Notas iniciais
Hei clã,
Tenho noticias a contar, mas nas notas finais.
Boa leitura.

Chego em casa parcialmente encharcada enquanto retiro minha sandália Allan aparece exibindo seu cabelo negro lisinho de corte complicado, os olhos castanhos escuros na pele parda do corpo mais ou menos definido com uma estatura mediana.

-Deveria ter esperado a chuva passar – ele diz – Vá trocar de roupa antes que pegue um resfriado.

Reviro meus olhos enquanto coloco as chinelas que se usa em casa, costume japonês, para depois entregar á ele as coisas que comprei.

-Bleach? – ele lê o nome do mangá – Pra mim?

-Achei que fosse te interessar – dou de ombros – Se não quiser, guarda nas minhas coisas que leio depois.

Ele coloca o exemplar na cômoda lateral antes de me olhar.

-Um banho – ele ordena brincalhão – Desça depois para o jantar.

-Papai ainda não chegou? – indago mecânica.

-Ele não voltará hoje – ele avisa – Tem uma reunião cedo em Tókio.

-Ou seja – digo olhando-o – Você vai preparar a comida.

Ele revira os olho com um sorriso nos lábios.

-Hana ligou – ele me avisa quando começo a ir para o meu quarto.

-Retorno pra ela depois – digo – Tem café pronto?
-Não vai tomar café tamanha essa hora – ele me recrimina.

Volto-me para olhá-lo séria. Tinha meus jeitos de obrigá-lo. Ele trinca os dentes e some rumo à cozinha.

Massageio meu pescoço enquanto entro no meu quarto que continha apenas uma cama de solteiro coberta por lençóis púrpuros, a escrivaninha ao lado repleta de papeis contendo desenhos e textos que passo o tempo fazendo, o closet que tomava uma das paredes brancas enquanto as outras continham pôsteres dos artistas que curto no momento.

Pego minha toalha verde e saio em direção ao banheiro no fim do corredor...

Aquela área deserta estava bastante lotada para meu gosto. Allan estava ao lado de Hajime que conversava com outro encrenqueiro, seu nome deveria ser Hideki.

Revirei os olhos antes de ajeitar meu cabelo em um rabo de cavalo coisa que Hajime faz enquanto vem ao meu encontro com uma expressão calma no rosto.

-Que platéia – comentei seca.

-As pessoas estão apostando em mim – ele disse com algo na voz que não soube identificar.

O olhe com uma sobrancelha arqueada fazendo-o rir suavemente.

-Vamos terminar logo com isso – decidi cruzando os braços.

-Tudo bem – ele concordou já elevando sua perna querendo aplicar um chute no rosto.

Segurei seu tornozelo puxando-o na minha direção cravando meu cotovelo na junta de sua perna, fazendo-o cerrar os dentes. Ele pousou suas mãos no chão girando sua outra perna, só que inclinei minha cabeça para trás evitando o toque.

Afastei-me dele, vendo-o endireitar-se com dificuldade de se apoiar na perna em que o acertei. Permaneci calma enquanto a surpresa era permanente no rosto de Hajime.

-Você sabe brigar – ele me elogiou.

Limpei minha saia antes de encará-lo.

Valia mesmo a pena tudo aquilo?

Ele deu um grito e novamente veio para cima de mim querendo acertar um soco em meu estômago, só que segurei seu punho apertando-o antes de enrolar seu braço ao redor do seu pescoço. Acertei uma joelhada em suas cortas fazendo-o ajoelhar-se.

-Acho que isso é o suficiente – disse ao seu ouvido.

Ele agarrou meu pescoço, lançando-me para frente só que para seu azar consegui equilíbrio e evitei a queda. Pelo visto não daria o braço a torcer.

Com um suspiro fui ao seu encontro não dando chance para que se recompusesse. Acertei golpes diretos levando-o ao chão.

Meu cabelo deslizou de meu ombro enquanto ficava em cima dele.

-Amigos são mais importantes que uma briga – o aconselhei afastando-me dele e de todos...

Saio do banheiro com meu cabelo pingando, o que deixaria o assoalho belíssimo se não tomasse cuidado. Fecho a porta do meu quarto atrás de mim.

Hajime não mudou depois que dei uma surra nele, pelo contrário vinha com mais freqüência a enfermaria acompanhado de Hideki e Allan, só que a diferença era que trocávamos algumas palavras não tanto quanto Hideki que era bem mais aberto e que me divertia com suas caretas enquanto cuidava de seus ferimentos costumeiros.

Olho-me no espelho.

Preciso cortar meu cabelo, não que fosse muito longo, mas gostava de mudar o ar de meu rosto. Apenas mantenho o negro azulado tal como meus olhos azuis que puxei para minha mãe tal como a altura mediana e o corpo magro com poucas curvas, do meu pai possuo apenas a pele parda e um pouco de sua personalidade conciliadora.

Que sempre me ajudou, mas nunca para ele próprio.

Já que o débil do meu irmão teve a brilhante idéia de querer mudar de escola justo no último ano dele enquanto que vou começar o segundo ano no Ensino Superior.

E por que a lamentação?

Sair de uma escola ainda dentro dos padrões para uma das mais violentas da cidade, certamente é algo para fazer com que eu pulasse de alegria, já que onde Allan estuda tenho que estudar para me certificar que fique vivo.

Tragédia.

Só não é maior porque estou arrastando Hana comigo.

Outro sacrifício que ela fez por mim.

Como assim?
Bem junte uma mãe protetora preocupada com a educação da filha que vive com um jogo na mão.

É ela é meio nerd, mas a única amiga valiosa que tenho.

Retornando, a mãe dela me coloca no pedestal por ter conseguido me tornar amiga da Hana que diminuiu o tempo que fica jogando ou enfurnada em um computador.

O lado ruim da história é que o lado protetor dela recai sobre mim também, a tornando para Allan e eu uma mãe substituta.

E por falar, melhor, pensar em Hana viável que eu ligue pra ela.

Sento na minha cama enquanto o celular toca pela quarta vez antes dela atender.

-Boa-noite – a cumprimento seca.

-Que foi? – ela pergunta curiosa.

-Allan me disse que você ligou mais cedo – respondo deitando-me.

-Ah, quer ir ao show do One ok Rock amanhã?

-Conseguiu os ingressos? – indago surpresa.

-Aham, Issin não vai mais com a namorada – ela conta desinteressada – Assim me deu os ingressos.

-Fantástico – vibro alegre – Amanhã passo na sua casa para irmos.

-Sem problema – ela concorda – Tenho uma fase para passar, até amanhã.

-Boa noite – desejo desligando em seguida.

-Kath – me grita Allan...

Notas finais
Primeiramente, haverá informações sobre a cidade em si, tal como toda a onda da cultura japonesa. Sendo que pra ressaltar eles estão terminando basicamente o Ensino Superior, que não é obrigatório, mas boa parte de quem termina o Ensino Elementar passa para o Superior especificando a área que depois irá tentar para faculdade.

Segundo, como os primeiros cap. tratam apenas de apresentações, introduções para a trama em si, serão postados diariamente.
Em suma amanhã chega outro cap. com mais uma lembrança dos dois, que devem prestar bem atenção.
Assim até lá.
o/