Vices
15 Me sinto como uma Mulher!
Notas iniciais
– Let’s go girls!
E o pequeno ouviu novamente o famoso Tãtãtãrãrãtãtã, de Man! I Feel Like a Woman! da cantora Shaina Twain. Sim, a loira e a sua mãe estavam cantando loucamente dentro do carro, animadas e como completas adolescentes ensandecidas.
– I'm going out tonight / Eu vou sair está noite
I'm feelin' alright, / Estou me sentindo bem,
gonna let it all hang out! / Vou ficar totalmente relaxada!
Por um lado era torturante, ainda mais com as duas cantando juntas. Mas por outro, era estranhamente cativante! Seu corpo sentia vontade de balançar a cabeça como elas e mexer o quadril sobre o estofado do carro.
Dançavam animadamente, parecendo lembrar-se dos velhos tempo, e sempre sorrindo. O que o fez sorrir também e mexer timidamente o rostinho no ritmo da musica.
E claro, sempre com o olhar fictício, parecendo serem mulheres provocantes querendo se libertarem de suas vidinhas monótonas!
– Ain’t gonna act, politically correct / Eu não vou ser politicamente correta,
I only wanna have a good time! / Eu só quero me divertir!
Uma virou para a outra, apontando para si mesmas, cantando e sorrindo, deixando se embalarem no ritmo cativante da musica. E claro, lembrando sim os velhos tempos de adolescentes!
– Oh, oh, oh, go totally crazy, / Enlouquecer totalmente,
forget I'm a lady, / Esquecer que sou dama,
Men's shirts, short skirts, / Camisa de homem, saias curtas,
Oh, oh, oh, really go wild, yeah! / Realmente ficar desvairada sim!
doin' it in style! / Fazendo isso com estilo!
Remexiam as cabeças e as mãos loucamente!
– Oh, oh, oh, get in the action / Entrar em ação,
feel the attraction / Sentir atração,
color my hair, do what I dare! / Pintar meu cabelo, fazer aquilo que ousar!
Oh, oh, oh, I wanna be free / Eu quero ser livre
yeah! to feel the way I feel / Sim, pra sentir o que sinto:
E agora, se prepararam para a melhor parte.
– Man! I Feel Like a Woman! / Cara! Eu me sinto uma mulher!
A loira deu um grito ousado, daqueles Auu!, e caíram na gargalhada! E ele não escapou!
Aquela musica era realmente contagiante! Ainda mais vendo sua mãe sorrir e gargalhar daquele jeito.
Era muito bom!
– Eu amo essa musica! – a loira estava extasiada.
– Eu também! – a rosada ainda estava em meio a uma gargalhada. – Me faz lembrar os velhos tempos.. – disse em nostalgia, enquanto limpava as lágrimas devido a tantas risadas.
– Verdade! – os olhos azuis brilhavam. – Festas, perfume de homem na roupa-
– Isso você faz até hoje! – a outra a cortou rindo, sabendo que o rumo daquela historia daria em uma loira falando coisas bagaceiras a frente de seu filho.
– Mas aquele tempo parecia ser bem melhor! – fez biquinho.
Continuaram o resto do trajeto com olhares provocantes enquanto cantavam, sorrisos soltos ao vento, se divertindo com as musicas da loira em sua Playlist, até o destino, que sua mãe se esqueceu em meio em suas cantorias e gargalhadas com a loira.
Só se lembrou quando viu o enorme espaço reservado para o evento, com suas luzes bruxuleantes, e logo o sorriso saiu de seu rosto.
Era como um campo de golf, só que com asfalto e com vários galpões enormes, e chiquérrimos, como dizia a loira, onde rolavam os coquetéis e as festas. Nas ruas a frente, em exposição, vários carros de todos os tipos e preços.
Era incrivelmente luxuoso!
– Nossa! Cada ano melhora isso aqui! – disse a loira empolgada, já estacionando o carro.
A rosada deu um suspiro.
Começaria seu inferno pessoal agora. Ali.
O jeito era tomar forças e seguir a diante!
– Estão todos aqui? – perguntou ainda receosa, enquanto já tirava o cinto.
– Sim. – a imitou. – Gaara, Naruto, o babaca do Michel, e Sasuke. – disse animada, logo perdendo a animação quando seu olhar cruzou o do pequeno.
Se contar, eu mesmo te mato fofinho! – Era o olhar que a loira lançava ao pequeno agora, sobre a saída escondida dele, e o mesmo entendeu na hora, sorrindo e fazendo disfarçadamente um certinho com o polegar.
– Vamos lá! – pulou do carro animada, já ouvindo os resquícios da festa aparentemente animada dentro de um dos galpões.
– Onde posso ficar com Yuri? – dava a mão ao pequeno, lhe ajudando a sair do carro.
– Nos coqueteeis! – ativou o alarme do carro. – Venha. É pra lá que vamos!
Seguiu a loira, enquanto apertava firme a mão do pequeno, não o querendo perder em meio aquela multidão de riquinhos, prostitutas e sonsas, como ela, que se via na dificuldade de se manter perfeitamente no salto.
Deus, faz tempo que não ando nessas coisas!
Mas depois de alguns segundos, e passos de pata choca, e ela retomou o jeito perfeitamente! E já adentraram o local climatizado e extremamente majestoso, tipicamente jovem, mas tinha lá seu luxo.
As luzes em clima ambiente, as largas e diversas mesas com petiscos da culinária francesa e italiana, chutou, ocupavam o amplo espaço contendo vários jovens, e até poucos velhos, conversando animadamente.
Apertou mais uma vez sua mão esquerda, certificando-se de que seu pequeno estava ali, e viu que estava. Seria bem a sua cara perdê-lo em meio aquela gente!
– Viu, todos estão vestidos socialmente. – cochichou a loira, enquanto rodeava os olhos pelo salão.
– Que legal. – disse entediada.
– E viu como ninguém barrou você e Yuri! – disse vitoriosa, avistando quem queria. – Lá estão eles. – apontou, percebendo a rosada seguir seu dedo.
Aproximaram-se os virão em um conjunto de sofás e pufes negros, tendo apenas o ruivo sentado escancaradamente, juntamente de Michael, e o moreno de pé, de costas para as duas beldades femininas e o pequeno.
– Cara, vamos logo para a festa! – reclamava o Michael. – Azaração gente!
– Cala a boca e fica bem quieto aí! – o ruivo resmungou, travando o olhar logo após em uma figura delicada, feminista e de vestido roxo. Quase engasgou.
Se ajeitou no sofá já vendo ela se aproximar, logo atrás do moreno de pé a sua frente.
Ela tinha que vir tão linda assim? Pensou dando um discreto sorriso.
Olhou mais atrás e viu a rosada, igualmente a loira em termos de beleza, tendo a mão agarrada pelo pequeno que ele adorava.
– Sasuke. – disse discretamente, meneando o rosto na direção deles, e o moreno entendeu.
Virou-se, cumprimentou a loira que já passará por si como um furacão, e agora fitava a sua rosada, um pouco abaixada, conversando com o pequeno, logo ao seu lado.
Devia estar preparando o pequeno para conhecer o pai. Sorriu de canto, sentindo algo bom em seu peito.
– Está preparado? – ela perguntou e o pequeno meneou positivamente, se sentindo mal por mentir a sua mãe, já que já conhecia seu pai. – Então venha meu amor. – sorriu terna.
Sentia suas pernas tremerem a cada passo que dava para perto do moreno, que já os fitava mais a frente, aparentemente ansioso. Perguntava-se se seu filho estava assim como ela, nervoso. Engoliu seco enquanto puxava o pequeno pela mão, logo já parando a frente do homem viril e másculo a sua frente.
E ele esta lindo, para variar um pouco.
Tinha uma camisa social negra, com as mangas das mesmas dobradas ate o cotovelo. Calças sociais negras, e sapato social ao estilo italiano, como os dos outros homens ali. Os cabelos assim como os de Yuri, totalmente bagunçados e tinha dois botões a frente na camisa abertos.. Estava lindamente perigoso.
Como sempre.
Ficou o encarando por algum tempo, até as reações lhe voltarem a tona. Ou melhor dizendo, estava o admirando. Ele tinha um olhar terno nos olhos negros, mas não os deixando de ser misteriosos como sempre.
– Er.. – pigarreou. E lembrou-se de seu filho ao seu lado. Ela tinha de apresenta-lo ao pai, pois ele ainda não conhecia. Assim achava ela. – F-filho.. – estava nervosa. Lembranças passadas lhe vinham a mente, sem querer, da primeira vez que quis dizer ao moreno que teriam um filho. – Este é seu pai. – disse mais baixo e ternamente, disfarçando a pequena dor em seu peito devido às lembranças. E sorria, o vendo olhar diretamente para ele mesmo daqui alguns anos. E estranhou o sorriso cúmplice dele ao pai.
– O-oi. – disse um pouco tímido, ainda ficava assim a frente dele, logo já agarrando a perna de sua mãe ao seu lado, escondendo-se parcialmente.
Ela estranhou a atitude, logo a achando engraçada. Soltou uma risada calma. Nem percebendo que o moreno também sorria.
– Não fique com vergonha. – O encorajou lhe tirando de sua perna. – Dê um abraço nele. – cochichou enquanto o empurrava carinhosamente.
Viu o filho ir desajeitado aos braços do pai, que já o esperava agachado. Viu que o moreno sorria e tinha a face serena, calma, feliz. Sentiu um nó formando-se na garganta. Aquela era a cena que sempre sonhara em ver; Os dois morenos de sua vida abraçados e felizes.
Ele finalmente aceitara o filho encantador que tinha. Finalmente o conhecera, e estaria ao lado dele.
Mordeu o lábio inferior olhando para outro lado, sentindo seus olhos querendo se enxerem de lágrimas. Mas não as deixaria saírem livremente. Prometeu a si mesma que não iria mais chorar.
– Ela ainda não sabe. – o pequeno cochichou enquanto estava extasiado com o abraço forte e protetor do pai.
– Bom garoto. – cochichou de volta dando meio sorriso, igualmente com os olhos fechados, apreciando o abraço pequenino.
Engoliu a saliva e piscava atônita, tudo para segurar o choro que aquela cena estava lhe causando. Nem percebera que os outros atras deles olhavam a cena com um sorriso carinhoso nos lábios.
– Prazer, campeão. – fez um cafuné após se separarem nos cabelos rebeldes iguais aos seus. Tinha um sorriso sincero nos lábios.
– É meu.. p-pai. – sorriu tímido, vacilando no olhar forte do pai.
Sakura rapidamente travou uma lágrima que teimara em cair, e se reprendeu mentalmente por isso. Mas afinal, queria o que? Como não chorar vendo o seu pequeno que tanto amou e protegeu, junto de seu pai, aquele homem que revirou seu coração e partiu o mesmo.
E admitia que no fundo, sentia-se feliz.
Por seu filho.. E um pouco por ele..
Sorria terna para os dois agora, vendo-os sorrir do jeito Uchiha de ser, um para o outro. Viu que seu filho já gostara muito do pai, o que lhe deu uma pitada de ciúmes, por gostar dele tão fácil assim. Mas não seria egoísta, já que o moreno também parecia feliz com o pequeno e que isso não era do seu feitio, apesar de tudo.
Viu o pequeno vir tímido e pegar sua mão novamente, e sorriu com isto.
– Fico feliz que tenha vindo com ele, Sakura. – ele lhe disse terno, já de pé.
Um arrepio lhe percorreu o corpo, a mesma reação de sempre quando aqueles olhos iam de encontro com o seu e aquela voz grossa e rouca sondavam seus ouvidos.
– Bem.. ele é um Uchiha. Sua mãe deve ter sofrido muito. – o olhou debochada, arrancando um sorriso de canto dos lábios finos.
– Mãe.. – a repreendeu emburrando.
– Não vou mais lhe deixar olhar o filme do Shrek, ok. – sorriu sínica.
Ele bufou, ainda emburrado.
Aproximaram-se do ruivo e do outro moreno, lhes cumprimentando com um rápido aceno, sendo devolvido pelo o ruivo que tinha a loira sentada ao seu lado, quase se derramando em lágrimas devido à primeira cena em família.
– Minha princesa! – Michael levantou-se com um sorrido conquistador no rosto, assim pensava ele, em direção a rosada. Mas foi impedido por um pé número 29 bem em suas bolas. – Aiirghh! – Caiu de joelhos no chão, segurando seu membro, com o intuito de fazer a dor passar, tendo o seu agressor com um olhar superior e um sorriso igualmente nos lábios. – Argh!!
– Sua princesa, é a sua vó mané. – cruzou os braços emburrado.
– Isso aí Yuri! – o ruivo sorria para o mesmo, que se mantinha a frente da mãe.
A rosada não aguentou e sorriu. Seu filho era uma peça mesmo, igualzinho ao seu pai, que estava ao seu lado e sorria orgulhoso para o filho. Revirou os olhos.
E a loira desatinou a rir.
– N-não vai educar seu filho não?! – ele disse em meio a dor à rosada que sorria.
– Isso foi errado. – olhou seria para o pequeno que virou-se para si agora. – Mas ele mereceu. Toca aqui! – sorriu cúmplice tendo o punho cerrado do filho tocando o seu.
– Argh! Fala serio! – se contorcia, enquanto os outros achavam graça da sua cara.
Uma musica começou a tocar ambiente, deduziu ser Memories, do David Guetta com o Kid Cudi.
– Está com fome? – perguntou ao filho mais alto, devido a musica.
E ele deu os ombros, ouvindo sua mãe concluir que ele estava sim. Viu ela convidar Sasuke para acompanha-los de forma tímida, e sorriu ao ver que ela ainda gostava dele. Estava feliz por ter sua mãe e seu pai juntos. Parcialmente, mas já o fazia feliz.
– Onde está Naruto? – perguntou ao moreno enquanto caminhavam rumo aos coquetéis.
– Advinha. – ele tinha as mãos nos bolsos, e entortou a boca. – Comendo.
A rosada sorriu.
– Pode pegar o que quiser. – disse ao pequeno quando chegaram à mesa. – Estaremos aqui.
Viu-o menear que sim com a cabeça e logo varrer a mesa com seus olhinhos gulosos.
– Ele é incrível. – ouviu o moreno se pronunciar em um sorriso de canto.
– É sim. – sorria terna, fitando o pequeno se emburrar com uma senhora que não saia de sua frente. Igual a você, pensou em dizer, mas conteve-se. Estava sentindo tantas coisas diferentes ao mesmo tempo, que tinha que se segurar, se não falaria coisas que se arrependeria depois.
– Eu.. – direcionou os olhos verdes para os negros que pareciam ansiosos. – Eu fico muito feliz que você seja a mãe dele.. Sakura. – admitiu sincero, com uma certa dificuldade, já que não era muito bom com palavras.
A rosada ao seu lado apenas congelou diante daqueles olhos que agora a fitavam firme. Sentiu seu coração acelerar e seu estômago esfriar diante das palavras dele. Ele sempre falara que queria que ela fosse a mãe dos seus filhos, e ela sempre sorria emocionada. Mas depois de tanto tempo, de todo o acontecido, aquelas palavras agora lhe causavam mais que sorrisos.
Queria chorar. Não sabia se era de felicidade ou tristeza, talvez os dois juntos, mas queria muito.
– Er.. – ela sorriu sem graça, engolindo o choro. – E-eu.. – pigarreou olhando para o chão. – Apesar de tudo.. – virou o rosto, avistando um garçom com uma bandeja nas mãos passando. – E-eu fico muito feliz por ser mãe do seu filho, Sasuke.. – pegou uma taça de cima da bandeja do mesmo que passava e tomou um gole nervosamente, percebendo o moreno ao seu lado sorrir.
Olhou para o pequeno e o viu pisando no pé da senhora, com raiva, e a mesma dar um grunhido de dor.
– Y-yuri! – o repreendeu, largando o copo com o moreno e correndo até ele, vendo faíscas saírem dos olhos da velha.
– Sua criança sem educação! – olhava furiosa para o pequeno, que apenas lhe olhava emburrado, sem se intimidar com o olhar mortal dela.
– Er.. Senhora m-me desculpe – a rosada chegou sorrindo amarelo, pondo-se ao meio deles. – M-meu filho está tendo um dia difícil. – sorriu amarelo novamente, virando-se para o pequeno. – Por que fez isso?! – cochichou o olhando brava.
– Essa gorda não deixa os outros pegarem os sorvetes italianos! – defendeu-se cruzando os braços, irritado.
– O que disse moleque?! – ela se ofendeu.
E o pequeno recebeu o olhar mais mortal de sua mãe, que o fez engolir seco agora.
– Me desculpe senhora. – pediu seria mais uma vez, sem tirar os olhos do pequeno.
– E você, sua vadia, é a mãe dele? Não dá educação a esse delinquente?!
E a rosada virou-se lentamente para ela.
– O que disse? – semicerrou os olhos, olhando diretamente nos olhos da senhora.
O pequeno percebendo a breve explosão de sua mãe correu os olhos a procura do pai, que estava caminhando ate ali, com os olhos curiosos. Fez sinal para ele vim ligeiro, antes que a rosada espancasse a senhora a sua frente.
– Eu disse-
– Por favor senhora, nos de licença. – o moreno colocou-se em frente à rosada. Tinha o olhar serio.
A velha suspirou ao vê-lo a sua frente. Que homem maravilhoso, pensou. E logo tratou-se de sorrir.
– Claro. – deu uma piscadinha ao moreno e saiu dali tentando rebolar.
– Mas olha só! – a rosada estava indignada. – Além de uma velha sem educação é oferecida! Essa sua plástica não resolveu o seu problema não, ta legal! Morre minha filha, quem sabe na próxima vida Deus seja generoso com você!
O moreno olhou para a rosada com as sobrancelhas juntas, em diversão, tendo um mínimo sorriso. Sempre achara divertido ver sua rosada explodir.
A velha nem deu ouvidos, e continuou a andar.
– E você.. – virou-se para o pequeno que ria, e na hora engoliu o riso. – Está me decepcionando, mocinho! – tinha as mãos na cintura. – Não foi está a educação que te dei! O que seu pai vai pensar? – partiu para o lado psicológico.
Ele juntou as sobrancelhas em tristeza, abaixando a cabeça. Odiava decepcionar sua mãe.
– Me desculpe mãe. – o olhou de esguelha. – Prometo tentar me controlar.
– Eu espero. – disse mais calma recompondo a posição, pegando dois sorvetes da mesa. – Toma. – lhe entregou um dando um mínimo sorriso, vendo seu pequeno sorrir também.
E Sasuke sorriu.
Seria aquela família que lhe faria feliz novamente.
...
– Nossa! Que carro maneiro! – viu o pequeno exclamar eufórico ao lado do moreno maior, vendo um Porsche Carrera GT negro e modificado.
Estavam na rua, em meio aos carros. Ela relutou no começo, mas agora eram dois Uchihas e não só um, e a arrastaram ate ali já que o pequeno queria ver os carros.
– É sim. – o outro olhava atentamente o carro, enquanto sorria com a empolgação do filho. Igual a rosada. – Vai de 0 a 100 em 3,9 segundos. – olhava-o terno.
E ela sorriu. Era muito bom ver os dois como pai e filho. Vendo Sasuke mostrar e impor sua presença masculina e paterna. Suspirou. Isto estava mexendo mais ainda com ela.
– É lindo, não? – assustou-se com a voz da loira surgindo ao seu lado. – Os dois parecem felizes.. – ela tinha os braços cruzados, igual a rosada, com um sorriso carinhoso nos lábios.
– Sim. – sorriu terna. – E fico muito feliz também por isso.
– Eu acho que ele mudou Sakura.. – sabia a quem se referia.
– Não sei Ino. – ela suspirou. – Pode até ser mas.. não vou cair como uma patinha outra vez. – disse firme.
– Ainda tem medo? – finalmente ela lhe direcionou os olhos azuis.
– Receio. – a corrigiu. – Depois de tudo, ele não pode vim aqui e achar que será como antes. – a fitou por fim.
– Com isto, eu concordo. – apertou os lábios concordando com a amiga.
– Yo, Sakura-chan!
Olhou para o lado e viu ele euforicamente loiro.
Sorriu maldosa.
– Naruto. – o cumprimentou, mantendo o sorriso.
– Vejo que trouxe o pestinha! – sorriu animado, vendo ele e o moreno conversando animadamente, o que lhe causou uma felicidade no peito. Sempre quis rever aquele sorriso no rosto do amigo. Sempre quis que ele conhece-se o seu moleque incrível que tinha com a rosada.
– Sim. – percebeu o olhar dele. Logo o sorriso terno após. E sorriu também. – E ele está com dor de garganta, sabia? – a olhou sínica.
Viu ele engolir seco.
– G-garganta? – sorriu amarelo, coçando a nuca.
– Sim. Devido aos quatro sorvetes na pracinha lembra? – disse maléfica, vendo-o endurecer a face. – Eu já sei do que aprontaram aquele dia.. –fitava o loiro com um olhar mortal. – E se você ensinar mais alguma coisa de errado para o meu filho, eu juro que corto esse seu trocinho do meio das pernas e cremo!
– C-calma Sakura-chan! – levantou as mãos a frente do corpo. – E-ele estava tristonho, e eu queria animá-lo, hehe.
Ela bufou entortando a boca.
– Não mata ele não, mãe. – Viu o pequeno se aproximar, junto do moreno.
Revirou os olhos bufando. Ele tinha lhe feito um favor mesmo, de ficar com o pequeno, mas também não precisava fazer aqueles tipos de coisas.
– Onde está Gaara? – perguntou o moreno.
– Conversando com seus “contatos”. – o loiro fez aspas.
O moreno olhou ao redor. Como estava fazendo a todo o momento em que estava ali, se certificando que ninguém estava ali para pegar a rosada e o pequeno.
– Deixa eu ver sua garganta meu amor. – viu a rosada se abaixar um pouco, ficando na altura dele. – Abre bem. – referiu-se a boca, que logo abria de forma infantil, tendo uma rosada olhando atentamente lá dentro. Achou graça, e sorriu logo após.
– Deu? – disse fanho, com dificuldade, devido a boca estar escancarada.
– Sim. – o olhou seria. – Esta doendo?
– Um pouco.. – mentiu. Na verdade estava doendo muito e sentia o pequeno corpo pesado, devido a forte gripe. Mas não se entregaria, aproveitaria o máximo com seu pai e sua mãe juntos.
– Não minta. Eu sei que esta doendo muito. – o repreendeu seria. – Está inchada e você esta começando a falar fanho.
– Estou bem mãe.. – disse manhoso, após uma fungada.
Ela suspirou.
– Só mais meia hora, e daí vamos embora! – disse lhe apontando o dedo. – E não tire o casaco. – Ergueu-se.
Ele acenou com a cabeça e percebeu seu pai estar os encarando. Viu que seu pai era bem alto e bastante musculoso, era intimidador. Queria ser como ele, pensou sorrindo, corando levemente e voltando o olhar para sua mãe.
– Vamos para a festa! – disse animado, recebendo o apoio do loiro.
– Esse é meu afilhado! – disse eufórico, o erguendo no colo enquanto fazia uma dancinha no ritmo da musica da festa, que podia se ouvir dali.
– Me solta, baka! – juntou as sobrancelhas, irritado.
A rosada sorriu revirando os olhos. Juntamente do moreno que agora estava ao seu lado.
– Vamos, vamos! – a loira disse batendo as palmas, de um jeito meio patricinha.
– Ai temezinho! Para de me bater!
– Vem Sakura! Diz que sim vai! – viu a loira lhe implorar.
Estava quase tonta já! Que noite em família mais conturbada, por deus. Sabia que lá a putaria corria solta e não queria seu filho no meio disso. Céus, ele só tinha seis anos, e estava em um encontro de carro e queria ir para a balada.
Era seu filho mesmo.
– Pai me ajuda! – olhou para o moreno maior suplicante.
O moreno sorriu ao ouvir. Sempre lhe traria sensações boas ele lhe chamando de pai.
– Solta ele agora Naruto. – se aproximou sorrindo maldoso.
– Qual é! Ele gosta. – continuou a dancinha.
– Quer mesmo que eu conte? – arqueou a sobrancelha.
O loiro travou.
– O menino ta no chão! Ta no chão! – ele levantou as mãos em defesa. – Fecha essa boca, teme desgraçado!
E o moreno sorriu vitorioso.
– Contar o que? – o pequeno ficou curioso.
– Nada não. – o moreno o pegou no colo. – Vamos para a festa! – disse sorrindo maroto.
Mais uma vez, ela não venceu. Infernos, por que hoje era o dia de todo mundo decidir as coisas e não se importarem com o que ela acha? Bufou vendo toda aquelas pessoas batendo contra si. E o pior de tudo, e que estava de mão dadas ao moreno, para não se perderem, enquanto seguiram a loira e o loira que procuravam um lugar menos cheio, em fila indiana, se espremendo dentre aquela multidão de corpos animados e dançantes. O pequeno estava ainda no colo do moreno, ali sim o perderia se não assim.
E ainda achava aquilo errado.
A música tocava a todo volume, oscilando seu coração no ritmo animado da mesma. Era Animals, do Martin Garrix.
Acharam um lugar com menos gentes, o que achava impossível, com alguns pufes. E perto de um dos inúmeros bares, só para melhorar as coisas.
– Wooow! – a loira estava extasiada com a musica e já começava a requebrar o quadril, assim como o loiro e seu jeito catastrófico.
Há quanto tempo não dançavam em festas? Seis ou sete anos? Teria ainda o pique para danças e rir com os amigos? Estava se sentindo um peixinho fora d’água ali.
Mas como sua mestra diz..
Nada que um bom álcool não cure!
Perguntou se alguém queria um uísque e somente a loira ao seu lado aceitou, e logo tratou de pegar, bebendo nervosamente, vendo o moreno lhe fitar e o pequeno tentando dançar no ritmo do loiro.
Que exemplo de mãe! Bebendo, trazendo em festas impróprias.. Suspirou. Estava decepcionada consigo mesmo.
Depois de mais alguns copos, ela ate tentou dar uns passinhos, mas viu que perdera quase totalmente o jeito daquilo. O moreno lhe fitava toda a hora, o que a fazia se sentir uma adolescente outra vez, e até gostou daquela sensação, e ficava trocando olhares cúmplices com ele, e como sempre, caia em seus joguinhos de sedução como uma pata!
Ele estava brincando com ela novamente!
Pensava seriamente enquanto ele lhe provocava com aquele dancinha sensual balançando aquele corpo viril a sua frente, que ele queria que ela o agarrasse com toda a força e comesse ele inteirinho. Engoliu seco. Por que ele tinha que fazer isso? Argh Sakura, reaja pateta!
E foi que sentou-se em um dos pufes fugindo disfarçadamente do Uchiha, se sentindo uma completa idiota.
Várias mulheres passavam se atirando para cima do Uchiha, lindamente gostosas, e admitia que sentia uma pontada no peito quando cada uma delas se aproximava. Apertava o punho em seus braços cruzados, enquanto batia o pé o chão enquanto estava sentada. Mas sorria internamente quando que eram exportadas pelo mesmo e pelo pequeno.
E pensando no pequeno, já havia entendido a jogada dele. Ele queria juntar os pais, por isso estava ali por mais doente que estava. Queria Sasuke e Sakura juntos outra vez. E qual filho não queria isto?..
Olhou para ele melancólica agora. Ele não deveria estar fazendo isso, e sim ela. Ela deveria estar lutando para o melhor dele.
– Filho, vem cá! – o chamou alto, devido a musica. Ele estava dançando já desanimadamente com o ruivo, que havia se juntando logo após entrarem na festa. Colocou a mão na testa dele e viu o fervor que estava ali. – Esta queimando de febre! – o olhou seria.
Viu os olhinhos dele estarem pequenos. Pela febre ele estaria morrendo de dor no corpo e com muito sono.
Droga de mãe irresponsável que você é, Sakura! Repreendia-se mentalmente.
Olhou desesperada para Ino e ela estava feliz, ainda dançando, totalmente bêbada. Com toda a certeza Gaara a levaria, já que preferiu não beber e estava o tempo todo de olho nela enquanto conversava com Sasuke.
Não iria atrapalha-la.
Então.. Droga, só lhe restava uma opção.
– Sasuke! – o chamou e teve de fazer mais uma vez e mais alto, até ganhar sua atenção. Na mesma hora ele se aproximou. – Yuri está queimando de febre, e preciso levá-lo para casa! – o olhava com certo desespero, já que estava se sentindo culpada.
– Vamos para minha então. Durmam lá. – disse serio e chutava estar um pouco preocupado.
– N-não pre-
– É mais perto. – a cortou irritado, vendo que ia relutar. – E vocês não vão ficar sozinhos. – disse firme.
Ela engoliu seco.
Era isso.. ou isso!
– T-tudo bem! – disse relutante.
O pequeno a sua frente estava absorto do assunto e já quase dormia em seus braços. Mas logo depois sentiu braços largos e fortes lhe pegarem no colo. Era seu pai, sabia, pois enlaçou seu pescoço e na hora sentiu um cheiro bom de hortelã.
Com um frio enorme no estômago, ela tentou avisar a loira que estava indo com Sasuke embora, e a mesma deu uma risadinha e disse que estava tudo bem, a qual a rosada se irritou um pouco por estar nervosa. Iria para a casa dele. Dormir a poucos metros dele.
Infernos!
Pegou a mochila com roupas para ela e o pequeno que estavam no carro da loira, já se dirigindo para o Mazda do moreno. Xingou-se de idiota, quando o primeiro pé que pôs dentro do carro foi o direito.
O cheiro do carro era evidente que era do Uchiha. E irritou-se pois aquele cheiro estava lhe dando certo tesão.. já que aquele cheiro já ficara várias e várias vezes com um pouco de suor sobre si.
Engoliu seco.
Viu o moreno depositar Yuri em seu colo, e ele iria ali, pois seu carro tinha apenas dois bancos. Aconchegou o filho em seus braços vendo o moreno fechar a porta e dar a volta no carro, entrando no lado do motorista.
O olhou de esguelha enquanto acariciava os cabelos do filho em seus braços, e ele estava com o costumeiro rosto serio e sexy, e a olhou rapidamente também, no que gerou um frio em sua espinha. Viu-o colocar a marcha e já fazer o carro andar. Há quanto tempo mesmo não o via dirigir? Ah sim, há seis anos. E ainda sentia a mesma mania de ficar admirando enquanto dirigia.
Pigarreou silenciosamente colocando o rosto do filho ao lado de seu rosto, o aninhando a si. E sorriu fechando os olhos, senti-o bem pertinho do peito, com a respiração calminha e o rostinho de anjo.
E nem percebera o micro sorriso terno nos lábios finos ao seu lado causado pela cena entre mãe e filho.
...
– É aqui. – ele abriu a porta, tendo o pequeno nos braços.
O restante do caminho foi em silêncio. E o que lhe acalmava era seu filho nos braços, fazendo-a a se esquecer por alguns momentos o perigo em que estava se metendo.
– Aqui é a sala. – disse mais baixo, devido o pequeno estar dormindo.
A rosada olhava o apartamento abismada. Não era muito grande, mas tudo era incrivelmente lindo e aconchegante, com aquela larga parede de vidro ao lado dos sofás negros, que davam a visão de uma paisagem de folhagens cuidadosamente escolhidas e incumbidas na varanda do sétimo andar. O piso era de um assoalho de retângulos, cor marrom claro, que dava a sensação de serem rústicos.
– Lá a cozinha. – apontou, vendo os olhos tanto verdes se deslumbrarem.
Era ao lado da sala, e o que as dividia era uma parede ate a metade, e depois continuava num balcão de madeira em um caqui claro, contendo alguns bancos altos, típicos de bares. Percebeu a cozinha ser em um tom de caqui claro, assim como a mesa quadrada próxima a sala.
– Ali é o corredor que dão acesso aos quartos. – caminhava tendo a rosada atrás de si. O corredor era pequeno e atrás da sala. E logo já viu as três portas no corredor. – A ultima é o meu quarto. Esta é do banheiro. – apontou a que estava a frente da outra. – E esta você e Yuri podem ficar. – disse abrindo ela, revelando um quarto simples e aconchegante, como ela gostava mesmo.
Ela repuxou os lábios em um sorriso grato, que foi respondido com um fraco sorriso de canto. Sem contar que ficou olhando mais tempo do que queria para aqueles olhos negros.
– Eu.. vou dar um banho nele. – disse por fim, retomando-se. – É esse da frente o banheiro, certo? – disfarçou.
– É. – abriu a porta do mesmo.
– Pode colocá-lo na cama. – estava quase que tonta. Tendo Sasuke como pai a ajudando era um pouco fora do normal. Mas admitia que era bom.
Ele meneou que sim e o depositou na cama de casal, ouvindo alguns resmungos da parte do pequeno.
– Mamãe dorme.. – disse sonolento, aninhando-se na cama. Arrancando uma gargalhada da rosada e do moreno.
– Se precisar de algo me chame. – disse ainda em um sorriso.
– Obrigada. – disse sincera, ganhando mais um sorriso de canto Uchiha, vendo-o sair do quarto. E só agora se lembrou de respirar.
Largou a mochila encima da cama de casal que ela e seu filho dormiriam, pegou a toalhinha dele, junto de seu shampoo de hortelã.
– Filho.. – o chamou. – Filho acorda!
– Não tá na hora mãe.. – disse virando-se para o outro lado.
Ela sorriu.
– Você tem que tomar banho! – disse terna.
– Eu já tomei..
– Você está todo suado e a roupa esta suja! – sorriu mais uma vez, passando a mão em seus cabelos. – Vamos, eu dou banho em você meu bebê. – seus olhos verdes brilhavam.
Viu ele levantar sonolento e coçar os olhinhos, tendo uma face emburrado no rosto, o que arrancou algumas risada baixas da rosada.
– Vem. – já o guiava pelo cômodo, e ele cambaleava.
O moreno já estava na cozinha, passando um café e largando seus pertences na sala.
– Olha a cabeça! – olhou na direção do corredor e viu uma rosada atrapalhada, guiando o pequeno ao banheiro, que era logo a frente, que quase deu de cara com o batente da porta.
Sorriu de canto.
Tinha sua rosada e seu filho junto consigo dessa vez, e não os deixaria ir outra vez. Sentia que não podia estar mais feliz.
– Mamãe, você não vai me dar banho. – viu ele sentar no vaso e coçar os olhinhos novamente.
– E por que não? – percebeu ele estar mais desperto, enquanto pendurava a toalhinha dele no Box do banheiro e largava o shampoo no porta objetos do banheiro.
– Por que eu já sou grandinho. – cruzou os braços emburrado. Ela sabia que na verdade ele estava com vergonha.
– Nossa homenzão! – retirava o casaco dele. – Sabia que eu já troquei suas fraldas e dei muito banhos em você? – sorriu.
Ele corou um pouco. Seu pai não podia ver sua mãe lhe dando banho.
– Não precisa ter vergonha, meu bem. – disse terna, apertando seu nariz carinhosamente. – Você está doente e a mamãe vai cuidar de você! – sorriu.
E aquelas palavras eram realmente aconchegantes. Sorriu tímido.
Despiu a ultima pecinha de roupa dele, que ainda estava envergonhado, e o colocou no Box.
– Olha o meu porquinho peladinho! – disse com os olhinhos brilhando.
– Mãe! – disse irritado, a olhando mortalmente.
E ela gargalhou.
– Que saudade de quando você era pequeno. – ela estava acocada, esfregando sabão no corpinho pequeno e alvo, que tinha uma cara nada boa. Mas no fundo estava é adorando aquele mimo da mãe!
O moreno estava escorando nas costas do sofá, de frente ao corredor, ouvindo tudo com um sorriso em uma mistura de tristeza e felicidade.
– Colocava aquelas roupinhas minúsculas que pareciam serem grandes em você. – continuou ela, tendo a voz emocionada. – E você berrava como um bezerrinho!
Ele bufou.
Daria um desconto.
Sua mãe era muito corujona mesmo.
– Ai! – ela suspirou sorrindo, sentindo uma vontade enorme de agarrar o pequeno peladinho mesmo e encher de beijos.
Enquanto sua mãe passava o shampoo, fechou os olhos aproveitando a caricia gostosa que só as mãos de sua mãe lhe proporcionava. Nem lembrava mais do corpo dolorido.
– Pode abrir. – referiu-se aos olhos.
Já estava enxaguado e de banho tomado. E como era bom um banho de mãe!
– Vem cá. – O apanhou com a toalhinha de carrinhos dele o secando por inteiro.
O moreno na sala ainda sorria, sentindo algo bom no peito. Olhou para a porta do banheiro, logo a sua frente, e viu o pequeno enrolado na toalhinha com uma cara de sono. Quando ele viu que ele olhava arregalou levemente os olhinhos e correu para o quarto a frente.
E o moreno soltou uma risada.
Ele estava com vergonha.
– Olha o pé no chão! – a rosada gritava do banheiro, típico de mãe, e provavelmente estava juntando suas roupinhas. – Vai escorregar e ficar mais doente ainda! – a viu apontar na porta, logo tendo os olhos verdes em si. – Er.. Tem uma sacolinha por ai? – deu um mínimo sorriso.
– Eu boto a lavar. – se aproximou pegando a trouxinha de roupas do pequeno.
– E dês de quando você lava roupas? – ela arqueou a sobrancelha, vendo Uchiha dar o famoso sorriso de canto e tomar-lhe as roupas de suas mãos. Logo lhe dando as costas.
Ela revirou os olhos, se dirigindo ao pequeno pelado.
Largou as roupas na maquina, e logo já voltava para a sala. E era nítida a conversa dos seus dois novos hospedes.
– Isso é uma Box mãe, não uma cueca! – e riu do pequeno.
– Ta, ta! Pra mim é tudo a mesma coisa! – disse impaciente.
Depois de alguns segundos viu a rosada lhe pedir um copo d’água, para o pequeno tomar alguns remédios para gripe e a garganta inflamada. Era estranho cuidar de uma criança, de um filho. Estranho não. Era algo novo para ele.
Algo novo e que estranhamente ele já tinha o extinto de cuidar do pequeno.
Como um verdadeiro pai.
– Como é bom um banho de mãe, não é? – sorriu de canto ao pequeno. Estava no quarto onde eles ficariam, tendo o pequeno sentado ao seu lado, enquanto a rosada tomava seu banho.
– Sim. – disse envergonhado.
– Tenho saudades de quando minha mãe me dava banho. – sorriu olhando para o chão. – Você se sente melhor, não é? – o olhou carinhoso.
– Muito! – sorriu tímido. – Sua mãe não te dá mais banho? – arqueou a sobrancelha negra.
Ele sorriu melancolicamente.
– Meus pais morreram. Assim como os de sua mãe. – explicou.
Viu ele arregalar levemente os olhinhos.
– M-me desculpe. – ficou envergonhado.
– Tudo bem. – bagunçou seus cabelos.
– Mas minha mãe pode ter dar banho.. – ele pensou. – Seria quase a mesma coisa, não é? – o olhou pensativo.
E o moreno riu da inocência dele.
– Er.. um pouco. – disfarçava sorriso malicioso que dava agora.
Sua rosada lhe dando banho? Interessante..
– Vocês namoraram? – ele arqueou a sobrancelha.
E o moreno quase engasgou.
– Bem.. Quando éramos jovens.. – confirmou um pouco desconcertado.
– E é verdade que minha mãe se metia em confusão? – ele tinha um brilho curioso nos olhos.
O moreno sorriu terno.
– Muitas vezes. – lembrava-se dos velhos tempos ainda sorrindo.
– Então eu sou como ela.. Ela não pode reclamar. – concluiu vitorioso.
O que causou uma risada do moreno.
– É melhor você dormir.
Viu ele suspirar. Queria conversar com o pai, apesar de doente, queira muito descobrir sobre o passado deles. Mas vendo o olhar decidido do pai, acatou seu pedido, vendo-o lhe cobrir com o cobertor, lhe desejando boa noite e acariciando os cabelos antes de sair do quarto.
E permitiu-se dar um suspiro feliz.
Tinha seus pais juntos com ele agora.
...
Por que aquele banheiro tinha de ter o cheiro dele em toda a parte? Por que era dele, é claro. Ino tinha razão, ela estava numa seca braba de homens. E estar ali, onde ele provavelmente fica pelado todos os dias, com o cheiro tentador dele, não estava lhe ajudando.
Saiu rapidamente do banho e praguejou-se mentalmente por ter saído do quarto às pressas e não ter trazido suas roupas. Raios! Passou a mão no espelho embaçado e viu seus cabelos em um coque frouxo, tendo madeixas caindo do mesmo. Enrolou-se em uma toalha azul que tinha ali, e respirou fundo.
Não poderia ficar ali a noite toda.
Abriu a porta do banheiro, e se deu de cara com um moreno alto, bonito e sensual, que acabara de sair do quarto do pequeno.
Engoliu seco.
Viu ele ficar alguns segundos surpreso, mas logo já podia ver o brilho de luxuria em seus olhos negros afrodisíacos, olhando seus ombros desnudos com gotículas de água, a tentando para a perdição. Viu-o descer o olhar disfarçadamente pela toalha, tentando ver através dela, que a protegiam parcialmente daquele olhar faminto. Sentiu um frio na espinha diante aquele olhar.
– O.. que foi? – tentou ser firme e soar normalmente. Não recuaria. Sabia que era perigoso brincar com fogo, mas ela tinha lá seus extintores.
Irritou-se com o sorrisinho de canto dele agora, já tendo seus olhos negros nos seus. Jurava estar em um vermelhão, mesmo tentando se controlar.
– Nada.. – foi sínico, ainda com aquele sorrisinho que estava lhe desconcertando ainda mais. Mal ela sabia que ele estava pensando seriamente no que seu filho acabara de lhe dizer, sobre ela lhe dar banho. – Você só esta com a minha toalha. – alargou o sorrisinho.
Engoliu seco e sentiu o rosto esquentar ainda mais. Queria enfiar a cabeça no primeiro buraco que aparecesse!
Bufou internamente.
Raios! Não era mais uma adolescente para agir assim a frente de um homem! Independente ele qual for!
– Me desculpe alteza, não sabia. – sorriu sínica, ignorando o rosto vermelho. – Quer ela de volta? – ousou uma voz provocante, sentindo uma adrenalina lhe subir nas veias.
Ele sentiu a provocação, mas ainda sim juntou as sobrancelhas sem entender a pergunta, não perdendo a diversão em seu rosto.
– Quer. – concluiu por ele, que agora lhe olhava atônito a vendo desenrolar a toalha do corpo, ficando totalmente nua a frente dele.
Divertia-se internamente pelo olhar surpreso dele, cravado agora em seu corpo faiscando luxúria e desejo. Afinal, ela era Sakura Haruno, e ele sabia que podia esperar qualquer coisa dela, mas ainda sim ela conseguia lhe surpreender.
– Toda sua, meu bem. – disse debochada, jogando a toalha em seu peito. Logo após o contornando e entrando no cômodo atrás dele.
Escorou-se na porta atras de si, já fechada, espantada consigo mesma. De onde ela tirou toda aquela ousadia? Passou a mão na testa lembrando-se do olhar dele. Por Deus, foi forte em não se entregar ali mesmo, diante daqueles olhos que conseguiam tudo o que queriam.
Olhou para a cama a sua frente, e com sorte seu filho estava capotado em um belo sono.
Percebia o moreno ainda estar parado a poucos metros atras da porta, e sorriu, sentindo-se vitoriosa.
O jogo viraria! Ela brincaria com ele agora, e não ao contrário. Alargou o sorriso. O faria pagar por todos aqueles anos. Sim, essa seria sua vingança pessoa!
Maneira infantil, mas só isso o irritava profundamente..
O Uchiha odiava quando era despachado por uma mulher!
Ria consigo mesma enquanto ia em direção as suas roupas.
Ainda mais quando estava com tesão!
Ficar totalmente maluca,
Dá prá sentir isso?
Venha, venha, querido!
Me sinto como uma mulher!
Man! I Feel Like a Woman!, Shaina Twain.
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