Veronaville Akkipuden

5 O Nascer Da Rebelião


Notas iniciais
Bom me perguntaram sobre o Dan e eu vou responder... (Não esqueça de comentar, eu vou responder sempre) E obrigado pelo carinho

“Eu sinto falta da mamãe, ela vai demorar para voltar?” –Joanna me olhava enquanto eu a colocava para dormir

– Tudo bem, tá tudo bem. Você vai ficar...bem. Desculpa não sou muito bom com as palavras

– Você é engraçado, Tio Harry

– Eu volto depois – Me levantei, mas logo sinto suas mãozinhas em minha mão – O que foi?

– Eu estou com medo

– Tá tudo bem. O tio William vai cuidar de você também.

– Quando eu estava com medo, a mamãe cantava uma música para mim, você pode cantar para eu dormir?

– Ér...eu não tenho uma voz muito boa – comecei a coçar a minha cabeça

– Tudo bem, eu te ensino

Mesmo que um dia você seja obrigado a desistir,

Mesmo que nessa noite eu precise partir

Nunca se esqueça do dia em que viu, em que viu

Aquele lindo céu azul.

Sou um pássaro em chamas,

Minhas chamas queimam em prol da esperança

Vejo o mundo com o olhar de uma criança

Minhas chamas queimam em prol dessa aliança

Vivo em minha gaiola, estou prestes a despertar

E logo com os meus companheiros, eu irei começar a voar

Nossa chama alimenta a esperança,

A esperança alimenta a nossa aliança

Mesmo que um dia você seja obrigado a desistir,

Mesmo que nessa noite eu precise partir

Nunca se esqueça do dia em que viu, em que viu

Aquele lindo céu azul.” – Ela então abriu os olhos após uma lágrima cair de seus olhos

– Não chora, vai ficar tudo bem, onde conheceu essa canção?

– Todos no vilarejo a cantavam, em um coro – Bocejou

– Muito bem amanhã a gente conversa e... – Fui interrompido

– Está na hora Harry – Miguel apareceu na porta

– Tudo bem – Dei um beijo na testa dela – Eu voltarei em breve

– Acha que Edward está seguro aqui?

– Estamos partindo em uma missão, Miguel. Nem mesmo Dan seria louco de tocar em Edward sabendo que eu não estarei no distrito

Colocamos uma capa preta e seguimos em direção a um vilarejo de Akkipuden, Miguel tinha dito que havia sinal de rebeldes e Dan me enviou em uma missão de destruir outro vilarejo, só que ele fica muito longe, durante esse tempo nós iriamos investigar, sei que é arriscado demais, mas é uma promessa, eu não deixarei que esse desgraçado saia rindo no final das contas. Estávamos enfrentando uma grande tempestade de neve, o vento parecia rugir enquanto chocava com nossos corpos, e então um barulho parecido com um trovão, pode ser ouvido, eu olhei para Miguel e ele esboçava um olhar confuso exatamente como o meu e então uma pedra enorme caiu na nossa frente e com o impacto eu e Miguel fomos jogados no chão, caramba aquilo era realmente apavorante e então quando eu pensei que o pior havia passado, eu pude olhar para cima e ver uma avalanche vindo em nossa direção. Uma avalanche, nas bordas do distrito, não isso não pode acontecer a não ser que isso seja...uma armadilha, a defesa do distrito é apenas uma espécie de campo minado, eu não havia tempo para pensar nisso mais olhando para Miguel enquanto o mesmo arrumava seu óculos em seu rosto, dava para perceber que ele também entendeu, agora tudo fazia mais sentido, o distrito durante a noite possui milhões de armadilhas, é exatamente por isso que Dan se sente seguro o Distrito é uma base militar disfarçada a qualquer momento, ela pode se transformar em uma arma para guerrear, fora que a grande cúpula impede o uso de chakra por aqui, a frequência do jutsu necessita ser muito baixa, para ele ser feito. Eu respirei fundo e comecei a correr com Miguel, mas aquela avalanche atrás de mim ia ganhando volume, e volume, aos poucos ela ia se aproximando apenas com uma intenção: Me engolir. Miguel não era tão bom quanto a esforço físico, logo chegaria em seu limite e eu não iria conseguir voltar para salva-lo e eu precisava dele. Estávamos correndo e a droga da avalanche só ficava maior e maior, Miguel tropeçou e então começou a rolar morro abaixo e então nós finalmente chegamos no chão, mas o pesadelo estava longe de acabar, ao tocar a parte plana a avalanche se tornou uma tsunami, e então tivemos que continuar correndo, enquanto aquela aberração avançava em minha direção. Meu corpo já estava no limite, droga eu não tinha mais nada a fazer a não ser correr, mas eu não consigo mais correr, meus passos foram ficando lentos e a avalanche cada vez mais chegava mais perto e perto, eu sentia algo vindo em meu colarinho, eu precisava apertar o passo, mais um errinho e eu estaria morto. Logo pude avistar uma casa e então pulei pela janela de vidro me cortando e Miguel fez a mesma coisa e então nós sentimos uma tremenda porrada na casa, a onda parou? Foi a pergunta que ecoou nas nossas mentes nesse momento

Nós olhamos para dentro e a casa parecia estar abandonada, uma casa do distrito abandonada? Meus pensamentos foram interrompidos pela imensa dor que aparecia enquanto o meu corpo estava esfriando, eu não tinha força para me levantar apenas sentar e ficar encostado na parede enquanto meu corpo apenas implorava por ar, eu respirava, respirava e respirava e mesmo assim não era o suficiente para me acalmar, era uma casa feita de blocos, com lâmpadas fosforescentes, fomos explorar a casa e então nós vimos que havia 4 cômodos, 1 quarto com paredes de bloco e chão de concreto, seguindo os aspectos dos outros cômodos dessa casa havia 3 beliches, umas mesas empoeiradas, um abajur rosa choque que realmente gritava nessa explosão de cinza e um armário com 2 gavetas quebradas. E então abri a porta a porta do banheiro e ai pude me deparar com um vaso sanitário branco com uma tampa amarela, meio quebrada, havia um chuveiro grande cinza, mas não havia uma espécie de box, eu ainda pensei “Deve ser uma loucura para arrumar isso depois de tomar banho” E logo me deparo com vários ralos pelo chão e uma pia verde claro rachada. Fui em direção ao outro cômodo, havia uma mini geladeira em um balcão de concreto, a geladeira era vermelha e novamente gritava com aquela decoração cinza, havia outra pia e vários e vários armários feitos também de concreto e fechados por uma cortina, abri a cortina e logo me deparei com coisas enlatadas, garrafas de água e então eu me lembrei de quando estava vindo para o distrito e passei pela vila de Hentrick, as pessoas lá morrendo de fome e aqui a comida está sendo desperdiçada isso realmente alimentou o meu ódio por esse distrito maldito e então fomos para sala que havia um sofá feito de pedra, madeira e algumas almofadas, também haviam aquelas cadeiras de abrir pois o sofá só dava para três pessoas e já ficando apertado, a tv possuía interruptor , após vasculhar a casa pude ter certeza de que era um abrigo para os soldados de Deus e então o silencio que antes só era quebrado por meus passos no abrigo dessa vez foi quebrado pela voz de Miguel.

“Estamos presos aqui?” – Retirando o óculos de seu rosto

– Provavelmente – Olhei para a neve que entrou no buraco por onde nós entramos – Talvez pela manhã, consigamos fazer algo

– Será que o abrigo vai aguentar tanta neve?

– Acho que para isso que foi feito, afinal, tem uma armadilha colocada por Dan aqui!

– Acha que ele desconfia de você?

– Provavelmente, mas enquanto ele tiver o Edward nada eu poderei fazer

– Você ainda pretende fugir para algum lugar?

– Sim, nós precisamos fugir. O Ethan...eu sinto falta dele. Talvez se ele estivesse aqui, as coisas seriam diferentes...

– Eu não acredito muito nisso

– Por que? – Peguei uma lata de pêssegos

– Você estaria acomodado a viver nesse inferno, e as coisas seriam diferentes. Você iria se corromper pois Dan ameaçaria a sua família, com ele não estando aqui, você está tendo o espirito de lutar e isso vai te ajudar a viver e a reencontra-lo.

Com a chegada do sol, foi possível abrir a porta deixar a neve entrar e após meio que mergulhar nessa neve eu e Miguel já estávamos do lado de fora. Sem perder mais tempos e com as mochilas abastecidas, nós seguimos e fomos em direção ao vilarejo que após uma noite inteira de pesquisas de Miguel, o nome do Vilarejo era “Oel” e era para lá que nós estávamos indo, não tinha outro jeito, nós precisávamos ir para lá e imediatamente, talvez nós encontrássemos por lá Lauro Britz. Eu já estava ficando impaciente, nós andávamos, andávamos e nunca chegávamos no destino e então nós vimos um caminhão escrito “Distrito”. Soldados armados saíram e começaram a fuzilar tudo que encontravam, eu comecei a tremer e então Miguel colocou a mão no meu ombro e disse:

“Está na hora de fazemos a coisa certa”

A Coisa certa da qual Miguel estava falando era simples...

Ele queria enfrentar o distrito, sim eu também queria, mas não podíamos ser reconhecidos e então nós colocamos o capuz e começamos a correr indo em direção a praça, nós íamos enfrentar armas de fogo e tudo o que eu tinha era uma pistola e espada, Miguel, possuía facas e kunais personalizadas pelo mesmo, mas não podíamos deixar o distrito acabar com tudo e então nós fomos em direção a praça, peguei a pistola de meu bolso e comecei a revidar nos soldados que quando viram alguém de capa preta atirando, eles não perderam tempo e revidaram, eu me escondi atrás de uma casa e mesmo assim dava para ver as balas atravessando a casa eu comecei a engatinhar e então entrei debaixo da casa e eles continuavam atirando e eu percebi que eles estavam se aproximando da minha antiga localização a neve fofa havia guardado os meus rastros, em breve eles me encontrariam aqui, eu peguei a minha pistola e atirei nas pernas dele e quando eles se abaixaram de dor, eu disparava outro tiro em direção a cabeça dessa vez e então eu saí de lá e me escondi atrás da casa e continuei atirando e vendo que eles tinham ajuda, os moradores da vila começaram a revidar com pedras, galhos, facas tudo o que eles tinham na mão era o suficiente para ajudar, eles também estavam cansados dessas injustiças. Miguel estava ajoelhado chorando, talvez sua maturidade ainda não esteja nesse ponto. Dois canhões se aproximavam e nós não tínhamos como enfrenta-lo não da, eu terei que agir de algum jeito, peguei minha arma e atirei no homem que estava se aproximando de mim, com certeza naquele momento não era hora para pensar, infelizmente eu acabei tentando fazer uma estratégia e fui atingido por uma pedrada, e logo quando me virei para ver, eu não podia crer. Não desse jeito eu suei frio e então, senti algo quente descendo por meu rosto, era o meu sangue, enquanto eu olhava para aqueles pés, eu não podia acreditar, não, não eu tentava me levantar e então eu levei um chute, infelizmente eu tinha perdido o controle sobre mim mesmo, aquele corpo que se aproximava do meu, não podia ser, e então eu tive forças para levantar e dizer:

“V-você devia estar morto – Comecei a tossir, aquela pancada realmente havia mexido comigo

– Você queria que eu estivesse morto...Harry-Kun!

Eu então levantei a minha cabeça para ter uma visão melhor e pude ver uma capa azul com um símbolo vermelho do qual eu nunca havia visto antes...sim agora eu tinha certeza era ele, ele realmente estava vivo e na minha frente e então eu me ajoelhei e respondi a sua pergunta:

“Na verdade, depois do nosso último encontro eu realmente queria que você estivesse morto...Caíque!”

– Agora não é hora para lembrar os nossos velhos momentos, Harry-kun!

– O que você está fazendo aqui? Como sobreviveu?

– Não é hora para isso, não serei seu aliado, ainda quero te derrotar, mas nós temos um inimigo em comum agora, então nesse momento, apenas coopere comigo –Estende a mão!

– Não há como fazer isso que você está querendo fazer – Então Caíque transborda em chakra – Eu odeio dizer isso mas me empreste o seu poder dessa vez, Harry mas somente dessa vez, depois eu tentarei te matar novamente, mas não agora

– Tudo bem, eu também tentarei te matar depois disso fique em alerta – Aperta a mão de Caíque – FUSÃO!

Dois rivais no campo de batalha se unem contra o distrito, a fusão de Harry e Caíque!

Notas finais
Bom o Dan me surpreendeu demais, acho que é o personagem que mais me surpreendeu na história, eu não tinha muitos planos com ele, mas ele realmente dominou o mundo. Tadeu sempre foi o meu foco, pois Tadeu é vingativo, tem muito ódio, deseja poder, é ganancioso. O Dan iria mostrar suas garras naquele evento, isso sempre fez parte dos meus planos, então na luta de Dan e Orlando, eu pensei em empate e várias outras coisas, mas eu vi que Dan era um vilão implacável, ele ficou tanto tempo na sombra, ele havia um plano perfeito e ele não podia ser frustrado por ninjas que antes viviam naquela realidade e então Dan assumiu o poder. Eu ainda não tive a oportunidade de mostrar a essência de Dan, ele é muito comparado com o Presidente Snow (De Jogos Vorazes) Orochimaru ( De Naruto) e também outros personagens por ai. Eu usei o intuito da arena na primeira parte me inspirando em jogos vorazes sim, mas eu precisava da ideia de arena para que a ideia fosse colocada na cabeça de vocês, Dan é único, muitos já o amam e muitos já o odeiam, mas vocês não viram nada de que o Dan é capaz, e por mais bobo que isso seja, essa noite fiquei pensando e me emocionei com o final, isso mesmo eu cheguei a chorar com o final que imaginei para a história, muito obrigado pelo carinho a cada capitulo eu juro melhorar, Obrigado pelo carinho. (E sim as pequenas músicas são de minha própria autoria, excluindo os trechos de Safe & Sound) Vou criar redes sociais, tudo para ver os meus leitores e eu preciso mesmo do comentário de vocês. Eu prometo que a qualidade da história estará sempre subindo e subindo. Muito obrigado!