Vermelha Perdição - Cicatrizes 2
11 Capítulo 10 - You in me.
Notas iniciais
Esse capítulo contém cenas de sexo e, como sei que algumas pessoas não gostam de ler coisas assim, coloquei uma "nota da autora" antes das cenas "quentes" começarem, e uma após terminarem, assim, quem não gosta de leituras assim, pode simplesmente pular a parte.
Espero que gostem.
P.s: Nos falamos lá embaixo!
Mystic Falls, Virginia.
- Olha, Caroline, eu sei o quanto você sente falta da Elena e eu também sinto, mas se ela foi embora, teve um motivo. Dê tempo a ela! – disse Bonnie, encarando a vampira que a olhava com cara de cachorro abandonado.
- Nós podemos pelo menos ligar! Jeremy concorda comigo. Vocês são melhores amigas, por que não podem se ligar? – retrucou Forbes, fazendo bico.
A bruxa suspirou e sorriu de lado, olhando ao redor do Grill.
- Bonnie! Vamos só checar para ver se está tudo bem. É isso que amigos fazem.
- Checam? – a bruxinha ergueu uma sobrancelha, encarando a Barbie vampira a sua frente.
- É. Checam, para ver se nenhuma vampira psicopata reapareceu.
Bonnie riu abertamente.
- Tudo bem, você ganhou, Caroline. Nós vamos “checar”.
- Isso! Vamos ligar para ela e ver se Forks é tão ruim quanto dizem por ai.
A vampira sorriu docemente. Estava com uma sensação estranha, e precisava ter certeza de que era apenas uma sensação.
Iriam checar, pensou ela. Eles iam estar bem, naquela cidadezinha tediosa e chuvosa. Eles tinham de estar bem.
-*-*-*-*-*
Do outro lado da rua, sentada em um banco com uma revista na mão estava uma vampira com cabelos cacheados cor de chocolate ricocheteando ao vento.
Era tarde,ela sabia, mas sabia também que tempo não era seu maior problema.
Suspirou e começou a fazer seu caminho até a pousada onde se instalara.
- Hora de fazer as malas, Katherine. – murmurou ela para si mesma, com um sorrisinho cínico – O estado de Washington está a sua espera.
A garota riu e adentrou seus aposentos.
De fato, era hora de fazer as malas.
*-*-*-*-*-*
Forks, Washington
- Então quer dizer que Katherine e você são idênticas? – perguntou Isabella, olhando atentamente para Elena, que, sentada no sofá ao lado de Stefan, respondia calmamente as perguntas que lhe eram impostas.
- Sim, Bella. Damon, você vai continuar me encarando com uma cara homicida? – perguntou Elena,olhando para o vampiro com a testa franzida. – Eu já disse que...
- Eu entendi muito bem a parte onde você disse que estava mais do que pronta para se unir com meu irmãozinho pela eternidade. Eu não sou surdo. – cortou Damon, rispidamente, enquanto se levantava do sofá – A única coisa que eu não entendi, Elena, é quando foi que deixamos de ser próximos o suficiente para você me dizer o que se passa em sua cabeça. Por que eu não vim até essa cidade medíocre pra proteger uma vampira. Eu vim até aqui para ajudar a proteger uma humana de uma tataravó maligna.
- Damon... – começou Stefan, mas seu irmão não o deixou prosseguir.
- Obrigada, Elena, pela incrível consideração. – retrucou e saiu de dentro de casa, indo em direção a garagem.
Elena suspirou.
- Achei que ele fosse entender... – murmurou ela, para ninguém em específico.
Stefan sorriu, acariciando os cabelos da recém-criada vampira, enquanto a puxava para si em um abraço.
- Ele vai meu amor. Ele só precisa de tempo.
Isabella levantou-se, sem dizer nada. A dor que havia amenizado voltara com uma força surpreendente.
A menina estava com dificuldades para respirar. Eles se amavam. Eles se amavam tanto que nenhuma medida de tempo era suficiente para eles, pensou ela, dolorosamente.
Enquanto andava a procura de Damon na escuridão, uma lágrima caiu de sua face, e foi seca logo em seguida, com um movimento irritado.
- Seja forte, Isabella. – murmurou, suspirando. Os saltos altos que usava afundavam na grama e a dor em seu peito parecia aumentar, assim como o escuro que a cercava.
_ Você podia se perder nesse escuro – disse a voz cansada de Damon, vinda de algum lugar a suas costas – Andou chorando?
- Não... – começou a garota, mas antes que pudesse terminar de falar, foi agarrada e seus lábios encontraram os lábios sedentos do vampiro.
Eles se beijaram calmamente, estabelecendo um belo paradoxo, já que em seus interiores, as emoções se misturavam, criando uma confusão dolorosa e perigosa.
O ar começou a faltar e tiveram de se separar. Bella colocou suas mãos no rosto do vampiro, sentindo cada ponto dele. A escuridão era tal, que a menina não era capaz de ver o rosto do Salvatore.
Seus olhos estavam cegos, mas ainda com as mãos em seu rosto, sentiu o rapaz sorrir.
- Vamos para sua casa, antes que seu pai chegue – disse ele, enquanto pegava o braço da garota e a guiava escuridão adentro.
Ela suspirou.
- Dói. – disse Swan, com um suspiro pesado.
Damon assentiu, mesmo sabendo que seu gesto não seria visto e respondeu, em um tom de voz baixo e rouco:
- Eu sei, Isabella. Estou sentindo também.
-*-*-
- Eu também sinto sua falta, Jeremy – disse Elena, ao telefone – mas eu preciso de um tempo, ainda mais agora.
No outro lado da linha, seu irmão franziu a testa.
- O que quer dizer? – perguntou, alarmado.
Stefan encarou a – na falta de palavra melhor – namorada.
- Nada. Eu só preciso de um tempo. – disse. A garota sabia que informar por telefone que morrera não era uma boa idéia – Olha Jer, diga a todos que estamos bem. Tem algumas coisas acontecendo, mas não acho bom falarmos por telefone.
- Elena... – começou o adolescente
- Eu preciso ir, mas prometo que assim que possível explico tudo. – suspirou – Não se preocupe. Diga que mandei um beijo a todos.
- Tudo bem – respondeu a voz do irmão, derrotada- eu digo. Elena?
- Sim?
- Eu amo você, lembre-se disso.
A vampira sorriu.
- Eu vou lembrar.
-*-*-
- Ora, sejamos razoáveis, o que podemos fazer? – perguntou Steven Newton, olhando para todos os presentes na sala, com a testa franzida – Andar com uma estaca para lá e para cá?
- Ficar de olho. – disse Luana Mallory, com raiva mal reprimida – Temos um vampiro atacando e precisamos descobrir quem é... ou o Senhor prefere ver seu filho sem uma gota de sangue como aquelas pessoas que encontramos hoje?
- Mallory tem razão. – disse Charlie Swan, com uma voz firme — Precisamos abrir o olho...
- Como estão nossos estoques de verbena? – perguntou Victor Stanley, para ninguém em especial.
Naquele momento, Charlie percebeu que a reunião não seria tão breve como pensava. Faziam anos, afinal, que aquelas pessoas se reuniram pela última vez e agora todas precisavam retomar antigas práticas.
Chefe Swan devaneou, pensando em sua pequena menina e então sentiu um aperto no peito.
Ele sempre a vira como uma filha e sempre a trataria como uma,- mesmo que seu sangue não corresse em suas veias- ele sempre a amaria.
Ou era disso que tentava se convencer quando pegou o celular e discou o número de sua própria casa.
-*-*-*-
- Era Charlie. – disse Isabella, enquanto entrava em seu quarto após atender o insistente telefone – Disse que não volta esta noite.
Damon estava sentado em sua cama,sem camisa – que em algum momento não definido fora tirada- e parecia extremamente confortável, porém, seus olhos estavam vagos e seu peito apertado.
- Eu sei – disse ele, sorrindo de lado, enquanto olhava para a garota – eu ouvi.
Bella estreitou os olhos.
- Dessa distância? Mentiroso. – acusou, enquanto fechava a porta e tirava a própria blusa.
O vampiro a encarou, endireitando-se na cama. Seus olhos faiscaram.
- Já vamos começar com o Strip-tease? – perguntou, sorrindo sem mostrar os dentes – Agora estou feliz.
Mas ambos sabiam que não era assim. O caminho que fizeram até a casa da menina fora silencioso, exceto pelo barulho irritante que a picape fazia.
Porém, é claro, o silêncio diz muitas coisas também. E aquele silêncio em especial dizia várias. Verdades dolorosas demais para se pronunciar em voz alta estavam claras dentro das mentes e corações de cada um.
Doía- e como doía – mas naquela noite ficou evidente que eles tinham um ao outro. De uma maneira torta e complicada de se entender, talvez, mas eles iriam enfrentar as tempestades juntos. E o vampiro teria enfim uma humana para proteger.
- Estou com calor, Damon, – disse Isabella, encarando-o – só isso. Importa-se se eu ficar apenas de lingerie?
O rapaz ergueu uma sobrancelha.
- De maneira alguma. – respondeu, levantando da cama e indo em direção à garota – Vou até lhe ajudar.
E, dizendo isso, em um só movimento, rasgou as calças que Swan usava, deixando-a seminua.
- Hey! – exclamou ela, ignorando a vergonha por completo – Eu adorava essa calça!
Damon a encarou e passou a mão por sua coxa, lhe causando arrepios.
- Sei de uma coisa da qual você vai gostar ainda mais. – sussurrou em seu ouvido, enquanto, devagar, passava as mãos por sua cintura e a puxava para si, em um beijo que logo se tornou desesperadamente sexy.
Separando-se momentaneamente da garota, o vampiro a pegou no colo e, em uma velocidade incrível a colocou na cama, deitando em cima da mesma.
Isabella passou os braços por seu pescoço e o puxou para si novamente, beijando-o e esquecendo-se da dor que sentia momentos antes.
Damon adorou ser beijado e adorou o jeito com que suas línguas se enlaçavam com perfeição. Sua dor também fora esquecida. Porém, uma leve dor em sua gengiva o fez quebrar o beijo e encarar a garota, sorrindo com presas expostas.
Bella mordeu o lábio, antes de perguntar:
- Está com sede, Damon?
Mas o vampiro não respondeu, ao invés disso, se inclinou até sua orelha e disse:
- Amo quando você diz meu nome.
A menina sentiu-se arrepiar quando Damon mordeu levemente sua orelha e passou a beijar seu pescoço.
O rapaz sentia a pulsação da garota. Estava frenética. Podia quase imaginar o sangue sendo bombeado em suas veias. Enquanto beijava e lambia o pescoço de Bella, o vampiro roçou seus dentes nela e sentiu que não conseguiria resistir por muito mais tempo. Ele não queria.
E ela também não.
- Faça. – gemeu a garota, passando os braços pelas costas nuas do vampiro — Damon, faça.
O Salvatore gemeu.
- Isabella...
E cravou seus dentes na pele alva da menina.
A força da ruptura atingiu ambos em igual intensidade. A garota arranhara as costas do rapaz, em um movimento que não pudera conter, enquanto a dor e a excitação a atingia.
O vampiro, por sua vez, sentiu o maravilhoso sangue de Isabella inundar-lhe a boca. Enquanto sugava o mesmo, perguntou-se como o sangue dela poderia ser tão ...delicioso.
Ela gemia. A dor havia passado e a sensação de satisfação e prazer se estabelecera.
E então acabou. Ele havia abandonado seu pescoço e a encarava, com olhos predadores e lábios ensangüentados.
O desejo que ambos sentiam foi multiplicado e antes que notassem o que faziam, estavam novamente aos beijos.
Isabella não se incomodava com o sangue. Não se incomodava com nada. Ela o queria.
E ele queria ela.
Nada parecia tão certo quanto um ter ao outro.
(N/A: Cenas quentes! Aconselho quem não gosta a parar de ler momentaneamente)
Damon agora beijava e mordiscava o busto da garota, que arfava.
- Isso está me atrapalhando, Isabella. – disse ele, como se estivesse com raiva
Ela riu.
- Então tire.
Salvatore, com uma incrível delicadeza, desabotoou o sutiã da garota, jogando-o de lado e abaixando-se para beijar os seios de Isabella, agora expostos.
Depois de um tempo, ele se levantou, e em uma velocidade sobre – humana ficou em pé ao lado da cama.
- Vai fugir de mim? – perguntou a humana, quase triste.
Ele riu e desabotoou a própria calça, deixando-a no chão e colocando as mãos na cintura.
O volume por baixo da boxer preta era visível.
- Hum... – gemeu Bella, encarando o corpo do rapaz – Você é lindo.
- E você é perfeita. – respondeu ele, enquanto se aproximava novamente da cama, sentava-se e pegava a garota no colo, acariciando-a – Isabella, eu não vou conseguir me controlar se passarmos daqui, então me diga se acha que realmente está pronta.
Ela sentia a ereção dele encostar-se a seu ventre e sentia seus seios rígidos, mas nada disso realmente pesou em sua decisão. A garota encarou os olhos do vampiro e soube – de alguma forma que nunca saberia precisar — que se não fosse naquela noite, seria em outra...
Mas seria com ele.
- Eu quero você. – disse, e o beijou.
Nenhum dos dois notou exatamente quando ficaram completamente nus. Os beijos ardentes e o desejo crescente nublariam as memórias depois.
Ela lembraria que em algum momento daquela noite vira pela primeira vez um homem – olhara sem pudor para todas as partes do corpo de Damon.
E ele jamais esqueceria o quão linda a garota era. Perfeita em sua inocência.
Um preservativo fora aberto, deixando a vontade e o desejo se multiplicarem, enquanto era colocado no falo ereto do vampiro, que sorrira.
- Vampiros não podem procriar – exclareceu, para a garota – mas esse é lubrificado... acho que vai ajudar.
E então a beijou.
Deitando-se por cima dela, perguntou suavemente:
- Agora, Isabella?
- Anda logo, Damon.
Ele sorriu e então, lentamente, encaixou-se a ela.
Bella esperava por sentir dor, mas sentiu apenas um pequeno impedimento no inicio da penetração.
Gemeu quando sentiu o perfeito encaixe e grunhiu quando Damon recuou lentamente e voltou a encaixar-se logo em seguida.
- Dói? – perguntou o vampiro, ainda dentro de Isabella.
Ela sorriu sensualmente – embora não tenha percebido – e disse apenas:
- Mais rápido.
E assim foi feito.
Em um vaivém frenético, ambos se beijavam urgentemente. A garota puxava o rapaz para si, arranhando suas costas com a maior força que podia.
O vampiro, em um evidente e prazeroso descontrole mordeu a garota algumas vezes, sem sugar seu sangue.
Os dois gemiam, e em uma explosão de prazer, chegaram ao ápice. Juntos.
Isabella nunca sentira aquilo antes.
Gritou e agarrou-se como nunca ao rapaz, que grunhiu e então estremeceu, assim como ela, que sentiu todas suas forças a abandonarem de uma só vez.
Lentamente, o vampiro saiu de dentro da garota e se livrou do preservativo.
(N/A: Quem pulou a parte mais quente, pode continuar daqui sem medo de se queimar ‘hehe )
Deixou-se cair ao lado dela e sorriu, temeroso.
A garota retribuiu o sorriso e suspirou. Estava bem. Sentia-se leve como nunca antes.
Eles se encararam por um momento e então o vampiro perguntou, docemente, enquanto acariciava o rosto da garota:
- Arrependida, mi bambina?
Isabella sorriu, e olhou para os olhos de Damon, enquanto respondia:
- Eu jamais me arrependerei de você.
N/A: Oi de novo!
Antes de mais nada, feliz ano novo! Eu desejo de coração a cada um de vocês um 2012 MARAVILHOSO! Cheio de histórias, magia e felicidade :D'
Então... o que acharam do capítulo? Ficou grande, né? Virei a noite de 01 de janeiro escrevendo, por isso me desculpem por algum possível erro. Eu sei também que esse capítulo pode ter decepcionado vocês, por falta de explicações e ação, eu mesma achei que faltou alguma coisa, mas, bem, capítulo que vem, segurem-se nas cadeiras — e é só isso que vou dizer ;x'
Admito que fiquei MUITO feliz com os comentários do capítulo passado! Achei que ia ser assassinada enquanto dormia, mas obviamente os meus leitores — vampiros ou não 'kk — são bem legais. Eu diria mais do que legais até. Alguns, como eu previ (dando uma de Alice ) , não gostaram muito da transformação da Elena e deixaram isso claro — por isso, agradeço! Quero suas opiniões sinceras.
Agora, quero agradecer (se eu pudesse, abraçava essa menina até ela pedir socorro 'hehe) a gabhi_cullen pela maravilhosa recomendação. Eu amei — e fiquei sorrindo feito idiota por uma hora. Obrigada, de verdade.
Beijos à :aninha031, gabhi_cullen, Sany Grigori, Fábio Raposo, Verah, euamotwilight, naanring, jessicastewart, PolyaneRocha, jessykasouls, Damond06, maykamimura, Bella Masen, amando, Giulia Salvatore, Raphaella Paiva, Ana Telma, NielliCris.
Obrigada de verdade por todos os lindos comentários e me desculpem por ter demorado tanto a postar...
Aos leitores novos, boas vindas!
Enfim, acho que é isso. Beijos, beijos e beijos.
P.s: Quem assistiu amanhecer- parte I, o que achou? E o que vocês estão achando de Vampire Diaries no SBT? Só eu que achei a dublagem... tensa? Fiquem a vontade para comentar.
Fale com o autor