apagado do meu histórico por culpa de um pico de energia que nem era para acontecer nessas redondezas por culpa dos nossos geradores de energia próprios que podiam alimentar uma cidade do tamanho de são Paulo por dias sem dar nenhum problema.

Eu mandei um email para o administrador do site e para o criador em busca de alguma resposta, mas eles me mandaram a mesma resposta, “Que vídeo?”. Não preciso dizer que eu já estava ficando doida não é? Problemas com uma adaga supostamente mágica, um amor platônico por um demônio de trezentos anos, estudo num colégio com um diretor com mais de dois mil anos de idade, tenho um sonho sobre uma guerra de monstros e agora tem esse vídeo que aparece e desaparece, é serio to precisando de tratamento psicológico urgente.

Depois dessa eu fechei meu notebook e pulei na cama, algo muito ruim estava acontecendo pelo mundo, mas eu não sabia o que era, por que e o que isso tinha a ver comigo, não, bem no fundo eu sabia o que isso tinha a ver comigo, era porque tudo isso provavelmente envolvia minha mãe então me envolvia totalmente também.

Eu não sei como, mas mesmo com todas essas coisas acontecendo eu dormi bem fácil e quando acordei já era de manhã, fiz a mesma rotina de sempre e fui para sala e como sempre só havia o grupo de nerds discutindo e William sentado no canto dele ouvindo musica, eu me sentei no meu lugar e abri a mochila mostrando de relance para William que eu já estava com o diário comigo, ele olhou feio para o diário e virou o rosto, eu ainda não entendia o porque disso, mas ele parecia mal ao ver o diário.

O dia passou rápido e então deu o toque para o fim das aulas, as meninas me chamaram para sair com elas, mas disse que tinha certos assuntos de fiscal para resolver, e na teoria eu realmente tinha. Eu saí de sala e fiquei embaixo de uma arvore próxima da biblioteca, então coloquei minhas mãos a mochila e retirei o diário lá de dentro, no instante em que ia abri-lo William chegou:

-Oi – disse com o máximo de animação possível e com o diário já em mãos

-Ola – disse ele mais ríspido e seco do que o normal

-Então vamos entrar? – perguntei ignorando o jeito dele de falar

-Não, acho que seria melhor ficar aqui fora sabe – ele ainda parecia incomodado com o diário – onde tem sol

-Certo – disse tentando esconder minha desconfiança

William não era assim normalmente, ele parecia mais cansado do que o normal e parecia que ia desabar no chão a cada segundo, mas ignorei isso e finalmente abri aquele diário.

Não vou mentir que esperava mais dele, sua primeira pagina tinha apenas a palavra diário escrito em uma forma de letra linda, parecida com as letras de assinaturas antigas, ate então tudo certo, eu passei para a segunda pagina e ai sim vi algo que me deixou surpresa, havia um nome escrito no mesmo estilo belíssimo de letra da primeira pagina, Morgana Solomon.

Eu não tenho certeza sobre o que aconteceu depois disso nem mesmo quanto tempo se passou, mas acordei com William me balançando pelos ombros com uma cara de preocupação:

-O que foi que aconteceu? – pergunto tentando me recuperar do que quer tenha acontecido comigo

-É isso que eu quero saber – ele disse ainda com a cara de preocupação, que fofo! – você do nada apagou por alguns segundos depois que leu esse nome

-É o nome da minha mãe

-É eu percebi, diário dela, nome dela, não é assim que funciona?

-Eu sei, é só que – as palavras não conseguiam sair direito – eu me toquei agora que essa é a primeira vez que eu vejo o nome da minha mãe – eu estava sentindo meus olhos se enchendo de lagrimas por algum motivo, mas eu as segurei, eu não iria chorar por isso

-Como assim?

-Na verdade eu nunca soube o nome dela sabe, sempre me referi a ela apenas como minha mãe, mas agora é diferente, eu ao menos tenho seu nome, Morgana

Aquele nome ficou na minha cabeça bem grudadinho, Morgana Solomon, minha mãe:

-Mas agora não é hora pra isso – falei – esta na hora de lermos esse diário

Eu passei para a terceira pagina daquele que me parecia um livro interminável agora.

“24 de janeiro de 1972

Querido diário otário, sempre quis escrever isso *risos*,

Ganhei você já faz um tempo, ano passado durante meu aniversario de nove anos, esse ano vou completar meus dez anos finalmente.

Hoje será meu primeiro dia de aula na escola nova, estou tão animada, e não é só por isso, estou tão, mais tão animada que tinha que isso aqui, já que finalmente minha mãe me permitiu poder usar meu primeiro feitiço....”

-Como é que é?! – acho que acabei falando mais alto do que devia ao ler aquele trecho já que todos num raio de uns vinte metros olharam na nossa direção, mas eu não podia me culpar, se eu tinha lido aquele trecho corretamente, e garanto a todos que li, como eu já suspeitava minha mãe realmente era um bruxa, e não só ela, parece que minha avó também

-Eu li isso certo? – falou William com uma voz totalmente diferente das anteriores, ele estava serio, muito serio, ele entendia o que aquelas palavras significavam melhor ate do que eu – ela escreveu ai feitiço?

-Não pode ser verdade – falei mais tentando convencer a mim mesma do que ao William – ela não pode ter aprendido magia, todos os livros foram queimados e a magia foi proibida com uma pena de morte, não tem a mínima lógica nisso

Eu passei a pagina do diário ainda sem acreditar que minha mãe era uma bruxa, mas então eu me lembrei da adaga, de como aquele reflexo parecia comigo, mas tinha certeza de que era de alguém mais velha do que eu e aquilo só poderia ser feito com o uso da magia:

-Que tal passarmos para a próxima pagina? – sugeri tentando cortar a tensão

William nada disse então passei a pagina, mais uma anotação do mesmo dia.

“24 de janeiro 1972

Querido diário otário

Olá novamente, estou voltando da aula que por acaso foi muito divertida, a professora é mito legal comigo e com minhas amigas, mas eu gostei mesmo foram de duas coisas, primeiro foi da magia de teletransporte, não existe nada melhor do que aquela sensação, na verdade existi sim, e é dele que eu vou falar agora, John Winchester, ele era um dos garotos da minha sala, mas era totalmente diferente deles, não sabia explicar, mas sabia disso só de olhar para ele, eu gostaria de falar mais, mas mamãe esta chamando lá embaixo, ela convidou a família para comemorar meu primeiro grande feitiço executado com sucesso”

É parece que minha mãe não estava brincando com relação ao feitiço, alem disso existiam outros magos alem da família dela, mas o que mais me surpreendeu foi ela ter citado papai ai, eles haviam se conhecido nessa época então, mas acho que pro William não era isso que importava, ele estava concentrado olhando fixamente para a palavra feitiço:

-Como é possível William? Ela não pode realmente ter usado magia, pode?

Ele continuou em silencio, aquela era a pior resposta que eu podia esperar dele, aquilo significava que nem ele conseguia acreditar naquelas palavras, magia era mais do que real, mas não era possível, o simples fato de alguém fazer magia já é incrível, fazer e não ser morto no outro dia por caçadores é ainda mais incrível, mas conseguir esconder varias famílias de magos durante gerações era inimaginável pra qualquer um.

Eu não vou mentir, se tem um ato de que me arrependo é de ter aberto esse diário, mas mesmo assim, eu não sei como, eu passei para a próxima pagina, meu corpo tremia então fui instintivamente em direção a mão do William, eu percebi que a mão dele também tremia, só não sabia se era por causa da minha mão ou se ele também não estava se sentindo bem ali.

26 de janeiro de 1972

Querido diário otário

A dois dias atrás minha mãe e todo meu clã finalmente me reconheceram como uma bruxa de verdade, que emoção, não vou mentir, fiz um enorme escândalo quando ganhei minha medalha de aceitação, era uma medalha de ouro com o desenho de um pentagrama no meio, o símbolo dos cinco elementos como minha mãe dizia, fogo, água, terra, ar e o principal, espírito, sem ele nada era possível, mas agora devo parar de escrever, tenho que ir para o colégio me encontrar com minhas amigas e com John.

Mas que droga, o negocio da magia era serio mesmo, eu fechei o diário de uma vez sem nem pensar duas vezes, eu não estava nem um pouco feliz com aquilo tudo, minha mãe era uma bruxa de verdade, mas graças a isso algumas coisas começam a fazer o mínimo de sentido, a adaga, o motivo pelo qual ela sumiu do mapa.

Eu estava com uma mistura muito estranha dentro de mim, surpresa, desespero, e falando serio, inveja, eu não sabia o porque, mas o fato dela ser uma bruxa me deixou com um pingo, apenas um pingo, de inveja, eu sempre li sobre magos, bruxas e feiticeiros, mas era sempre só para ter o conhecimento e pronto, caso precisasse matar algum, mas então agora eu sei que eles existem e estão por ai em algum lugar enganando a tudo e a todos, humanos normais, caçadores e ate os mais poderosos monstros, que máximo.

Não Amy isso não é um máximo, disse tentando sair dessa doce ilusão, eles estão fazendo algo errado, algo extremamente proibido que só era pago com a morte, mas não para aqueles magos, eles resistiram, resistiram a inquisição, resistiram aos monstros, e aos caçadores, e aqui estava a prova viva disso, tanto o diário, quanto eu:

-Amy, Amy – William disse me chacoalhando e só agora percebi que tinha apagado totalmente do mundo – temos que falar com o diretor agora

Ele estava realmente serio e eu entendia o porque, mas porque logo agora eu não queria que ninguém soubesse daquilo alem de nós dois? Por algum motivo eu queria guardar e proteger aquela informação com a minha vida, aquilo era realmente importante.

Quando percebi novamente William já estava me levando pelo braço pelos corredores do colégio e em pouco tempo estávamos de frente para a sala do diretor, William empurrou a porta e entrou sem nem pedir permissão, o diretor fitava o pátio da sua janela e com um copo em mãos como sempre, mas sua cara não estava nem um pouco igual as de sempre, ele parecia zangado, muito zangado:

-Então você achou? – ele perguntou ainda de costas e eu sabia que era para mim a pergunta

-Achei – disse me tremendo, mas por algum motivo o diretor continuava no lugar dele estático

-Então senhor Maquiavel?

-Sim?

-É incomodante ate para o senhor não é mesmo? – eu não sabia do que os dois falavam, mas William parecia saber

-Tss – William disse virando a cara

-Não precisa se sentir assim, ate para mim é uma sensação agonizante

-O que é e uma sensação agonizante? – perguntei querendo saber do que os dois falavam

-Você deve não perceber porque é humana, mas vamos lá, você já deve ter percebido que sua mãe é uma bruxa não é?

-Você sabia?

-Sempre tive minhas duvidas, ela era talentosa demais para uma pessoa normal, talentosa ate demais para qualquer tipo de pessoa, seja normal, caçadora ou bruxa

-Você fala como se tivesse a conhecido

-E conheci, ela estudou aqui junto do seu pai se você não sabe

Novas revelações bastante relevantes na minha vida que eu gostaria de ter sabido mais cedo, que ótimo dia estava tendo:

-Mas isso não importa, vamos voltar ao assunto principal, por que uma bruxa escreveria em um diário algo tão importante quanto essas informações e simplesmente o deixaria no porão de uma casa? – diretor falou

Certo vou assumir que não tinha pensado nisso ainda:

-A resposta é simples, porque não era possível ninguém lê-lo

-Como assim?

-O diário é encantado jovem, ele não podia ser lido por ninguém, ninguém, e também qualquer criatura de natureza não humana seria afetada por uma aura que essa coisa solta, por sorte eu e seu amigo somos demônios de alto nível, ou então estaríamos desmaiados já ou quem sabe mortos

Eu olhei para William, ele realmente parecia incomodado perto do diário, muito incomodado:

-Mas então como eu consigo lê-lo? – perguntei olhando para o diretor e ele me olhou nos olhos como se esperasse que eu mesma respondesse

-Você é filha dela, carrega o mesmo sangue – ele respirou fundo como se o resto da frase pudesse ser ruim, muito ruim – o mesmo poder

O que ele queria dizer com poder? Que eu também era uma bruxa? Como se tivesse lido minha mente, e tenho certeza que fez ele falou antes de mim:

-Eu e seu pai suspeitamos desde o inicio o que podia existir ali no diário e também tínhamos duvidas se você seria capaz de lê-lo ou não então fizemos algo

-Que algo?

-Queimamos o diário ate sobrar somente as cinzas e então exorcizamos ela com dez métodos diferentes

-Você só pode ta de brincadeira, o diário esta aqui comigo nesse momento, como é possível que ele tenha sido queimado e exorcizado

-Esse é o ponto, na verdade nos nunca mais tínhamos visto esse diário, ate hoje é claro, isso só mostra o quanto a sua mãe era poderosa, e o sangue dela também

O diretor para os olhos de William e então William avançou na direção dele com uma velocidade gigantesca e o pegou pelo colarinho tirando-o do chão:

-Você não esta insinuando que

-Sim estou – diretor disse antes de William concluir a frase e novamente eu estava se entender nada

-O que o senhor esta insinuando? – disse e então o diretor se materializou na janela e sumiu dos braços de William o deixando pasmo

-Pergunte ao senhor Maquiavel, ele já entendeu o que queria dizer, vou reportar ao seu pai o mais rápido possível e tente não alertar o seu irmão, não quero envolvê-lo nisso, pelo menos não no momento, agora podem ir

Eu ia contestar quando William me pegou pelo braço então entendi que seria inútil discutir, nós dois saímos da sala do diretor aos poucos, devia ser umas quatro horas da tarde pela posição do sol, nos dois já estávamos próximos da biblioteca quando não agüentei mais e falei:

-O que os dois estavam insinuando lá na sala?

-Finalmente sabemos o porque dos monstros que tentaram te atacar

-E?

-Bem, acho que podemos culpar sua mãe por isso

Notas finais
Reviews?