Veronica
2 Captura Da Bandeira
Notas iniciais
Acordei com o som de uma corneta soando ao longe.
Estava de noite. Que horas eram? Eu tinha mesmo dormido todo esse tempo? Não importa. O sr D. deve estar furioso. Hoje é sexta? Ah, não. Hoje é dia de Captura da Bandeira, um jogo semanal para os campistas treinarem com um grande grupo de pessoas em busca da bandeira da equipe adversária.
Corri para o refeitório. Eles não estavam mais lá. Ah! Fui para o anfiteatro. Lá estavam eles! Quando cheguei, Quíron parou de falar por um instante e deu uma olhada para o meu rosto. Eu estava tão feia assim? Ah, é, eu dormi o dia inteiro, e minha cara deve estar apavorante.
- Ronnie, por onde andou esse tempo todo? — Reconheci a pequena voz de imediato.
- Eu estava na floresta, Annabeth. Peguei no sono e dormi o dia inteiro. – Falei com a voz mais gentil possível. Não adiantava mentir para ela. Ela sempre sabia quando eu estava mentindo.
Quíron terminou de falar e todos ficaram a postos. Eu, como a melhor espadachim de todo o acampamento, fiquei na linha de frente. Mas, o meu plano não era ir por baixo. E sim por cima.
O jogo começou e rapidamente, me transformei em coruja. Levou algum tempo para que eu avistasse a bandeira inimiga, mas eu consegui. Então, parei alguns quilômetros antes para avaliar o local.
Só tinha um guarda vigiando a bandeira. E provavelmente era um dos novatos. Não tinha técnica. Não tinha resistência.
Avancei. Parei atrás de um tronco caído poucos metros da bandeira. Que otário. Eu tinha que admitir que eu estava bem visível e fiz bastante barulho na caminhada. Então, subitamente o guarda começou a andar em direção das árvores.
Por isso ele era um novato. Regra n° 1 do Captura da Bandeira: Nunca saia de seu posto. Pode prejudicar a equipe inteira. Então fiz o que qualquer um teria feito. Corri para pegar a bandeira.
Estava a alguns passos dela, então o guarda surgiu correndo com a espada em punhos. Não foi isso que me assustou, porque eu luto desde que eu cheguei aqui. O que me assustou foi os olhos. Os olhos dele eram verdes como o oceano, e pareciam penetrar dentro da sua alma. Diferente dos meus que são quase pretos e não entram na alma nem de um cachorro.
Recuei alguns passos e esse foi o meu maior erro. Não vi que tinha um lago atrás de mim, e caí. Essa não foi a maior parte. Sempre nadei em todos os lagos do acampamento. O problema é que nesse jogo, o sr. D, Dionísio, chefe irritante do acampamento , sempre liberava alguns monstrinhos na água para dificultar a passagem. E quando eu caí, quis voltar para a superfície e alguma coisa me puxava para baixo. Então desmaiei.
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