Viagens No Tempo São Um Clássico Da Tv
2 Kagura-san, Akise e Akira.
O Gintoki do passado se apressou em sair do esconderijo e interromper aquela situação? Porque a ideia de outro cara (mesmo que fosse ele mesmo) abraçando Sa-chan o deixava tão incomodado? Para evitar duvidas, ele só se convenceu que se ver agarrando a maluca era nojento.
‘‘Hein? O que diabos está acontecendo?Kagura, Souchirou-kun, o que diabos aconteceu com vocês?’’ O samurai do futuro perguntou, finalmente largando Sa-chan.
“Nossa, oito anos se passaram e ele ainda não acerta meu nome.” Sougo reclamou.
“Oito anos? Do que estão falando?”
“Nós viemos do passado idiota.”
“Quem está chamando de idiota, idiota!”
“É... Gin-sans, vocês poderiam parar de brigar?” a kunoichi tentava disfarçar a alegria de ter sido abraçada daquele jeito tão carinhoso.
“Espera ai, então essa aqui não é...”
“Isso mesmo, essa maluca não é quem você pensa, pelo menos não ainda.” Gin-san fez sua versão mais velha soltar a garota.
“Ei Gin-chan, agora que as coisas estão certas, porque não nos convida para entrar um pouco? Precisamos esperar até aquele velho idiota vir nos buscar.”
“Tanto faz. Mas Kagura, nem pense em ir atacar minha geladeira, eu já tenho que alimentar parcialmente uma você.”
“Não entendi o ‘parcialmente’. A eu do futuro está de dieta?”
“Tsc, prefiro não falar sobre o que aconteceu. Agora entrem antes que eu mude de ideia.”
O grupo entrou no lugar, que era uma versão maior do Yorozuya até no interior.
“Danna, como você conseguiu grana para construir isso aqui? E porque fez isso?”
“Souchirou-kun, muita coisa aconteceu e mais espaço foi necessário.”
“Ei, aqui tem dois quartos! Eu finalmente parei de morar num guarda roupa?”
“Sim, mas esse quarto não é seu.”
“E de quem é então?”
Antes que a pergunta de Kagura fosse respondida, foi ouvido um barulho na porta da frente. Uma mulher ruiva, usando um vestido chinês segurava pelas mãos duas crianças, de mais ou menos três anos. A garotinha tinha cabelos ruivos e olhos que pareciam rubis, e o garoto cabelos da cor de areia e olhos azuis.
“GIN-CHAN? O QUE DIABOS É ISSO?” A mulher perguntou espantada.
“Nossa, eu acho que o café da manhã pequeno me deu alucinações!” O menininho reclamou.
“Aquilo não foi pequeno Akise, você e a mamãe comeram tudo que tinha na geladeira!”
“Calada Akira! E porque aquela garota parece a mamãe?”
“Calma, deixem eu explicar. Esses ai vieram de oito anos atrás, graças a uma maquina maluca do Gengai.” O samurai do futuro explicou, tentando acalmar sua “filha”.
“Como podemos saber que isso é verdade? Ei garota, prove que é mesmo eu”
“Porque eu tenho que provar algo a mim mesma? Que perda de tempo.” a Kagura mais nova continuou observando as duas crianças atentamente, antes de ser abraçada por sua versão mais velha.
“EU ERA TÃO FOFA! E OLHA SÓ É UMA VERSÃO CHIBI DO SÁDICO!”
“É um prazer conhecê-la, versão 2.0 com peitos grandes da china girl.” Por esse comentário, Sougo levou um murro de ambas às garotas ruivas.
“Akise, Akira, venham cá.” a mulher chamou e as crianças logo obedeceram, estudando cuidadosamente os dois “estranhos”.
“Esses aqui são o pai e a mãe de vocês antes de se casarem.” Depois disso, o silencio se instalou no Yorozuya, e só foi quebrado por Akira.
“Viagem no tempo? Isso é mais clichê que beijo na chuva.”
“Mas tem o sabor do clássico maninha.”
“E-ESPERA AI? E-EU CA-CASEI COM E-ESSE INÚTIL? E AINDA TIVE DOIS FILHOS? TUDO BEM, ELES SÃO UMA GRACINHA, MAS MESMO ASSIM...” Kagura falou antes de ser interrompida por Sougo, que ao contrario dela, dava o seu sorriso sádico de sempre.
“Tsc, eu sempre soube que você era afim de mim china girl. Quer dizer que no futuro finalmente virou minha escrava?”
“Desculpa te desiludir mini Bakaiser, mas foi você que tomou a iniciativa. Ah, ainda me lembro do dia em que me pediu em casamento, não precisava ter tido tanto trabalho.” Surpreendentemente, a mulher conseguiu deixar o capitão do Shinsengumi embaraçado.
“Então... você é meu pai?” Akira perguntou, indo para mais perto de Sougo e segurando em sua mão. “Porque não vamos treinar kendo?”
“Eu?” o rapaz estremeceu com o sorriso doce e sincero da menininha, que continuava a lhe observar com aqueles olhos tão semelhantes aos seus, antes de finalmente responder. “é claro.”
“Tsc, kendo é coisa pra bocós. Mamãe do passado, porque não deixa que o grande eu te leve para comer alguma coisa?” Akise já estava no colo de Kagura, que apertou suas bochechas.
“Crianças, vão com calma, eles dois não são exatamente...” a ruiva tentou explicar, mas foi cortada pelos viajantes do passado.
“Não é que eu queira me casar com esse sádico algum dia...”
“E eu definitivamente não sinto nada por essa pirralha”
“Mas...” Os dois falaram ao mesmo tempo.
“Eu estou faminta”
“É raro encontrar uma garota com bom gosto para esportes”
“Ótimo, eu estava levando as crianças para passear no shopping e depois íamos no Shinsengumi falar com o Bakaiser, porque não nos acompanham?” A Kagura mais velha sorriu, ao ver o quanto seus “anjinhos” estavam fazendo o ódio entre os dois rivais diminuir.
‘‘E quanto a nós?’’ O Gintoki do passado se pronunciou, depois de muito tempo calado, ainda estava meio chocado com o comportamento de sua versão mais velha em relação à Sa-chan.
“Vocês que são malucos e que se entendam” Kagura-san disse com sarcasmo, imaginando como os viajantes reagiriam a tudo que aconteceu e puxando as versões adolescentes dela e de seu marido para fora, junto com Akise e Akira.
Fale com o autor