Victorian Love

10 The war and the reunion


Notas iniciais
Ao grand finale meus amores!

Logo depois do casamento John fora designado para o Quinto Regimento de Fuzileiros de Northumberland como cirurgião assistente. Nessa época eles estavam na Índia e para lá ele foi.

Em uma das batalhas que estouraram ali, foi atingido no ombro por um mosquete afegão. Só se salvara devido a Murray que o levara de volta ao regimento.

A bala atingira uma artéria sua vida se equilibrara por um fio durante meses. Somente um tempo depois, quando voltara a si que retornara a Londres com dispensa e pensão militar.

Chegara em casa, baleado, ferido física e emocionalmente, apoiando-se em uma bengala apenas para descobrir que durante os meses que esteve fora a cidade havia tido um surto de cólera e que sua esposa falecera da doença.

John ficara desolado por dias. Sua vida não tinha rumo agora. Se encontrava no Bar Criterion quando sentira uma mão pousar em seu ombro.

– Watson? O que diabos tem feito? — perguntara Stamford, um amigo de faculdade.

John relatara-lhe brevemente o que havia acontecido a ele no Afeganistão e em seu retorno para casa.

– Por Deus! E agora o que pretendes fazer?

– Procurar alojamentos confortáveis a preços razoáveis para um viúvo ex-militar.

– Curioso...

– O quê?

– Você é a segunda pessoa que me diz algo assim hoje.

– E quem foi a primeira? — perguntou John admirado.

– Um sujeito que trabalha no laboratório do hospital agora. Disse-me que descobriu ótimos aposentos, mas que eram demasiado caros para seu bolso e que procurava alguém para dividir.

– Excelente — pelo menos um notícia boa dentre todos os males.

– Espere até conhecê-lo! Não me culpe se não se derem bem.

– Porquê?

– Ele é muito fechado, mas muito estudioso apesar de não ter um método definido. Pode encontrá-lo, provavelmente está no laboratório do Bart's a essa hora.

– Ótimo! Obrigado!

John rumou para o hospital que conhecia tão bem. Passara anos estudando ali, sabia os corredores de cor.

Abriu a porta do laboratório e viu um homem com frascos nas mãos, analisava-os cuidadosamente. Quando o homem se voltou para John deixara um dos frascos cair, quebrando-se no chão.

– Sherlock?

– John?

– Por Deus! — estava sem palavras.

– Vejo que andara tendo suas aventuras pelo Afeganistão, Dr. Watson.

– E vejo que você não consegue mais segurar um frasco, Sr. Holmes — riram, fazia tanto tempo, anos sem manter contato. Anos distanciados pelo destino.

Ambos se abaixaram para juntar os cacos de vidro. Acabaram olhando-se nos olhos, tão perto. Estaria o destino pregando uma peça nos dois? Todo o ressentimento, toda a mágoa, toda a saudade transbordava nos olhos dos dois sem nenhuma palavra ser dita eles apenas se abraçaram.

– John... eu... sinto... tanto...

– Eu... também... Sherlock... perdoe-me.

– Você quem tem que me perdoar, eu cortei o contato...

– Nunca mais eu deixo você se distanciar de mim.

– Muito menos eu. A propósito, o apartamento é em Baker Street, 221B.

– Parece excelente para mim.

– Você não prefere olhar antes?

– Desde que eu divida com você não me importa se é do tamanho de uma caixa de sapatos.

Rumaram para Baker Street e John não podia estar mais feliz, só em pensar no que haviam passado. Tanto sofrimento e separação para se reencontrarem anos depois.

Se mudaram para o 221B, John arranjara um consultório próprio e consultava para a polícia junto com Sherlock.

Os amigos estavam de volta. Os amantes estavam de volta. Porque, afinal, o universo raramente é preguiçoso para coincidências.

Notas finais
Eu devo confessar que eu amo essa frase final! E é com ela que eu encerro minha primeira long (?) - fic !! Espero que tenham gostado de ler tanto quanto eu gostei de escrevê-la! Quem sabe nos vemos de novos em outros projetos futuros! Até lá! Aloha!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!