Notas iniciais
Bem nao citar que ja faz um bom tempo que na posto nada, mas isso tem uma bela justificativa chamada tempo, por mais que eu ainda entre no site e use a internet e o computador é realmente por tempo limitado demais pra escrever algo que preste e voces podem averiguar isso com esse capitulo ._.

XVII – Arvedui

Algumas pessoas pensam que só porque duas criaturas têm a mesma raça, ou classe ou título elas tem a mesma força, mas devo dizer que mesmo que eu seja considerado o líder supremo da minha raça eu não consigo rivalizar de frente com o líder supremo dos vampiros. Caim era sem sombra de dúvidas a segunda criatura mais poderosa que já tive a oportunidade de ver, depois apenas de Titânia que jamais me revelou todo o seu poder.

Era possível ver as chamas de William rivalizando com as chamas de Caim em pleno céu noturno, mas elas não durariam muito tempo. Mesmo com o príncipe do inferno estando transformado ele não duraria muito tempo naquele ritmo, ainda não entendia porque ele não estava utilizando suas chamas negras, mas ele parecia ter um bom motivo e a única coisa que podia fazer era tentar ao máximo auxiliá-lo, mas era difícil sequer chegar perto dos dois.

Estava tentando ver uma brecha nos ataques do pai dos vampiros, mas por mais que ele parece um esqueleto em questões físicas suas habilidades de luta eram invejáveis e ele não desperdiçava seus golpes. Mas ele iria abrir sua guarda em algum momento e quando ele fizesse isso eu e minha Oberon iremos ensiná-lo a jamais virar suas costas para um elfo durante um combate.

Amy e Alatariel por sorte estavam a uma distancia segura daquele combate e esperava que assim se mantivesse já que elas tinham uma missão de suma importância e não podiam ser interrompidas.

Algo passou voando por mim e se chocou contra uma rocha a três metros de distancia, não era possível ver sua forma perfeita por culpa da fumaça, mas pela silhueta só podia ser William:

-O que aconteceu? – aproximei-me do corpo do príncipe infernal que estava visivelmente machucado mesmo estando na sua forma demoníaca

-Ele me acertou um direto de esquerda certeiro, acabei voando com o ataque, o desgraçado finalmente vai parar de brincar

-Ele esteve brincando esse tempo todo?

-Receio dizer que sim, mas que droga, ele é muito forte e eu não podia esperar menos de um ser que tem dezenas de milênios de idade

-Não melhor chamar o dragão?

-Ainda não, não é o momento certo

-O problema é que não podemos estar vivos quando o momento certo chegar, eu não esperava que todo esse tempo ele ainda estivesse brincando conosco

-Com medo rei élfico?

-Medo? – refleti por um momento e então senti a obscura energia do pai dos vampiros se aproximando – Talvez um pouco

-Eu já te disse que se não estiver confortável utilizando uma espada você poderia usar o arco não é mesmo? Você é bem melhor com ele

-Eu não uso esta espada por ser bom ou ruim William, eu a uso porque ela é a minha espada e ponto final, não importa se existir alguma arma melhor, eu sempre escolherei Oberon antes de tudo, aquele momento em que lhe a entreguei foi por ser algo de extrema necessidade

-Orgulho não é bom rei dos elfos – o demônio já estava se preparando, nosso adversário estava a poucos metros de nós

-Um demônio me alertando dos perigos de um pecado, chega quase a ser cômico

-Não é só porque sou um demônio que tenho que ser o pecado encarnado rei

-Mas você não é príncipe?

A última coisa que vi foi William sorrir e então avançar na direção de Caim e fui atrás dele empunhando cada vez mais forte minha espada. Uma onda de fogo veio na nossa direção e enquanto William mergulhava dentro dela eu a retalhava abrindo caminho. No meio de meus ataques me vi de frente com o pai dos vampiros que me encarava com um largo sorriso no rosto, ao longe estava William caído no chão:

-O que você fez? – tentei me mover, mas percebi que meu corpo não se movia mais

-Uma boa e velha hipnose vampiresca, você e seu amigo são mais fracos do que eu então ela é bem útil

-Você não tem honra pai dos vampiros!

-Não existe honra na guerra rei dos elfos e você deveria saber disso estando na posição de líder da sua raça

-É por eu ser o líder deles que devo servir como exemplo e não o inverso

-Palavras de um jovem inocente, quem diria que seria alguém como você que seria capaz de vencer a rainha das fadas e conseguir trazer os espíritos de volta – aquele maldito provavelmente havia lido a minha mente enquanto me hipnotizava, ele era realmente uma criatura assustadora e não apenas fisicamente falando

-Eu não fiz isso sozinho, eu tive outras pessoas honrosas ao meu lado

-Fala este demônio aqui? – o vampiro apontou para William com visível deboche – Demônios não tem honra rei dos elfos, eles são os piores entre todos os seres dos universos, só ouvem a si mesmos, ignorantes, brutos, estúpidos, esse moleque ali não é diferente do antepassado dele, o lendário Nero Maquiavel, na verdade ele é diferente sim, o antepassado dele seria capaz de me vencer facilmente enquanto ele não consegue nem me causar um ferimento grave

-NUNCA MAIS CITE O NOME DELE!!!! – o grito de William foi tão alto que todo o local pareceu tremer

O demônio se ergue do chão e chamas começaram a se espalhar por todo lugar. O chão estava se partindo sob seus pés, seu corpo parecia aumentar um pouco mais de tamanho enquanto seus músculos aumentavam cada segundo mais:

-Quem diria que uma escoria feito você quebraria minha ilusão – Caim parecia até estar surpreso com a cena a sua frente, mas não tinha medo – Com esse poder atual você deve estar quase na classe SS, talvez você já deva até ter chegado nela, mas se quiser me vencer vai ter que aumentar ainda mais seu poder garoto, poucos no inferno conseguiriam me vencer e todos eles são mais fortes do que você

-AAAAAAHHHHHHHHHH!!!!!!!!!!!!!!!!!

Com aquele grito todo o chão se abriu e por um instante me pareceu até que a realidade havia oscilado. O corpo de William parecia ter aumentado ainda mais de tamanho, estava com mais de dois metros e meio além de seus chifres estarem enormes e mesmo com todo aquele poder ainda assim ele não estava invocando suas chamas negras e eu queria entender o porque disso:

-Agora você tem nível pra me enfrentar – o rosto de Caim havia mudado completamente, ele agora estava finalmente sério – Eu só não entendo como um demônio pode aumentar tanto o seu poder, e ainda mais fora do inferno

-Se você me vencer eu lhe conto pai dos vampiros – aquilo que saiu da boca de William me pareceu mais o grunhido de uma besta do que uma voz, mas o que eu deveria esperar de um demônio na sua verdadeira forma?

Os socos se encontraram e uma torre de fogo voou para os céus e antes dela sumir vi Caim passando por dentro da torre e colidindo contra dezenas de árvores antes de parar dentro de uma cratera. Meu corpo estava se movendo novamente então devo presumir que o golpe do príncipe afetou consideravelmente o pai dos vampiros.

Lentamente Caim se ergueu da cratera e ficou procurando por William que não estava mais no meu campo de visão, ele havia sumido junto com a torre flamejante e algo me dizia que não tardaria a reaparecer e eu estava certo. Um ponto brilhou no céu como se fosse uma estrela, mas rapidamente ele começou a brilhar com mais intensidade e parecia estar cada vez mais próximo, como um meteoro flamejante caindo, só que não era um meteoro, mas sim um demônio banhado em fogo e fúria.

Uma nova explosão aconteceu e dessa vez fui acertado em cheio pela onda de fogo gerada. Fui levado para longe enquanto observava toda a floresta se desintegrar com o poder do impacto, foi uma gigantesca perda em quesitos naturais, mas temo dizer que foi necessário.

Levei aproximadamente vinte e cinco minutos para finalmente poder me mover de novo, não tinha queimaduras serias, mas ainda assim sabia que estava ferido pelo poder da explosão. Olhei na direção do local onde William havia caído e percebi que estava dentro de uma cratera, o poder da queda havia sido tamanha que onde antes havia uma floresta agora era uma enorme cratera. Aquilo era poder mais do que o suficiente para escurecer os céus do planeta Terra por dias talvez, mas isso não aconteceu, o príncipe do inferno não era imprudente e soube canalizar com uma perfeição invejável seu ataque mortal.

Andei cambaleando rumo ao centro da cratera com minha Oberon em mãos e usando minha visão ampliada consegui enxergar de longe o que acontecia na região do impacto. William estava de volta a sua forma humana e ao seu lado estava um Caim desmaiado, na verdade ambos estavam desmaiados e se havia alguma chance de matar o pai dos vampiros essa chance era agora.

Demorei tempo demais para chegar até a dupla de desacordados, mas nenhum dos dois se levantou, não devia subestimar os ferimentos que eles receberam naquele ataque praticamente suicida de William.

Com dificuldade ergui Oberon e mirei bem no coração do pai dos vampiros, eu tinha que matá-lo logo, mas meu corpo parecia estar paralisado ainda pelo impacto flamejante, ou era alguma outra coisa? Olhei para o horizonte e não fiquei nem um pouco feliz com a cena que estava observando, caminhava na minha direção uma das mais estranhas criaturas que já havia visto, um esqueleto ambulante, e ao seu lado dois seres encapuzados apareciam portando um punhal cada um:

-Não posso permitir que elimine Caim agora rei dos elfos – disse o esqueleto com uma voz quase fantasmagórica e que fez meu corpo tremer, aquele ser era sem sombra de dúvidas mais forte do que o pai dos vampiros e mesmo assim eu não lembrava de ter ouvido falar dele – Sim você já ouviu histórias sobre mim Oberon III, ou devo chamá-lo de Arvedui?

-Que tal me chamar de seu assassino?

-Por favor não me faça rir, você não poderia me matar, ninguém pode

-Não existe ninguém imortal

-Quem lhe contou isso? Algum mortal? Mas é obvio que existem seres imortais, um deles está bem aqui conversando com você nesse momento, e se eu não sou exemplo o suficiente então venha ao meu palácio no dia da lua de sangue e eu lhe mostrarei mais um imortal, e aproveita e traga os outros escolhidos com você, acredito que faremos um belo evento com todos lá presentes, mas agora não é o momento e por isso você não vai poder matar Caim, ele deve viver, pois ele é mais do que necessário para a lua de sangue

O esqueleto fez um simples movimento com os dedos e então o corpo de Caim sumiu, tentei me mover, mas meu próprio corpo parecia ser contra isso:

-Não tenha pressa rei Oberon – disse o esqueleto com algo que deveria ser um sorriso – Nós vamos nos encontrar já disse, você só tem que esperar a lua de sangue e ela não tarda isso lhe prometo, e então todos vocês vão entender que esperança não passa de uma ilusão criada por vocês mortais

Uma luz brilhou no horizonte, um enorme clarão dourado simbolizando que Alatariel e Amy haviam concluído sua missão, não pude deixar de sorrir:

-Devo dizer que estou surpreso – disse o esqueleto olhando para o clarão – Não esperava que a jovem maga e a elfa da noite conseguissem vencer meus servos tão rapidamente, mas são essas pequenas surpresas que fazem a vida ser algo tão notável não acha rei? É por isso que também vou fazer uma surpresa para você e os outros escolhidos e é bom estarem prontos para ela

Novamente o esqueleto fez um movimento com suas mãos e ele sumiu junto de seus dois encapuzados. Finalmente podia me mover e rapidamente corri para o centro da cratera tentando acordar William, finalmente tinha me tocado de quem era aquele ser na minha frente, era o terceiro líder dos the killers.

William não queria acordar e só finalmente deu algum sinal de vida quando de longe seu dragão apareceu voando. O dragão se deitou ao seu lado e pouco tempo depois Amy e Alatariel apareceram correndo em nossa direção, ambas estavam visivelmente cansadas, mas esbanjavam sorrisos de satisfação:

-Acredito que o plano tenha sido bem sucedido? – perguntei me sentando no chão

-Um sucesso – disse Amy sorrindo, mas então seu sorriso sumiu ao ver o príncipe do inferno desacordado, ela correu par perto dele e tomou seu corpo nos braços – Ele vai ficar bem – não sabia como ela tirou essa conclusão e não me interessava agora saber

-Então vocês pegaram ou não?

-Sim nós pegamos – disse Alatariel com um sorriso e tirou das suas costas um pedaço de pedra negra marcada com diversas runas

-É isso daqui? É este o testamento de Adão? – o testamento de Adão, nossa chance de vencer os deuses de uma vez por todas

-Sim é esse mesmo – disse Amy olhando para a pedra – Ele está escrito em runas draconianas então vamos precisar do Will pra traduzir, mas assim que ele traduzir vamos saber a localização da chave para vencer os deuses, o local exato onde está o jardim do Éden e onde se encontrar a árvore do conhecimento

-Você tem certeza que a árvore é a chave?

-É isso que os escritos antigos falam, não sei se é verdade ou não, mas é nossa melhor chance, não podemos deixar Will matar todos os deuses sozinhos, são muitos e cada dia só aumentam, além disso ainda descobrimos novos meia-vida andando por ai e temos que eliminá-los também e podemos resolver tudo isso com o fruto da árvore do conhecimento

-Ainda não confio nessa lenda Amy

-Não é uma lenda, a prova está nas mãos de Alatariel, o testamento é real, então o jardim do Éden também deve ser, se ele for real então a árvore é real, e se a árvore realmente existir então pode ser que os escritos estejam certos e que se um filho de Adão provar novamente do fruto ele adquira o poder que ele desejar, que no nosso caso é o de matar os deuses para sempre

-Mesmo se um deles for imortal?

-O que quer dizer Oberon? – perguntou Alatariel percebendo minha repentina tremedeira – Não existem imortais, nem demônios, nem espíritos, nem mesmo o universo vive para sempre

-Mas e se existir um ser realmente imortal e ele estiver do lado deles? Algum já pensou nessa possibilidade?

-Eu já – disse a voz de William

Todos nós nos viramos em sua direção e vimos ele rapidamente se mover e dar um rápido beijo na testa de sua amada:

-Em primeiro lugar eu estou bem, só um pouco cansado, e em segundo lugar eu já pensei nessa possibilidade rei e não precisa se preocupar, existindo imortais ou não nós vamos vencê-los

-Da onde vem tamanha confiança príncipe? – eu invejava isso nele as vezes, seu ar arrogante e confiante, mas que nunca era sem motivo

-Minha confiança vem de meu poder rei, eu lhe garanto que na hora que precisarmos meu poder vai parar qualquer inimigo seja ele qual for

-Isso inclui cometer suicídio para vencer William? Porque foi isso que eu vi aqui, aquele ataque era quase um suicídio

-O que Oberon quer dizer com isso Will? – Amy se ergue do chão tão rápido que quase não percebi e ficou encarando o demônio com visível raiva

-Aquilo foi planejado se posso dizer, não ia morrer, meu objetivo era somente fazer o pai dos vampiros desmaiar e como conseqüência eu também iria desmaiar, mas eu sabia que você não iria então poderia matá-lo, você o matou Oberon?

-Não príncipe, eu não matei Caim

-E qual o motivo? – ele não escondia sua raiva

-O líder dos the killers apareceu

-Qual deles? Ferdinand? Lilian?

-Zan

Dava para ver o olhar de medo de Amy, ela estava quase pálida:

-Você se referi ao esqueleto maldito? – perguntou William quase rosnando de raiva

-Sim ele mesmo, voes já se encontraram com ele não é mesmo?

-Tive esse desprazer – disse Amy com dificuldade, seus dentes e tremiam como se ela estivesse com bastante frio

-Pois é ele veio aqui e pegou Caim, ele disse que se quiséssemos encontrá-lo que esperássemos até a lua de sangue, alguém sabe o que é isso?

-Não, mas talvez minha mãe saiba, temos que falar com ela logo e Will tem que traduzir logo o testamento de Adão

-Como foi que vocês duas conseguiram isso mesmo? – perguntou William que sabia tanto quanto eu sobre a missão das duas

-Longa trabalho de pesquisa Will, longe trabalho de pesquisa

Notas finais
Reviews???