Vermelha Perdição - Cicatrizes 2
16 2º T. - Capítulo 1 - A Mudança
Notas iniciais
ANTES
[...] Sem pensar na temperatura da água, na queda ou mesmo no impacto que sofreria, Bella inclinou-se para frente, agachou-se para pegar impulso e atirou-se do penhasco. [...]
[...]A dor que sentia chegou ao ápice, nada mais importava, a garota sentia que era o fim. [...]O coração de Bella Swan... parara de bater.
DUAS SEMANAS DEPOIS
Isabella andou decidida por entre os alunos de Forks High School, analisando todos a seu redor, sem se importar minimamente com o que qualquer um pudesse pensar. Mais a sua frente, encostado em seu carro reluzente estava Damon Salvatore, com um sorriso travesso.
– Você está linda, como sempre. – disse ele assim que a garota se aproximou – Como está se sentindo?
Swan maneou a cabeça e sorriu ironicamente.
–Da mesma maneira que estive me sentindo a duas semanas: ótima. – respondeu, beijando os lábios do vampiro.
– Ah, por favor, parem com isso antes que eu vomite – reclamou Katherine, que acabara de chegar ao lado do casal.
Damon, afastando-se lentamente de Isabella olhou ferozmente para sua antiga paixão.
– Nunca ouviu falar da expressão “os incomodados que se retirem”? – disse ele, amargamente – Já faz duas semanas, Katherine. Vá embora. Caso não tenha reparado... ninguém quer você aqui!
A vampira revirou os olhos e sorriu ironicamente. Swan, abraçada em seu namorado, suspirou.
– Pare com isso Damon! Eu e Bella estamos nos dando muito bem, até por quê, você sabe, eu salvei a vida dela enquanto você brincava de pegar com os cachorros de La Push. Sem nenhum resultado, devo acrescentar... Victória fugiu, não é?– disse Pierce, sorrindo ainda mais.
O vampiro grunhiu, desencostando-se de seu carro.
– Ah, então agora você salvou a vida dela? Engraçado, jurava ter ouvido você dizer que ela só voltou por causa dessa macumba louca no sangue dela...
– Parem os dois – disse Swan, encarando os dois vampiros raivosos – Damon, se Katherine não tivesse me tirado da água eu provavelmente estaria morta e você sabe. E não existe macumba nenhuma em meu sangue.
– Bella... – começou Katherine
– E parem de me chamar de Bella, pelo amor de Deus! Meu nome é Isabella. – cortou a garota, soltando-se do vampiro e indo para o prédio escolar.
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– Stefan, vamos nos atrasar... – reclamou Elena, em uma voz manhosa, enquanto o Salvatore distribuía pequenos beijos na região de seu pescoço – Aarg! Stefan... é sério...
O vampiro deu uma pequena risadinha e saiu da cama, não sem antes sussurrar que mais tarde a garota não iria escapar.
Gilbert revirou os olhos e começou a colocar as roupas para mais um dia de aula. Porém, seus pensamentos estavam muito distantes das matérias estudadas na Forks High School.
– Stefan, você acha que Katherine ficará por muito tempo? – perguntou, com uma óbvia preocupação em sua voz.
O rapaz suspirou.
– Não sei, Elena. – disse – Ela deixou bem claro que está adorando passar o tempo com sua nova “BFF”.
A vampira bufou, irritada.
– E tem isso também! Bella andando com Katherine! Com Katherine! Quero dizer... não faz o menor sentido! Eu entendo que a vadia salvou a vida dela, mas se existe alguém que a ajudaria a se adaptar com a vida nova é você e Damon... não... argh... Katherine!
Stefan olhou para sua namorada e, puxando-a em um abraço, sussurrou em seu ouvido:
– Eu sei que você se preocupa com ela, mas precisamos entender que Isabella não é nada que já tenhamos visto. Elena, nós não podemos interferir.
A garota suspirou, abraçando seu amor com mais força.
– Talvez não tenhamos escolha, Stefan. – disse ela – Talvez não tenhamos escolha.
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– Ótimo! Agora ela está brava! – grunhiu Damon e, olhando para Katherine, acrescentou – Se ela matar alguém entre a troca de períodos... é você quem vai se livrar do corpo!
A vampira soltou um risinho.
– Deixe de drama, sabe muito bem que o autocontrole da garota é maior do que de qualquer outro vampiro novo. – disse – Ou está achando que Isabella possa querer matar alguém apenas por diversão?
O rapaz deu de ombros, começando a andar.
– Não sei dizer, ela anda passando muito tempo com você afinal. Talvez ela esteja se contaminando com seu excesso de vírus de vagabunda. – disse ele, sorrindo de canto, olhando para a morena que andava a seu lado.
– Hum – resmungou Pierce – acho extremamente improvável. Se Swan está desenvolvendo um gosto pela matança então talvez esteja no sangue... você sabe que nosso professor de história é meio esquentadinho.
Salvatore grunhiu, por que ele sabia, sabia muito bem, que o tal “professor de história” não era conhecido por sua pacificidade. O que ele mais temia era que Isabella estivesse se transformando em uma versão feminina do vampiro mais poderoso e perigoso de todos os tempos, que atualmente estava posando de professor na escola daquela pacífica cidade.
Afinal, querendo ou não, Klaus era e sempre seria o pai biológico de Isabella Swan.
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ALASKA, EUA
– Alice, você tem certeza? – perguntou Esme, em uma voz tão baixa que um humano jamais seria capaz de ouvir.
Alice, que estava logo a sua frente, aquiesceu com um leve movimento de cabeça.
– Aconteceu há algumas semanas atrás, Esme – disse a vampira, no mesmo tom de voz – Eu a vi pulando de um penhasco e então tudo desapareceu. Por algum tempo achei que estivesse morta e estava quase contando a Rosalie quanto a vi andando com uma garota na praia de La Push... mas tinha algo errado... minha visão estava horrível, borrada, quase impossível de se ver.
– E durante as duas últimas semanas você a viu esporadicamente... – começou Carlisle, que mantinha em seu rosto uma expressão de preocupação.
– Sim, andando com pessoas que eu jamais vi em Forks e acho que com os quileutes também. Mas minhas visões continuam horríveis quando se trata de Bella e está cada vez mais difícil ver qualquer coisa, por isso não tenho certeza se o que vi... é completamente confiável – concluiu a baixinha.
Carlisle e Esme trocaram olhares e suspiraram. Jasper, que até estão se mantivera quieto em um canto da sala dos Denali, falou:
– Conte, Alice.
A vampira suspirou e assentiu.
– Na minha última visão... – suspirou — vi Bella... pular do telhado de um prédio.
Esme levou as mãos a boca e o semblante de Carlisle tornou-se ainda mais sério.
– Bella jamais faria isso – disse uma voz vinda do segundo andar – Ela prometeu para mim que se manteria segura.
– Edward... – começou o médico da família – Bella é humana, suas emoções não são lineares... você tem de cogitar a possibilidade de que... ela não consiga resistir à sua partida.
Nas escadas, o vampiro suspirou e, olhando para sua família, assentiu, com um semblante determinado.
– Então o que vocês sugerem que eu faça? – perguntou, em uma voz que era um misto de raiva e dúvida.
– Façamos. – corrigiu Alice e acrescentou – Vamos voltar a Forks.
Edward pausou. Ele estaria quebrando a promessa que fizera a sua pequena. Ele estaria, novamente, colocando a vida da garota em risco. Contudo, a oportunidade de vê-la era irresistível. Se Bella estivesse tão mal quanto Alice acreditava, se estava se envolvendo com pessoas perigosas e fazendo coisas perigosas, então... ele precisava ajuda-la. Precisava.
– Liguem para Rosalie e Emmett, — disse ele, segurando um sorriso que teimava em aparecer – Vamos voltar a Forks.
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