Verdes E Dourados

1 Verdes e Dourados


Notas iniciais
O Nyah não tá deixando eu fazer o espaçamento entre os parágrafos ç----ç. Espero que não atrapalhe na leitura.

Sim, sim. Hoje era o aniversário de Gil. O dia em que criaram o laço de mestre e servo. Gilbert poderia dizer repetidas vezes o que quisesse, porém para Oz era hoje e apenas hoje.

- Ei Gil, você não tem memória alguma. Então provavelmente você esqueceu quando faz aniversário, certo? Bom, então vamos fazer do dia em que nos conhecemos o seu aniversário!


- Mas, Oz bocchan, eu já escolhi o dia do meu aniversário!


- Então está decidido! Nee, Ada?

- Mas, Oz bocchan!!!

Sorriu inebriado pela lembrança. Seu servo costumava ser tão chorão! Não havia um dia em que passava sem ouvir suas reclamações.

- Você não deve sair agora, bocchan! B-Bocchan!!!


Começava a rir sozinho das memórias vividas. Talvez se não tivesse sido por Gilbert, seus dias teriam sido cem por cento mergulhados nas amarguras que assombravam sua cabeça.

E era por isso que comemorava. Era por isso que a data em que aquele pequeno de cabelos negros botou os passos receosos dentro da mansão devia ser celebrada. O dia em que eles formaram o laço de sua amizade.

Amizade.


Oz observou o pequenino embrulho azul claro que descansava sobre suas pernas, um laço negro, quase maior que a caixa, adornando-o. Seus dedos passaram pela fita, sentindo a textura lisa e suave do tecido.

Não era somente amizade que se passava por entre aqueles dois, qualquer um que acompanhasse suas rotinas poderia perceber. As preocupações excessivas, as discussões causadas justamente pela preocupação mutua – você deveria se cuidar melhor!; Não, você! –, o ciúme silencioso ou até mesmo verbal – idiota, eu tive um dia terrível!; Eu tive um dia terrível também, de repente eu estava rodeado por todas aquelas garotas e...; Idiota! Agora está me deixando com ciúmes!


Principalmente eles mesmos. Oz. Gil. Sabiam de si, sabiam sobre o outro. E, no entanto, nunca verbalizavam o que sentiam. Era ousado demais, deviam pensar. Arriscado, talvez. Tinham medo, certamente. Também dúvida. E se houvesse uma recusa de uma das partes por um motivo ou outro?

A porta do quarto do Nightray abriu-se lentamente.

Isso... Descobriria hoje.


- Oz? O que está fazendo aqui a essa hora? – Perguntou um Gilberto surpreso. – E afinal, como entrou aqui? – Disse, deixando o chapéu de cor preta sobre a mesa no canto do quarto.

- Ooooh, eu não acredito! Você esqueceu! – Falou, levantando-se da cama e apontando para o moreno. – Ele esqueceu, ele esqueceu! – Dizia teatralmente, balançando a cabeça descrente.

- Ei, O-Oz! O que foi que eu esqueci? – Perguntava inutilmente ao loiro que fingia surtar a sua frente.

Uma risada contente saiu dos lábios do Vessalius. Ele encarou os olhos dourados cheios de dúvida do outro, então, esticando um dos braços em direção a esse, revelou um pequeno embrulho sobre sua mão.

- Feliz aniversário, Gil – sorriu sincero, olhando-o amavelmente.

Os orbes de Gilbert arregalaram-se repentinamente, as palavras suavemente pronunciadas sendo captadas letra a letra. Feliz aniversário, ele disse. E um sorriso canteiro brotou em seus lábios com o entendimento. Um suspiro de lembrança escapou de si enquanto estendia a mão e pegava o presente.

Só Oz, mesmo – foi o que pensou. Sim, havia esquecido. Todos aqueles dez anos sem o seu pequeno mestre ele passara mergulhado nas saudades, lembrando sozinho de quando era acordado por um par de irmãos barulhentos de manhã no seu “aniversário”. Mas agora que ele estava novamente ao seu lado, não era mais preciso viver das lembranças.

Você não mudou em nada.


Os longos dedos captaram a ponta do laço negro, desfazendo o enfeite com uma puxadela. Tirou a tampa da pequena caixinha, observando o que havia dentro dessa. Ou... Tentando observar.

- O-Oz? Não tem nada aqui. – Falou, o rosto adquirindo um tom avermelhado.

- Não? Claro que tem, olhe direito Gil! – Respondeu, colocando uma das mãos na cintura.

- Não tem não! O-Oz? — Dizia enquanto procurava.

- Hahaha! Gil, como você é lerdo! É claro que está aí! – Oz ria observando um pobre Gilbert revirando o objeto de todas as maneiras a fim de encontrar seu presente.

Gilbert parou instantaneamente, certos pensamentos do passado batendo contra sua cabeça. Ah. Isso já aconteceu certa vez. Sabia onde estava seu presente, como não havia pensado nisso antes? Pegou a tampa da caixa azul, observando o fundo dessa. A frase escrita com a caligrafia inconfundível de Oz marcava o papelão.

“Eu te amo”.


O Nightray parou estático diante daquelas palavras. Seus orbes vagavam pelos diferentes significados que aquilo poderia ter. Seu coração palpitava forte, oscilando entre a acepção e o desejo de que aquilo fosse o que queria que fosse.

Pequenos dedos envolveram seu braço, aquecendo a pele fria sem o costumeiro casaco. E então os dourados fitaram os verdes. Aqueles verdes não mentiam, não negavam. Eles escancaravam o que a pequenina tampa dizia com a refinada caligrafia.

Amor.


Os orbes de Oz Vessalius estavam encharcados de amor. E aquele amor escorregava os dedos alvos pelos pêlos ouriçados em direção ao rosto daquele que já fora o mais novo – o que consciente ou inconscientemente fazia o ar faltar em certos pulmões. E quando eles – os dedos — chegaram ao almejado destino, um carinho brotou ali. E com um passo de poucos centímetros, veio a colisão.

De respiração, de sentimentos, de olhares.

E Gilbert então quebrou o abismo que os afastava. Sua mão trançou os cabelos dourados de seu jovem mestre, e seus lábios – com medo, com ansiedade – acariciaram os rosados e desejados dele. Ambos moviam pequeninamente suas bocas, sentindo a textura daqueles pedaços ao passo que algo dentro de seus peitos parecia querer explodir.

A língua audaciosa de Oz penetrava de encontro à de Gilbert, alcançando-a e tocando-a, tornando o moreno vermelho enquanto esse investia sob as investidas, contornando toda a extensão daquela língua. Oz, de olhos abertos, encarava a face rubra de Gil, que mantinha seus orbes encobertos.

Seus corações explodiriam, é o que pensavam. Nunca tanto sentimento saiu como saia de si próprios agora. Aquele simples beijo era tanto, mas ao mesmo tempo era tão pouco! Era o desejado por todos os segundos, mas mesmo assim não era o bastante.

As mãos do Vessalius tocaram o peito do outro, empurrando esse a pequenos passos em direção a cama que estava sob vigia de uma lua naquela noite. Gilbert só percebera que sentou, pois perdera contato com os lábios do pequeno. Suas mãos apoiaram-se no colchão e foram deslizando até que seu corpo jazia sob ele por obra do loiro que o observava com olhos embriagados. As pernas dele encaixavam-se em seu quadril e os dedos deslizavam por debaixo da camisa branca, fazendo o Nightray suspirar, adquirindo um tom de vermelho na face inacreditável.

Ver Oz com aqueles orbes desejosos deixava-o extasiado. Sentir Oz sob si daquela maneira fazia-o luxuriado. Sentia o desejo subir entre as pernas, e as mãos não se contentavam, precisavam tocar ao loiro. E assim o fazia, apertando a cintura e as coxas daquele que, despudorado, beijava-lhe e lambia-lhe os mamilos.

- O-Oz – o gemido fugiu-lhe.

Seus braços abraçaram as costas do pequeno mestre, virando-o repentinamente para baixo de seu próprio corpo, capturando suas mãos e prendendo-as sobre a cabeleira loira. Oz assustou-se com o movimento imprevisto do outro, não percebendo o quão desorientado esse estava.

Seus olhos... Luxuriosos.


Aquele dourado brilhava, oscilava, lamuriava, desejava, amava. Porém não pode observar o seu precioso ouro por mais tempo, pois Gilbert o atacara. A língua escorregadiça passou por sua pele, acariciando o pescoço. A ponta áspera alcançou o lóbulo da orelha de criança, e os lábios abocanharam a área, chupando-a.

- A-aah, G-Gil – arfou, arqueando.

Sua boca sussurrou um rouco bocchan no local, fazendo os olhos verdes esconderem-se pesadamente. Gilbert o enloqueceria.

Os dentes morderam o pequeno maxilar do outro enquanto uma das mãos descia lentamente pela pele um pouco soada. Oz respirava rápido enquanto os dedos curiosamente atrevidos de seu servo desabotoavam a calça que o vestia, puxando-a para baixo junto com quaisquer outros panos que ali estivessem.

Dois dedos passaram pela extensão do membro já ereto do loiro, enquanto o próprio forçava ainda mais as pálpebras fechadas, apertando as mãos ainda sobre a cabeça.

Gilbert fechou a mão sobre o lugar, apertando-o.

- A-Ah! — E um movimento de vai e vem.

Apertava o pequeno pedaço de carne, manejando-o, observando a face de prazer e tortura misturados no pequeno rosto. Vai e vem. Um gemido. Gilbert sentia que poderia gozar apenas visualisando, escutando, sentindo o pequeno corpo embaixo de si.

Não agüentaria mais.

Retirou a mão do local, levando-a até a boca do Vessalius, que se encontrava aberta pelos suspiros. Levou dois dedos para dentro da cavidade, e imediatamente Oz começou a chupá-los. O membro de Gilbert latejava, doía, com a antecipação e a visualização daquela imagem, os olhos verdes fitando-os.

Abandonou os braços do outro, que ainda encontravam-se erguidos no alto, e levou a mão livre para uma de suas pernas, levantando-a. Imediatamente, seus dedos abandonaram a cavidade, molhados, e encaminharam-se para o pequeno lugar ainda intocado de seu mestre.

Um dedo. Dois dedos. Oz espremia os olhos, sentindo-se inconfortável com a invasão. Os dedos o abandonaram, e então Gilbert começou a penetrar o ainda intocado esconderijo de seu bocchan.

Intocado. Puro.

Seu.

Oz tinha lágrimas nos olhos, a respiração afetada. Um grito ecoou no quarto mesmo com a mínima intromissão, fazendo o Nightray parar. Seus olhos se encontraram, e o menor observou a preocupação instalada nos profundos dourados. Os verdes sorriram, intoxicados com o amor do moreno. Sua boca tocou a face alva, em uma permissão silenciosa para darem continuidade ao amor.

Gilbert tornou a invadi-lo, e em um vai e vem lento acompanhado de gemidos angustiados de Oz, conseguiu tomá-lo por inteiro. Sentiu seu membro abraçado pela cavidade aveludada que era seu jovem mestre, ambas as respirações alteradas. Os dedos de Raven deslizaram pelas coxas do menor, que se encaixavam perfeitamente por volta das suas, sentindo o calor excessivo que elas passavam. Ambos fecharam os olhos, sentindo-se completos.

Luxúria, felicidade, amor, paixão.


O movimento leve de seus quadris iniciou-se. Gilbert sentiu sua boca encher-se de saliva pela sensação deliciosa que aquele ato causou. Seu membro entrava e saia daquele corpo, e os gemidos prazerosos do Vessalius ousaram sair enquanto um ponto era atingido.

- A-Ahh... Mais r-rápid- AH!

Aumentou a velocidade, mas não era o suficiente. Rapidamente, retirou-se do corpo, virando-o velozmente de barriga para baixo, assustando Oz.

- De quatro, Oz – o sussurro roucamente sexy foi liberado em seu ouvido, arrepiando os pelos do corpo de Oz.

Como o outro o havia mandado, botou-se de quatro. Imediatamente, sentiu o pênis de Gil penetrá-lo e botar-se a se movimentar. As estocadas começaram a ganhar força, e o barulho das peles se batendo preenchia o quarto.

- A-Ahh! B-Bocchan!– Gilbert gemia, os olhos fechados.

Ao ouvir o pronunciamento do outro, a excitação de seu membro fez-se ainda mais presente. Os pequenos dedos alcançaram o órgão, começando a masturbar-se. Uma das mãos de seu servo encaminhou-se para seu mamilo, apertando-o, enquanto a língua passava pela extensão de seu pescoço, para depois a área ser abocanhada, fazendo Oz arquear-se, apertando o lençol com a mão pela qual se mantinha em pé.

Ah, Gilbert estava mesmo louco. E se preocuparia em torná-lo daquela maneira mais vezes.

O maior sentia que logo iria se desfazer dentro do outro. Juntando a força que lhe restava, estocou o outro fortemente, sentindo a próstata do loiro sendo atingida, ambos se satisfazendo prazerosamente.

Um segundo depois, seu líquido foi derramado dentro do pequeno corpo, e enquanto se movimentava livremente e lentamente com o membro agora amolecido, ouviu Oz soltar um ruído de prazer igual ao seu, também alcançando o tão esperado orgasmo.

Saiu de dentro do menor, tomando o cuidado de não cair em cima dele. Virou-se de costas, encarando o teto enquanto tentava normalizar a respiração. Oz se aninhava em seus braços, abraçando-o mesmo com o calor que sentiam.

Calor nenhum fazia diferença ali. A única coisa que percebiam eram seus corações pulando.

Um sorriso instalou-se em suas bocas. Alguns minutos depois, Oz apoiou-se com os cotovelos no peito do Nightray, encarando-o nos olhos. Uma malícia brotou na boca delicada, fazendo o rosto do maior empalidecer.

- “De quatro, Oz” – repetiu, os olhos sedutores.

Seus olhos se arregalaram, e a boca espremeu-se. Oh meu Deus, o que havia dito? Ele... Ele havia mesmo falado aquilo? Assim... ? O que mais devia ter falado? Perdeu totalmente a noção do que fazia antes, deixando-se levar, e alguma coisa lhe dizia que o pequeno não ia esquecer isso tão cedo. Engoliu em seco.

- E-E-E-Eu... – Seu rosto adquiriu um tom rubro inatingível. Não sabia o que fazer. Oh, mais que diabos.

- Hahahahahaha – a risada do outro adentrou em seus ouvidos. – Você é incrível, Gil – seus olhos brilharam. – E eu te amo. – Um sorriso sincero nasceu naqueles lábios, que beijaram as bochechas rosadas do outro.

“Feliz aniversário, Gil”

Notas finais
E depois de fazer galero ler tudo, é que ela diz que é o primeiro lemon que escreve *APANHA MUIT*
Espero que tenha ficado bom >///
Bom, o objetivo não era fazer uma oneshot gigante, com muito sexo and, you know. Era algo mais como um fragmento de memória, onde as lembranças vão passando rapidamente junto com alguns sentimentos, sem muitos detalhes. Apesar de que acho que ninguém tenha pensado assim sobre a história, mas esse não era meu objetivo.
Aliás, meu objetivo mesmo era só fazer um GilOz, porque tá faltando fic GilOz no mundo negada >:
Reviews? ♥
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!