Vermelho-dourado

1 Capítulo único


Notas iniciais
FELIZ ANIVERSÁRIO, SHIZU-CHAN!!! o/ Uhuhhhh...
É isso aí, galerinha, especial de aniversário pro Shizu-chan fresquinho pra vocês! >.o A fic, como a imagem sugere, se passa na época em que eles estudavam em Raira , e já adianto que eles ficaram um pouquinho ooc, nada absurdo - espero eu.
Bom, é isso. Divirtam-se!!!! >.o Leiam as notas finais, ok!!!

Shizuo nunca gostou de vermelho.

Não tinha um motivo específico pra isso, simplesmente não gostava. Achava aquela cor irritante. Extremamente irritante. Chamativa demais para o seu gosto. Provocativa. Sabia que era ridículo ter implicância com aquela cor, afinal, ela não havia lhe feito nada; mas de qualquer forma, não havia motivos para se preocupar com algo assim, até por que, uma mera cor não teria a menor importância em sua vida. Certo?

Errado.

Não gostou daquele garoto desde a primeira vez que o viu. Ele era irritante. Extremamente irritante. Primeiramente associou isso ao fato de ele sempre estar de vermelho, mesmo o uniforme do colégio sendo nas cores azul e branco. Não importava de qualquer forma, só precisava ignorá-lo e tudo ficaria bem. Certo?

Errado novamente.

Era difícil ignorar alguém cujas íris, irritantemente vermelhas, o seguiam para qualquer canto que fosse naquele colégio. Era irritante! Sentia-se profundamente incomodado com aquilo e, por vezes já tivera o ímpeto de caçá-lo, socá-lo e só então perguntar que raios de problemas ele tinha com a sua pessoa. Mas embora soubesse que era observado e por quem, não fazia ideia de onde, e isso, definitivamente, era o que mais o enraivecia. Nessas horas o que o acalmava era descontar suas frustrações através dos punhos, e pobre do infeliz que resolvesse se meter com ele nesses momentos, já havia acabado com gangues inteiras que haviam aparecido para desafiá-lo, uma vez até duas, ambas juntaram-se contra ele à procura de vingança, acabou com todos, claro, e logo em seguida ele aparecera.

Fora a primeira vez que ambos ficaram frente a frente.

Sua voz era irritante, seu sorriso era irritante, a cor da camiseta que usava era irritante... Mas o pior de tudo eram os olhos, aqueles intensos e maliciosos olhos naquele irritante tom de vermelho. Se antes de conhecê-lo já o achava irritante, agora o achava detestável. Tão detestável quanto a cor que sempre usava, talvez até mais. Mas Shizuo tinha que admitir que aquele detestável garoto combinava perfeitamente com aquela irritante cor, então, por que não cobri-lo com ela? Seria maravilhoso cobri-lo de vermelho, cobri-lo com o vermelho de seu próprio sangue. Contudo, a tarefa mostrou-se bem mais difícil do que esperava.

Izaya era esquivo, rápido e esperto demais para o seu gosto, era extremamente difícil acertá-lo, e o pior de tudo era ser acertado em retorno; o maldito e detestável garoto possuía um canivete e era incrivelmente hábil com a lâmina. Foi a primeira vez que Shizuo bateu e apanhou na mesma medida.

As lutas entre os dois se tornaram quase diárias, praticamente se tornando parte de sua grade de horários no colégio: aula de língua japonesa, biologia, intervalo para o almoço, correr atrás de Izaya... Tê-los correndo pelas dependências do colégio passou a ser tão comum que até os professores haviam desistido de tentar pará-los, passando a só tomarem as devidas providências quando eles passavam – ainda mais – dos limites e destruíam alguma parte da escola. Como naquele dia por exemplo, cerca de três meses depois da primeira luta que tiveram. Ambos pareciam mais empolgados que o normal e como consequência, duas salas, uma do primeiro e outra do segundo andar, uma parte do refeitório e outra do pátio que jamais havia voltado a ser o mesmo desde a primeira luta dos dois, sofreram muitos danos durante essa nova briga.

Os pais de ambos foram chamados, não pela primeira vez e com certeza também não pela última. Também tiveram as devidas ocorrências anotadas em suas fichas, além, é claro, de terem ficado por mais de uma hora ouvindo os sermões do diretor, terem ganhado três dias de suspensão à partir do dia seguinte, e ainda tiveram que ficar o resto daquele dia cumprindo detenção. Shizuo teve que arrumar e limpar todo o ginásio, o vestiário e a área da piscina, e Izaya, teve que limpar e arrumar todo o terceiro andar, que inclusive comportava a biblioteca e o laboratório de química.

Quando o loiro finalmente concluiu seu castigo faltavam poucos minutos para anoitecer, o colégio já se encontrava vazio, provavelmente só havia ele o vigia ali nas dependências. Shizuo estava moído de cansaço, podia até ter uma força física vem maior do que de qualquer outra pessoa que já tivera notícia, mas isso não o deixava isento de qualquer fadiga, muito pelo contrário. As quase duas horas que passara perseguindo Izaya e destruindo uma parte do colégio no processo, por si só já foram bastante cansativas, e isso somado ao castigo que recebera e levara a tarde toda para concluir, deixaram-no exausto. Poderia simplesmente pegar suas coisas em seu armário e ir embora, mas suas roupas estavam tão imundas, e ele próprio também, que se viu na obrigação de tomar um bom banho e trocar de roupa.

O banho em si foi rápido, mas o loiro demorou alguns minutos a mais dentro do box puxando a água com um rodo, para que ele ficasse seco e impecável como todo o resto do vestiário que havia sido particularmente trabalhoso de limpar. Se enxugou um pouco com a toalha, apenas o suficiente para não molhar o chão no percurso do box até a área dos armários onde guardavam os uniformes esportivos; porém, sua tentativa de manter o chão seco acabou sendo frustrada ao estancar no início do pequeno corredor, deixando que várias gotas caíssem no chão formando pequenas poças. Sua primeira reação foi a surpresa, não esperava encontrar alguém ali, menos ainda ele. Não estava a fim de brigar, estava exausto demais pra isso. Estava prestes a verbalizar isso quando notou algo esquisito naquela situação: Izaya não havia dito nada, nenhuma provocação, ofensa ou qualquer coisa do tipo, e ainda por cima o olhava de forma estranha e com a boca ligeiramente entreaberta.

Longos segundos se passaram sem qualquer outra reação de ambos, até que Izaya piscou rapidamente por algumas vezes, como se acordasse para a realidade e finalmente se desse conta da situação em que se encontravam; e sua próxima reação deixou Shizuo um tanto perplexo e bastante confuso. Os olhos castanho-avermelhados do moreno haviam se arregalado um pouco e suas bochechas haviam adquirido um inusitado tom de vermelho, mas o que mais surpreendeu o loiro, definitivamente, foi o moreno ter recuperado o casaco recém-tirado, provavelmente com o intuito de tomar um banho, e ter deixado rapidamente o vestiário. Por algum motivo, talvez pela estranheza da situação, aquela nuance de vermelho não o irritou, mas, por outro lado, o deixou confuso e um tanto quanto frustrado por não conseguir entender o que havia acontecido.

Por mais que não fosse o seu forte, acabou por conjecturar inúmeras hipóteses que explicariam aquele episódio, e a mais plausível em que pensou foi que o moreno estava tão cansado quanto ele e para não arranjar mais encrenca para ambos, optou por ir embora ao invés de simplesmente arranjar briga como sempre fazia. Isso explicaria o fato de ele ter ido embora sem provocá-lo ou ofendê-lo uma vez sequer, contudo, não explicava aquele olhar estranho e monos ainda o tom vermelho que coloriu suas bochechas logo em seguida. Não conseguiu chegar a nenhuma explicação que fizesse sentido, mas de qualquer forma, o que quer que fosse não era do seu interesse, nada que envolvesse Izaya Orihara era do seu interesse e jamais seria. Certo?

Tsk... Shizuo já estava ficando seriamente irritado consigo mesmo por sempre errar à respeito do que lhe afetaria ou não. Mas por ora, decidiu ignorar isso.

O loiro só foi descobrir o porquê daquela vermelhidão nas bochechas de Izaya cerca de um mês depois, quando não só as bochechas mas também todo o rosto, adquiriram um intenso tom rubro quando o Heiwajima o encurralou num dos corredores e o arrastou – literalmente – para uma das salas em desuso no terceiro andar, depois de passar as duas semanas anteriores ‘perseguindo’ Izaya. Os dois ficaram trancados – sim, trancados, o loiro havia passado a chave na porta e a guardado no pequeno bolso da camisa de seu uniforme, além de se posicionar bem em frente a janela, bloqueando qualquer rota de fuga do moreno – por um bom tempo, praticamente toda a tarde, um se recusando a falar e o outro se recusando a sair dali antes de ter sua resposta. Discutiram bastante por conta daquele impasse, até que um deles perdeu a paciência. Surpreendentemente, não foi Shizuo.

- Por que eu gosto de você, seu retardado! Deu pra entender, ou quer que eu desenhe?! Não... Vou fazer bem melhor que isso!

Foram essas as palavras de Izaya antes de, num impulso, se postar em frente ao loiro e segurar seu rosto com as mãos, trazendo-o para mais perto e juntando seus lábios de forma brusca, sôfrega e desesperada, quase violenta.

- Entendeu agora? Ou o seu cérebro de protozoário não é capaz de compreender nem isso? – disse e se afastou o máximo que pôde do loiro, encostando-se à parede oposta ainda com a respiração alterada e o rosto intensamente rubro, em parte pelo constrangimento de ter se declarado e em outra por irritação pelo loiro telo forçado a fazer isso. Seus olhos estavam estreitos e brilhavam em um intenso tom de vermelho, tão vermelho quanto as bochechas um pouco infladas, num claro sinal de irritação, e os lábios carmesins fortemente pressionados pelos dentes.

A expressão do loiro era um misto de perplexidade, incredulidade e surpresa, estava chocado para dizer o mínimo. Jamais passou pela sua cabeça que alguém tão dissimulado e cínico como Izaya fosse se descontrolar daquela forma e mostrar claramente o que estava sentindo no momento. Irritação. A mais pura e completa irritação demonstrada enfaticamente pelo moreno, tanto por gestos quanto por palavras, as palavras que Shizuo exigira ouvir, mas que definitivamente não esperava que fossem justamente aquelas; assim como também não esperava pela atitude que o moreno teve logo em seguida ao beijá-lo.

Um riso. Completamente involuntário e inesperado saiu dos lábios do maior, deixando ambos surpresos num primeiro momento, mas logo as reações se tornaram opostas. Iazaya estreitou ainda mais os olhos, que brilharam de forma perigosa enquanto ele rilhava os dentes de raiva. Acaso Shizuo estava zombando dele?

Já o loiro, acabou por sorrir depois de passada a surpresa, sua ficha havia finalmente caído, e não só a respeitos dos sentimentos de Izaya, mas também dos seus próprios. Era tudo tão óbvio que chegava a ser ridículo. A forma, indecifrável até então, como Izaya o olhava, a maneira insistente como ele sempre tentava lhe chamar a atenção, e até mesmo as provocações, parando para analisá-las agora, aconteciam sempre quando alguma garota se aproximava do Heiwajima. Puro ciúme. E relembrando também o que havia acontecido no vestiário cerca de um mês antes, analisando melhor a cena, o tal olhar estranho que Izaya lhe deu não passava de uma bela de uma secada em seu corpo coberto apenas pela toalha de banho, e em seguida o constrangimento e a fuga por ter tido reações tão óbvias.

A resposta sempre fora óbvia e estivera o tempo todo bem na sua cara, ele que havia sido lerdo e desatento demais pra perceber. Inclusive que o fato de ele próprio sempre notá-lo, ou mesmo reparar em certos detalhes que jamais perceberia se estivessem em qualquer outra pessoa, ou então pelo fato de não conseguir tirar da mente aquela expressão do moreno naquele dia, muito parecida com a de agora, achando-o extremamente adorável daquela forma. Estava se sentindo tão idiota... Um completo idiota na verdade, por não ter notado os verdadeiros sentimentos de Izaya e nem os seus próprios. A declaração do moreno o havia deixado feliz; surpreso e um tanto perplexo também, claro, mas ainda assim feliz, e isso só podia significar uma coisa: se sentia da mesma forma em relação a ele. Agora fazia sentido toda aquela inquietação que havia sentido nas últimas semanas por Izaya o estar evitando, e o porquê de precisar desesperadamente saber os motivos das recentes atitudes dele. No fundo ele sabia. Sempre soube.

A expressão irritada de Izaya vacilou um pouco quando o loiro se aproximou, tornando-se um tanto receosa, afinal, não teria por onde fugir caso Shizuo fosse socá-lo por tê-lo beijado, ele não estaria errado se assim o fizesse, ele próprio tinha vontade de se socar por ter se deixado levar pela raiva, acabando por agir de forma impulsiva; nunca teve a intenção de se declarar, menos ainda daquela forma, mas agora já estava feito, e provavelmente levaria a maior surra de toda a sua vida por isso.

O moreno até tentou se afastar, mas Shizuo o impediu apoiando as duas mãos na parede as suas costas e prensando seu corpo contra ela, impedindo que ele sequer se movesse que dirá fugisse dali. Quando viu uma das mãos de Shizuo mover-se em direção ao seu rosto, virou-o e fechou os olhos automaticamente, se preparando para levar o primeiro soco... Que não veio. Ao invés disso, sentiu um toque gentil, quase delicado em seu rosto, trazendo-o de volta para a mesma posição de antes e forçando-o a abrir os olhos, deparando-se com o rosto do loiro a meros centímetros do seu. Corou intensamente. Seu rosto parecia arder em chamas de tão quente, principalmente quando Shizuo sorriu pra si, um sorriso incrivelmente lindo que chegava facilmente até os olhos, os olhos mais intensos e dourados que já vira, olhos incrivelmente belos, apaixonantes e, definitivamente, apaixonados. Assim como os seus, por que era isso o que eles eram.

Apaixonados. Não havia outra palavra para defini-los naquele momento, não quando até mesmo o brilho de seus olhos deixava isso bem claro. Shizuo podia ver-se claramente refletido naqueles olhos, estavam tão próximos um do outro que as íris avermelhadas chegavam a adquirir nuances douradas, reflexos da cor de seus próprios olhos misturados aos dele, dando vida àquele novo tom de vermelho; um vermelho-dourado.

Shizuo nunca antes havia gostado de vermelho, mas também, nunca antes havia se deparado com um tão lindo quanto aquele; tão intenso e brilhante... Um vermelho que merecia ser apreciado, mesmo que por poucos instantes, instantes maravilhosos que precediam algo ainda mais incrível, tão incrível e sublime que pedia- não, exigia, uma entrega total de ambos; algo que eles fariam de muito bom grado.

As pálpebras começaram a fecharem-se lentamente e de forma simultânea quando os lábios se tocaram, encaixando-se com suavidade e sem qualquer pressa, apreciando calmamente a maciez e delicadeza daquele ato, antes de o aprofundarem tornando-o cada vez mais intenso e apaixonado. As línguas pareciam dançar dentro das bocas, moviam-se com curiosidade e destreza, maravilhando-se a cada novo canto explorado.

Era como se nada mais existisse além deles, como se nada mais importasse além daquele beijo. Eram tantas sensações, tantos sentimentos demonstrados naquele único ósculo: carinho, desejo, felicidade... amor. Sensações essas, inclusive, que não se dissiparam com o término do beijo. Seus lábios, mesmo que separados, ainda sentiam perfeitamente o calor e o gosto um do outro.

Ainda mantinham-se bem próximos, tanto os corpos quanto os rostos, e nenhum dos dois tinha qualquer intenção de se afastar. Shizuo abriu os olhos um instante antes de Izaya abrir os dele, e pôde ver novamente aquele lindo tom de vermelho-dourado, sabendo que aquela cor específica seria apreciada apenas por eles.

- Nee, Shizu-chan...

- Hm?

- Feliz aniversário.

- Hã...?!

O loiro afastou mais um pouco seu rosto do de Izaya, encarando-o confuso. “Feliz aniversário?! Como assim? Hoje não é meu aniversário. Aliás... que dia é hoje mesmo?” – era o que ele se perguntava. Estivera tão focado em Izaya nas últimas semanas que sequer sabia em que dia do mês estavam. Na verdade, se lhe perguntassem, provavelmente nem saberia responder ao certo qual dia da semana era aquele. Franziu o cenho, tentando puxar pela memória algum indício que confirmasse aquela data, e depois de alguns segundos se sentiu ridículo ao lembrar-se do bolo de chocolate com morangos na geladeira, era o seu favorito, por isso sua mãe sempre lhe preparava no seu aniversário; também se lembrou de ter visto vagamente dois embrulhos sobre a mesinha de centro na sala de estar de sua casa, talvez tivesse percebido que era seu aniversário se os pais não tivessem saído mais cedo para o trabalho e Kasuka, para aproveitar a carona, ido com eles; mas estava tão determinado em conseguir uma resposta de Izaya naquele dia que todo o resto acabou ficando em segundo plano. Tsk. A culpa era toda de Izaya por ficar monopolizando seus pensamentos.

Uma risada divertida fez com que o aniversariante voltasse sua atenção para o moreno a sua frente. Aquele som, longe de irritá-lo como geralmente acontecia, o encantou. Não era uma risada maliciosa, sarcástica ou maldosa, era uma risada puramente divertida, algo que Shizuo jamais imaginou deixando os lábios de Izaya.

- Eu não acredito que você se esqueceu do próprio aniversário! – disse em tom risonho e divertido.

Shizuo achou-o particularmente lindo naquela hora, mas acabou fazendo uma careta por ter aquilo esfregado em sua própria cara.

- A culpa é sua! – disse – Se eu não ficasse o tempo todo pensando em você nessas últimas semanas, eu com certeza teria me lembrado!

O loiro só parou para pensar nas próprias palavras quando viu o rosto de Izaya novamente se tornar rubro, principalmente nas bochechas. Aquilo havia soado como uma confissão. A realização disso fez seu próprio rosto se tornar vermelho, exatamente como aquela irritante cor que ele tanto detestava, mas que havia aprendido recentemente a apreciar certas nuances, principalmente aquele belíssimo tom de vermelho-dourado que acabara de ver novamente um instante antes de seus olhos fecharem-se e seus lábios se encontrarem uma vez mais naquele dia.

FIM.

Notas finais
E aí, gostaram do meu presente pro Shizu-chan? *u* Já adianto que vou fazer um especial de Valentiny's Day !!!!!!! o/ Comemorem!!!!!!

**Visitem minha página no facebook : https://www.facebook.com/Shizayafanfics/timeline Beijão, gente!!!! *u*!! o/ Até mais!!!!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!