Viagem Ao Centro Da Terra Com Tigure Kira
1 Capítulo Único
Notas iniciais
Richard’s POV
Já se fazem mais de vinte anos sem eu o ver. E quando o vi, “Nossa! Ele não mudou nada!” pensei. Estávamos em um lugar pouco conhecido chamado ‘Otaku no Toshi’ – Japão. Uma pequena ilha no sul do país da tecnologia. Embora ele fale muito bem o inglês, nunca me falou de sua família, ou de sua espécie. A única coisa que sei é que eles são do centro da Terra, e nós vamos visitar sua casa.
Mas agora, ainda estávamos no cais de Otaku no Toshi, num barco à vela. Íamos buscar a última integrante do grupo. Formada em biologia e medicina, também conhecedora da existência de Tigure, Pietra Fountelle. Uma linda francesa, na qual obviamente Tigure sentia atração. Sabe? Gagueira, tremeliques, sangue fervendo... Essas coisas... Enfim, depois de duas horas de viagem (e dois dias), pois tínhamos uma carta (nitro) na manga (no barco), chegamos lá.
Assim que chegamos, percebi que Tigure abaixou a cabeça e corou. Suspeitava do que se tratava, e quando olhei para a direção oposta, obtive a resposta. Vi ela, Pietra. Agora o grupo estava formado. E nós pegaríamos um atalho ali na França mesmo. Ficava em Bordéus. “Oi Richard. Oi (pausa)... Tigure.” Disse ela, “Oi” respondi, “Oi” disse ele num tom fraco. Pietra tem 23 anos. Ela viu Tigure uma única vez (tirando agora), quando ela ainda tinha dois anos. Depois disso, eles mantêm um contato através de telefones não-rastreados. Tigure havia dito à ela que tinha recebido uma mensagem do irmão dele.
Então nós vamos à casa dele. Voltando ao barco, perguntei a Tigure “Quantos anos você tem mesmo?”, ele respondeu “1438”. Eu fiquei horrorizado. “E à quantos anos tem essa aparência?” perguntou Pietra demonstrando certo interessa e nenhuma surpresa. “Acho que há uns 1420 anos... Por aí... Desde uns 20 anos de idade... Minha aparência não muda...” respondeu ele cabisbaixo.
Quando chegamos ao barco, levantamos as velas e fomos ao atalho. Uma caverna secreta, que de acordo com Tigure, ele vai para cá, de lá. Nos certificamos de ninguém estar nos seguindo e adentramos a caverna. E ela parecia o rosto de um tigre com a boca aberta (cuja à boca é a entrada). Quando chegamos lá no final, vimos que havia um portal dentro d’água logo à frente. Mas ele se fechou e apareceram ratos de dois metros de altura (mais ou menos). Acho que eram cinco ratos.
Tigure puxou uma katana (também conhecida como espada ninja, ou espada samurai. Katana é uma espada torta de gume único, ela era muito usada por ninjas e samurais antigos. Daí o nome) e pulou em cima de uma das criaturas. Eu tampei os olhos de Pietra e ela os seus ouvidos. Tigure já caiu com katana na cabeça de um monstro, matando-o na hora. Um outro soltou um grunhido de raiva, e correu na direção de Tigure. Por instinto, eu peguei minha espingarda e atirei na cara do rato. Por sorte, Pietra já estava de olhos fechados.
Então eu disse à ela, “Pietra, fique aqui. Vou ajudar Tigure.” Ela não disse nada, apenas assentiu. Mas quando eu fui ver todos estavam mortos, e Tigure, sem o braço direito dele (Ainda bem que ele é canhoto. Ok, eu parei). Mas o portal se reabriu, não podíamos perder essa chance. Então coloquei seu braço esquerdo sobre minha nuca, e coloquei minha mã0 d9re9ta sobre seu ombro direito, e enquanto andávamos, peguei seu braço direito com a mão esquerda. Quando voltamos ao barco, não adiantava mais, Pietra teria que abrir os olhos e ajudar Tigure. E eu tinha que atravessar o portal antes que ele se fechasse novamente.
Eu disse à Pietra. “Pietra! Ajude Tigure e veja o que pode fazer! Eu vou fazer essa lata atravessar o portal.” E coloquei Tigure em um banquinho que tinha lá. Pietra logo correu para ajudá-lo, ele berrava muito, e há muito tempo. Eu saía de vagar e para trás sussurrando, “Tigure, você vai ficar bem...” não sabia ao certo se era para ele ou para mim. Talvez para ambos. Mas não tinha tempo para isso.
Pietra’s POV
“Ai meu Deus!!!” Eu estava muito assustada com tudo! Embora Richard ache que já sou médica e bióloga, eu sou apenas uma bióloga no terceiro semestre de medicina. Não podia cuidar de Tigure. Mas tentei tudo que podia. Agora, Tigure só tinha à mim para ajudá-lo, então peguei uma bacia, e amarrei no braço de Tigure (ou o que sobrou dele), mas quando ia apertarm senti um tranco e nós caímos no chão do barco ou sei lá o nome para isso. Acabei desmaiando...
Mas quando acordei, Tigure estava morto por hemorragia (até onde eu sabia) e Richard não podia ser visto. Fiquei horrorizada e chorando muito. Mas depois de 30 segundos (mais ou menos) chorando muito, eu escutei o barulho de algo cair no chão ao meu lado. Quando olhei para o lado, eu vi uma cabeça.
Uma cabeça não, ‘A cabeça’. A cabeça de Richard Morison, o meu tio paterno, melhor amigo, instrutor, exemplo... E muito mais. Logo em seguida, quando olhei para o lado, vi Tigure. Meu amor, meu mistério, meu maior segredo, e quando olhei para frente, vi um outro neko, parecido com o Tigure (possivelmente seu irmão), e olhava para Tigure com os olhos vermelho e muito molhados, e suas mãos cheias de sangue (talvez sangue de Richard), quando olhou para mim, falou algo em outro idioma, e me um golpe fazendo-me desmaiar (mais uma vez).
Acordei aqui, numa sala do barco, trancada. Encontrei o diário do meu tio e resolvi escrever nele... Acabo de escutar passos, estou com medo. Se me encontrarem, digam aos meus pais que
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Um barco com o nome de Tigure Kira foi encontrado destruído na Praia Grande de Angra dos Reis – RJ. Nele, foi encontrado um homem sem cabeça e sua cabeça no píer. Supostamente seria Richard Morison. E uma garota morta, também sem cabeça, com um diário na mão, que supostamente seria Pietra Fountelle. A caverna em Bordéus e a ilha Otaku no Toshi não foram encontrados, assim como o suposto corpo de Tigure, e seu irmão. O conteúdo do diário realmente acaba aí.
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