Vices
8 Decisão
Notas iniciais
Queria muito muito mesmo agradecer ao carinho da minha primeira leitora aqui no Nyah, a queridíssima Dona, que fez uma homenagem à mim em seu perfil que eu A-M-E-I de paixão amada mesmo! Obrigada a você querida por ser essa leitora tão querida comigo, e eu lhe desejo tudo de bom mesmo! Obrigada de verdade e desculpe por ter sumido assim! Obrigada por ser minha leitora, queridona! *-*
Queria agradecer muito mesmo tambem às queridas Hiroko Nana e kaa_Uchiha pelas lidíssimas recomendações! Adorei, amei, gostei, muito muito obrigada! Me inspirou bastante minhas queridonas!*u*
Agradecer tambem a Fanny por sua campanha de "procura-se Miss Scriptor" kk obrigada pela mensagem, adorei demaais ela! e desculpe por não responder, desculpe desculpe mesmo! me sinto um lixo aqui kk E agradecer tambem a Senju Hana, que tambem mandou uma mensagem e me mandou ótimos comentários! Obrigada mesmo querida! *-*
Vocês são leitoras fora de sério! Amo muitão vocês ♥
Obrigada por lerem minhas antigas lindas, e bem vindo os novos leitores!
E isso aí :D
Boa Leitura!
Acordou com um pequeno peso encima de si. Remexeu-se um pouco e espreguiçou os braços delicadamente, ainda mantendo os olhos fechados. Esfregou os mesmo e piscou várias vezes até a visão ficar nítida e visualizar onde estava. Olhou para os lados reconhecendo o local e suspirou fitando sue filho dormindo ao seu colo. Acariciou seus cabelos ternamente. Haviam dormido ali mesmo na sala. A luta de ontem a tarde sugou suas energias provavelmente para dormir daquele jeito.
Suspirou novamente até que fitou atônita a televisão.
“Que me lembre, ela estava ligada.”
As sobrancelhas pesaram nos olhos esmeralda e ficou tensa.
“Então quem desligou se não eu?.”
Engoliu seco enquanto fitava a mesma e tentava controlar a adrenalina que teimava em acelerar seu coração e sua respiração. E diante ta tela negra, ela viu o reflexo de um vulto ao corredor entrando no quarto de Yuri.
Não estavam sozinhos.
Levantou-se cuidadosamente para não acordar Yuri, e tentava fingir estar sem o conhecimento de mais alguém ali. Estava disfarçando.
Bocejou olhando para casa fingindo desinteresse, mas olhava atentamente. Foi até a geladeira e pegou uma garrafa d’água, atenta a qualquer barulho atrás de si. Tomou uns dois goles e a guardou novamente. Virou-se para o corredor e foi em sua direção, arrastando os pés e com cara de sono. Coçou o cabelo. Seu coração estava se acelerando.
Fingiu que ia entrar no banheiro, mas como uma gata, entrou rapidamente no quarto de Yuri, que era à frente do banheiro, e puxou pelo colarinho o suposto invasor que se escondia ao lado da porta. Percebeu ele levar um susto, mas não via suas feições devido o quarto estar escuro e por ela também já tentar lhe acertar alguns golpes.
Ele tentava desviar habilidosamente enquanto a ensandecida rosada montava uma sequência de socos e chutes. Percebeu que ele não a golpeava, apenas tentava a imobilizar, onde ela também não permitia facilmente.
Ela soltava alguns grunhidos quando dava alguns dos golpes. Esta com raiva. Mais ainda por estar demorando a nocauteá-lo.
Conseguiu uma brecha e o derrubou. Pôs-se encima dele e tentou imobilizá-lo, mas ele também era bom, e num movimento rápido e ficou por cima dela e segurou seus braços acima da cabeça. Sentiu um cheiro conhecido e estremeceu. Ele tinha o rosto bem próximo ao seu e mesmo escuro pareceu que ele lhe fitava intensamente. Trincou os dentes enquanto tentava soltar seus braços. Devia de ser um maníaco taradão que estava pensando nas brincadeiras que faria com ela. Apertou os lábios e pôs toda sua força nas pernas. Desvencilhou-se das dele que a imobilizavam e conseguiu o jogar para cima com as pernas, fazendo-o cair de costas atrás dela.
Levantou-se rapidamente e ofegante, pronta para emendar-lhe um belo chute nas costelas, mas ele também era rápido. Se levantou segundos antes e segurou sua perna. Na sequência a prensou na parede, ainda segurando sua perna, em uma parte iluminada pelos pequenos raios de sol que atravessavam a janela do quarto. Na mesma hora, o punho cerrado que aprontou para soca-lo se perdeu no meio do caminho. Assim como sua mente. O corpo inteiro. Tudo se perdeu naqueles olhos negros lhe fitando intensamente.
Sentiu seu estômago ser invadido pelas malditas borboletas e seu corpo amolecer nos braços fortes que o envolvia. Sua mente nada pensava. Seu corpo apenas sentia. E seus olhos eram presos naquelas duas jaulas negras que lhe penetravam até a alma.
– ..Sasuke?
Não soube de onde tirou forças para sua voz sair. Mas era sempre assim, quando o via seu corpo agia por si próprio. Não ouvia a razão, sendo que até mesmo ela fugia de sua mente quando o via. Ainda mais ele estando tão próximo de seu rosto, com os finos lábios entreabertos e deles saindo a respiração quente e ofegante que tocava sua pele.
Era apenas o momento. Ali e agora.
Ele nada respondeu, apenas fitava-lhe nos olhos como se aquilo o fizesse vivo. E em nenhum momento se afastou do corpo macio e cheiroso da rosada, que agora se encontrava quente. Devido à breve ação e principalmente a ele. E percebeu que estava tão perdido ali naquele olhar quanto ela.
Sentiu um desejo enorme de tomar aqueles lábios carnudos e chamativos para si.
– O que esta fazendo aqui? – disse com dificuldade e ofegante.
Deus, aquele corpo másculo, rijo e quente colado ao seu e aquela mão firme segurando sua coxa ao lado de seu corpo, era torturante. Muito. Tentava de todas as formas fazer seu corpo se afastar, dar um alerta, já que ele olhava fixamente para seus lábios agora.
“Merda.”
Engoliu seco. Sabia que se continuasse mais alguns minutos daquele jeito, mesmo se odiando profundamente por admitir, não aguentaria.. e iria se entregar.
– O que faz aqui Uchiha? – perguntou mais firme, com um pouco de ódio na voz, que na verdade era de si própria por estar tão fraca a frente dele.
Viu ele sair do transe que seus lábios o prendiam e lhe fitar nos olhos novamente, agora mais serio e com a consciência retomada.
– Você tem que sair daqui. – a voz dele era rouca e baixa, o que a estremeceu ainda mais.
Juntou as sobrancelhas não entendendo nada.
– Por quê? – engoliu seco. Ele ainda estava a uma distância nada agradável para ela, ou o que tentava por na sua cabeça que era.
– Por que sim. – disse impaciente.
Ela bufou.
– Olha só.. – apertou um pouco os olhos. – se não percebeu está na minha casa en-
– E se não percebeu – ele a cortou. – eles sabem disso. – disse frio.
Por alguns segundos ficou fitando sua face, tentando entender.
– Explique-se. – disse firme.
Viu ele dar um pequeno suspiro.
– Eles vieram aqui ontem à noite.
Ela travou.
– C-como? – piscou atônita.
– Por isso estou aqui. – disse rouco.
Tentava digerir as informações e interliga-las. Então.. ele a salvara mais uma vez?
– Como sabia que viriam aqui? – engoliu seco sentindo a respiração se alterar ainda mais. Estava começando a fraquejar novamente diante daquele homem.
– Sabendo. – largou sua coxa vagarosamente, fazendo correntes elétricas percorrerem o corpo da mulher e sentir outros lugares esquentarem.
“Ótimo.” Pensou fechando os olhos imediatamente, sentindo prazer naquele toque. Ele estava lhe provocando e ela caindo. Abriu os olhos e viu ele com o mesmo olhar intenso de antes. Vendo todas as suas reações.
–O que você sabe Sasuke..? – sua voz saiu em súplica. Seu peito subia e descia forte esperando sua resposta.
Ele lhe fitou por alguns segundos evitando a pergunta, até que suspirou fracamente e olhou para o lado.
– Apenas saia daqui.
Viu ele se afastar dando alguns passos para trás sem lhe fitar nos olhos.
– Esta aqui a noite inteira? – olhou para o chão e engoliu seco.
Ele saiu de seus devaneios e lhe fitou da mesma forma de antes.
– Sim.
Ela sentiu vontade de chorar. Pensar na tese de que Sasuke havia zelado o seu sono e de seu filho era torturante, mais torturante ainda por ela não saber se isso era bom ou ruim. Estava confusa mais uma vez em relação ao homem a sua frente.
– Por quê? – mexeu nos dedos de forma nervosa, segurando o choro.
Ele travou a mandíbula e virou o rosto. Ouviu um suspiro de sua parte.
Sabia que ele era orgulhoso demais. Orgulhoso demais para admitir que ficou ali pois estava preocupado. Sorriu minimamente com o pensamento. Ou estava apenas se iludindo mais uma vez.
– Apenas saia daqui. – repetiu com a voz grossa, chamando seu olhar para ele.
Viu que ele estava sem o macacão que sempre andava. Ele estava com uma calça jeans azul escura e uma blusa branca por baixo do casaco negro. Estava tão..tão lindo.
Engoliu seco e desviou os olhos novamente.
“Droga.”
Por que ele tinha de ser um ordinário, sem vergonha, desgraçado mais bonito, sexy e que mais ama na vida? Achava realmente o senhor lá de cima havia lhe pregado algumas peças nada agradáveis em sua vida.
– Você não vai me responder nada, não é? – deu um sorrisinho amargurado, ignorando seus pensamentos, e levantando o olhar para ele.
Viu ele lhe direcionar os ônix que tanto amava e ficar em silêncio.
– Ótimo. — disse firme. – Eu descubro sozinha. – deu alguns passos para perto dele. – E você sabe que consigo. – olhava firme nos olhos negros.
Viu ele cerrar os olhos divertidamente e se aproximar também.
– Quero ver, Sakura. – tinha um sorrisinho provocante nos lábios e estava a centímetros de distância dos seus.
“Abusado” rosnou em sua mente.
Suspirou disfarçadamente olhando para aqueles lábios entreabertos. Mas ele também fitava os seus. E estavam em uma batalha para não se aproximar mais a fim de um possuir o do outro.
– Eu lhe.. acompanho até a saída. – disse saindo do transe e saindo pela porta rapidamente.
Fechou os olhos enquanto passava pelo corredor tentando retomar o controle de suas emoções enquanto estava longe dele. Percebeu ele estar logo atrás de si.
Rapidamente já estava na porta esperando o Uchiha que estava mais atrás. Viu ele já estar com o capacete e chaves a mão, e perguntou-se em onde estaria aquilo. Ele lhe olhava atentamente, provocando-a, e apenas desviou quando passou pelo sofá, onde Yuri dormia.
Ela o viu diminuir os passos e fitar Yuri intensamente. Um frio na barriga lhe percorreu. Era a primeira vez que via Sasuke olhar diretamente para seu filho. Ou melhor, o filho deles. Viu os músculos de seu pescoço contraírem e ele engolir seco. Depois lhe fitou com um olhar baixo, parecendo querer lhe falar algo, perguntar algo, mas lutava para não fazer.
Naquele momento a rosada sentiu um aperto no coração. Ele queria a certeza de que Yuri era seu filho. Ela baixou o olhar e sentiu um bolo se formando em sua garganta. Não conseguia ser tão egoísta e injusta assim.
Mas o que a mantinha assim, era pensar que ele também foi assim com ela.
Percebeu ele já estar a frente da porta, quase a passando.
– Obrigada. – disse baixo e rouca, o que o fez parar ao meio da porta.
Ele virou o rosto um pouco, a fim de ver apenas a silhueta da mulher rosada um pouco atras de si.
– Hun. – disse e logo pôs se a caminhar novamente.
E instantaneamente, com medo de sair correndo atrás dele feito uma doida, ela fechou a porta escorando-se nela, como se ele estivesse ainda ali atras dela. Largou o ar todo de uma vez que prenderá e cerrou os punhos.
“Por que ele faz isso?”
Trincou os dentes.
– Mãe?
Levou um leve susto e virou instantaneamente, se deparando com um pequeno com carinha de sono sentando-se ao sofá, coçando os olhos e com os cabelos rebeldes.
– Ah – disfarçou. – Bom dia, bela adormecida. – sorriu.
– Quem estava aqui? – viu ele lhe olhar desconfiado.
Engoliu seco. Seu filho realmente era atento até dormindo.
Uchihas.
– Err.. – coçou o nariz. – Um amigo.
O pequeno fechou a cara.
– Que amigo?
Não conteve a risada.
– Que ciúme todo é esse? – pôs as mãos na cintura.
– Oras – cruzou os braços. – Você é minha mãe. – fez beiço.
Uchihas. Revirou os olhos divertida.
– Tudo bem, mas agora deixa ele de lado e vai escovar os dentes. – sorriu sapeca. – Aposto que a May-chan não gosta de menininhos “bafentos”. – sorriu vitoriosa vendo ele desfazer o beiço e ficar desconcertado.
Ele levantou agora emburrado e foi para o banheiro pisando duro.
– Não se esquece do enxaguante bucal. – provou rindo.
Ouviu ele grunhir e bufar enquanto fechava a porta do banheiro com mais força.
Seu sorriso foi murchando devagar, onde deu um suspiro logo após. Colocou a mão na testa e a esfregou. Ainda podia sentir o cheiro dele ali.
– Droga. – esfregava.
Era por causa dele que ela esta com os hormônios a flor da pele. Era ele que desconcertava todo o ritmo de seu corpo, de sua mente, em apenas lhe fitar com aquele par de olhos inesquecíveis.
Ouviu o ronco do motor de sua moto se pronunciar na rua, e logo após ficando mais baixo rapidamente.
Se ele estava falando a verdade, ela e Yuri corriam perigo a todo o momento ali. Suspirou forte. Olhou no relógio e eram oito da manha.
Teria que recomeçar os trabalhos.
Pegou o telefone e discou um numero.
– Alô?
– Bom dia, Tsunade-sama.
– Sakura? – estranhou – Como está querida? Aconteceu alguma coisa?
– Estou bem e não aconteceu nada. – disfarçou. – Queria apenas lhe pedir um favor.
– Diga. – ela estava curiosa.
– Queria que você falasse com aquele prisioneiro de novo, para saber a localização exata daquela corrida. – cruzou os braços.
Percebeu ela evitar um pouco.
– Não se preocupe, quero apenas saber. – Explicou.
Ela suspirou.
–Tudo bem. – disse receosa. – Lhe informo quando souber.
– Obrigada.
– Se cuide.
E desligaram.
...
– Onde estamos indo, mãe? – o pequeno tinha a sobrancelha arqueada.
– Faremos uma visitinha ao tio Naruto. – sorriu. Mas na verdade estava com muita raiva dele. Parou na sinaleira.
– Mas ele sabe?
– Sim eu liguei para ele. – manteve o sorriso.
Ouviu o pequeno suspirar.
– Vocês estão todos estranhos. – cruzou os braços e se pôs a fitar a janela.
O sorriso morreu de seus lábios e engoliu seco.
– É.. complicado filho. – disfarçou, vendo o sinal abrir e logo acelerando.
Ele suspirou novamente.
– Como sempre. – fez um pequeno bico. – Eu não sou mais tão criança, mãe. Sei que tem alguma coisa te aborrecendo, e ta mexendo com você. – fitou os prédios. – Você ta estranha e muito tensa ultimamente. – fitou agora o nada.
Ela sentiu as mãos apertarem o volante e escorregarem um pouco, devido o suor de seu nervosismo.
– Eu estou bem filho. – Sua voz saiu falha e forçou um sorriso enquanto fitava o pequeno.
Ele lhe fitou com a face dura.
– Não minta mãe, não adianta! Fala logo pra mim o que ta acontecendo! – ela desviou o olhar. – Não quero mais apenas observar!
Ela bufou.
– Filho, escute. – fechou os olhos rapidamente. – Eu vou lhe contar, só preciso de um tempo. – lhe fitou.
O moreno viu que ela estava sendo sincera. Respeitaria sua decisão por agora, e concordou com um suspiro demorado.
O restante do caminho fora tranquilo, e claro, tirando a tensão que ficou depois que seu filho tocou em seu assunto particularmente complicado. Ele já estava desconfiando como ela desconfiava, e não iria fingir esquecer-se do assunto.
Seu pior pesadelo estava começando.
...
Após alguns minutos, já se encontravam a frente do apartamento do loiro hiperativo que chamava de irmão. Ele, juntamente de Ino, ficou em seu lado lhe apoiando o tempo todo. E como Ino tambem, ele largou a vida no Japão e foi junto da rosada para Manhattan, atitude que ela não entendeu muito bem, já que a vida dele era boa lá. E ele apenas alegou que queria uma nova.
Chegou à portaria e o porteiro interfonou para o apartamento no quinto andar do loiro, que permitiu a entrada dos dois logo de cara. A rosada e o pequeno dirigiram-se ao elevador e em poucos minutos chegaram ao quinto andar, onde um loiro já os esperava no corredor com um sorriso enorme no rosto.
– Sakura-chan! Yuri-kun! – correu ate eles e deu um abraço primeiro na rosada. – Desculpem pela saída de ontem a noite! – a rosada retribuiu o abraço. – Tinha alguns.. compromissos. – se afastou dela e sorriu amarelo.
– Imagino que ele tinha capacete. – sorriu sínica.
– E tinha mãe. – o pequeno sorriu minimamente.
– hehe.. – agarrou Yuri e o levantou em seu colo e fez cafuné em seus cabelos. – E aí garotão?! – manteve o sorriso sem jeito.
– Hey.. – emburrou. – me coloca no chão!
E o fez.
– Venham! – se dirigiu a porta de seu apartamento. – Entrem e não reparem a bagunça!
A rosada riu.
– Você falando isso? – fingiu surpresa.
Ele alargou o sorriso.
Adentraram e a rosada viu que ele não mudara nada. Aquele apartamento parecia ter invadido pelo furacão Wilma, de categoria cinco, registrado como mais fortes ate hoje.
– Que bom que vieram aqui! – dava tapa nas coisas encima do sofá, para eles sentarem. – Fazia tempo que não vinham!
– E faz tempo que você não limpa aqui né. – Yuri o olhou indiferente.
Ele virou-se emburrado para ele.
– Eu não tenho tempo! – disse igual uma criança.
– Claro fica jogando vídeo game e saindo com caras de capacete. – emburrou e cruzou os braços.
– Epa, vídeo game não e o cara foi só-
– Chega! – esbravejou a rosada. – Parem os dois! – espalmou as mãos a frente do corpo.
– hehe, tudo bem! Sentem! – abriu um sorriso e pôs as mãos atras da cabeça.
Aqueles dois sempre se debicavam, mas eram melhores amigos. Ate nisso o seu pequeno puxou ao pai.
– Quer jogar meu play 3, temezinho?– sorriu.
Ele brilhou os olhinhos, mas não iria demonstrar muita empolgação.
– Ta. – levantou-se fingindo indiferença, seguindo o loiro que levantara para ligar o jogo para ele.
E a rosada ficara pensando em quando o loiro iria arrumar uma namorada enquanto fitava seu apartamento, talvez assim ele entrasse nos eixos em termos de organização. O apartamento era grande e muito lindo, lembrara-se dele assim quando Ino e ela ajeitaram a mudança dele. Depois o coitado do apartamento provavelmente nunca mais viu uma vassoura.
Naruto tinha uma conta bancária que ninguém reclamaria ao ter, e seguia trabalhando nos negócios da família, no área de logística, onde instalou uma pequena filial em Manhattan.
Viu ele voltar sorrindo do quarto onde deixou seu filho, e sentou-se ao sofá ao seu lado mantendo as mãos atras da cabeça.
– E então-
– Se você perguntar quais são as novidades, eu juro que quebro seu pescoço e faço macumba com ele. – ela tinha as pernas cruzadas assim como os braços. Forçava um sorrisinho.
Ele engoliu seco e sorriu amarelo.
– Que violência Sakura-chan..! – coçou o pescoço.
– Não vem me enrolando não Naruto! – descruzou seus membros e apoiou os cotovelos em seus joelhos. – O que ele esta fazendo aqui? – perguntou pausadamente e decidida.
Ele desviou o olhar e evitou a pergunta por alguns segundos. Agora, ali, olhando nos olhos verdes e decididos da amiga, viu que seria mais difícil do que ele imaginava.
– Bem.. Sakura-chan..-
– Não.. me.. enrola.. – disse entre dentes.
Ele engoliu seco.
– Eu..- deu uma pausa. – Eu também não sei ao certo, Sakura-chan. – voltou os olhos azuis para ela.
– Então fale do que sabe! – disse impaciente.
Ele se ajeitou no sofá de forma nervosa, e depois passou as mãos nos cabelos. Suspirou e pôs os cotovelos encima dos joelhos, assim como a rosada, e tomou fôlego.
– Não sei quando ele veio e nem por que. – olhava para sua mesinha de centro, cheia de pratos sujos. – Só sei que é por causa desses caras que agora estão te perseguindo.
– Ele não disse nada? – pesou as sobrancelhas rosadas sobre olhos. Estava ansiosa.
– Você sabe como ele é. – deu uma risadinha rápida. – Ele diz em códigos. – apertou o nariz.
– Mas o que ele falou exatamente?
O loiro suspirou.
– Fala de uma vez, Naruto. – estava ficando ainda mais impaciente
– Mesmo não sabendo, e ele não falando.. – suspirou novamente. – Eu sei que ele esta desesperado. – pensou. – Eu.. conheço ele.
A rosada juntou as sobrancelhas, não entendendo muito o que o loiro pronunciava.
– Ele não quer que ninguém pague pelos erros dele. – continuou. – Muito menos você e Yuri, Sakura-chan. – a olhou cabisbaixo.
– Erros? – perguntou atônita.
– Bem, Sakura-chan.. – pensou. – todos nós tínhamos uma vida por trás de tudo. – ele estava nervoso.
– Como assim uma vida? Que vida é essa? – agora havia ficado ainda mais curiosa.
Ele suspirou pesadamente.
– A partir daqui, eu não posso te falar mais nada. – baixou os olhos. – Só quero que saiba que.. você tem que conversar sério com ele. – fungou. – Sinto muito Sakura-chan.
– Não, você vai falar sim! – esbravejou impaciente.
– Me escuta. – ele pôs as mãos em seus joelhos, tentando a acalmar. – Eu sei do que vocês passaram e te dou todo o direito de me perguntar. Mas eu não posso me dar o direito de falar sendo que vocês são quem tem que conversar e esclarecer tudo.
– O que estão me escondendo?! – levantou-se e passou as mãos nos cabelos impaciente. – Que droga! Não aguento mais esses joguinhos de vocês! – virou-se para ele.
Ele suspirou.
– Não gosto de te ver assim. De verdade. – fitava o chão. – Odeio o teme por te fazer sofrer.. – a fitou e viu os olhos verdes direcionados para si. – Mas eu realmente não posso fazer isso. – se levantou e pegou as mãos dela. – Vocês dois tem que conversar, e eu vou falar com ele pra ele deixar de ser tão teme como esta sendo agora! – deu meio sorriso.
Ela desviou os olhos.
Não podia força-lo. Queria, mas não podia. Sabia que da mesma forma que ele não lhe falava sobre o moreno, ele também não falava nada sobre ela para ele. E que o loiro também estava certo. Não era sua culpa.
– Tudo bem. – disse cabisbaixa, logo após bufando forte, e olhou para suas mãos com as dele. – Eu lhe entendo.
Ele sorriu.
– Então vamos conversar sobre o que interessa! – soltou suas mãos das dela e se direcionou para seu pequeno barzinho. – Acho que já sabe sobre a corrida de Miami, não é?
Ela estreitou os olhos e se interessou no assunto.
– Vocês também? – cruzou os braços.
– Sim. – encheu um martelinho com uísque. – Sasuke sabe de bem mais coisas, mas ele me contou essa depois que te salvou aquele dia de noite. Contou isso e que ia atras do James pra pedir um favor.
– Que favor era? – observou ele encher outro.
– Ele não me disse! – falou obvio. – Mas acho que tem haver com os carros. – pegou os dois martelinhos e entregou um a rosada. – Mas enfim, sobre a corrida..
– Fala aí. – pegou o martelinho que agora era lhe direcionado.
Viu ele repensar no que iria falar e tomou fôlego.
– O que acha de juntarmos o nosso velho grupo? – perguntou decidido, e notava uma pontada de ansiedade eu sua voz.
Juntou as sobrancelhas.
– Grupo.. grupo pra.. correr? – assimilava.
Ele confirmou com um sorriso, seguido de um gole único na bebida.
– Eu, você, — ele largou o martelinho sobre sua mesa de centro. – Sasuke, Ino e agora Gaara, – a olhou decidido. – nos juntarmos e ver qual é a real dessa corrida! – sorriu largamente colocando as mãos na cintura. – O que acha Sakura-chan?!
Ela virou o liquido de uma vez em sua garganta, sentindo aquilo lhe rasgar a mesma, mas era bom na parte dela.
– Que não seria uma boa ideia. – disfarçou e largou seu martelinho onde seu amigo deixou o dele.
– Por quê? – perguntou derrotado.
– Acha mesmo que o nosso.. grupo – fez aspas – vai ser o mesmo de antes, Naruto?! – pôs as mãos na cintura imitando o loiro. – E outra, aquela porta ambulante e negra não vai aceitar isso. – bufou.
– Ta falando do teme? – arqueou a sobrancelha, recebendo um olhar entediado. – ah, bem.. Ele não tem escolha! – sorriu obvio. – Ele ate ta tentando montar um grupo para a corrida, e só conseguiu dois pilotos ate agora! – cruzou os braços. – Ele precisa de nós.. assim como você! – sorriu vitorioso.
Ela esfregou a testa e fechou os olhos.
– Isso não vai prestar Naruto. – disse cansada.
– Vai sim! – se aproximou – Confie em mim, o teme vai aceitar!
– Não é só por ele aceitar, baka! – esbravejou tirando a mãe da testa. – Será que não enxerga as coisas! Argh! – grunhiu de raiva.
– Ta bem, ta bem! – espalmou as mãos a frente do corpo, em sinal de rendição. – Apenas confie em mim, pois esse é o único jeito. E você sabe disso. – disse mais serio. – Eu nem devia estar plantando essas bombas na sua cabeça, já que você corre perigo e não devia se meter lá.. – suspirou e esfregou a boca. – Mas.. – a fitou. – Eu sei que apenas nós juntos somos capazes de vencermos isso.
A rosada o fitou atônita. Era difícil ver o loiro falando tantas coisas com nexos em uma única fala. Sorriu determinada.
Ele estava certo. Certíssimo.
– Obrigada, baka! – deu-lhe um soquinho no ombro.
E aguentaria o peso do passado, do presente e ate quem sabe do futuro, mas iria fazer aquilo que lhe fora proposto. Não fugiria nem se esconderia.
Iria retomar a vida da velha Haruno Sakura!
Notas finais
Não tem previsão de quando vou postar novamente, mas espero que bem bem breve! Desculpa desculpa meu amores!
Beijos Beijos da Miss Scriptor.
Obrigada ao carinho de todos! :*
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