Notas iniciais
Aqui está o quarto cap galera

Quarto Capítulo – Outra Escola

xHirox

Assim que abri meus olhos, percebi que estava em um bosque e uma pouco mais a frente dava para ver uma mansão, exatamente como eu queria.

Hiro: [Interprete bem.] — Falei para Shiro.

Quando ela ia falar alguma coisa, comecei a andar, fingindo estar cambaleando e com o corpo fraco, assim que consegui sair do bosque, andei por um tempo, até que eu fingi tropeçar e ia cair de cara no chão, Shiro percebendo isso e não querendo ser esmagada, pulou para fora de minha gola e me deixou cair com tudo no chão.

Shiro: [Você está louco!? Quer que eu morra?]

Hiro: [Shhhh, finja estar preocupada e fique me cutucando, vendo se ainda estou vivo ou não, rápido.]

Escutei ela resmungar alguns xingamentos e logo com um passe de mágica ficou preocupada, ela começou a miar fracamente, e ficava cutucando o meu rosto com a sua pata, o mesmo por causa da caída ficou cheio de terra, assim como eu queria, para dar aquele ar de coitado, e eu também ainda estava sujo, já que não tomei um banho depois daquela luta dentro de Gaia.

Logo escutei a porta da mansão ser aberta e vários passos virem em minha direção.

?: Buchou*, o que faremos com ele? – Pela voz e pelo jeito que chamou pela presidente, acho que já sei quem é.

??: Ele não parece ser um estudante daqui, nunca cheguei ao ver.

Vi que isso não estava levando a lugar nenhum, então forcei meu estomago a fazer um barulho, indicando eu estar com fome.

?: Oh, parece que ele está com fome, coitadinho. – Está confirmado, é a Akeno, a sadomasoquista do grupo.

??: Levem ele para dentro.

???: Mas e se ele for um inimigo? – Perguntou uma voz masculina que eu soube reconhecer muito bem, já que nessa época ele era o único homem no grupo, Kiba.

??: Não sabemos direito, as vezes pode ser só um coitado, mas fiquem prontos para uma possível batalha.

Senti me pegarem por meus braços e me arrastarem, deixei meus olhos entre abertos para poder ver onde me deixaram, senti me deixarem sentado em algum lugar, ainda com os olhos entre abertos, confirmei que era o sofá da sala de reuniões. Alguém levantou o meu queixo e colocou algo em minha boca, pelo tato mesmo identifiquei como um copo e abri um pouco minha boca, logo viraram um pouco o copo e senti o liquido, que eu identifiquei como água, descer por minha garganta. Fingi estar recobrando os meus sentidos aos poucos e logo vi a Akeno chegar na sala com um grande prato cheio de comida.

Akeno: Você deve estar com fome, coma um pouco. – Falou colocando o prato em minha frente enquanto mantinha aquele sorrisinho que só ela sabe dar.

Hiro: Obrigado. – Falei baixinho, mas o suficiente para todos escutarem.

Logo comecei a comer lentamente, apreciando cada garfada que eu dava, todos estavam atentos a qualquer movimento que eu dava, assim que terminei de comer olhei para a Akeno e disse.

Hiro: Obrigado, faz algum tempo já que não como. – O que não é totalmente mentira, Kratos queria chegar logo até a Caixa de Pandora, então não comemos nada por uma semana.

Akeno: Não a de quer.

Olhei para todos da sala, onde os reconheci, Koneko, a torre, Kiba, o cavalo/cavaleiro, Akeno, a Rainha e Rias, o rei, ela junto a Akeno roubaram o meu coração junto a várias outras personagens de outros animes.

Rias: Prazer, sou Rias, essa é a Akeno, o Kiba e a Koneko. – Falou apontando para cada um.

Hiro: Sou Hiro, prazer.

Rias: Então Hiro-kun, o que estava fazendo andando por aqui? – Perguntou um tanto desconfiada.

Hiro: Eu estava procurando algum lugar seguro para morar... – Falei com um tom um tanto constrangido, tentando me fazer de coitado e fingir estar com vergonha ao falar isso.

Vi a Akeno colocar as duas mãos no rosto e fazer aquela expressão de pena que só ela sabe fazer.

Rias: Como assim um lugar seguro para você morar?

Hiro: É que eu... Não vocês não iriam acreditar, obrigado por tudo mesmo, já estou de saída. – Falei me levantando com a Shiro no colo.

Rias: Não poderemos acreditar se você não nos contar. — Falou quando eu estava prestes a sair da sala.

Ótimo, tudo está indo conforme planejado.

Hiro: É que eu tenho um... poder.

Vi que ela ficou interessada nisso.

Rias: É mesmo? E qual seria esse poder.

Bufei e estendi minha mão esquerda com a palma para cima, logo uma chama escarlate começou a cobri-la.

Hiro: Eu posso controlar o fogo. – Graças a divindade que eu roubei de Hefesto, posso controlar o fogo, o magma, a lava, e ainda posso fazer belos artesanatos, armas, já que ele era o Deus dos ferreiros, artesões, do fogo e dos vulcões.

Hiro: Bom, já vou indo, não quero causar problemas a vocês igual aconteceu com os outros. – Falei abrindo a porta.

Rias: Espere!

Hiro: Sim? – Perguntei me virando.

Rias: Você tem medo de demônios?

Hiro: Como terei medo de algo que nunca vi? – Perguntei com um sorriso.

Rias: E se lhe falarmos que somos demônios, você acreditaria? – Estava gostando de ver o rumo que aquela história estava tomando.

Hiro: Se eu tenho poderes, porque vocês não poderiam ser demônios?

Eles só deram sorrisos e abriram as suas asas, fingi estar surpreso, mas logo abri um mínimo sorriso.

Hiro: Então eu não sou o único “especial”.

Rias: Sim, e agora tenho uma proposta para você.

Hiro: Estou ouvindo. – Falei ficando de frente para ela, já que antes eu só tinha movido minha cabeça.

Rias: Eu deixarei você morar aqui, mas você terá que entrar para o nosso clube escolar.

Hiro: Mas eu nem de sua escola sou.

Rias: Isso é o de menos, até amanhã você está matriculado na escola.

Hiro: Entendo, então eu aceito com prazer fazer parte de seu clube.

Rias: Alias, quantos anos você tem?

Hiro: 17.

Rias: Ótimo, Akeno, mostre o quarto dele.

Akeno: Me siga por favor. – Falou passando pela porta, sem falar nada a segui.

Logo chegamos em frente a uma porta, Akeno a abriu e entrou sendo seguida por mim.

Akeno: Bom, aqui será seu quarto.

Hiro: Muito obrigado. – Falei dando um sorriso, e posso jurar que vi a Akeno corar levemente, mas logo ela pôs novamente aquele sorriso cínico na cara e falou enquanto fazia uma leve reverência.

Akeno: Não a de que, amanhã virei trazer o seu uniforme escolar junto ao seu horário e materiais, as aulas começam as sete.

Hiro: Tudo bem, obrigado novamente.

Ela só aumentou um pouco seu sorriso e saiu para após fechar a porta.

Hiro: Bom, vamos ver qual é meu presente.

Imaginei o meu presente e logo as inscrições começaram a aparecer.

“Picolé de Limão”

E um picolé de limão caiu na minha mão.

Porra, não é nem uma Sacred Gear, um poder Demoníaco massa, nada mesmo?

Hiro: Bom, pelo menos é de limão. — Falei enquanto retirava a embalagem e a jogava em um lixo que tinha no canto da sala e me joguei na cama enquanto aproveitava meu picolé.

xAutorx

Akeno que havia acabado de mostrar o quarto a Hiro, já se encontrava entrando na sala de reuniões.

Akeno: Porque já não o transformou em um demônio, Buchou?

Rias: Não sei, algo me diz para esperar um pouco, e acho melhor deixarmos ele se acalmar um pouco, ganhar confiança em nós, afinal, agora iremos dar moradia a ele.

Akeno: Tudo bem.

[...]

Hiro acordou com o despertador de seu celular, levantou lentamente, desligou o despertador e levantou, demonstrando estar dormindo com somente uma boxer, como sempre, levantou e foi até o banheiro onde tomou um bom banho e saiu com uma toalha enrolada na cintura, colocou uma boxer que fora buscar em sua mala, na sala onde ele usa para ir de uma dimensão para outra, na noite anterior, e depois vasculhou o quarto com o olhar até achar o seu uniforme, foi até ele e percebeu que havia um bilhete acima do mesmo o pegou e começou a lê-lo.

“Bom dia Hiro-kun.

Desculpe, ontem esqueci de pedir o seu tamanho para pegar seu uniforme, então tive que tirar suas medidas, e você ter dormido só de boxer ajudou muito! Aliás, seu café da manhã está na geladeira!

Akeno.”

Hiro se permitiu corar de diversos tonalidades de vermelho, mas logo adquiriu um sorriso pervertido no rosto.

Hiro: Ero-Akeno.

E começou a se vestir, deixando os dois botões da camisa abertos, sem a gravata, e não colocou o casaco, depois disso desceu até o piso inferior, e procurou pela cozinha, quando a achou, foi até a geladeira onde pegou seu café, rapidamente o comeu, lavou a pouca louça que tinha e subiu para seu quarto novamente, chegando lá foi até a escrivaninha que tinha todo seu material, viu um papel acima dos livros e confirmou que se tratava do horário de suas aulas e da sala que ficaria, logo colocou os livros que iria precisar na mochila e dessa vez sabia que não poderia levar o notebook.

xHirox

Peguei um fio que tinha ali perto e amarrei meu cabelo do mesmo jeito de sempre, com um rabo de cavalo na altura da nuca, deixando duas mechas longas ao lado de meu rosto e uma franja formando um triangulo, deixando bem parecido com a da Saeko, do High School of the Dead, mas de um jeito mais másculo. Falando em H.O.T.D., acho que eu não vou para lá, não ganharei nenhuma técnica nova lá, a não ser de um presente, mas duvido muito, a única coisa que poderia ser bom para mim lá, é para eu testar as minhas técnicas, já que terei bastantes cobaias.

Hiro: Shiro, fique em casa e não quebre nada, daqui algumas horas estou de volta.

Escutei ela resmungar algumas coisas e voltar a dormir.

Bom deixando isso de lado, peguei minha mochila e coloquei ela, segurando com o meu braço, nas minhas costas, bem no estilo anime mesmo. Desci as escadas e fui em direção a porta, quando estava passando, vi um bilhete com uma chave em cima, peguei a chave e o bilhete e comecei a lê-lo.

“Sua chave, tranque tudo antes de sair.

Rias.”

Joguei o bilhete em um lixinho que tinha ali e usei a chave para abrir a porta, passei pela mesma e depois tranquei a mansão e comecei a andar em direção a escola.

Pensando bem, seria estranho eu aparecer na escola, vindo de dentro dela, então procurei pelo muro da escola e pulei ele depois de verificar que ninguém estava olhando. Comecei a andar enquanto seguia o muro. Logo pude começar a perceber que mais e mais adolescentes usando uniformes apareciam, e claro, todos olhavam para mim, talvez a minha aparência atraia muita atenção, mais sempre que eu olhava para qualquer canta que tinha garotas, elas davam gritinhos de felicidade, vai entender.

Assim que passei pelo portão, senti toda a atenção em mim, meu deus, esse povo não tem o que fazer?

Continuei andando e peguei o papel que tinha o número da minha sala.

Tentei ver se tinha alguma placa indicando para onde eu deveria ir, mas não encontrei nenhuma, logo me aproximei de um grupinho de garotas, que assim que viram que eu estava me aproximando, começaram a ficar agitadas.

Hiro: Eto, será que poderiam me ajudar, eu sou um novato e estou perdido.

Aluna: C-claro! Qual é a sala que você está procurando?

Hiro: A 2-C.

Aluna: Por aqui! – Então ela começou a andar e as garotas seguiram ela, também comecei a segui-la.

Subimos três lances de escadas e então viramos a esquerda, passamos por quatro salas até finalmente chegar uma que tinha uma plaquinha indicando ser a 2-C.

Aluna: É aqui!

Hiro: Muito obrigado. – Agradeci sorrindo para o grupo que corou violentamente.

Hiro: Até. – Falei já entrando na sala, só escutei elas darem aquele gritinho e saírem dali conversando alegremente sobre mim.

Assim que percebi, toda a sala estava olhando para mim, apesar de eu perceber que não estavam todos ali, procurei por uma carteira e achei várias vazias, mas já havia escolhido meu lugar, quarta carteira ao lado da janela, o lugar perfeito, não é longe e nem perto do quadro, e quem fica no meio nunca chama tanta atenção igual a quem fica no fundo ou na frente, além de que eu poderia ficar olhando pela janela.

Fui até esse lugar, sendo perseguido pelos olhares de todos, sentei nele, coloquei a mochila na alça que havia na mesa, apoiei minha cabeça em meu braço e fiquei olhando pela janela, a sala da 2-C tinha visão para o portão, então fiquei vendo todos os alunos entrarem na escola.

Claro, escutava murmúrios por toda a sala, falando sobre mim, afinal eu cheguei aqui sem falar nada e já fui me sentando em um lugar vago.

Sem me importar com nada, peguei meu celular e coloquei meus fones, e enquanto escutava música, continuava a ver o movimento lá fora, apesar dele já estar diminuindo e os alunos estarem indo para suas salas.

Resolvi olhar para quem estava na sala por um breve segundo e vi Rias e Akeno entrando na sala, me surpreendi um pouco por ela estarem na mesma sala que eu, mas deixei passar e dei um breve sorriso para elas, o que foi correspondido, mas ninguém percebeu nenhuma interação entre nós, depois disso me apoiei novamente no meu braço e voltei a olhar para o portão, onde vi o Issei correndo como um louco, provavelmente atrasado, já que já deu o horário de entrada.

Logo o primeiro professor entrou, eu já guardava meus fones de ouvido junto ao meu celular, já que infelizmente, aqui não será tão liberal quanto a minha última escola. Ele deu uma longa olhada na sala, provavelmente para conferir os rostos conhecidos e parou seu olhar em mim, me encarou por um tempo, provavelmente me analisando, e pela bufada que deu, acho que me julgou como alguém relaxado, provavelmente graças ao estilo que estou usando minhas vestimentas e pelo jeito relaxado que eu estava sentado.

Prof: Você aí, venha e se apresente. – Falou para mim com uma voz imponente, mostrando não estar de brincadeira.

Primeiramente me ajeitei na cadeira para depois me levantar, assim que ele e os alunos que não tinham me visto antes viram minha altura se surpreenderam, andei a um ritmo médio até a frente da sala, assim que fiquei ao lado do professor, a diferenças de alturas ficou obvia, já que pelo meu ver, ela não tinha nem 1,75 cm de altura.

Hiro: Meu nome é Hiro, tenho 17 anos, estudava em casa antes de me mudar para cá.

Prof: Ótimo, meu nome é Matsuoka e ensinarei Japonês Moderno, pode voltar para o seu lugar e abrir o seu caderno, para sua sorte estamos no começo do ano, por isso não terá muita matéria para você pegar com algum colega. – Falou agora um tanto acuado.

Me limitei a simplesmente dar um breve sorriso para ele e me dirigi novamente para meu lugar, sobre olhar de todos os alunos e inclusive o do professor. Me sentei em minha carteira e peguei um caderno e uma caneta, e o abri na primeira página, logo o professor começou a dar a sua aula, e olha que interessante, eu já sabia aquilo, sim, lembra que eu era fluente em Japonês? Ser fluente não é só saber conversar com alguém em japonês, é saber cada colocação, cada norma, a gramática, todas essas porras chatas aí. Fiquei olhando pela janela e quando eu escutava que ele estava escrevendo no quadro, tudo graças a minha audição altamente treinada, eu virava para anotar, para falar que estou pelo menos anotando.

Continua...

Faltam 18 anos e dois meses para o torneio.

Notas finais
E um salve para o leitor GodFallen do SocialSpirit, que nos comentários pediu por um picolé, quando eu li aquilo, eu não acreditei, até mesmo reli o cap para ver se não tinha cometido um erro nos presentes, mas então vi que não tinha erro nenhum, e ri de como é que ele acertou tão em cheio, só faltou acertar sabor também, mas é do Hiro o picolé, então desculpe aí GodFallen, mas o Hiro vai ficar com o picolé.