Notas iniciais
Fiz esse poema quando estava com muita raiva uma vez, já que me expresso com um lápis e um papel, está um pouco mais pesado que os demais, mas não se assustem kkkkkk.

Essa minha inconstância variável

Me atrai, me puxa, me molda.

Essa inconstância material

Me suplica, me mima, me instiga.

Essa vida não fixa

Me afasta, me alastra, me sucumbi.

Lento e cuidadoso sofrimento,

Como um sangue de demônio escorrendo pela minha boca.

Doce alma negra que me invade e preenche,

A união de dois corpos selados

Juntos na mais longínqua parte do limbo,

Exaltando a rudimentar natureza humana.

Como em um grande estopim,

A alma volta a sua integridade.

E cá estou eu,

Cansada, deitada

Extasiada.

Descubro então que meu mal vem de dentro,

De dentro para fora.

Descubro que justo eu,

Sou o meu próprio veneno.