Vermelho e Branco

3 Capítulo 2 - A vida na prisão


Notas iniciais
Olá, fazem 3 meses q não postamos nada mais aqui está mais um capítulo dessa intrigante história. - ROPED

Já era de manhã e Zé não havia conseguido dormir, ficou toda a madrugada pensando no que iria fazer. Estava decidido, iria abandonar seu orgulho e alegar que era culpado, mesmo não tendo essa certeza. Seu advogado chegou, era hora. Foi levado até a viatura e de lá até o tribunal, onde foi escoltado até seu lugar, de onde assistiria ao próprio julgamento. Seguindo o planejado, Zé assumiu seu crime e foi sentenciado a 13 anos de prisão. Foi algemado, levado de volta para a viatura e dali foi para a prisão.

Chegando lá deixou seus pertences e suas roupas com um policial na recepção e recebeu a típica roupa laranja de prisioneiro. Tiraram fotos suas e logo foi escoltado até sua cela. Foi aí, passando por todas as portas de celas, que sua ficha caiu e percebeu onde realmente estava. Não conseguia ouvir nada além dos gritos dos prisioneiros, que ecoavam nas paredes do corredor. Ouvia coisas como “olha a carne nova” e “chegou o novato”, temia pelo que viria pela frente.

Chegou em sua cela assustado, seus companheiros de cela estavam dormindo, havia lido a ficha deles, o que não o empolgava para conhecê-los. Pelas grades da janela viu a lua no céu, o que o lembrou dos dias em que sua mãe, Ota, cantava fly me to the moon para ajudá-lo a dormir, lembrança que inicialmente gerou uma tristeza, já que desde aquela noite, quando foi levado para a delegacia, não via sua mãe. Porém, ao pensar do ponto de vista dela, que viu seu filho tornar-se um assassino ao matar o próprio pai, percebeu quão traumático foi, para ela, aquele momento. Aos poucos, esquecia a tristeza e acalmava seus nervos e, assim como na sua infância, a música o ajudou a dormir.

Quando acordou no dia seguinte, Rafael já estava acordado. Lavou o rosto e, enquanto o fazia, Carlos e Rita se levantaram de suas camas. Olhava seu reflexo na água, pensava no que tinha feito para estar naquela situação infernal. Segundo a ficha deles, Rafael era um traficante de whey, bodybuilder e boçal. Rita foi preso por comprar um cd pirata, ele queima cd por diversão e sempre foi zoado por seu nome. Carlos era da barra pesada, foi preso na ditadura, dependente químico, pedófilo e integrante do PCC.

Sabia que não tinha uma boa companhia. Ninguém olhou para ele, era como se não estivesse lá presente, Zé estava sentindo uma mistura de emoções, uma agonia dentro de si. Estava com saudades daquele odor de café todas as manhãs quando acordava, saudades de sua mãe, seu pai e principalmente Carlão seu grande amor. Percebendo a amargura de Zé, Rafael sentiu uma oportunidade para agir como o opressor que era. Se aproximou de Gui, segurou-o pelos cabelos e o forçou a virar a cabeça, olhando-o nos olhos apenas para dizer:

—AÊ SEU FRANGO!!!! VOCÊ FAZ O QUE, GINÁSTICA?!?

—Cara, não fiz nada, eu fico na minha você na tua — disse Zé, empurrando levemente o abdômen trincado de Rafael — Além disso, você é só mais um praticante de bullying, e se você continuar com essa porra, eu não vou ficar calado.

—CÊ TÁ ME AMEAÇÃNO, VACILÃO?!?!

—Calma, vamos deixar isso pra lá.

Tendo dito isso, Zé foi para um dos cantos da cela, seguido pelos olhares repressores dos outros detentos. Se sentou no chão, cabisbaixo, tentando ao máximo evitar qualquer incidente que levasse a um acréscimo no seu tempo encarcerado. O resto do dia decorreu sem nenhum tipo de eventualidade. Composto de refeições, tempo ao ar livre e, descrito de maneira atenuante, um longo período para pensar, esse dia seria comum, se não fossem os olhares contínuos de seus companheiros de cela. Zé Guilherme dormia calmamente. Apesar de sua situação, aquele dia mentalmente exigente o esgotou, levando-o ao desgaste e consequente sono.

Foi tudo muito rápido, Zé foi acordado por um lençol sendo enrolado em seu pescoço, este estava sendo portado por Rita, ela o olhava sem ódio, puxando a forca improvisada e estrangulando o homem. Sentando em seu beliche, Rafael se divertia assistindo à cena sinistra. Mandara Rita realizar o trabalho que julgava fácil demais para alguém tão grandioso, ou isso era o que o boçal pensava.

Notas finais
OI esperamos que tenha gostado até a próxima xD - Roped
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.