Notas iniciais
Olá meus leitores lindjus!
Espero que tenham gostado do capítulo anterior *-* Como eu disse anteriormente, é uma história bem curtinha, essencialmente metafórica e lírica. Espero que gostem desse ♥
Boa leitura!
Quando a menina acordou, ela se encontrava num campo cinzento, coberto por fuligem e capim seco. Seu corpo todo cheirava a fumaça e estava sujo como se ela tivesse rolado num monte de carvão. Meio grogue, ela se levantou tropeçando nos próprios pés e tentou caminhar. Entretanto, ao dar seu trigésimo primeiro passo, um galho maliciosamente seco prendeu seu pé direito e a menina estatelou-se no campo queimado. Lentamente, as lágrimas lhe escorreram dos olhos, manchando o rosto empoeirado e fazendo pequenas marcas escuras nas cinzas. Ela lutou com os bracinhos, apoiando as mãos imundas no chão e erguendo um pedaço do tronco, mas eles sempre tremiam e ela voltava a cair. Na décima tentativa, uma lufada de vento fresco soprou o rosto da menina, que inspirou profundamente, fechando os olhinhos.
Foi aí que ela sentiu algo grudando no seu nariz.
Assustada abriu os olhos e olhou para o ponto entre eles.
Uma folha.
Gorda. Verde escura.
Ela se levantou num pulo, como se a folha tivesse lhe injetado uma dose de adrenalina. Ela estendeu as mãos em conchas e ficou observando a folha pousada de leve nelas.
—De onde você veio? — perguntou ela baixinho.
A folha tremeu por causa da brisa e se deixou levar na corrente de ar, flutuando despreocupadamente. A garota tentou agarrá-la de novo, mas a folha escapou-lhe entre os dedos. Ela esticou os braços e correu atrás da folha, enquanto ela surfava no vento entre as cinzas.
Na paisagem destruída pelo fogo, era impossível perder a folha de vista: larga, solenemente verde acastanhada, com algumas manchinhas marrons entre as nervuras. Durante 17 dias ela correu atrás da folha, sem parar para descansar. No final do décimo sétimo dia, uma nova folha apareceu, juntando-se a anterior nas costas das brisas.
A partir daí, a menina correu mais rápido, pisando mais forte, esticando os braços com avidez. Ela já vislumbrava a floresta, com suas copas fundidas, sombras no húmus, o cheiro vivo da respiração das plantas...
Com essa visão, ela ergueu os olhos acima do horizonte, fixando as folhas. Ela não tinha medo. Agora sonhava mais alto que a linha reta das eternas campinas, com um futuro que ela ainda não podia ver claramente, mas que se solidificava suspenso no vento, nas duas folhas que voavam...
Notas finais
E ai meus amoooress??
Gostaram? Qual a interpretação de vocês? Críticas? Sugestões?
Comentem meus lindjus!
Beijos e até o prox capitulo!!
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