Vermelho & Branco
1 Vermelho e Branco
Notas iniciais
Vermelho e Branco
Duas cores opostas, mais que ao mesmo tempo se simpatizaram. O Vermelho penetrava e infectava o branco e ao mesmo momento o branco atraia e provocava o vermelho. Da mistura do branco albino com o vermelho escarlate, nasce uma nova cor nomeada amor.
Desde o primeiro momento em que elas se encontraram, sentiram-se atraídas uma pela outra.
Desencadearam um novo tipo de sentimento, um sentimento inovador para elas, algo que elas não tinham conhecimento, criando dúvidas sobre as sensações em seus corpos.
Brigas e discussões era uma forma de se aproximarem, uma saída para passarem o tempo juntas, as palavras de insultos trocadas, substituíam as palavras de carinho e amor não ditas devido a falta de coragem.
Erza e Mira se tornaram as magas mais fortes da Fairy Tail, mas as velhas brigas e rinchas entre o demônio e titânia continuavam mais fortes do que nunca, se tornando um ritual durante a infância delas.
Com o passar dos tempos, aconteceu à maior tragédia na vida de Mira. Sua Irmã caçula Lisanna, faleceu em uma missão, e para maior desespero e tristeza o culpado pela fatalidade foi seu irmão Elfman. Com a morte de Lisanna, tempos de destruição emocional pesavam sobre Mira e Elfman, e não apenas os dois, mais a guilda inteira sentia o enorme baque que a morte de uma companheira trouxe. Todos estavam tristes e abalados e ainda de maior preocupação era a situação dos irmãos Strauss, estava mais do que claro que os dois não conseguiam sair do enorme e triste lago negro em que os dois se afundaram.
A Escuridão do lago trazia dor e tristeza, ambos se afundavam cada vez mais ao fundo sem fim, se afogando e perdendo as forças, e a vontade de nadar para o topo onde a pouca luz refletida pela lua cinza daqueles dias se tornavam zero, a água gélida corroía suas almas e seus corações eram dilacerados por piranhas famintas.
Erza compartilhava um pouco da tristeza de sua amiga e rival, estava totalmente passiva e perdida na situação, existia a vontade de ajudar sua amiga, mais não sabia como, mesmo com todos os esforços da guilda na tentativa de melhorar a situação, tinham como resultado o fracasso.
A própria Mira estava ciente dos esforços de seus amigos, e mesmo que uma pontada de felicidade tenha acendido em seu esbelto corpo, logo era apagado em seus grandes mergulhos de perdição no imenso oceano negro em seu coração. Mira sabia que precisava fazer algo, mais não tinha energia para conseguir fazer alguma mudança em seu estado, e por mais que tentasse não conseguia, estava igual uma criança hidrofóbica em um oceano fundo tentando nadar para sobreviver, seu corpo ficava pesado devido ao medo interior, a água ao seu redor criava mãos puxando ela ainda mais para o fundo, fazendo suas lagrimas colidirem com a água salgada, sendo levadas pelas correntes sem rumo.
O vermelho estava fraco, não reluzia aquela vibração de força, estava preocupada demais com o branco para se preocupar com seu próprio brilho, estava revendo suas ações para conseguir uma resposta para a tristeza que rodeava o branco, e por mais que puxa-se os delicados e lisos fios vermelhos, nada se conseguia, estava sentindo-se péssima.
Depois de tanto bater a cabeça decidiu que iria ver Mira, mesmo sem plano iria fazer algo para ajudar ela, Erza sabia que a única coisa que não podia fazer era ficar de braços cruzados, enquanto o sofrimento de sua amiga estava aumentando gradativamente.
Ao se dirigir ao mestre Makarov para sanar sua duvida sobre a localização de Mira, sua cabeça estava cheia dos seguintes pensamentos “O que eu realmente posso fazer?” “Mais não importa o que aconteça eu salvarei ela dessa tristeza!”, mesmo entre dúvidas e certezas, estava mais do que decidida que iria salvar sua amiga a qualquer custo.
– “Lhe desejo sorte” — Essas foram às três palavras que Makarov havia pronunciado, mais que fizeram um efeito extraordinário em sua confiança, e nesse momento ela estava ciente que a situação não podia prolongar.
Estava subindo as escadas taqueadas que davam acesso ao segundo andar, a cada degrau, maior era a freqüência de seu batimento cardíaco e de sua tensão, a cada passo dado, mais esbranquiçada sua mente ficava,quando terminou de subir as escadas, se dirigiu em direção a porta do quarto onde Mira estava, dando pequenos e silenciosos passos como se estive-se em uma caverna, procurando a saída enquanto um enorme urso dormia e ao mínimo barulho desencadearia uma conseqüência horrível.
Ao ficar de frente a porta, não sentia seu corpo, tudo estava leve e imóvel, mais seu braço se posicionava para girar a maçaneta de madeira contornada em pequenas faixas de prata escrito fada em uma língua antiga. Quando sentiu seus dedos tocarem a maçaneta um calor tomou conta e sua vontade erradicou a confiança que faltava para Erza abrir a porta, e com a confiança necessária ela abriu a porta lentamente, ouvindo o agonizante ruído causada pela movimentação e tração da madeira com as pequenas chapas de metal que sustentava a porta.
Notas finais
Obrigado pela leitura.
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