O vazio dentro de mim

Preenchido pela solidão,

Me move do chão,

Me tira do estado inerte

Para me jogar na escuridão.

Um poço escuro de dúvidas,

Incertezas e medos

Que me sucumbi a cada suspiro,

Me enterra viva a cada lágrima,

Me afunda cada vez mais nas profundezas

E me afogo na realidade,

Me entorpeço no vício da alienação.

Monotonia desencadeada pela revolução,

Poeira negra se alastra,

Fumaça propaga no ventre da nação,

Som enebriante, cores contagiantes,

Tudo um poço de loucura,

E o fim é a mesma coisa que o começo,

Simplesmente,

A escuridão.