Viajante de Dimensões

1 A Grande Mudança em Minha Vida


Notas iniciais
Mais uma fanfic do Kaguyama galera, bom eu sei tenho que postar as outras, mas como expliquei no grupo e não vou colocar aqui agora pois tenho preguiça, para mim não vai mudar nada postar agora ou depois, e por votação lá no grupo todos falaram que sim, pelo menos os que votaram então irei postar, mais ainda continuarei minhas outras três fanfics

Baseada na fic “O Viajante De Animes” do autor “ThE KaOs ReSuRgEs”.

Primeiro Capítulo — A grande mudança em minha vida.

Um mundo simplório, sem o prazer de viver sobre ele, como se fizessem algo automaticamente, como se fossem programados para tal coisa. Onde se você não seguir o padrão da sociedade, você seria a pária da mesma. “Tudo uma grande merda.”, era o que pensava o jovem Matsukada Hiro, 15 anos de idade, estudante, solteiro, vive na classe média, e é um viciado em cultura Otaku em geral.

Hiro: Só mais um pouquinho... – Resmungou.

Hiro: Só me deixe aproveitar mais desse prazeroso sentimento...

Mas não, o mesmo barulho continuava ao atormentar, até que ele se irrita e abre seus olhos de um jeito meio... possuído.

Hiro: Cale a boca porra! – Falou um tanto alto, enquanto dava com a mão aberta na cabeceira de sua cama, mais especificamente no despertador, que até agora tocava alucinadamente, indicando que já era hora de acordar.

Levantou somente a cabeça e um pouco do torço e para confirmar, já eram 09h45min, de uma segunda.

Hiro: Que comece o meu inferno particular. – Esperneou enquanto se levantava, fazendo com que o cobertor que o cobria ser afastado pela gravidade até chegar a pelo menos sua cintura. Moveu suas pernas para a borda da cama enquanto terminava de afastar o cobertor, mostrando estar usando somente uma boxer, não que ele ligue, não teria o porquê demonstrar vergonha dormindo com tal vestimenta. Mesmo não sentindo vergonha, vestirá um calção que virá jogado em um canto de seu quarto, já que se sua mãe visse ele andando pela casa somente de cueca, iria ficar muito puta com ele, e isso era algo que queria evitar ao máximo, já não bastava estar sofrendo com o seu dia a dia, não aguentaria ver sua mãe o dando uma bronca de caso tivesse algum convidado na casa e o visse assim, apesar de não se preocupar muito com aquilo, já que sua própria mãe acorda até mais tarde que ele, já que a mesma não pode trabalhar devido a uma doença e desde então está na justiça tentando conseguir sua aposentadoria, mas como as coisas no Brasil são extremamente lentas, o que já não surpreendera o garoto, desde que sua mãe já estava mandando diversos processos a mais de oito anos, sendo que seu salário está trancado e as vezes com alguma sorte, a justiça funciona e ela recebe pelo menos por quatro meses até ser trancado novamente, algo de extrema idiotice na opinião dele, mas nunca quis se envolver diretamente com isso.

Ainda em seu quarto, vasculhou nas gavetas até achar uma boxer limpa para depois sair de seu quarto, confirmando que ninguém fora ele estava acordado, caminhou por um tempo até finalmente chegar ao seu destino, o banheiro, onde entrou e tomou seu banho, para depois colocar a boxer limpa e colocar a suja para lavar, colocou o mesmo calção que estava usando antes, afinal, ele não estava tão sujo, e não é como se ele fosse passar o dia inteiro o usando, não, aquilo era somente enquanto estava em casa, preferia vestir algo confortável. Em vez de voltar para o quarto, parou na cozinha, que ficava entre os dois, o banheiro e os quartos da casa. Andou até a geladeira, onde pegou uma garrafa de Iogurte, e colocou um pouco em um copo para depois guardar a garrafa, enquanto tomava aos poucos o Iogurte pegou uma barra de cereal para comer junto a bebida, apesar de não achar necessário tomar o café da manhã, sua mãe sempre o irritara com o discurso que era bom comer para ter energia e disposição de dia, apesar de ele não usar para porra nenhuma toda aquela energia, após comer, lavou o copo que utilizou e voltou para o seu quarto, onde deitará novamente e ligará o notebook, que sempre estava na cama dele quando o mesmo ia dormir, desde que ele sempre vá dormir normalmente as quatro da manhã, então por preguiça e ser mais prático, somente o suspendia quando ia dormir e o deixava ao seu lado, aproveitando o espaço que a cama de casal oferecia. Após notar que estava tudo como ele havia deixado antes de adormecer, voltou a ver coisas ao que ele mais amava, animes/mangás/light novel, games e fanfics, sempre fora um viciado nisso, e não dava tendências de que iria parar. Ele lia algumas novidades no mundo Otaku, como futuros lançamentos de mangás, adaptações para animes, novas Action Figures, atualizações de algumas fanfics que acompanha, em fim a mesma coisa de sempre.

Um pouco entediado com o notebook, colocou uma sequência para tocar no youtube e começou a jogar algo em seu Xbox, ele não tem aquela rixa entre PS3, Xbox e Wii, afinal ganhara o console de seus pais no natal, quando ainda era pequeno, então ele nem reclamará, mas também nunca ficava falando que um era melhor que o outro, se contentava com o que tinha, e pensava, “Pelo menos eu tenho.”, já pensou que se tivesse um irmão ou irmã não teria tais mordomias. Perdeu as horas em quanto jogava, afinal, quando perceberá já era 12h20min, então começou a se arrumar para a aula, não que se importasse muito, já que não queria impressionar ninguém, vestiu uma camisa xadrez azul de botões e uma calça Jeans, colocou o cinto e começou a desligar seu Notebook para depois o guardar em sua mochila para aula, que continha somente, um fichário para ele fazer algumas anotações, apesar de quase nunca o usar, um pequeno bolso com apenas um lápis que só se encontrava o toco praticamente, uma caneta quase nova, uma borracha e uma tesoura, que ele usa muitas vezes para apontar seu lápis, já que acha o método do apontador muito sem graça, havia também um guarda-chuva para emergência e agora o seu notebook com o carregador, tudo definitivamente em seu devido lugar, colocou também um casaco e uma muda de roupa para esportes, não queria sentir frio, já que estudava de tarde e saia de noite por causa da academia que é obrigado a frequentar, e o clima de Curitiba não ajuda muito nessas horas, saiu de seu quarto fechando a porta ao sair, adquiriu esse costume, já que graças a uma corrente de vento ela sempre bate, então ele a fecha para não ficar escutando bronca depois por algo que nem sequer foi sua culpa. Em alguns passos já estava na cozinha, virá que sua mãe acabará de terminar de preparar o almoço, dera bom dia para ela e os dois calmamente comeram, afinal, seu pai estava sempre trabalhando, pois tinha que manter os três todos os meses, mas mesmo sempre trabalhando, o mesmo sempre arrumara um tempo para ficar com sua família.

Após comer, ajudou rapidamente sua mãe a recolher a mesa e foi escovar seus dentes e o cabelo, já que o mesmo havia deixado crescer, chegando facilmente ao meio de suas costas. Assim que fez tudo isso, se despediu de sua mãe, colocou os fones de ouvido e fora pegar o seu primeiro ônibus, já que para ir para sua escola ele tinha que pegar dois, pois morava na região metropolitana de Curitiba e mesmo que sua escola ficasse meio perto, para o seu azar, nenhum ônibus ia direto para lá, então tinha que fazer um contorno um tanto quanto grande até chegar. Antes ele morava em Curitiba, mas ele e sua família haviam ido morar na casa de sua vó, está que infelizmente faleceu não faz nem dois anos, que por causa da idade, era bom manter alguém sempre por perto para cuidar dela, e como ela era muito apegada ao terreno por sempre ter vivido lá e compensaria mais vender o antigo apartamento do que o terreno, então fora para lá morar, e como não viam motivos para sair após sua vó ter falecido, continuaram a morar lá desde então.

Quase perdendo o segundo ônibus, após um tempo Hiro finalmente chegou a sua escola, que por maior azar, ficava ao lado de uma favela, onde quase fora assaltado duas vezes, apesar de ser uma escola renomada, já que era ligada a uma faculdade que ficava ao lado também. Já em seu destino, Hiro se dirigira até sua sala, já estava no segundo semestre, e tudo só dava mais e mais chateações em sua vida, após passar a catraca da entrada, subiu dois lances de escada até chegar ao seu destino, onde foi até a sua sala, como sempre havia os “maiorais” da sala, ou como Hiro os chamava os animais da sala, na porta, esperando qualquer um que chegasse lá. Quando ia passar pela porta, um dos “maiorais” deu uma trombada em seu ombro de propósito, apenas soltou um suspiro decepcionado enquanto escutava o grupinho rir por ter “zuado” o estranho, apesar de que o Matsukada nunca se intimidara e sempre ignorava eles, já que nunca ia chegar a algum lugar enfrentando eles, sabendo que poderia os vencer, apesar de que poderia ter alguma dificuldade, mas poderia vencer. Hiro era daqueles que conversava com todos, mas não era amigo de ninguém, já que nunca dera atenção para amizades após alguém ter lhe traído após dizer que era seu amigo, cumprimentou os que eram mais chegados a ele, resumindo, os com quais ele mais conversava, e se sentara em um lugar ao lado de uma das várias tomadas da sala, retirou seu notebook da mala e o ligou como sempre faz no começo da aula e começou a fazer coisas que gosta e que não deveria estar fazendo enquanto está numa sala de aula, e não, ele não está vendo pornografia. Cumprimentou com um aceno quando a professora chegou e a mesma começou a dar aula, Hiro nem se importara e colocara os fones de ouvido plugados ao notebook, assim se concentrando somente nele e deixando difícil o contato com o mundo exterior.

xHirox

Chegando na sala, ignorei os animais e simplesmente cumprimentei aqueles que eu considerava o mais próximo de serem meus amigos, mas na verdade é só o grupo que eu fico quando o professor manda um trabalho em grupo e que não pode fazer sozinho, sentei então em um lugar perto de uma tomada como sempre e retirei meu notebook da mochila para depois o ligar e começar a mexer no mesmo, assim que a professora chegou em sala acenei para ela como um cumprimento, diferente da maioria de minha sala, sou mais discreto, não faço estardalhaço por pouca coisa, diferente dessas malditas cadelas no cio, mesmo tendo somente sete garotas de um total de 29 alunos, essas sete conseguiam se superar, davam gritos tão agudos, que mesmo com o fone, sentia meu ouvido reclamar, logo pausei a música de meu celular, mas não cheguei a retirar os fones do ouvido, somente passei o plug do celular para o notebook, onde comecei a escutar diretamente do meu PC, assim iria guardar bateria no celular.

A professora começou sua aula, mas nem liguei e continuei fazendo o de sempre. Não que eu não me importasse com a aula, na verdade não me importo mesmo, eu já sei a matéria que ela está passando, apesar de eu vir de uma família de classe média, minha mãe sempre me forçara a estudar por horas, até que chegou a um ponto que já tinha visto toda a matéria do Ensino Fundamental, e eu acho que estava lá pelo 6º ano quando terminei a matéria, então ela me fez ter a matéria de um ensino médio técnico, sendo para dois cursos, Administração e Informática, apesar de eu não fazer o curso de ADM e sim só o de INF, por isso tem poucas garotas em minha sala, a maioria estuda de manhã ou está na outra sala, não que eu realmente me importe, já que elas não passam de cadelas no cio, o incrível é que não tem nenhuma exceção entre elas, achei que teria pelo menos uma mais tímida, mas não são todas atiradas. Se está achando que sou Gay, está enganado, posso parecer cafona, mas sempre fui do estilo, que irei atrás de uma garota apenas se eu me apaixonar, algo que é para ser um namoro sério e se possível, definitivo, então não saio por aí “pegando” todas, já que todas aquelas que eu me apaixonei não existem, eu ainda espero minha pretendente, ou pretendentes... o que foi? Eu sonho sim em ter um Harém, nada muito grande, mas ainda assim ter um Harém, isso foi pelo menos o sonho de todos os homens em algum momento de sua vida.

Enfim, mesmo eu tendo conhecimento de toda a matéria, só respondo o suficiente para passar, não quero chamar muita atenção, se bem que um aluno que fica no notebook a aula inteira e consegue manter as notas na média é algo que chama bastante atenção, mas acho que eles entendem que eu estudo em casa, o bom dessa escola é que ela é bem liberal, desde que você atinja o mínimo para se manter bem, eles não pegam no seu pé, meu verdadeiro problema é minha mãe que sempre me obriga a estudar coisas sempre mais complicadas, então meio que fica pesada a minha barra, mas eu até que entendo ela, ela quer que com todo esse meu estudo eu seja alguém bem sucedido na vida, e que não fique dependente de qualquer coisa e principalmente de meus pais para sempre, graças a isso já falo fluente inglês, espanhol, italiano, mandarim e japonês, e estou no meio do estudo de latim, sim, latim, não entendo o porquê de eu precisar estudar isso, mas minha mãe disse que isso vai ser bom para o meu futuro, então irei continuar os estudos que são a distância, resumindo por computador. Mas mesmo entendendo, ainda acho tudo muito chato, afinal sou um adolescente, anormal, mas sou um adolescente, quero curtir a vida, sendo que o meu curtir a vida seja ficar lendo mangás e fanfics, vendo animes, jogando games e sonhando em como seria minha vida em cada mundo, não tem um dia que eu não me pegue pensando nisso, afinal, que Otaku não gostaria de ir para na dimensão de seu anime favorito?

As aulas foram passando, pareciam não acabar nunca, até chegar o intervalo, isso por que só se passou três aulas, ainda teremos mais duas depois desse espaço de 15 minutos.

Vi todos saírem da sala, eu fiquei lá sentado, continuando a fazer as mesmas coisas que antes. Não tinha um “grupinho” para ficar, não que eu seja um excluído, não, na verdade sou sim, mas isso por escolha própria, afinal, não confio mais em algo chamada “amizade”, não depois daquilo... mas enfim, não que eu tenha sido excluído por minha turma, não, na primeira semana, eu tinha tudo para ser popular, afinal, não querendo me gabar, mas sou muito bonito, 1,92 cm de altura, tenho uma feição máscula já no rosto, não é aquela aparência da transição de um menino para um homem, não, por algum motivo, eu tive isso aos treze anos, diferente de meus “colegas” que estão tendo agora, tenho olhos azuis bem claros, mas quando digo claros, é que são bem claros mesmos, quase transparentes, tudo bem não chega a tanto, mas eles são meio estranhos, já que eles são azul claro e pareciam misturados com um puro branco, mas isso não é tudo, meu cabelo não tem uma tonalidade, como posso dizer, muito normal, ele é branco, puramente branco, com alguns exames de sangue, descobri que tinha uma doença rara, que não fazia nada de importante mesmo, por causa dela que meus cabelos são brancos, é algo parecido com o albinismo, mas é um pouco mais complexo, já que dá para contar nos dedos de uma mão os pacientes com tal doença no mundo, mas como eu disse, ela não mudou nada em minha vida, aliás, eu gosto de meu cabelo na cor branca e não consigo o imaginar em outra cor, mas como eu disse sou adolescente, e meio que fui influenciado com algumas coisas, e acabei tingindo as pontas de vermelho, quando me dei conta do que eu tinha feito, comecei a me preocupar, já que Dona Mishima, minha mãe, não iria aceitar isso muito bem, mas algo me surpreendeu, ela nem ligou muito a princípio, só pediu para que eu comentasse com ela quando eu fosse fazer essas mudanças. Bom, por algum motivo, isso atraiu ainda mais garotas para cima de mim, não que eu as aceite, já que eu sei muito bem os motivos delas. Além de que, tenho um físico avantajado, já que fiz Tae-kwon-do, até pelo menos o 5º ano. Apesar de saber só o básico para cada golpe, na época eu treinava intensamente, fazia horas e horas extras de treino, era a minha avó quem pagava a mensalidade e quem sempre me levava e ficava me esperando sair do treino, ela acompanhou cada passo, a cada evolução que eu dava no meu Tae-kwon-do, fora ela também quem me convidara para assistir o meu primeiro anime, estranho não?

Mas quando eu terminei o meu 5º ano do ensino fundamental, minha avó adquiriu uma grave doença, nunca me falaram o que era, só que ela estava muito doente, e essa doença fez ela falecer dois anos após isso, quando ela adquiriu a doença eu parei com o Tae-kwon-do, o tempo que eu usava antes para o treino, eu ficava fazendo companhia para a ela, as vezes eu mostrava alguns golpes, já que ela me pedia para mostra-la. Só mantenho o corpo bem definido, porque sou obrigado por minha mãe a fazer academia após a aula, não reclamo, já que sei que não adianta, e mesmo que eu fique bem ocupado com tudo que sou obrigado a fazer, consigo fazer tudo que eu quero, apesar de normalmente ir dormir somente as 04h00min, mas ainda consigo fazer tudo o que eu quero, mentira, eu consigo fazer tudo o que eu posso fazer, já que não sou um ninja, um assassino, um alquimista, e várias outras coisas, mas como esse mundo é injusto, não posso ser nada disso.

Mas então, eu não sou excluído por que não quero, não, na primeira semana ouve toda aquela putaria, sabe como é né, essa escola não tem ensino fundamental, é só o médio, então os únicos que já se conheciam eram os que vieram juntos de outra escola, o que são poucos casos, então todos querem se conhecer, e as cadelas querem definir os que elas vão “querer”, então várias vieram para mim, até de outras salas, mas como eu disse, eu estou esperando aquela (s) que eu poderei sentir algo significativo, e não somente prazer, então eu me isolei, só converso mais com um grupo, que eu defini como o menos escandaloso, para que quando tivesse trabalho, eu não ficasse sozinho e o professor me colocasse em qualquer grupo. Então a atenção em mim aumentou quando eu comecei a usar o notebook, todos queriam usar, mas claro, eu não deixava, isso acabou fazendo os outros criarem uma inimizade ainda maior comigo, quando eles descobrirão que eu sou um Otaku, já sabe no que deu né, adolescentes brasileiros são tão idiotas, não que sejam todos, mas é a maioria claro, e claro ainda aumentou mais as implicações comigo graças ao meu nome, já que apesar de minha nacionalidade ser de brasileiro, meus pais são descendentes de japoneses, então em meio a minha família nós nos falamos nas tradições japonesas, já quando a algum convidado entre nós, nos falamos nas tradições brasileiras, apesar de sermos mais formais, já que seguimos o método japonês para qualquer um.

Estava sentindo algo estranho, mesmo estando sozinho, me sentia observado, olhei em volta e não encontrei ninguém nem nada, dei isso como impressão minha e voltei minha atenção a tela.

[...]

Finalmente em casa, já havia terminado minha aula e já tinha ido para a academia. Assim que cheguei, a primeira coisa que fiz foi tomar um bom banho, minha mãe deve ter ido visitar meus avós maternos, então daqui a pouco ela deve estar aqui. Fui direto para meu quarto, ainda tinha a sensação de estar sendo vigiado, mas agora estava mais forte, novamente olhei em minha volta, e meu olhar parou em um gatinho filhote sentado em minha cama, ele tinha a pelagem branca, igual ao meu cabelo.

Hiro: Como você entrou aqui pequenino? – Perguntei enquanto me aproximava e o peguei no colo, apesar de saber que ele não vai responder, sabe como é, quem nunca fez alguma pergunta para algum animal?

Gato: Entrando. – Olhei em volta para ver quem tinha respondido, mas não encontrei ninguém, então olhei diretamente para o pequeno gato em meu colo, devo estar ficando louco para fazer isso.

Hiro: O que?

Gato: Já disse, entrando, para que tanta complicação para isso?

Tudo bem eu estou ficando louco, acho que estou assistindo muitos animes.

Hiro: Eu devo estar louco...

Gato: Não você não está louco, e nem sonhando, isso é mais pura realidade.

Hiro: Isso é impossível, eu estou sonhando, não tem como um gato falar. Pelo menos não um gato normal...

Gato: E quem disse que eu sou um gato normal? – Ah que se foda, se já estou louco, vamos ver no que isso vai dar.

Hiro: Então o que você é?

Gato: Bom, primeiramente vou explicar o porquê de eu estar aqui.

“A cada vinte anos, 32 humanos são selecionados aleatoriamente, tudo para realizar um torneio, o torneio ocorre de vinte em vinte anos, esses dias o 48º Torneio ocorreu, e agora os escolhidos estão sendo escolhidos novamente, o torneio é uma luta entre os participantes até a morte, onde o campeão irá lutar com o campeão do torneio anterior, para cada participante é mandado um parceiro, que irá guiar o humano em sua aventura de treinamento, o participante tem 20 anos até o treino estar completo, depois desses vinte anos, o torneio será reaberto, e mais uma vez ele acontecerá.”

Torneio? Que porra é essa? Até a morte? Isso é muita loucura.

Gato: Bom é isso, no caso eu sou sua parceira. Aliás meu nome é Shiro, Hiro-kun.

Parceira... parceira, nesse momento olhei diretamente para ela e vi que realmente era uma fêmea.

Hiro: Mas então, quer dizer que eu sou um escolhido, mas eles falaram treinar, como eles querem que eu faça isso?

Hiro: Na verdade, você não treinara nessa dimensão, nós vamos ficar viajando durante todos esses anos para qualquer dimensão que você quiser, é só você me falar qual é que irei nos tele transportar para lá. Então aceita? Se não aceitar suas memórias serão apagadas e irei escolher outro parceiro. Lembre-se, se aceitar, vai deixar para trás, família e amigos.

Abandonar tudo isso aqui, minha vida, meus pais, meus amigos inexistentes, realmente, a reposta está clara apesar de que será difícil fazer isso, mentira.

Hiro: Mas é claro que aceito!

É o meu sonho, viajar para qualquer dimensão, conhecer meus maiores heróis, viver aventuras que sempre sonhei viver, e depois entrar em um torneio de morte, tá claro isso não fazia parte de meus sonhos, mas isso só me leva a treinar ainda mais.

Shiro: Ótimo, então arrume o que quer levar e vamos logo!

Imediatamente deixei ela em cima de minha cama novamente e peguei duas mochilas, as duas eram grandes, uma de costas, estilo para acampar e uma era de viagem, mas também era grande, as duas são impermeáveis, metade de uma eu coloquei roupas que iria usar, só coisa básica mesmo, e outra metade coloquei os meus mangás até encher, claro tinha muitos, então eu os coloquei na outra mochila e a mesma ficou cheia após eu colocar o meu notebook, o carregador dele e de meu celular também. Peguei meu celular e meus fones.

Shiro: Tudo aquilo é mesmo necessário?

Hiro: Sim, acredite é sim, isso irá nos ajudar muito no futuro.

Shiro: Tudo bem, está pronto? – Dei uma longa olhada por meu quarto e respondi.

Hiro: Sim.

Shiro: Me aproxime de sua cabeça.

Fiz assim como ela mandou e a mesma encostou sua pata na minha cabeça, comecei a ficar tonto e vi uma luz fraca nos cobrir, quando me toquei não estava mais no meu quarto e sim em uma sala sem nada, apenas um círculo com outro círculo dentro e algum símbolo estranho desenhado no chão.

Shiro: Agora vou explicar o que não tinha falado.

Shiro: Quando você for para alguma dimensão, você irá ganhar algo de presente, qualquer coisa, é totalmente aleatória, se duvidar pode vir até mesmo duas coisas ou mais, então você tem que ter sorte, quando eu encostei em você já lhe dei o poder que você vai utilizar para ver qual foi o seu presente. Quando você for para alguma dimensão onde tem magia, a sua capacidade de usar mágica vai nascer assim que entrarmos na dimensão, será automaticamente, algo como um brinde, então você ainda vai ter o seu presente e esse brinde, agora já podemos ir, qual é a dimensão que você quer ir agora? – Falou se aproximando do círculo.

“Hiro”: Se é um torneio de morte, porque não começar aprendendo já com assassinos legítimos?

Me aproximei da Shiro e falei para ela, imediatamente várias inscrições entre o círculo exterior e o interior.

Shiro levantou as duas patas dianteiras para mim, de início não entendi, mas logo me liguei e a peguei em meu colo.

Ela sussurrou algumas coisas e logo minha visão ficou turva e uma luz mais intensa nos cobriu me obrigando a fechar os meus olhos.

Fiquei um tempo com os olhos fechados e quando os abri vi que estava em um beco, já pelo que eu vi daquele beco, tudo tinha uma aparência mais antiga, assim que sai do beco vi todos usando uma roupa mais... pomposa, o local lembrava muito uma cidade de um passado mais ou menos distante.

Shiro: [Era aqui que queria vir?]

Quando fui responder ela me cortou.

Shiro: [Nós podemos conversar telepaticamente então responda telepaticamente.]

Hiro: [Sim, é esse lugar mesmo.]

Shiro: [Veja o seu presente.]

Fiquei um tempo tentando ver, mas nada.

Hiro: [É, desculpe, mas... como se ve?]

Vi que ela percebeu que não havia me contado e logo começou.

Shiro: [Imagine um presente, não se assuste quando ele aparecer, ele vai ser escrito no ar, mas só você vai poder ver.]

Assim como ela disse, imaginei um presente e logo percebi que algo começou a ser escrito, assim que terminou pude ver claramente.

“Maior agilidade + Discípulo de Ezio Auditore”

Não pude deixar de sorrir com isso, o lugar onde estamos é nada mais nada menos que Firenze, ou como no Brasil, Florença, logo após o fim de Assassins Creed Revelations, quando Ezio, após abrir a biblioteca secreta de Altair, voltou a morar.

Shiro: [Qual foi o seu presente?]

Falei para ela.

Shiro: [Nossa já ganhou dois presentes de uma vez? Isso é um bom começo. Talvez seja você mesmo... – Sussurrou a última frase, resolvi não perguntar, estava muito feliz para perguntar o porquê.

Caminhei até onde seria a sua casa (Nota M.MK.: galera, não me lembro se no jogo mostra, e estou com muita preguiça para ver, então vamos todos fingir que mostra). Após caminho por um bom tempo, e receber muitos olhares estranhos, afinal minha aparência nada ajuda, finalmente cheguei ao local, assim que cheguei, o encontrei lá fora.

Ezio: Oh Hiro, já chegou, pronto para seu primeiro dia?

Ele já me conhece?

Hiro: [Ele já me conhece?]

Shiro: [É o efeito do presente, como ele está como Discípulo, quer dizer que ele já adiantou as apresentações e as horas que você ficaria implorando para ele lhe ensinar, mas isso só por causa do presente, nas outras dimensões pode não acontecer.]

Hiro: Sim, por onde começaremos?

E assim comecei a treinar.

[...]

Deu o fim do dia, e eu cai desmaiado no chão, achei que iria aguentar o treino por sempre me manter com um bom físico, mas estava enganado, minha mão estava cheia de faixas, com algumas manchas vermelhas espalhadas, isso era sangue, de meu treino com a Hidden Blade, os cortes ainda doem, principalmente quando eu demorei três horas para conseguir usar ela sem me machucar. Ezio me fez ficar treinando Parkour depois que consegui usar a Hidden Blade, mas não era um Parkour onde você tenta primeiro em muros e tals, essas coisas para iniciantes, não já era de casa em casa, prédio em prédio, de postes em postes, um deslize e podia jurar que iria quebrar alguns ossos, tive sorte de que sempre que eu caia, graças aos meus reflexos do treino de Tae-kwon-do eu conseguia me segurar em algum lugar antes de me quebrar, mas minhas mãos estava toda machucada, então eu só conseguia aliviar a queda, já que sentia aquela pontada de dor só de tocar algo. Também não tenho uma casa, então Ezio me deixou ficar em sua casa, nesse momento estou aqui, morto em minha cama, pensando em tudo, nem descansei desde que sai da aula, já que fiquei sentado a aula toda, assim que cheguei aqui estava de manhã, então começamos o treino imediatamente.

Shiro dormia ao meu lado calmamente, fiquei um tempo pensando em como somente com sua visita e proposta minha vida está mudando. Iria pensar mais, mas me rendi ao cansaço e adormeci.

[...]

Seis meses, seis meses de puro treinamento, passava 18 horas treinando, e só tinha seis para comer, dormir e fazer minhas necessidades, claro a comida não era aquela que estava acostumado, mas era o que tinha. Posso ter vindo aqui só como um nada, mas agora sou um grande Assassino, nesse tempo aprendi a usar perfeitamente a usar a Hidden Blade, assim como a Hookblade, que era usada para se segurar em locais ou usar como uma tirolesa. Agora como posso dizer, fui expulso de casa, Ezio disse que meu treinamento acabou e simplesmente me expulsou de lá, não que mudasse alguma coisa, já que irei para a segunda dimensão agora, mas isso me surpreendeu. A única diferença em mim, é meu corpo mais definido e minhas roupas, não muita coisa, já que não cabia mais do que o meu uniforme de assassino, claro contendo as Hiddens Blades e a Hookblade, em minha mochila. Andei até um beco e logo Shiro nos mandou novamente para aquela sala.

Shiro: Para onde agora?

Assim que falei para ela, caminhamos até o círculo que já tinha inscrições, mas estavam diferentes das de antes e logo a mesma luz nos cobriu e eu fechei meus olhos. Assim que os abri, vi uma pistola apontada para mim, olhei para ver o dono, e sorri com isso.

Continua...

Faltam 19 anos e seis meses para o torneio.

Notas finais
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