Vida A Dois
2 Capítulo 2
Notas iniciais
Aproveitem.
Minha mãe atendeu a porta com um sorriso no rosto.
-Olá filha!- disse ela me dando um abraço apertado. Abracei de volta.
-Oi mãe, quanto tempo..
Ela me soltou,mas ainda estava segurando meus ombros
-Pois é querida, um ano inteiro. Senti sua falta. E muito.- ela me abraçou de novo. Dessa vez foi mais longo e não tão apertado. Quando me soltou se dirigiu à Patch.
-Olá Patch- fiquei pasma ao ver minha mãe, Blythe Grey, abraçar meu namorado, Patch Cipriano. Sabia que ela já o tinha aceitado comigo,mas nunca mostrava tanta afeição assim por ele. Ela já não pensava mais que ele tinha me sequestrado a 7 anos. O que é ótimo,pois sua mãe pensar que seu namorado tinha feito parte de seu sequestro.
-Oi Blythe.
Quando finalmente entramos encontrei duas pessoas que não via a muito tempo também.
Scott e sua mãe estavam sentados na sala. Sorri ao vê-los. Senti falta de Scott. Depois de ele ter adiado a faculdade em 2 anos para tentar fazer sucesso com sua banda e, acabar falhando no plano,foi para alguma universidade na Califórnia. Agora ele tinha um emprego que eu não sei muito bem qual é. nós tínhamos oportunidade de falar sobre isso, afinal não o via a quase três anos.
-Scott!- corri em sua direção e dei um pulo para abraça-lo por ele ser maior do que eu.
-Quanto tempo, Grey- ele me apertou forte e me girou como se eu fosse uma criança. Dei uma gargalhada.
-Ok, agora me põe no chão- eu disse ainda rindo. Ele parou de me girar e somente me segurou. Meus pés não ainda no ar.
-Não sei, não... será que te coloco no chão?- disse se divertindo.
-Põe ela no chão.- Patch se aproximou de nós e olhou para Scott com uma ameaça implícita.
-Calma, Patch, só estou brincando com a Grey.
-É, mas ela pediu que a botasse no chão.
Quis me pronunciar antes que acontecesse uma briga maior do que troca de palavras ríspidas.
-Tudo bem, Patch. Estava apenas o cumprimentando.
Scott finalmente me colocou no chão. Fui até Lynn para cumprimentá-la.
-Oi Lynn, como vai?
-Bem, tenho andando bem...- ela sorriu.
Aproximei Patch de nós duas.
-Esse é meu namorado, Patch Cipriano. Patch, esta é Lynn Parnell , mãe do Scott.
-Olá , prazer em conhecê-lo- ela se virou para mim com uma expressão de "podia estar namorando meu filho ao em vez desse marginal". Ignorei.
-Olá Lynn.- Patch falou.
Passamos as duas horas seguintes conversando, Lynn e eu ajudamos minha mãe na cozinha. Eu alternei entre ficar com elas e ficar na sala para ver como Patch e Scott estavam se dando sozinhos. Honestamente, não queria deixar ficarem sozinhos no mesmo cômodo por muito tempo.
Finalmente, chegou a hora do jantar, e dar graças. Fazia muito tempo que eu não tinha uma verdadeira refeição de Ação de Graças. Em casa, com minha mãe,com convidados e tudo mais.
Todos estavam adorando a comida e quase ninguém falava. Ou pelo menos quando falavam não eram muitas palavras.
-Então... Patch, você fazia mesmo parte de uma gangue?- Lynn começou a falar.
Ah. Meu Deus. Isso não vai ser bom.
-Como?- Patch indagou.
-Bom, visitei Blythe alguns anos atrás e você surgiu na conversa. Seu apelido incomum, seu jeito de se vestir... além do fato de jogar sinuca.
-Não se esqueça da moto- acrescentou Scott, rindo da situação.
Não acredito nisso. Ainda não superaram isso? Posso até parecer uma adolescente,mas tenho 24 anos, pelo amor de Deus!
-É, também tem aquela moto... Então Patch, você era de uma gangue?
-Não Lynn. Nunca fiz parte de uma gangue. Meu apelido foi escolhido por um antigo amigo meu pelo fato de eu ter lutado bastante alguns anos atrás,mas já parei com isso. Não sei muito bem porque sempre me visto de preto, acho que tenho uma ligação com essa cor-deu de ombros- Eu gosto de jogar sinuca e poker porque é divertido. São jogas de estratégia. E motos se tornaram bem comuns, não vejo exatamente o problema com ela.
-Não há problema algum com a moto, mas também é comum nas gangues.
Quis me pronunciar logo.
-Olha, Patch não fez parte de uma gangue. Nunca fez, ta legal? Podemos continuar comendo ou pelo menos mudar de assunto?
-Tudo bem, Nora. Lynn só estava perguntando uma coisa ao Patch. Está tudo bem.
-Parecia mais um interrogatório. -resmunguei irritada.
Patch deu uma pequena risada.
-Anjo, Lynn só queria tirar uma dúvida e me conhecer melhor, não tem problema.
Ele encostou os lábios nos meus, calma e rapidamente, como se tentasse me fazer relaxar.
E funcionou.
Ele sabe o que faz comigo quando encosta em mim. Mas é cuidadoso, pois sabe que se exagerar demais, nós teremos sérios problemas em ficar em público juntos sem ter uma vontade louco de sair da sala.
-Ok. Não fico chateada- murmurei. Depois sussurrei no ouvido dele- Mas vai ter que me recompensar depois.
-Feito, Anjo.- ele deu um de seus sorrisos safados. Adoro quando ele sorri assim.
Ao longo dos anos, em vez de somente tentar se provocante, me tornei realmente provocante para ele de um jeito. Acho que foi a prática. Além de ter me tornado mais experiente. Eu acho isso ótimo, pois adoro ver que posso provocá-lo e fazê-lo sorrir.
-Ok...- falou Scott prolongando a palavra, querendo chamar nossa atenção- Seria bom se vocês aí se segurassem um pouco até a sobremesa.
Com sua voz, me lembrei que havia outras pessoa na mesa.
"Scott, não precisava ter feito isso." eu disse em sua mente.
"Desculpe, Grey. Mas se vocês dois começassem a se pegar no meio do jantar, eu não ia querer me responsabilizar por tirar nossas mães da mesa". respondeu ele.
Ri um pouco.
-Me desculpem- disse eu olhando para minha mãe.
-Tudo bem. — respondeu ela.
-É, vocês são jovens. Devem aproveitar ao máximo esse tempo. Vai chegar uma ocasião que vocês não vão ter tanta energia assim- falou Lynn.
Patch riu. Scott deu um pequeno sorriso de zombaria e eu sorri, mas não o suficiente para mostrar os dentes.
Nós três sabíamos que nenhum de nós iria envelhecer. Estamos parados nesse tempo. Sempre teremos essa "energia" de que Lynn fala. Minha mãe abriu um sorriso também, já que ela sabia o que a gente era. Scott escolheu não falar nada para sua mãe. Pelo menos até agora.
-Obrigada, Lynn- falei.
Ela sorriu.
Terminamos de comer a sobremesa. Ficamos uns 40 minutos conversando sobre meu trabalho, a vida de Scott e a vida de minha mãe. Lynn não falou muito, mas parecia que estava pensando em algo. Finalmente, se pronunciou.
-Nora, querida, não se assuste muito com o que vou perguntar, mas...- fez uma pausa, depois disse cautelosa: -Você e Patch já pensaram em ter filhos?
Não fiquei tão surpresa com a pergunta, só um pouco surpresa por ela ter feito essa pergunta. Esperava que fosse minha mãe, ela já tinha me perguntado isso antes, mas não na frente de Patch. E tivemos essa conversa faz um ano.
-Bem...Não conversamos sobre isso ainda. Acho que não é a hora certa para isso.- olhei para Patch esperando apoio.
Ele concordou.
-É, nós queremos levar uma vida a dois, por enquanto.
Além disso, nem sabemos se podemos ter filhos. E se podemos, o que a criança seria? Francamente, tínhamos um pouco de medo em relação a isso.
-Ótimo. Eu só perguntei porque estava um pouco curiosa, mas não sabia como vocês reagiriam.
Dissemos à ela que não tinha problema. Depois de um tempo, nos despedimos e saímos na moto. Scott convidou Patch e eu para jantar amanhã. Ele disse que tem uma pessoa que gostaria de falar comigo. Quando perguntei se a conhecia, ele simplesmente falou: "Você vai ver".
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