Notas iniciais
Ooooooooi !!! Eu sei que eu fiz vocês esperarem uma eternidade, mas eu não tive tempo pra escrever... e acho que eu também não vou ter tempo nesses meses que vem, mas se eu achar alguma brecha, eu escrevo!!

Eu estava na praia, ao pôr-do-sol. Sabia que aquilo era um sonho, porquê, primeiramente, eu já havia vivido esse momento (um dos momentos mais felizes da minha vida, por sinal). E segundo, Sam estava lá. Caminhando de mãos dadas comigo. Mesmo que não fôssemos namorados, apenas amigos, adorava quando ele segurava a minha mão. Era grande e quente, e as minhas eram pequenas, ossudas e frias.

Eu olhava para o seu rosto, que tinha traços completamente imperfeitos, mas que me fazia sentir bem. O cabelo castanho cortado (que eu tinha cortado!), para não ficar nos seus olhos enquanto trabalhava, o seu sorriso enorme de quem acaba de ouvir uma piada muitíssimo engraçada e os seus olhos, de uma cor castanha escuro que fazia qualquer um sair de perto. Ele me fazia sentir bem, de querer lutar ao seu lado em qualquer ocasião.

Sabia o que ia acontecer nesse sonho. Sam iria pegar algumas flores no bolso e, em vez de fazer um buquê, faria uma coroa e colocaria em minha cabeça. Claro, eu estaria radiante, e começaria a rir que nem uma doida. Ele seguiria a minha risada e , em pouco tempo, estaríamos em um lugar distante do acampamento. Ele pararia, com nossos pés na água rasa, entregaria a chavezinha, e sussurraria que me amava. E nós nos beijaríamos até que estivesse de noite.

Foi assim como eu pensava, só a última parte que não. Antes de nos beijarmos, olhei mais uma vez para sua cara, pra ver se ele estava mesmo falando a verdade. E então, eu vi. Os seus olhos se tornaram vermelhos e sem expressão, suas pernas viraram chamas e, quando me afastei rapidamente para a água do mar,uma voz, que não era a dele, saiu de sua boca.

Junte-se a mim Veronica. Você será feliz ao meu lado. Ao lado vencedor.

— Não!! – A criatura avançou para cima de mim.

Acordei de sobressalto. Estava no meu chalé, em minha cama, ao lado de Annabeth, o sonho não foi real, Sam não era aquele monstro. Me sentei. Não parecia que alguém tinha acordado. Com Annabeth tendo pesadelos regularmente, os nossos irmãos não tinham mais tanta preocupação em acordar todas as noites com gritos.

Olhei para o guarda-roupa. Não poderia mais ficar enclausurada naquele lugar, que de repente me apareceu muito, extremamente apertado. Me vesti como uma mendiga. Meu moletom rosa berrante da Hello Kitty, minha calça de ginástica preta, e meus chinelos. Fiz um coque, pra não ter que pentear o meu cabelo. Minha imagem pouco importava, já que eram três horas da manhã, então não ia ter ninguém pra me ver. Só as ninfas, mas elas iriam saber que eu ia para a Toca então, iam me deixar para lá.

Mas não fui para a Toca. Na verdade fui para o lugar menos improvável da face da Terra para mim. Fui para o deque do rio. Não me leve a mal. Não tenho nada contra a água. Só não gosto daquela sensação da água gelada subindo pelo meu corpo e me envolvendo. Se você entrar na água, sente frio. Se você sair da água, sente mais frio ainda. Então você tem que ficar na água gelada até criar coragem pra sair, mas até isso acontece, seus lábios já estão roxos e seus dedos enrugados como uvas passas.

Quando cheguei lá, botei os meus pés na água. Claro, estava frio, mas a sensação anulava sentir qualquer outra coisa, já que a minha mente estava ocupada pensando que os meus dedos iam cair. Mas foi bom. Fiquei olhando a lua minguante, até que escutei passos atrás de mim.

— Você não vem muito aqui, não? Na verdade, acho que você está me seguindo. – Edward. O som melodioso da sua voz me fez acordar de um transe, e então me levantei ligeiramente para falar com ele.

— Hmmm, na verdade eu cheguei aqui primeiro... O que foi? Mal nos despedimos e já quer falar comigo de novo? – Ele deu aquele sorriso torto que eu amava e continuou:

— O.K. você me pegou!- Ele levantou os braços em sinal de rendição- Não, não. Na verdade, eu tive um sonho ruim essa noite, e acho aquele chalé muito vazio... Então vim aqui para ficar um pouco com a água.

— Oh! Você também? Quer dizer... O que você viu nesse sonho?

— Nada demais... Eu só estava no escuro, e uma voz falava algo comigo... Não dava pra entender, mas fiquei assustado mesmo assim. – Ele pareceu estar escondendo alguma coisa, mas não quis pressioná-lo.

— Mas.... No meu sonho uma voz também falava comigo. – Contei a ele o meu sonho, menos a parte de Sam é claro. Não queria ninguém sabendo daquele momento precioso. Ele estava ouvindo com atenção, e no final, balançou um pouco a cabeça e disse:

— Não sei o que isso significa. Francamente, acho que nada faz mais sentido agora... Olhe, não conte para ninguém, mas ontem ouvi Quíron falando algo sobre uma missão... Uma missão secreta. O que você acha?

— Edward, missões só acontecem quando algo grande está por vir. A última foi de Thalia, Annabeth e Luke. A penúltima foi de... – A minha voz falhou por um instante, mas me obriguei a continuar. – Geralmente missões acontecem com um grande período de tempo, mas essas... Com apenas poucos meses... Não sei o que esperar...

— Nem eu... Mas vamos ficar de olho, não é mesmo? Eu você, e a Hello Kitty.

— Mas olha quem fala!! Você está de pijamas! – Agora eu comecei a olhar como ele estava. De pijamas, com o cabelo louro cacheado desarrumado, com grandes olheiras debaixo dos olhos verde mar na pele branca marfim (como a minha!), com os seus músculos do peito e dos braços ressaltados na camiseta branca de carrinhos sem mangas.

Ficamos conversando até de manhã, quando fomos nos vestir adequadamente para as nossas atividades. Eu, fiquei com esse pensamento o dia todo:

Ele me fazia lembrar Sam. Não por serem iguais, mas por serem tão opostos um do outro, e eu consigo adorá-los mesmo assim.

Notas finais
Então... Deixem comentários! Pra falar o que vocês acharam e dar ideias também!! Seria muito legal!!

P.S: eu não tenho um pingo de criatividade pra fazer nomes de capítulos, entããão não me culpem se eles forem ridículos.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.