Notas iniciais
Antes de editar as notas do capítulo (21/04/2015), eu li o que havia escrito: "provavelmente será finalizada esta semana". Acho que nunca ri tanto na minha vida apfdamsçkg Isso foi maldoso... é sério, eu realmente não sabia o que escrever. Não vou ficar pedindo desculpas pela falta de atualização e tudo mais, não teria sentido, eu simplesmente não consegui escrever após este capítulo. Bem, de qualquer forma, espero que aproveitem. ♥

A brisa soprava levemente as folhas do outono, que insistiam em pousar nos telhados das casas e nas calçadas solitárias. Agradando uns e irritando outros.

— Eu não quero sair! — A pequenina esperneava para seu pai.

— Meiko, és a única menina que não gosta de sair pra brincar com suas colegas. — Este tentava a convencer.

— Eu sempre saio para brincar, quero ficar em casa hoje!

A pequena fazia birra com a persistência de sempre, seu pai não gostaria nem de imaginar como dará trabalho quando estiver maior. Os olhos castanhos se mostravam assustadores e delicados quando estava com raiva, se é que era possível juntar ambas as características. Os cabelos curtos e de mesma cor dos olhos eram muito bonitos, a faziam parecer uma pessoa gentil e até mesmo cuidadosa — O que não aparentava ser, no início da relação com outras pessoas.

— Está bem... — O homem suspirou — Você ganhou! Mas, então, o que quer fazer?

A garota estreitou o olhar como quem diz: “O que diabos você está pensando?”.

— Vou brincar sozinha, papai. Posso ir para o jardim?

O homem apenas assentiu e a morena correu para fora. Olhou para sua vizinhança, nada de anormal ou diferente, há não ser as grandes caixas de papelão no jardim vizinho, mas isso pouco lhe importava. Dirigiu-se ao pequeno depósito nos fundos do jardim e pegou sua bola de praia, dizia ela que a de praia era mais agradável para se brincar.

Passara um bom tempo brincando com a bola colorida, as caixas ao lado chamavam sua atenção a fazendo dar longas pausas para imaginar o que haveria ali dentro. Quase quis ir lá e abri-las, mas achou que não seria correto. Em um momento chutou a bola com muita força e ela foi parar no quintal vizinho, ficou parada olhando a bola no outro quintal — Sua atual tentação — enquanto decidia se deveria pegar.

“Ah, mas é claro que vou pegar! Essas pessoas não poderiam se importar nem que tivesse batido em algo, afinal, seria apenas um acidente!”

Assim, foi passar por cima do pequeno muro que separava as casas, era uma coisa simples, essas “coisas de meninos”, como diziam os outros, para ela eram muito legais, a ponto de ser mais atlética do que muitos garotos por aí. Quando já estava na metade do caminho foi interrompida, um garoto que aparentava ter sua idade veio correndo com uma bola de futebol dos fundos da casa. Este tinha cabelos azuis marinhos e olhos de mesma cor.

— Hey! Oi! — O garoto disse ao ver a morena.

— Oi. — Respondeu friamente, o que desanimou um pouco o menino.

— Quem é você? Meu nome é Kaito, eu tenho oito anos! Eu acabei de me mudar pra cá! Vê aquelas caixas? Estão cheias de coisas daqui de casa.

— Eu sou Meiko, sua vizinha. Também tenho oito anos! Ah... Legal, essas caixas. — Fingiu não ligar muito para as caixas, embora realmente estivesse curiosa sobre elas.

— Ah! — Kaito pareceu perceber a bola desconhecida em seu quintal e a pegou, largando sua bola de futebol. — É sua bola? Aqui, tome!

Ele a entregou seu brinquedo, com um sorriso, e foi brincar. Meiko também se distanciou, fora brincar sozinha como o vizinho havia feito, por vezes olhava-o pensando se poderia chamá-lo para brincar, depois desistiu de ficar na expectativa e resolveu o chamar.

— Ei você! — Chamou ao se aproximar do muro, fingia não lembrar seu nome para não parecer muito gentil — Hum... Kaito... Está brincando sozinho?

— Sim... — Ele não se aproximou, o que irritou a menina.

— Sem ninguém?

— Umhum.

— Absolutamente solitário?

— Isso mesmo.

— Quer brincar comigo? — Já estava se irritando, fez o possível para parecer gentil.

— Yap! Sim! — Ele disse, já sorrindo novamente, o que fez Meiko pensar se ele tinha algum tipo de bipolaridade. — Eu vou para aí ou você vem pra cá?

— Eu... Posso ir para aí?

— Claro!

A menina se alegrou e pulou o muro, mandando sua bola antes dela. Conversavam enquanto brincavam e se conheceram melhor, logo se tornaram amigos, a voz doce de Kaito facilmente acalmava a cabeça quente de Meiko, assim, eles se entendiam muito bem. A noite chegou e ambos foram para casa com as mesmas frases na ponta da língua.

— Mãe, fiz uma nova amiga! Ela é muito legal, mas um pouco esquentadinha. — Ele riu.

— Oi, Papai. Brinquei com o vizinho novo hoje. Acho que somos amigos agora...

O pai de Meiko ficou feliz, era difícil ver a filha tão feliz ou arranjando amigos tão rapidamente. Os pais de Kaito gostaram do fato de ele já arranjar amigos, pretendiam conhecer os vizinhos o mais rápido possível.

Notas finais
Até hoje eu gosto muito deste capítulo, não é algo que eu leio e sinto vergonha ou decepcionada comigo mesma, eu o acho bom (muito raro eu dizer isso). Então, eu estou dependendo de vocês para apontarem meus erros, haha... sério, amo muito vocês que me ajudam! ♥ Obrigada por lerem. ♥
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.