Oh! Mas ele sente empatia.

Essa maldita empatia!

Ele era tudo o de bom em mim,

que as pessoas e o mundo destruíram.

.

Ele é a dor.

Ele é o desespero.

Ele é a coragem e a covardia.

O medo e a esperança rompida.

.

Ele nunca foi insensível,

diferente do que todos pensavam,

na verdade ele sentia,

sentia até demais.

.

Ele sentia essa maldita empatia!

.

Que o destruía a cada dia.

A cada erro, a cada desapego,

ele se rendia e seu peito corroía,

pela impotência que sentia.

.

De que adiantava sentir?!

De que adiantava viver?!

Ele não sabia.

Ele não entendia.

.

Não queria ser assim,

Mas de dentro a escuridão surgia,

e a cada dia o engolia

naquela eterna agonia.

.

E o que ele queria?

.

Somente as simples alegrias,

do amor que não entendia,

do amor que não tinha,

do amor que não teria.