Vida De Monstro - Livro Três - A Guerra
13 XIII - Drake
Notas iniciais
XIII – Drake
-Você tem certeza carrasco maldito? – perguntei irritado
-Sim senhor – respondeu Harris com uma cara de raiva – Meu amado lorde Vladmir foi acordá-los
-Mas que droga!
Meu pai havia ido acordá-los, a elite de meu povo, os piores vampiros do mundo que estavam adormecidos por um bom motivo. Seres bestiais que haviam perdido sua razão e se tornaram apenas bestas sedentas por sangue com uma sede interminável e que seriam capazes até de matar que as transformou mesmo sabendo que iam morrer após isso. Eles eram a escoria de nosso povo e por isso foram postos para dormir, ficando sem sangue por décadas a fio e dessa forma entraram em uma espécie de hibernação forçada para impedir que morressem de fome. Mas agora meu pai e os outros foram acordá-los.
Havíamos perdidos já muitos de nós e nada de conseguirmos causar um estrago significativo na grande tribo, não ainda. Se a escoria acordar então será o fim deles. Lutando contra bestas que não temem nem mesmo a luz do sol. Mas isso também podia gerar problemas para nossa raça, não que os lordes se preocupassem com qualquer coisa que não fosse a guerra e o extermínio de todos os lobisomens.
Saí do salão onde estava e fui para meu quarto, eu estava exercendo o cargo de líder daquele castelo até que meu pai retornasse da sua visita a escoria maldita. Todos os vampiros eram meus subordinados então podia usá-los como bem entender, mas eles também podiam me usar para explanar seus mais diversos problemas, fosse sobre a guerra ou qualquer outra coisa.
Deitei na cama e senti minhas costas finalmente relaxarem, já estavam com o corpo dormente e dolorido de tanto ficar sentado naquela maldita cadeira. Peguei uma belíssima garrafa de cristal cheia até a borda com sangue. Peguei um copo que estava próximo e o enchi até o meio de sangue. Bebi tudo lentamente para sentir o prazer de maneira mais demorada.
Ainda não tinha lutado na guerra, Vladmir me proibiu, ele disse que eu não estava pronto. Mas Harris estava lutando. E Anne também. Mas eu estava sozinho ali, sem fazer nada, apenas observando o mundo se destruindo aos meus pés.
Joguei o copo em direção a parede, tinha que lutar, fazer alguma coisa em prol da guerra, ou para o fim dela. Levantei da cama e olhei ao meu redor, ficar preso ali dentro não ia ajudar.
Abri a porta e comecei a caminhar pelo castelo, somente os vampiros mais inúteis e aqueles que vinham trazendo mensagens do campo de batalha estavam ali e devo dizer que fiquei assustado quando um dos mensageiros veio correndo na minha direção:
-Meu senhor Drake – o vampiro disse se tremendo todo
-O que foi?
-Lady Anne manda-o esta mensagem meu senhor, ela exigi a sua presença no campo de batalha
-Meu pai já sabe disso?
-Milady disse que Lorde Lestat já avisou a poucas horas seu pai, Lorde Vladmir, de tal missão
-E por que Anne convocaria minha presença?
-Ela diz que sua presença onde ela se encontra é mais do que necessária
-E onde ela está?
-Rússia senhor
Senti meu corpo tremer. A Rússia era gigantesca e era cheia de lobisomens, ela poderia estar em qualquer ponto dela, qualquer um. Quais eram as chances então dela estar logo lá não é mesmo? Naquela maldita base? Mas se não fosse por isso então por que ela precisaria de mim? Ela me acha um guerreiro digno? Duvido muito. Talvez um amante para passar o tempo. Isso me alegraria mais algo me diz que isso também era ridículo. Só podia ser pela base secreta dos russos:
-Diga a sua senhora, lady Anne, que eu irei o mais rápido possível
Gostando ou não de ir para a Rússia, e provavelmente rumo aquela maldita base, eu não deixaria Anne na mão e muito menos perderia a chance de ir para o campo de batalha. Nem precisei escolher alguém para ficar no meu lugar no castelo, meu pai já havia mandado alguém me substituir provando que ele já havia sido avisado previamente da decisão de Anne e se ele havia me permitido ir então só podia ser para guiá-la até aquele lugar.
Duas horas depois de receber a mensagem já estava no aeroporto pegando um jato particular rumo a meu maldito destino. Rússia. Nesse caso mais específico estava indo para São Petersburgo. A base de Anne ficava ali porque também era um ponto importante para os licantropos.
A viagem foi longa, mas não cansativa. Haviam aeromoças ali, humanas, e ainda melhor, ela eram viciadas em serem mordidas. Haviam humanos que após servirem de refeição para um vampiro vão ao êxtase máximo e caso sobrevivam ficam viciados naquilo como ficaria provando alguma droga alucinógena. Alguns diziam que a sensação era como ter cem orgasmos em menos de um segundo, outros falavam em duzentos. Nunca fui mordido então não sabia o que era verdade e o que era mentira, mas era um fato que todas as sete aeromoças desejam apenas uma coisa, que eu as mordesse.
Não ia recusar sangue retirado diretamente de um humano, só vampiros sabem o quanto sangue quentinho e pulsante era bom e na situação em que eu estava era difícil recusar. Apenas bebendo sangue de animais ou sangue frio de doações era bom, mas nada se comparava aquele manjar dos deuses.
Talvez fosse a raiva de estar voltando para a Rússia, mas não importava, o fato é que quase matei duas das aeromoças, mas que não reclamaram nada. Elas apenas gemiam de prazer enquanto jaziam fracas e cansadas no chão do jato. Era uma cena ridícula e vergonhosa, mas não importava, estava cheio de uma energia gigantesca que já não sentia a muito tempo e estava feliz por isso.
O avião aterrissou e assim que saí de dentro dele dois vampiros me esperavam com um cartaz escrito “Drake”. Eles me levaram até um enorme 4x4 e fizemos nossa viagem dentro do carro por um pouco mais de meia hora. Quando paramos me vi em frente a um prédio cinza de quatro andares, em cada janela havia um vampiro e na porta da frente haviam dois deles parados em pé com caras raivosas:
-Seja bem vindo Drake – Anne disse surgindo da porta e me dando um longo abraço, e que abraço bom foi aquele – O tempo parece ter te feito melhor
Ela parecia admirada com meu rosto, nada como uma boa refeição não é mesmo?
-Digo o mesmo Anne, mas não acho que vim aqui só para ser bajulado
-Mas é claro que não, vamos precisar da sua ajuda
-Não me diga? Posso até adivinhar para o que, a base não é?
-Sim ela mesma – nós dois adentramos o prédio, não havia mobilha, apenas grandes maletas onde provavelmente haviam boas doses de sangue – Você sabe o que havia naquela base?
-Pergaminhos de Atlântida
-Exato, e sabe até onde o poder daqueles pergaminhos vai?
-Nunca soube, e nunca quis saber, é algo que nunca tive interessa algum
-Mas deveria Drake, e como deveria, Atlântida foi o reino mais genial que já existiu, tão poderoso que rivalizava com a sagrada Henoc, nossa cidade natal de todos os vampiros
-Eu sei disso Anne, mas e daí?
-E daí? Como você é idiota rapaz, Atlântida tinha conhecimentos sobre tudo, até mesmo sobre monstros, principalmente vampiros, mas não unicamente de nosso povo, eles também tinham sobre todas as outras criaturas, até mesmo sobre metamorfos, todos eles, incluindo os lobisomens
-Então acha que na base pode ter algo que vai nos auxiliar na guerra?
-Exatamente e só você sabe onde ela fica, você e seu pai, mas ele não pode vir, está muito ocupado
-Ele e Lestat e todos os outros, tudo para acordar aqueles desgraçados
-Verdade, mas se você me ajudar podemos impedir isso e ganharmos coisas que nem sonhamos
-Tipo o que? Sou imortal, tenho superpoderes, sou um nobre e somente meu pai está acima de mim
-Você sonha tão baixo Drake, tão baixo
-Não Anne eu não sonho baixo, mas o que quero não pode ser conseguido a força
-E o que você quer pirralho?
Peguei-a pela nuca e aproximei seu rosto do meu:
-Você – ela não demonstrou reação alguma, simplesmente se afastou de mim
-Você é bonitinho querido, na verdade é lindo, é único, mas não posso ficar com você e sabe disso
-Você é de Lestat não é mesmo? Somente alguém a cima dele poderia de tirar dele e somente uma criatura está acima dos lordes não é?
-Sim, e aquele que está acima, o pai supremo, o grande Caim, vai nos exterminar se continuarmos com essa guerra, todos sabem disso, mas estão cegos por derramar sangue, temos que parar antes que seja tarde Drake e se conseguirmos Cai poderia nos dever uma, então faríamos um pedido a ele, e como ele é o maior entre nós nenhum lorde ousaria negar isso, mesmo que ele não quisesse
Por um instante jurei que ela se referia ao meu pedido de tê-la pra mim, mas antes que pudesse dizer algo Anne subiu as escadas do prédio e sumiu de minha vista. Não sabia o que ela foi fazer, talvez fosse arrumar algo, talvez não quisesse ficar na minha presença.
Esperei quinze minutos até ver Anne descendo as escadas acompanhada de mais três vampiros, homens morenos e altos, corpulentos e de cabelos rapados, provavelmente ex-militares que foram transformados por ela para ser as guarda pessoal:
-Vai nos guiar ou não Drake? – perguntou aquela maldita vampira me olhando nos olhos, ela sabia que efeito ela tinha sobre mim
-Sim
-Ótimo então, vamos partir?
Nosso grupo entrou no 4x4 e um dos morenos foi ao volante guiando o carro seguindo minhas orientações. Passamos quantas horas de carro? Eu não tinha idéia, mas foi um gigantesco período de tempo. Tínhamos mais de um dia e meio de carro sem parar. O tanque do carro devia ser bem grande e estar cheio até a boca porque ainda viajamos mais sete horas até finalmente chegarmos ao nosso destino.
Paramos o carro a mais de vinte metros de distancia daquele maldito local, dessa vez não haviam guardas ou sequer um sinal de alguma forma de vida. Tudo era o mais sinistro silencio. Silencio até demais:
-Sigam-me – falei indo na frente do grupo
O local parecia desolado, mas ainda assim era idêntico a como me lembrava, cada centímetro parecia ter sido intocado pelo próprio tempo. Entramos no complexo e a única coisa que escutávamos era o barulho do vento que passava por aquele cenário desolado e idêntico ao dia em que invadi, cada coisa ainda estava no seu lugar, até o cheiro era parecido:
-Do que estamos mesmo atrás? – perguntei vasculhando os escombros
-As escrituras atlantes, seu grupo só achou um delas, existiam outras
-E o que te garante que elas estavam aqui?
-Nada, mas pode ser que aqui tenha uma pista sobre elas, vamos achá-las e uni-las com o pedaço que seu pai guarda e então vamos usá-las para acabar com essa guerra, e com qualquer outra que surgir
Não podia negar o brilho de ambição que queimava nos olhos de Anne, algo me dizia que ela queria ir além, que sua sede de destruição poderia alcançar patamares inimagináveis podendo e chocar até mesmo contra Caim. Mas nem mesmo ela seria tão maluca, ele era poderoso demais seja para nós, para os atlantes ou para qualquer outro.
Enquanto vasculhava tudo as lembranças vinham na minha cabeça e novamente aquele fato, o fato de que tudo estava igual, até mesmo o cheiro. Mas não era para ser assim, os corpos haviam sido deixados, eles deviam ter apodrecidos, devia estar um cheiro horrível aqui e deviam ter esqueletos também, mas eles não estavam ali. Havia tudo, menos os corpos:
-Temos que sair daqui agora! – gritei o mais alto que pude, Anne estava do outro lado do complexo, mas o problema não estava onde ela estava, mas sim onde seus guardas vasculhavam
Em meio aos escombros corpos começaram a se erguer, eram os esqueletos e eles exalavam uma aura mortal enquanto liquido verde escuro escorria entre seus ossos como se fosse sangue.
Os esqueletos começaram a pegar seus líquidos verdes escuros e começaram a moldá-los com seus dedos esqueléticos formando lentamente espadas feitas daquela coisa nojenta. Eles avançaram contra os vampiros e um combate se iniciou. Uma luta de mortos-vivos, diferentes tipos de mortos-vivos, mas ainda assim tecnicamente éramos o mesmo tipo de seres como considerávamos todos os metamorfos iguais, fossem eles doppelganger, lobisomens, os lendários meio-tigres e outros ainda mais lendários.
Corri o mais rápido possível para ajudar o trio que enfrentava mais de três dezenas de guerreiros, alguns usavam jalecos, mas outros usavam vestimentas rasgadas e sujas que deviam ter sido um dia brancas. Meus “companheiros” de guerra.
Cravei uma lança de gelo nas costas de um deles e preparei mais outra, a lança havia acertado entre a c3 e a c4, a vértebra da coluna numero três e na vértebra da coluna numero quatro. Um golpe preciso que teria deixado um homem tetraplégico, mas num esqueleto era meio inútil, então cravei minha outra lança no meio do seu crânio e o parti em dois.
Os esqueletos eram irritantes, mesmo que você os desmembrasse, algo que não era difícil, eles não paravam até você destruir seus crânios que era da onde saia aquele líquido verde escuro. Um líquido verde escuro bem mortal por sinal, um dos esqueletos acertou um dos vampiros de Anne e onde ele foi ferido rapidamente começou a se dissolver como se fosse atingido por acido sulfúrico.
Rapidamente o vampiro foi dissolvido deixando apenas um amontoado de ossos onde antes havia um homem. Os ossos dele então se fundiram ao liquido que o havia matado e aos poucos foi ganhando vida se tornando mais um esqueleto assassino.
Estávamos em desvantagem, mas mesmo assim já havíamos matado mais da metade deles e parecia que o esqueleto que antes foi um vampiro era igual aos outros, sem nada de vampiro. Que bom ou então teríamos problemas maiores do que um grupo de mais de dezessete irritantes esqueletos que podiam te matar com um ataque. E foi isso que aconteceu. Mais um ataque que acertou bem na coxa de outro vampiro e ele rapidamente se converteu em um esqueleto assassino.
Éramos três agora contra um bando de esqueletos, mas não tinha medo algum e nem o guarda de Anne, mas ela tinha. Anne podia ser forte, mas temia a morte de tal forma que jamais podia ficar numa situação daquelas sem ficar naquele estado, um estado quase de choque:
-É bom não surtar logo agora – falei me aproximando dela e preparando minhas garras de gelo – Precisamos de você, eu preciso de você
-Eu sei – Anne respirou fundo tentando se acalmar enquanto os esqueletos avançavam
Gerei um esquife de gelo ao nosso redor, mas parecia que o liquido também derretia gelo facilmente. Se não havia como se defender então só podíamos atacar. Cravei minhas garras de gelo na cabeça de um dos esqueletos e a estraçalhei com um simples movimento do braço. Olhei para o lado e vi Anne matando os dois antigos vampiros rapidamente e se aproximando do seu ultimo guarda que estava suando frio. Em poucos minutos terminamos com todos os esqueletos e nos aproximamos:
-Que porcaria foi tudo isso? – estava cansado, nem de longe ferido, mas cansado
-Não sei – Anne falou se aproximando do vampiro que parecia realmente tenso mesmo com o termino do combate – Mas você sabe não é?
Anne tocou o rosto do vampiro e o encarou nos olhos, ela ia ler a mente dele:
-Desgraçado! – ela apertou o pescoço do vampiro e arrancou a cabeça dele
-O que foi? O que ele fez? – perguntei me aproximando dela e tocando seu ombro e ela afastou minha mão
-O maldito era um traidor, ele era membro dos the killers e era servo direto do tal de Zan, o vampiro carregava uma marca que indicava sua localização todo esse tempo e parece que de alguma forma Zan pegou essa localização e invocou esses mortos-vivos
-O que diabos é esse tal de Zan? São três lideres, uma súcubos, um lobisomem e esse cara, um cara que ninguém sabe o que é
-Talvez os caçadores saibam, mas não é uma certeza, só sabemos que ele é praticamente imortal, já caçam ele a um bom tempo e já teriam o matado dezenas de vezes e ele sempre voltava, além disso dizem que ele praticaria magia negra
-Mas monstros não podem usar magia, pelo menos foi isso que soube
-E você aprendeu certo, mas ele deve ser uma exceção, uma maldita exceção
-Vamos desistir da busca? – Anne me acertou um soco na cara
-Você ficou maluco? Acha que eu ia passar por tudo isso e simplesmente desistir sem levar nada?
Continuamos a vasculhar o local por mais de uma hora até que eu finalmente me toquei do obvio:
-E se os the killers soubesse que viríamos? – falei me virando para Anne que estava a poucos metros de distancia
-Como é?
-Essa região é cheia de lobisomens e o lobisomem líder dos the killers tem sangue russo pelo que soube, e se ele tivesse algum tipo de espião pela região e tivesse descoberto essa base bem antes de nós?
-E assim já tivesse pegado os documentos de Atlântida
-Exatamente, eles já poderiam ter pegue isso a dias atrás, talvez a anos atrás, se minhas suspeitas estão certas e os the killers tem haver com essa guerra então eles já poderiam ter previsto que viríamos aqui a bastante tempo e pegue tudo para impedir que um dos lados usasse os documentos
-Ou não
-Você acha que não?
-Talvez eles não se importem se vamos usar os documentos ou não, mas se fossemos usar que eles também ganhassem com isso
-Droga eu entendi – esses malditos eram espertos demais para ser verdade – Eles vão vender os documentos para quem pagar mais e assim ganhar a guerra e enriquecer os the killers
-Parabéns Drake, agora temos que nos encontrar com os lordes o mais rápido possível e os impedir de comprar qualquer coisa daqueles the killers
Corremos dali, mas o céu estava cheio de luz e por um instante travei até relembrar que tanto eu quanto Anne tínhamos os anéis mágicos que nos protegiam do sol.
Tentamos chegar o mais rápido possível até nosso prédio e voltar ainda mais rápido para a Romênia, assim que os lordes terminassem o processo de acordar aqueles vampiros adormecidos eles provavelmente iriam retornar para o castelo principal, ou esperávamos isso.
Só conseguimos chegar a Romênia no outro dia depois de mais de vinte horas, problemas de transito tanto aéreo quanto terrestre, era como se o mundo conspirasse contra nós. Por sorte no avião me alimentei, nada de aeromoças tragicamente, e assim consegui chegar no país sem estar completamente acabado e cansado.
Corremos ao castelo o mais rápido possível, um esforço inútil. Fomos avisados que nenhum dos lordes havia retornado ainda e provavelmente ainda demoraria mais, detestei saber o porque do atraso deles. Eles estavam em reunião com alguém desconhecido por todos.
Não podia negar que fiquei tremendo e tenso o tempo todo até que finalmente, após nove horas que estava no castelo, os lordes chegaram. O rosto de todos estava horrível, visivelmente abalados e cansados:
-O que aconteceu? – Anne correu e abraço fortemente seu senhor Lestat
-Estamos com problemas – respondeu lorde Enlil coberto – Acabamos de terminar de falar com Caim
-E?
-E que ele nos mandou terminar essa guerra ou então seriamos extintos – respondeu meu pai suspirando
-Então vamos parar – respondi, ninguém ousaria enfrentar Caim
-Não podemos – respondeu lady Carmilla – Pouco tempo antes já havíamos acordados os malucos adormecidos
-E os mandamos em uma missão que pode culminar com o clímax desta guerra – disse lorde Ruthven suando frio
-Então retirem a ordem! – se Caim viesse seria o nosso fim
-Não podemos – respondeu lady Erzsébet – Eles já concluíram a missão
-E o que era essa missão?
-Minha querida – Lestat alisou o rosto de Anne e forçou um sorriso – Você sabe sobre os documentos de Atlântida não é?
-Sim meu senhor – ela respondeu percebendo o falso sorriso
-Bem eles estavam nas mãos dos the killers e eles nos chamaram a vários dias atrás para comprar os documentos e por um fim na guerra
Tanto eu quanto Anne não contemos nosso descontentamento e surpresa:
-Nós recusamos os documentos – continuou lorde Ruthven – Mas não significava que não poderíamos utilizá-los no futuro então tínhamos que ter certeza que os lobisomens não iriam tê-los
-A forma de impedir isso seria matar os enviados dos lobisomens para pegar os documentos – respondeu Carmilla – e pra isso mandamos os malucassos maldito, eles cumpriram a missão mais do que perfeitamente, mas eles eram malucos e acabaram matando os enviados dos the killers também e os enviados eram vampiros, matamos uns dos nossos e como bônus quebramos os documentos
-Mas que droga! – não controlei a raiva, não sei porque, mas não controlei
-Isso ainda não é a pior parte – disse meu pai ficando mais pálido – Caim ficou sabendo disso a menos de dois minutos atrás e ficou furioso por perdemos os documentos, o pai dizia que os documentos poderiam ter a solução um problema dele e ele disse que vamos pagar por isso
-Como assim pagar? – só podia ser uma mentira
-Quer dizer que estamos MORTOS rapaz!!!!!!! – gritou lorde Nosferatus com raiva nos olhos e então o silencio reinou no castelo
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