Vicios

8 Oitavo


Notas iniciais
EIS-ME AQUI. Um mês depois da ultima postagem, eu retorno com imensas desculpas para pedir. A questão não foi algo que eu quisesse, foi falta de inspiração, preguiça (sim eu assumo) e principalmente falta de tempo. Minha vida anda super corrida e os meses parecem que correm ainda mais rapido numa velocidade impressionante. Em primeiro lugar, quero que saibam que jamais abandonarei essa fanfic, ela é o meu xodó e seria crime largar essa perfeição que eu criei (nem sou modesta, imagina gente). E também porque sei como é a sensação de quando seu autor abandona uma fanfic maravilhosa e não quero isso para vocês. Enfim, espero que entendam que nem sempre vou postar, não tenho nada regular ainda por causa das aulas e logo estou a entrar em época de provas, ralar-me-irei sem dúvidas. (Olha como tá lindo esse pronunciamento gente) Aproveitem a leitura e saibam que leio todos os comentários e são eles que me motivam a continuar, vou tira um dia para os responder todos.

Três meses mais tarde...

O mês de abril estava totalmente corrido para Dandara. Além dos preparativos de seu casamento ao todo vapor, ainda havia a peça de teatro que Ribalta planejava começar esse ano os ensaios mas fora adiado por questões de luto.

– João! Não esquece que hoje é o ensaio da dança dos padrinhos. – ela gritou antes de sair de casa indo em rumo para a costureira ajustar seu vestido.

O de olhos verdes apenas assentiu sem prestar muita atenção, jogando em seu celular por minutos até sentir uma musiquinha sinalizando que havia recebido uma mensagem.

Um sorriso instantaneamente surgiu em seu rosto ao ver de quem era.

“De: Jade (021-9876-2134)
Para: João (021-9123-4576)

Ei meu esquisito preferido,

Só passando para avisar que te desejo equilíbrio no ensaio.
Lembre-se do que eu te ensinei.
Ou melhor, tentei ensinar ;)”

Ele e Jade haviam se aproximado nos últimos meses, não de forma romântica, mas sim com laços fortes de amizade que todos estranharam no inicio. João a considerava uma irmã e ela vice-versa. O gamer e o lutador da Khan, Ricardo Cobraleoa, foram o apoio que Jade precisava naquele momento difícil de sua vida, a morte de sua mãe.

“De: João (021-9123-4576)
Para: Jade (021-9876-2134)

Olá dançarina,

Pde dxar, farei meu mlhor para ñ tropeçar.
E se ñ der certo, lembre-se, eu ñ nasci com esse dom de dança.
Necessito mto
de equilíbrio C:”

– Merda, estou atrasado! – xingou ao ver as horas pelo celular e saiu ás pressas pelo apartamento que continha varias caixas empacotadas pois depois do casamento, todos iriam morar junto no apartamento de Gael que sofria mudanças necessárias.

O Spinelli mexeu no cabelo nervosamente tentando se lembrar onde ocorreria o ensaio enquanto ligava o carro e dirigia para fora do estacionamento. Percebeu um post-it grudado no GPS e abriu um sorriso aliviado.

Sua mãe realmente conhecia suas manias.

– Salão das Águas Cristalinas. – murmurou lendo o endereço e digitando em seu GPS fazendo uma careta pelo nome logo analisando a letra que estava no post-it. Definitivamente não era de sua mãe.

Na pressa de chegar ao local menos atrasado possível não notou que havia desamarrado os cadarços do sapato e quase tropeçou enquanto subia as escadarias em rumo ao salão. Arrumou-se rapidamente da melhor forma possível e entrou no salão já preparado para receber broncas ou um olhar feio.

– Que eu saiba, quem se atrasa é a noiva. – recebeu um beliscão da loira, Karina que logo o abraçou tendo que ficar na ponta dos pés por ser baixinha.

– Sou o filho da noiva, tenho meus benefícios. – brincou João mexendo no cabelo dela fazendo que a mesma o fuzilasse parecendo irritada embora o sorriso a denunciasse.

O gamer, mesmo inicialmente não aprovando a ideia de sua mãe se casar fora escolhido como padrinho juntamente com Duca e as irmãs Duarte seriam as madrinhas.

Embora odiasse imaginar Duca e Bianca dançando juntos, ele torcia que seu par fosse Karina, pois ela o tratava bem e era seria divertido ver como se sairiam sendo que ambos não tinham jeito para dança.

– Agora que estamos todos reunidos, vou analisar vocês e decidir quem vai fazer par com quem. – Jorge, um homem de malha preta com um ar exibido se aproximou do quarteto os encarando sem sorrir.

– Haja coragem para usar essa malha. – sussurrou João cutucando K que riu assentindo de leve tentando se manter impassível.

O professor de dança os fuzilou fazendo que ambos se encolhessem.

– Você, garoto de olhos verdes vai ficar com essa... Bianca, não é? – ele apontou para a morena que havia permanecido em silencio assim que o gamer chegara.

Ela ergueu o rosto encarando João pela primeira vez naquele dia enquanto ele suspirava fundo tentando se acalmar.

Seu par na dança ia ser justamente Bianca, a garota que mal olhava em sua cara e se recusava a pronunciar algo que não fosse monossilábico desde aquele dia na praça, onde João erroneamente pensou que ela estava sentindo algo por ele.

– E você, loirinha, obviamente vai ficar com o musculoso ali. – sorriu Jorge sem perceber a leve tensão entre Bianca e João que se aproximara de leve sem saber o que fazer.

Os pares ficaram nos lugares conforme o ordenado e a música escolhida para a dança logo se iniciou com a voz de Jorge indicando que deveriam se aproximar um do outro. Duca e Karina ouviram a indicação tentando fazer caras serias logo rindo.

– Vocês por acaso estão esperando a rainha da Inglaterra entrar nessa sala e exigir que vocês se aproximem? – resmungou o homem ao ver que o gamer e a atriz não se moveram.

João bufou puxando a garota pela cintura fazendo que a mesma arregalasse seus olhos e logo assumir a postura indiferente. Ela não gostava do modo que sentia quando estava perto do garoto e tentara o evitar o máximo possível naqueles últimos meses.

Principalmente ao ver ele se aproximar de Jade, a garota que sempre detestara a atriz.

– Isso, agora, meninas coloquem a mão direita no ombro do par e a esquerda na mão dele. Olhem-se nos olhos, vocês devem estar em sincronia com o par, quando um se mover, o outro vai seguir. – sorriu ao ver que Karina e Duca desempenhavam direito o papel e suspirou fundo ao ver dificuldades no outro par.

Bianca simplesmente não conseguia ficar muito tempo o encarando, atrapalhava-se nos passos assim como João que estava ficando nervoso com aquela situação. Ele não sabia o que havia com a garota para ela mudar de água para o vinho desde aquele dia, mas o gamer não correu mais atrás dela, simplesmente decidiu parar de tentar.

Estava cansado de ser apenas ele que gostava dela.

– Iria ajudar muito se você parasse de desviar os olhos. – ele sussurrou perto do ouvido dela fazendo que ela se arrepiasse ao sentir a respiração quente dele.

– Não se aproxime. – sibilou a atriz o encarando intensamente.

E como sempre, as barreiras da garota pareciam se derreter ao se perder naqueles olhos verdes que a encantava de modo inexplicável.

O castanho no verde. O verde no castanho.

– Mexam-se no ritmo da musica. Sintam a melodia e tentem acompanhar. – a voz de Jorge ecoava pelo salão sendo a dupla de lutadores, os únicos a prestar atenção.

Enquanto K e Duca ficavam pensando nos passos tentando evitar não pisar no pé do outro, João e Bianca deixaram de lado as intrigas e se envolveram na música. Sentiam-se como se flutuassem, dançando ao seu ritmo e finalmente em sincronia.

O professor de dança abriu um sorriso satisfeito e voltou seus olhos para o par de lutadores que ainda não entenderam o que ele realmente quisera dizer.

– Nada mal hein Bianquinha. – não resistiu o gamer tentando quebrar o silêncio, vendo-a ela esboçar um sorriso de lado para ele pela primeira vez em meses.

Seus rostos estavam tão próximos que podiam sentir a respiração falhas de ambos. O coração de Bianca batia tão aceleradamente que parecia quase explodir no peito assim como o de João que se controlava para não fazer algo que a afastasse.

– Você também não está nada mal. – murmurou a atriz estremecendo ao ver ele morder o lábio logo esboçando um sorriso divertido.

– Eu tive uma boa professora. – se aproximou um pouco mais enquanto a mesma sentiu-se como se estivesse levado um tapa estalado no rosto imaginando se Jade havia dançado com João.

Aquilo fora o suficiente para que ela recuasse bruscamente escorregando no chão quase batendo a cabeça se fosse pelo reflexo rápido do gamer em a puxar com força fazendo que ela caísse em cima dele. Acabaram os dois no chão, embora João tivesse levado maior impacto.

– Isso doeu. Você está bem? – o garoto fez uma careta de dor e encarou Bianca com os olhos cheios de preocupação.

A morena assentiu sem conseguir pronunciar algo decente e ergueu o rosto de modo que pudesse olhar para aqueles olhos verdes brilhantes. E foi naquele momento que a atriz finalmente se tocara, algo que estava querendo esconder de si mesma.

Bianca Duarte estava apaixonada por João Spinelli.

– Eu.. Estou bem. Preciso ir. – levantou-se de maneira rápida mal respirando direito. Precisava sair dali o mais rápido possível. Se permanecesse mais alguns instantes, faria algo que arrepender-se-ia

Passou direto de K e Duca que pararam de dançar para observar a cena, os dois com opiniões diferentes. A loira, por exemplo, muito prezava aquela aproximação de sua irmã com João ao contrario do lutador ao seu lado que por dentro se remoía com um sentimento de posse.

João no entanto ergueu-se rapidamente com as sobrancelhas e a testa franzida em sinal de confusão. O ódio de Bianca seria tanto de modo que mal aguentaria ficar perto dele assim? Ou seria outra coisa?

Ele definitivamente não sabia.

– Acho que já deu por hoje. – resmungou Duca saindo correndo atrás da atriz após um momento de perplexidade e lançou uma fuzilada para o gamer que não resistiu o sorriso debochado.

– Nossa, que foi isso? Deu até calor aqui. – riu o professor de dança tentando descontrair o clima e K juntamente com João lhe deram sorrisos amarelos.

Bianca descia as escadas nervosamente. Aquilo era demais para ela. Gostar de João nunca esteve em seus planos, que na verdade se resumiam em focar na sua carreira de teatro e seguir a vida. Seguir a vida não seria se apaixonar por alguém, muito menos por João.

Aquele gamer viciado de olhos verdes.

Não resistiu um sorriso ao pensar nele.

– Bianca, espera! – seus lábios imediatamente crisparam de tédio ao ouvir a voz do lutador que um dia tanto amou. Virou-se ao mesmo tempo em que ele chegava fazendo que seus corpos se colidissem.

Aquela antiga faísca que antigamente lhe percorria não aconteceu. Apenas uma dor enorme por ter colido com alguém que parecia um muro de pedra. Fez uma careta e se afastou recuando alguns passos e antes que pudesse protestar sentiu seu queixo ser erguido.

– Acho que a gente deveria voltar. – as palavras saiam de modo desesperado nos lábios de Duca, que sentia um enorme medo de perder seu ponto de certeza. Ele sempre se imaginou com ela, seu futuro e ela estava lá sempre.

Nunca imaginou que o término deles fosse ser algo definitivo. Aproveitou bastante o tempo em que estavam separados, mas somente o fato de ver ela com João já lhe lançou uma sensação de perigo.

– O que? – a garota piscou os olhos atordoada lhe empurrando bruscamente ao perceber as intenções dele em a puxar para um beijo como se aquilo fosse resolver.

Duca engoliu em seco surpreso com a reação dela.

– Você não acha que esse término foi longo demais? Eu sinto sua falta e você também sente a minha. Certo? – indagou com medo da resposta enquanto aqueles olhos cor de mel lhe encaravam estupefatos com a tamanha falta de noção.

Estavam separados há quase nove meses. E somente agora ele lhe procurava.

– Carlos Eduardo, você está de sacanagem com minha cara? – murmurou Bianca tentando manter a calma enquanto por dentro queria o ignorar e sair andando.

– Olha para mim Bianca, pareço estar mentindo? – o lutador puxou seus pulsos sem a mínima delicadeza fazendo que seus olhos se cruzassem, ele desesperado e ela irritada.

– Me larga, credo. Entende uma coisa, término significa término. E caramba, a gente terminou há nove meses e só agora você me procura? O que foi estava fazendo terapia para se tratar desse seus ciúmes? Aposto que deve ter é aproveitado esses meses enquanto, a trouxa aqui sofria por você, não é mesmo? – sibilou irritada se soltando com força e fazendo um sinal para que ele calasse a boca e a ouvisse. – Duca, eu e você sabemos que acabou mesmo, então vamos parar com esse teatro que quem é atriz aqui sou eu e não você. Entendeu? Acabou. – deu ênfase na ultima palavra enquanto suspirava aliviada como se sentisse um peso a menos dentro de si.

Sua historia com Duca finalmente se encerrava ali. E não doeu como imaginava.

E perto dali, um certo gamer de olhos verdes observava a cena atento e com uma certa sensação de alegria super explicável.

Notas finais
Muito obrigada por lerem e espero verdadeiramente que tenham gostado. Qualquer coisa, deixem sugestões pelos reviews. Posso lhes dar um spoiler lindo no próximo capitulo se vocês comentarem. Beijossss no core e até a próxima meus amores