Notas iniciais
Olá, olha eu aqui de novo :3 Espero que estejam gostando da fic! Mais um capítulo prontinho, aproveitem :D

__ Mãe, onde estamos indo? — o pequeno de cabelos cacheados observava os olhos de Molly pelo retrovisor.

__ Hoje é dia de ficar com o tio Mycroft, Daniel. Você sabe disso — ela respondeu, doce.

__ Mas eu não gosto de ficar com o tio Mike! Ele nunca faz nada, sempre fica lendo sentado da poltrona da sala!

__ Mas ele te deixa comer aqueles bolos enorme que ele compra, não deixa? — ela perguntou, tentando o garoto. Daniel, como o pai e o tio, tinha um fraco por doces.

__ É, as vezes... Teve uma vez que ele comeu tudo sozinho! Não deixou nem um pedacinho pra mim — o pequeno revelou, fazendo um muxoxo. — Ele nunca vai emagrecer.

"Não mesmo" Molly pensou, rindo baixinho consigo mesma. Virou o volante quatro ou cinco vezes, antes de finalmente estacionar o range-rover preto diante da casa do cunhado. A construção era grande — espaçosa, com três quartos, sendo dois deles suítes, uma sala enorme, e um espaço só para música. Raramente, e muito contrariado, Sherlock se unia a Mycroft, e ambos — trocando farpas, como usualmente — tocavam juntos, principalmente quando a Sra. Holmes e o patriarca da família estavam presentes.

O pequenino abriu a porta do carro, esperando a mãe. Juntos, caminharam em direção a entrada. Molly tocou a campainha.

O estado no qual Mycroft se encontrava quando abriu a porta era hilário. Completamente suado, e ainda nas roupas de ginástica — porém com a boca suja de chantili rosa. Molly conteve a risada. Seu filho, nem tanto.

__ Como vai, Mycroft? — ela disse, sorrindo. Seria difícil segurar os risos por muito mais tempo.

__ Oh, são vocês. Achei que não vinham hoje.

__ Sherlock foi com Lestrade para uma cena de crime, e eu vou trabalhar. Não se preocupe, semana que vem seus pais estarão em casa, e vão cuidar do Dan para mim — ela respondeu.

__ Tudo bem. Entra, criança — Mycroft não olhou para Daniel. O garoto adentrou a casa, correndo diretamente para a cozinha, a fim de descobrir com qual bolo o tio havia se lambuzado. — Isso é tudo, Molly? Ok, então até mais!

Fechou a porta antes que ela pudesse responder. Finalmente, Molly pôde parar de conter o riso, que Mycroft ouviu, do outro lado da porta. Se esquecera completamente do chantili rosa! Obviamente, Molly contaria para Sherlock. E, mais uma vez, o querido irmão mais novo faria alguma piadinha infame quando se encontrasse novamente.

*

(Sherlock)

A região na qual o assassinato ocorrera era um pouco montanhosa. Sherlock demorou por volta de quarenta minutos para conseguir dirigir até a cena do crime. O local, como usualmente, estava enrolado nas típicas fitas amarelas. O carro de Greg estava para fora do cerco. O detetive estacionou o carro ao lado, levantando a gola do casaco para se proteger do vento frio que corria. Os cachos balançaram levemente, dançando junto ao ar.

Lestrade já havia subido o monte, e vira Sherlock se aproximar. O moreno cruzou o caminho de Donovan, mas mal prestou atenção na fala da policial. Seguiu em direção a escadaria íngreme. O dia não estava amigável, e provavelmente choveria durante a tarde. Já em cima, era possível observar toda Londres, do início ao fim.

__ Não se esqueça que não quero a cena do crime contaminada – Greg disse, pro precaução.

__ Eu também não. Sou um químico, a última coisa que quero é a cena do crime contaminada.

__ Bom, conseguimos reconhece-lo como Miles Jackson. Negro, americano, 24 anos. Veio para cá há algumas semanas.

__ Algum parente na cidade?

__ Depende do estado. Sua tia Anna morreu há uma semana. Seus pais disseram que ele veio para tratar dos negócios legais da transferência do corpo e dos bens.

__ Era advogado?

__ Sim.

*

(Mycroft)

__ Tio, porque não tem televisão na sua casa? – Daniel perguntou a Mycroft. O Holmes, sentado em sua típica poltrona de veludo, lia um livro antigo, mas que o entretia mais do que tudo.

__ Porque eu não preciso. Daniel, essa é a décima quinta pergunta que você me faz.

__ Eu sei. Não tenho nada mais de interessante para fazer aqui, a não ser ficar atrapalhando sua leitura.

O menino riu. Mycroft cerrou as sobrancelhas para olhar para o sobrinho, que não se importou com o olhar bravo. Tio Mike, com seu jeito bravo e ragubento, divertia o pequeno Daniel Holmes mais do que qualquer jogo.

*

(Sherlock)

__ Alguma ideia do que possa ter acontecido?

__ Ainda não. Preciso do corpo inteiro. Acharam alguma coisa? – Sherlock ficou de cócoras diante da cabeça decepada. A ferida fora cauterizada, mas havia um pouco de sangue abaixo do corte e nas bochechas.

__ Esse é o ponto: não temos nada. Só a cabeça.

__ Pegadas?

__ Se foram feitas, foram apagadas.

__ É lógico que foram feitas. Quem você acha que trouxe a cabeça até aqui, um espírito? – Sherlock levantou-se. – Os pais dele provavelmente virão para cuidar do corpo da tia e da cabeça do filho. Me avise quando chegarem. – Sherlock se dirigiu a escada novamente. – A garota e o garoto que acharam a cabeça, onde estão?

*

(Mycroft)

__ Podemos fazer alguma coisa, por favor?

__ Vá procurar algo. Se merecer minha atenção, podemos pensar em fazer alguma coisa – Mycroft conseguira, enfim, fazer com que o pequenino sumisse. Daniel saiu da sala, subindo as grandes escadas da casa em direção ao andar superior. A planta da casa do tio não era tão complicada de se decorar. No andar inferior, uma sala enorme — com uma lareira e uma poltrona, e alguns quadros pendurados na parede -, a cozinha, a sala de jantar e a biblioteca. No andar superior, os quartos, banheiros e o escritórios.

Vasculhou os quartos. Nada que pudesse interessar o tio. Passou pelos banheiros – só por precaução. Nada. Quis entrar no escritório, mas a voz do tio dentro de sua mente o parou. “Você não pode entrar aqui”. Mas era por uma boa causa, não era?

*

(Sherlock)

__ Eu estava voltando para casa, quando ouvi alguém me pedindo ajuda. Quando olhei para cima, vi uma luz azul apontando para mim, e uma sombra atrás dela. Depois disso, voltei correndo para a casa do Caleb.

__ Eu peguei o revolver do meu avô, uma lanterna e fomos subir o monte. Quando chegamos lá...

__ Encontraram aquilo – Lestrade terminou. – Larissa, tem certeza de que não viu nada mais do que isso?

__ Sim, senhor.

__ Você mencionou um vulto – Sherlock continuou.

__ Não sei o que era. Eu estava assustada por ter ouvido alguém me chamar, posso ter visto coisas.

*

(Mycroft)

__ Tio, me ensina a jogar xadrez?

Notas finais
Gostaram? Espero que sim :3 Nos vemos no próximo capítulo o/ Beijinhos da ruiva, Amelia.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.