Victim
3 Capítulo 2 – I’m your Assassin, baby
— Vocês devem mantê-la aqui até a segunda ordem. Entenderam? – O homem alto e forte, que estava dirigindo o carro e tinha um revólver na cintura disse. Os dois assentiram positivamente com a cabeça, enquanto um a tinha nos braços. – Nenhuma generosidade, nem piedade e nem delicadeza. Seu trabalho é fazê-la passar os piores dias de sua vida, sim?
— Tudo bem, já sabemos! – O mais alto e de cabelos castanhos, que tinha a jovem Castillo nos braços, disse estressado. – Vamos!
Antes que pudessem completar uma volta completa, a voz do motorista os fez parar:
— Ah! E mais uma coisa – eles voltaram. – Mantenham-na viva.
— Já terminou? Não sei se você já percebeu mas ela é um pouco pesada. Oh, esqueci... Você não está carregando ela, então não tem como saber!
Ironia, estresse e impaciência. Mas aquilo era hipocrisia... Violetta não pesava nem 55 quilos.
O silêncio, o fez acreditar que a resposta para sua pergunta era “Sim”, já havia terminado, então ele apenas seguiu o caminho acompanhado por seu parceiro.
Joseph – o motorista – foi embora.
Era uma casa grande. Grande e abandonada. Suja, mas nem tanto. Ela tinha dois andares e era de madeira, por isso os inevitáveis e irritantes barulhos quando se andava por ela.
Os dois rapazes, seguiram até o sótão, que era onde sua “vítima” ficaria. Ao menos por hora.
Sem a menor delicadeza, o mesmo que a carregava nos braços, a “jogou” no chão, causando um desconforto no rapaz ao seu lado.
— Ei! Coloque-a direito no chão pelo menos. — . Vociferou o mais jovem.
— Cale a boca!
— É incrível como você não tem coração!
Mas o que Diego mais achava incrível, era como ele podia ainda ACREDITAR na hipótese de seu irmão mais velho ter um coração.
— Colega – ele segurou firmemente nos ombros do rapaz e olhou em seus olhos com frieza – Eu sou pago para matar as pessoas. Já estou sendo bem bonzinho ao deixa-la viva.
Ele havia conseguido o que queria. Deixou seu irmão com ainda mais medo – e ódio. Então deu um sorriso satisfeito. Um sorriso cínico.
— Vamos! – Ele disse chegando na porta.
— Não, eu acho melhor eu ficar aqui com ela.
— Não vai acontecer – León afirmou como se fosse a coisa mais óbvio do mundo. Ouso até dizer, que no fundo ele até riu...
— Por que não?
— O que me garante que você não vai solta-la e deixa-la fugir? – Obteve o silêncio como resposta. Talvez ele estivesse certo. Pode ser que seu irmão tenha pensado exatamente isso. – Deixa que eu fico ela.
Ele disse se aproximando, mas diferente do que esperava, seu irmão continuou no mesmo lugar. Ao lado da moça que eles tinham amarrado no carro. Ele o olhou como quem diz: O que foi? Não vai sair?
— E o que me garante que você não vai matá-la? – León riu.
— Nada. – Diego o encarou. León revirou os olhos. “Cara dramático”, pensou. – Tive ordens para não fazer isso.
— Você não gosta de ordens e nem as segue.
— Oh, é verdade!
León soou totalmente cínico, e isso irritou ainda mais Diego. Mas diferente do que Diego pensava, León não estava forçando pra ser daquele jeito. Ele era daquele jeito. Nem ele mesmo podia se controlar mais...
Uma expressão séria tomou seu rosto:
— Vamos Diego, saia – ordenou. – Eu não vou pedir duas vezes. – Ameaças ou avisos?
De qualquer modo, Diego continuou hesitando, ele estava testando demais a paciência de León, que aliás estava sendo bem paciente.
— Escuta amiguinho, se eu quiser matar ela não vai ser a sua presença que vai me impedir – ele disse olhando fundo nos olhos de Diego, que por fim saiu.
Após fechar a porta ele ficou apenas observando a moça. Com total desdém.
León não tinha motivo nenhum para ter o mínimo de piedade com ela. A verdade é que saber que ela ainda estava respirando, o irritava. Ele queria matar. Ele gostava de matar.
Um psicopata? Talvez.
Matar é apenas a profissão dele. Devemos gostar dos nossos trabalhos, não? E àquela altura da vida, nada – infelizmente – o dava mais prazer...
Todos seus pensamentos de total crueldade e frieza foram interrompidos por uma voz baixa e falha, que nunca havia escutado antes. A mesma, tomou sua inteira atenção.
— Onde estou?... O que está acontecendo?... – Quando a jovem argentina de 19 anos elevou sua cabeça, viu o mexicano e só se assustou mais. – QUEM É VOCÊ?
Nem ela sabe da onde tirou forças pra gritar daquele jeito num momento como aquele. Ela estava tão fraca...
O mesmo riu ao ver seu desespero. Aquilo o divertia.
— Sou seu assassino, baby.
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