Verão
1 Prólogo
Notas iniciais
Boa leitura ♥
Alice Meyer sabia que sua família estava arruinada.
No momento em que ela abrira aquele jornal.Ela sabia. Estampado para todos verem. A senhorita Anne Meyer tornou-se amante de um dos homens mais influentes da alta sociedade. O Sr. Arthur Campbell, que acabara de se casar com uma jovem sulista, chamada Elizabeth. A vergonha pintava seu rosto, de todas formas. Sua filha não podia ter feito aquilo. Não! Ela arruinou não só sua vida, mas de toda família. Ela não podia ter feito isso. Queira Deus que seu marido não tenha lido o jornal essa manhã, pois senão, ela estava perdida. O mal passo foi dado por sua filha, mas ela pagaria por isso. Céus, sua família seria desprezada pela alta sociedade. Todos olhariam torto para ela, a mulher que não soube educar a própria filha. Seu filho mais velho, seria dispensado de todos os eventos envolvendo os homens mais influentes de York. Sua filha mais nova, nunca acharia um marido. E seu marido, a odiaria por toda a vida. Eles seriam apontados na rua — Deus, que desgosto -, teriam que andar de cabeça de baixa em todos os lugares que fossem. A senhora sabia, ela sabia da paixão avassaladora que sua filha nutria pelo senhor Campbell, mas não imaginava que ela iria aceitar virar amante dele. Isso era loucura. O que ela iria fazer? A notícia havia se espalhado, e não tinha o que fazer quanto a isso. Provavelmente, o Sr. Campbell, como um homem honrado, irá se desfazer de Anne, e ela será largada a própria sorte. Além disso, ainda tinha a família – e principalmente, ela – que serão afetados diretamente por esse escândalo. Sua pobre filha mais nova. Pobre Melissa. Nenhum homem iria querer vincular seu nome e sua honra a família Meyer. O que ela faria pela mais nova. Sua única solução, é casá-la o mais rápido possível. Lentamente, a mulher secou as lágrimas e subiu as escadas, localizada perto de sua sala de estar. Entre as dezenas de portas, abriu uma porta específica. Lá estava sua filha, Melissa, dormindo pacificamente. Ela parecia um anjo sobre os lençóis. Graças aos céus, sua caçula ainda não sabia do mal passo de sua irmã mais velha. Ela era a sua salvação. Tinha que casar sua caçula com um homem da alta sociedade. Mas, quem? Não podia ser um homem que esteve em York nessas últimas semanas. Ela tinha que planejar tudo. Um passo errado, e ela colocaria tudo a perder. Lembrou-se então, de algo maravilhoso. Soube semana passada, em uma conversa frívola com a modista, que a Duquesa de Houston, Louise Underwood, anunciou que seu filho – o conhecido libertino – resolvera aquietar-se, e casar com uma jovem de York em breve.Sua filha era conhecida como a mais bela de todas. A mais preciosa, a mais pura. Excelente para uma Duquesa. Melissa era a Duquesa perfeita para o Duque Charles Underwood. Melissa, seria a nova Duquesa de Houston. E ela não descansaria enquanto isso não acontecesse. [...]O jovem observou a bebida em sua mão. Sua estadia em Londres durara mais do que ele esperava, e seu retorno a York estava lhe preocupando cada vez mais. Sua mãe estava ansiosa e animada com a possibilidade dele se casar a ainda esse ano. Ele prometeu que tentaria, mas não que casaria. Ele não estava disposto a abrir mão de sua vida libertina – com mulheres de índole duvidosa -, para passar o resto da vida com uma única mulher. Ele sabia que tinha um nome a zelar e passar para frente. Porém, ele também sabia que teria que abandonar a vida que levava, e de jeito nenhum, ele queria isso. Talvez, ele pudesse se casar com uma mulher tola o suficiente, e ter amantes. Poderia ser dessa forma. Para ele, uma mulher Londrina não faria mal. Mas, sua mãe insistia para ele escolher uma moça em York e estabelecer residência definitiva lá. Era difícil um homem como ele – acostumado com carne nova em Londres – ir para York, onde as mulheres são um tanto que... Monótonas, era muito difícil. Sua mãe sabia, sabia que as mulheres de Londres eram astutas e que poderiam lhe causar grandes problemas. Já as mulheres de York não. Ao final de tudo, ela estava certa. Ter uma esposa de York seria muito mais fácil. Como ele era o único filho de seus pais – sua mãe tentou mais filhos, não conseguiu -, ele tinha a responsabilidade de trazer honra a sua ajuda família. Ele faria de tudo – talvez não – para se casar. Mas, enquanto isso não acontece... Ele observou o outro lado do salão. Nem notara que Lídia Thomas – a conhecida atriz – estava no mesmo espaço que ele. Confiante, pegou mais um copo de bebida e caminhou até a mulher. Ela ria e conversava com alguns cavalheiros de índole duvidosa, mas parou assim que o viu.- Como licença, cavaleiros. – Ela pediu, com a voz baixa, sedutora.Charles sentiu seu corpo estremecer. Ela andou devagar em sua direção, o olhando intensamente. Quando ela chegou perto, ele estendeu o copo para ela. Ela pegou, e levou-o a boca, manchando a ponta de vermelho.- Pensei que já estivesse em York – Ela sussurrou, enlouquecendo o rapaz. – Meu coração já estava doendo longe do senhor. Ela tocou com as pontas dos dedos, o peitoral por cima do terno. Charles sorriu.- Em breve. Por enquanto, aproveitarei Londres o máximo que conseguir. – Ele posou o dedo nos lábios dela. Ela abriu um sorriso. Sedutor, como tudo nela. Charles não pode evitar, desceu o olhar para seu pescoço. Nele, descansava um colar com um pequeno diamante no centro. Ele o tocou.
- Ele ficou perfeito em você.- O senhor tem um ótimo gosto, Vossa Graça. Sua esposa com certeza ficará satisfeita, com o apoio presentes que o senhor dará para ela.Charles riu, irônico, enquanto Lídia franziu seus pequenos e desenhados lábios.- Quem te disse isso, minha cara Lídia?- Todos estão comentando. Alguém trouxe a notícia de York.Ele assentiu, levando o copo a boca.- Sim. Pretendo me casar esse ano. Não é certeza. Se eu arrumar uma noiva que preste, me casarei. Se não, esperarei mais um ano.Lídia torceu seu rosto de porcelana, e passou a mão nos cachos loiros, os colocando para trás.- Que pena. – Ela aproximou a boca do ouvido de Charles. – Eu gosto tanto da sua companhia, Vossa Graça.Charles passou as mãos nas costas dela, delicadamente.- A senhorita pode ter sempre que quiser.Lídia bebeu mais um gole de sua bebida.- Acredito que sua esposa não irá apreciar tal ato.Ele aproximou a boca do ouvido dela.- Isso é, se eu arrumar uma esposa.Lídia mordiscou o lábio e sorriu, enquanto Charles pedia aos céus, que ele não encontrasse uma esposa, durante o verão que ele passará em York. [...] Melissa despertou com gritos vindo de sua sala estar. Ela escuto algo que nunca imaginou: Seus pais estavam brigando. Ela não sabia o motivo, mas imaginava que fosse algo terrível. E a julgar pelos gritos de seu pai, era algo relacionado a seus filhos. A menina levantou e desceu as escadas lentamente. Seu pai estava próximo a porta e sua mãe sentada no sofá no centro da sala, chorando.- Ela jogou meu nome na lama! Daniel nunca será um homem honrado e Melissa nunca se casará. Tudo por causa do mal passo, dado por sua filha.- A culpa não é minha. – Sua mãe gritou.- A culpa é toda sua. Era sua responsabilidade educar nossos filhos! Imprestável.O pai ergueu a mão para a mulher, que se ajoelhou, com as mãos unidas e chorando. Melissa nunca presenciara algo como aquilo. O marido a encarou com a raiva, mas abaixou a mão. Suspirou e pegou o chapéu marrom, que estava jogado no canto da sala. Encarou a esposa mais uma vez e saiu. A mãe se jogou no chão, chorando copiosamente. O que estava havendo? Por que seu pai agira daquela maneira? Que mal passo foi dado? Devagar, a menina desceu as escadas e se aproximou da mãe. Tocou lhe o ombro. A mulher ergueu a cabeça assustada. Provavelmente achando que o marido tinha voltado.- Mamãe... – A menina sussurrou, mas foi interrompida pelo choro de sua mãe.- Por que ela fez isso? Eu fiz tudo por ela, e ela nem se importou com meu sofrimento.Melissa franziu o cenho. Do que sua mãe falava?- O que está falando, mamãe? Quem fez o que com você?A mulher levantou, secando as lágrimas e passando a mão no vestido.- Isso não importa. Volte para seu quarto, Melissa.A mãe saiu, indo em direção a cozinha e a deixando sozinha. Melissa sentia um dor no peito, depois de ver a briga entre seus pais. Virou-se um tanto contrariada, e quando lançou seu olhar para uma mesa, viu o Jornal de York sobre ela. Pegou o jornal, e o leu. Releu, sem acreditar no que estava escrito. Agora estava explicado. Anne Meyer decidira virar amante do senhor Campbell. Céus. Sr. Campbell cortejou por muito tempo sua irmã, porém, quando uma bela garota do sul chegou a cidade, bela e rica, ele desfez a corte a sua irmã e casou-se com a moça.Anne ficara desolada. Melissa lembra muito bem, de tê-la consolado no dia do casamento do patife. Melissa deixou-se cair no chão. A irmã não podia ter feito isso. Não podia. Melissa sempre fora aquele tipo de jovem sonhadora. Sonhou em se casar, ter uma família. Ao contrário de Anne, que sempre foi apaixonada pelo Sr. Campbell, Melissa não encontrou seu amor ainda. E, provavelmente não encontrará depois desse escândalo. Melissa amava Anne, era fato, porém depois do mal que ela fez a família, ela nunca a perdoaria. Nunca. Melissa tocou o rosto, e percebeu que estava úmido. Lágrimas. Levantou, como se tivesse sido atacada e tivesse perdido a batalha. Caminhou até a altura janela e observou o amplo jardim se sua família. O último sol da primavera iluminava o campo. O verão estava vindo, e com ele, vinha a chance de Melissa.
Notas finais
Até mais.
Ps: Depois de Verão, teremos Outono, de pois Inverno e por fim Primavera.
Ps: Depois de Verão, teremos Outono, de pois Inverno e por fim Primavera.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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