Vermelha Perdição - Cicatrizes 2

2 Capítulo 1 -Um dia a mais.


Notas iniciais
Primeiro cap.

Bella estava sentada perto da janela de seu quarto, tentado apagar da memória a partida dele. Tentando esquecer os momentos que passaram juntos.A agonia que sentia quando pensava nele era inexplicável, doía. A garota estava certa ao pensar que não havia mais um coração batendo em seu peito; só restava um buraco doloroso e não-cicatrizado.

Jacob tinha ajudado muito, porém, fazia mais de uma semana que não se falavam, e ele parecia estar mais distante do que a própria lua.

Cançada de nada em específico, Bella levantou-se e se encaminhou para a floresta, quebrando uma das primeiras promessas que fizera à ele. Resignada, lembrou-se que promessas eram apenas palavras, e eram frequentemente jogadas ao vento.

Quando suas pernas começaram a doer, ela se deixou cair, sentando no chão. Bella estava com raiva, cada vez mais a raiva invadia seu peito vazio.

- Vampiro estúpido! — gritou ela jogando uma pedra contra a árvore em sua frente — Idiota! Burro! Sencivo... demais.

A garota não conseguiu segurar as lágrimas e abraçou seu próprio corpo para amenizar a dor.

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Damon Salvatore. Ex-assassino. Vampiro sanguinário. Mas por trás de tudo isso havia apenas um motivo: Katherine Pierce, muito bem conhecida por ele, aquela vadia.

Quando o vampiro ouviu os lamentos da garota, achou que ela estivesse falando sobre sua pessoa, porém, logo notou que, pelo menos dessa vez, o "vampiro estúpido" não era ele, já que o mesmo não fizera nada de ruim desde que chegara à cidade com Elena e Stefan.

Damon achou os gritos da garota engraçados ao extremo, e talvez por isso, não tenha notado que seu peito — onde uma vez havia um coração — parara de doer.

O vampiro sabia o nome dela, e conhecia sua história. Apesar de não ter se interessado por ninguém em especial — e nem ter falado com nenhum ser humano, fora Elena — era inevitável ouvir os sussurros abafados que era pronunciados pelos alunos da Forks High School toda vez que ela passava cabisbaixa e lenta como um zumbi: "coitada... ainda não superou a perda do Cullen".

Damon não se conteve, e quando Isabella começou a chorar, aproximou-se lentamente, agaixou-se ao seu lado, engoliu o riso, desistiu de vez de ir atrás do coelho fujão (que seria sua comida) e pergundou docemente:

- Você está bem?

Bella sobresaltou-se e teve dificuldade para reprimir um grito, mas quando se acalmou, respondeu, secando as lágrimas:

- Estou bem. Eu só não estou no meu melhor... meu melhor...

- Dia? — sugeriu o vampiro, achando graça na TPM da menina.

Bella surpreendeu-se com um riso sincero, embora irônico, que escapou de seus lábios. Damon franziu o cenho, vizivelmente confuso.

- Desculpe, — pediu a garota, sorrindo um pouco — é só que um dia não é a medida de tempo correta. Estava pensando em "não estou no meu melhor mês... ou ano".

Damon a encarou, perplexo. Não era todo dia, afinal, que descobria-se uma pessoa — ainda mais uma humana! — que tinha um coração tão partido quanto o dele.

- Levaram seu coração, não é? — perguntou ele, sériamente.

- Sim, e duvido que algum dia ele voltará. — respondeu Isabella, melancólicamente, mas então mudou o rumo da conversa, para evitar lágrimas constrangedoras — Já vi você na escola... Damon Salvatore, certo?

O vampiro sorriu.

- Sim, eu, meu irmão Stefan, a namorada dele Elena, e meu tio Zach nos mudamos para cá a algumas semanas. — mentiu o rapaz; não existia tio algum ( ele mesmo havia matado aquele que uma vez se chamava assim), apenas uma garota chamada Elena que achava que mudar de cidade o faria esquecer de Katherine. Como se a semelhança já não fosse uma grande lembrança — Ele gosta de cidades pequenas... você sabe.

Isabella concordou, e surpreendeu-se novamente, ao sugerir:

- Eu fiz uma torta de maçã, se você quizer pode vir até minha casa.

Damon ficou em silêncio por alguns segundos, pensando se deveria ir, por fim decidiu que precisava voltar a viver. Não no sentido literal, é claro.

- Adóro torta de maçã. — falou o vampiro enquanto ajudava Bella a se levantar.

A garota mostrou o caminho de sua casa, e os dois andaram em silêncio até ela. Ambos surpresos por seus corações estarem menos doloridos.

Quando chegaram, Isabella entrou na casa, achando que ele a seguiria... mal sabia ela!

- Isabella? — chamou Damon, fazendo-a parar e voltar a porta — Eu posso entrar?

Bella, achando um tanto engraçado, rompeu a barreira invisível que o segurava do lado de fora, convidando:

- Por favor, entre. A cozinha é por aqui.

O vampiro a seguiu até a cozinha e esperou pacientemente um pedaço de torta, que não veio como o esperado. Bella, sendo a grande desastrada que é, acabou cortando a mão; que começou a sangrar.

- Droga! — exclamou ela, pegando uma toalha e enrolando a mão — Eu sou mesmo um desastre natural!

Damon estava imóvel, e olhava para a mão da garota, o que não passou despercebido:

- Tem algum problema com sangue? — Bella perguntou ao vampiro que tentava desesperadamente se controlar.

- Hum... — murmurou ele, quase desistindo — Seu cheiro... quero dizer, me dê licença por um momento.

Damon levantou-se e procurou um banheiro, entrando no mesmo e respirando profundamente.

Isabella, por sua vez, reencostou-se na bancada, confusa. Talvez fossa apenas sua imaginação, porém ela sentia que o rapaz escondia algo e, é claro, ela iria descobrir o que era.

"Custe o que custar".

Notas finais
E ai?