Vida Complicada

22 Capture a Bandeira (Parte 2): O Meu Plano


Notas iniciais
Hey, eu sou terrível em descrever lutas, mas eu fiz o melhor que pude. Espero que gostem. Fiz com todo carinho e amor s2

I'm not snow white, but I'm lost inside this forest

I'm not red rinding hood but I think the wolves have got me

Don't want your stilettos, and I'm not, not Cinderella

I don't need a knight, so baby take off all your armour — Natalia Kills, Wonderland

––––––––––––––––––––––––––––––––––

Estávamos no meio do bosque. O sol já estava quase sumindo, deixando apenas trevas ali. Eu havia escolhido lutar com a adaga e o revólver (na função de rede, e não de explosão, eu não queria matar ninguém). Achei que se eu fosse correr, uma lança ou uma espada iriam me atrapalhar, assim como o escudo. Mesmo assim, resolvi manter o escudo próximo da minha mão. Talvez eu precisasse dele.

Jason se aproximou de mim.

– E aí, parceira? – disse ele.

– E aí. – respondi. – Como vamos chegar do outro lado?

– Vamos esperar eles estarem distraídos com a batalha e contornar até a bandeira.

– Não é mais rápido irmos pelas árvores? – perguntei.

Ele ponderou.

– Não, tem muitos arqueiros. – concluiu.

– Nem tantos, o chalé de Apolo está com a gente. – eu disse. – O resto a gente derruba.

– Taí. É uma boa idéia, parceira. – ele disse, e então deu um sorriso. – Pelo visto você não é tão cabeça de alga igual ao seu irmão. – ele riu e eu o acompanhei. Fomos para perto de uma árvore que parecia seguir em linha reta, e parecia ser bem firme. Não subimos, para não chamar atenção, mas avisamos os arqueiros do chalé de Apolo. Não queríamos ser atingidos por nossos companheiros. Voltamos para perto da árvore.

Então o sol se pôs no horizonte. Ouviu-se o som da concha de caramujo. E então o som de espadas se chocando contra outras espadas. Os sons de luta.

– Vamos lá. – disse Jason, subindo na árvore. Fiz a mesma coisa. Agradeço aos deuses por ter feito ginástica olímpica quando era mais nova. Sabia que aquelas habilidades viriam a calhar algum dia.

Fomos andando pelos galhos das árvores até que avistei o primeiro arqueiro. Cutuquei Jason e apontei. Ele acenou como se entendesse. Eu subi num galho mais alto e atirei nele. Ele não ouviu o tiro por causa do abafador, mas caiu no chão todo enrolado numa rede. Jason desceu e o amordaçou enquanto eu olhava e procurava outros arqueiros. Não havia. Olhei de novo para o arqueiro caído. Era Frank Zhang. Murmurei um "desculpa". Jason fez o mesmo e subiu de novo na árvore. Continuamos andando até avistar a bandeira. Estava perto de um riacho. Que manés. Eu sou filha de Poseidon, e, de acordo com Percy, eu posso controlar a água, ela me cura e eu fico muito mais forte dentro dela.

– Perto d'água. Que manés. Eles sabem que são filhos dos Três Grandes que virão buscar a bandeira. Poseidon tem três filhos, Zeus e Hades tem dois. A chance de vir um filho de Poseidon é muito maior. Além disso – sussurrei para Jason. – Água + filha de Poseidon + filho de Zeus = alguém eletrocutado até a morte. – dei uma risadinha, acompanhada de um sorriso de Jason.

– Vamos. Fique atenta. Devem ter dois guardas aqui. Procure-os. – disse ele correndo os olhos pela escuridão. Eu via muito bem no escuro porque eu passava horas nele, desde pequena. Bitch, please, eu sou gótica. Eu gosto do escuro. Então não tive problemas ao avistar os guerreiros postados de pé perto da bandeira.

Olhamos um para o outro e Jason disse:

– Ao meu sinal. 3... 2... 1... AGORA!

Pulamos nos guerreiros, os pegando totalmente de surpresa. Era mais do que óbvio que eles esperavam um ataque terrestre. Estavam completamente deprevenidos contra um ataque "aéreo".

Os dois caíram no chão, antes que eles se recuperassem, pus meu anel na mão. Ele se alongou e se transformou na minha espada. Apontei-a para o filho de Ares.

Mas ele também estava armado. Bloqueou minha espada e se levantou num salto, me atacando. Eu desviava e tentava achar uma brecha para atacar. O filho de Ares atacou e eu não consegui desviar. Sua espada fez um corte no meu braço direito e por pouco não soltei a espada, mas minha mão esquerda voou para o meu braço. Ele atacou novamente e fez um corte na minha barriga. Dessa vez eu caí de joelhos. Ele se aproveitou disso e me cortou no rosto. A raiva me fez levantar e atacar com mais força, mas meu braço estava perdendo muito sangue e eu não queria nem olhar para a minha barriga.

– CEL! – gritou Jason. – O RIACHO!

Levei um segundo para entender. Eu deveria molhar os filhos de Ares para que eles pudessem receber um choque maior quando Jason convocasse o relâmpago.

Com a minha mão esquerda, apontei na direção da água. Senti um puxão em minhas entranhas, mas a raiva e a dor no meu braço e estômago me deram força suficiente para atacá-los com a água.

Só que eu não medi a força que eu tinha sobre a água. Veio uma onda enorme e arrastou a mim, Jason e os filhos de Ares para dentro do lago.

Comecei a nadar frenéticamente, tentando achar a superfície. Parei quando percebi o que eu deveria ter percebido primeiro. Eu. Estava. Respirando. De. Baixo. D'água.

Abri os olhos e eu conseguia ver tudo. Olhei para cima. Jason estava na superfície, nadando para a praia. Os dois filhos de Ares estavam ainda de baixo d'água. Nadei até eles e os puxei para a superfície. Eles estavam meio grogues, então eu tive que arrastá-los. Deixei-os na praia. Em questão de segundos, eu e Jason os desarmamos e eu peguei a bandeira.

– Quando eu disse "o riacho" era para você se curar, não atacar todo mundo – disse Jason com uma risada.

– Ei, eu não sabia que eu poderia fazer isso. E eu pensei que era para eu molhá-los para você poder eletrocutá-los.

Ele ficou pálido.

– Eletrocutá-los? Você faltou às aulas de ciências, garota? Corrente elétrica com água? Nós os mataríamos.

Mordi minha língua para não respondê-lo. Senti uma raiva inexplicável de Jason. Quem ele pensava que era? Então lembrei-me do que Percy disse sobre semideuses filhos dos Três Grandes. É realmente díficil os filhos dos Três Grandes trabalharem juntos sem se matar dissera ele. Uma semideusa grega trabalhando com um semideus romano, sendo ambos filhos dos Três Grandes...

– O que fazemos agora? – perguntei, contendo minha raiva.

– Corremos! – Jason respondeu.

– Pelas árvores ou pelo chão? – perguntei. Nos entreolhamos e entendi o significado.

– Árvores! – dissemos juntos.

Nos pusemos à correr pelos galhos, tentando fazer o mínimo de barulho possível. Então chegamos em território amigo. Soube disso quando a bandeira na minha mão ficou metade azul com uma águia e a outra metade verde-água com um tridente. O símbolo dos chalés um e três.

– O Time Azul venceu! – declarou Quíron.

Notas finais
O que acharam? Mereço rewiews? Recomendações? Tiros na testa? Cartas-bomba? Declarações de amor? Planos para dominar o mundo? Talvez planos terroristas? Bombas nuclares?
E no próximo capítulo: O que aconteceu enquanto buscavam a bandeira? MUAHAHAHAHAHAHA ~le risada maníaca~ cof cof cof kkkkkkk
~ beijinhos com gostinho de sorvete *O*