Viagem No Tempo
10 Oitavo destino: Nascimento do Seth
Notas iniciais
Viagem no Tempo
Capítulo 9 – Oitavo destino: Nascimento do Seth
Eleanor POV
Aterramos no quarto dos pais. Era já noite alta.
“Seth que em destino estamos?” perguntei eu.
“Estamos na noite do meu nascimento.” Disse o Seth.
“Estou ansiosa por o ver.” Disse eu.
“E eu o teu.” Disse o Seth.
“Mas tu já tinhas nascido quando eu nasci…”disse eu.
“Eu sei, mas era pequeno e não me lembro de nada.” Disse o Seth.
Paramos a conversa e começamos a observar.
Raf estava a dormir profundamente ao lado do seu marido e pai do seu filho, Sulfus.
Mas quando menos esperava estava a sentir algumas coisas esquisitas…estava sempre a abrir os olhos e a fechá-los até que…
“Oh não…” murmurou Raf. Raf virou-se para o seu marido que estava a dormir de costas para ela.
“Sulfus…Sulfus…” chamava Raf. Sulfus aos poucos foi acordando.
“Que se passa amor?” perguntou Sulfus ainda meio sonolento.
“O bebé vai nascer.” Disse Raf. Sulfus ao ouvir isto arregalou logo os olhos não acreditando que o seu filho já ia nascer. Ele levantou-se num abrir e fechar de olhos e vestiu-se à pressa.
“Ok Raf, fica calma que eu vou chamar a Úrie e a Kabalé, que elas estão cá…” disse Sulfus saindo do quarto mas depressa voltou para trás.
“Talvez seja mais fácil levar-te ao hospital.” Disse o Sulfus.
“Sim…” murmurou Raf, começando a sentir algumas contracções.
Sulfus levou-a para o carro e foram para o hospital.
Assim que chegaram ao hospital os enfermeiros foram buscar a Raf e levaram-na para um quarto até ser a hora de começar a trabalhar.
Sulfus foi até ao quarto ver como a sua esposa estava.
“Estás bem?” perguntou Sulfus pegando na mão dela e beijando-a.
“Sim…mais ou menos…só sinto dores, mas isso é normal.” Disse Raf.
“Vai correr tudo bem Raf…” disse Sulfus.
De repente veio o médico “Desculpe incomodá-los, mas senhor tem de sair, para nós começarmos a tirar o bebé.” Disse o médico.
“Sim, claro.” Disse Sulfus, mas antes deu um beijo na cara de Raf, saiu do quarto e foi para a sala de espera. Ligou à Úrie e à Kabalé. Estava lá sozinho naquela sala fria e clara. Estava preocupado com o bebé, mas também com Raf, tinha medo de a perder…Sulfus sentia que Raf estava a sofrer…mas tinha de aguentar por mais um bocado.
Mas de repente no hospital entraram a Úrie e a Kabalé “Já nasceu?” perguntou a Úrie e a Kabalé sentando-se uma de cada lado “Não.” Respondeu Sulfus.
“Mas porque é que raio estás com essa cara? Devias estar feliz…” disse a Úrie.
“Eu sei, mas…” murmurou Sulfus, elas as duas olharam para ele “…tenho medo de perder a Raf.”
“Sulfus, tu não vais perder a Raf.” Disse a Kabalé.
“Sim…qual foi a última coisa que disseste à Raf antes de ela começar a dar à luz?” perguntou a Úrie.
“Que ia correr tudo bem…” disse Sulfus.
“Quer dizer, disseste à Raf que ia correr tudo bem, mas tu estás aí como se não acreditasses nisso…Sulfus, tu tens de ter pensamento positivo…pensa que dentro de momentos serás pai, terás o teu filho nos teus braços, ok?” disse a Kabalé.
Sulfus assentiu e o médico veio “Quem aqui é o marido da Raf?” perguntou o médico.
“Sou eu.” Disse o Sulfus, Sulfus e o médico deram um aperto de mão.
“Muito prazer, como está?” disse o médico soltando a sua mão da de Sulfus.
“Como é que correu?” perguntou Sulfus.
“Correu tudo bem. O bebé nasceu de boa saúde e sua esposa está bem…mas olhe se ela lhe disser que tem dores, não se preocupe que são dores pós-parto, e se ela lhe disser diga a um dos enfermeiros que eles dão um comprimido para as dores. Ah, e precisa de um nome.” Disse o médico.
“Ok, muito obrigado. Posso entrar?” perguntou Sulfus.
“Claro que pode.” Disse o médico dirigindo-se a outra sala.
“Vês correu tudo bem…” disse a Úrie.
“Agora vai ter com a Raf, que ela e o bebé precisam de ti…” disse a Kabalé.
Kabalé e Úrie saíram do hospital para ir dizer aos amigos que o bebé já tinha nascido.
Sulfus dirigiu-se ao quarto onde a sua esposa estava.
A porta estava fechada e ele bateu à porta e abriu-a.
Viu a sua amada sentada na cama com o filho de ambos nos braços da mãe. Sulfus aproximou-se dos dois.
“Então como estás?” perguntou Sulfus dando um beijo na bochecha da sua companheira de vida.
“Estou bem.” Disse Raf olhando nos seus olhos…mas aperceberam-se que o bebé estava a dormir.
“É lindo…tal como o pai.” Disse Raf.
“Tal pai, tal filho.” Raf riu-se com esta afirmação “Que nome é que tens em mente?” disse Sulfus.
“Eu estava a pensar em…Seth.” Disse Raf.
“Seth…pode ser.” Disse Sulfus “Agora só falta descobrir de que cor é os olhos.” Disse Sulfus.
“Têm os olhos pelo qual me apaixonei à 5 anos.” Disse Raf e Sulfus sorriu “É um anjo…” disse Raf.
“Como é que sabes?” perguntou Sulfus. Raf tirou um bocadinho do cobertor que estava em volta do seu filho e viram uma marca que estava no seu ombro, o que significava que era um anjo.
“Tu já tinhas visto pois já?” disse Sulfus desconfiado.
“Não…pronto tinha.” Disse Raf.
“Malandra…” disse Sulfus e Raf riu-se “Espero que tenha o sorriso da mãe…” disse Sulfus.
“Isso descobriremos mais tarde ou mais cedo…” disse Raf.
Depois entrou o médico “Desculpem interromper mas temos de levar o bebé.” Disse o médico.
“Claro.” Disse Raf dando o bebé para os braços de Sulfus, e Sulfus deu o bebé para os braços do médico.
“Já tem nome?” perguntou o médico.
“Nós já sabemos, mas ainda não registaram.” Disse Sulfus.
“Mas que vergonha…” Disse o médico “Eu só vou levar o bebé para a sala e vou trazer os papéis para o registo da criança.” Disse o médico saindo.
Passado alguns minutos o médico veio e deu-lhes os papéis para assinar em como eram pais do Seth e o seu nome.
O médico saiu e Raf e Sulfus ficaram sozinhos. Já eram duas horas da manhã e ainda estavam acordados. Sulfus deitou-se ao lado de Raf na cama de hospital…mas ainda estiveram a conversar.
“Raf…eu sei que isto não é digno de um pai…mas quando eu estava à espera de notícias eu estava mais preocupado contigo do que com o Seth…eu tinha medo de te perder…” disse Sulfus a desabafar.
“Sulfus…estavas com medo, achas que eu também não tinha medo? Sulfus, mas não precisas de te preocupar…eu estou aqui, viva ao teu lado e sempre vou estar…” disse Raf, Sulfus estava a acariciar o rosto dela.
“Eu sei…” disse Sulfus.
“Sulfus, se eu não estivesse a pensar em ti quando estava a ter o Seth…eu a esta hora ainda estava em trabalho de parto.” Disse Raf.
“Eu senti que estavas a sofrer meu amor…” disse Sulfus.
“E sofri…mas sofri por amor…pelo teu e pelo que sinto pelo nosso filho…” disse Raf pegando na mão que estava na sua bochecha e pô-la no seu peito “Eu e o Seth precisamos de ti…mais do que nunca…” disse Raf “O Seth precisa do seu pai para ajudar a mãe…”
“Eu sei meu anjo…” disse Sulfus “Tu e o meu filho são as únicas jóias da minha vida…” eles olharam-se por algum tempo em silêncio.
“Espero que o Seth seja forte como o seu pai.” Disse Raf e Sulfus sorriu.
“Agora descansa, que numa noite perdeste as forças todas…” disse Sulfus.
Raf aproximou o seu rosto mais do dele “Se tivesse perdido as forças todas, não tinha força para fazer isto…” disse Raf e logo de seguida beijou-o com muita paixão.
Depois quando se separam Raf pôs o seu rosto no peito de Sulfus e adormeceram felizes, numa das melhores noites da sua vida.
“Uau…nunca me tinham contado desta conversa…porque é que estava a dormir e não estive acordado para ver?” perguntou o Seth.
“Sei lá…porque eras…um recém-nascido!” disse eu e de repente veio de novo o nosso querido tornado.
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