Verdades Alternativas.

17 Mudando Os Hábitos Sexuais. - Parte 2


Notas iniciais
Não é pesado, mas tem certas coisas diferentes.

Sara olhou no espelho do carro.

Nossa. Eu realmente pareço com uma!

Reparou que o Motel era tão ruim que não tinha nem garagem. Ficou nervosa.

Uma coisa era se fantasiar para seu marido.

Outra era sair na rua daquele jeito.

Mas não podia voltar atrás agora. Deu uma última olhada e saiu muito rápido do carro.

Aparentemente tinha "Colegas" dela na rua que gritavam feito loucas falando que o ponto era delas.

Sara correu até chegar no motel.

Suspirou com um sorriso de leve caindo sobre a respiração pesada.

Ela estava tão parecida, que foi confundida. Era exatamente o que queria.

Tinha ensaiado sua história...

"Sou uma turista Americana que perdeu a passagem de volta e agora se prostitui para conseguir o dinheiro."

Deu uma última respirada como Sara Sidle e bateu na porta.

Grissom pensou que mesmo Sara tentando muito, nunca poderia parecer com uma prostituta.

Ela tinha muita classe pra isso. Não o tipo de classe feminina vaidosa, mas como pessoa mesmo.

Ele virou o colchão pro outro lado tirando os lençóis antigos e colocou os dele.

Sara disse que só ia passar mais tarde. Aparentemente ela tinha “Muitos clientes.”

Grissom escutou a porta batendo. Ia automaticamente olhar no espelho mágico, mas percebeu que não tinha.

Abriu a porta só o suficiente para ver quem era.

Sara deslizou a perna pelo pequeno espaço.

Ele sorriu. Com a a intenção de tocá-la. Ela tirou antes que ele pudesse.

Ele abriu a porta finalmente vendo a tão falada fantasia.

GG: Meu deus.

Disse agora olhando ela por inteiro.

Ela usava um vestido bem curto, vermelho com decote.

Tinha um descosido que ia desde a cintura até a coxa e que deixava sua calcinha quase a mostra.

Grissom pegou ela pelos braços e jogou a rapidamente contra a parede.

Ela viu que ele ia beijá-la, então virou a cabeça e ele começou a morder vezes leve, vezes forte a região do queixo até quase do decote.

Sara era muito branca. Qualquer mordida ela já ficava marcada.

Ele segurou seu rosto.

SS: Nada de beijo, moço.

SS: O que você quer fazer?

GG: Eu quero te beijar.

SS: A única coisa que eu não faço.

GG: Eu posso pagar mais.

Ela sorriu vendo que ele tinha entrado no jogo.

SS: Não. Mas eu posso contar histórias.

GG: Eu gosto de histórias.

SS: Teve uma vez que eu salvei um casamento lésbico.

GG: Como se salva um casamento lésbico?

SS: Dormindo com as duas. Juntas.

Grissom olhou para ela com uma cara de "De onde você tirou isso?"

Ela respondeu com um olhar de repreensão. "Por favor colabore com a história."

Ele soltou um longo suspiro.

GG: Você faz o que eu mando, certo?

SS: Correto.

GG: Você pode ser qualquer pessoa no mundo?

SS: Sim.

GG: Você poderia ser "Sara Sidle."? Porque não tem...

Ele disse tirando o vestido olhando profundamente em seus olhos.

GG: ...Ninguém no mundo. Que eu deseje e ame mais.

Sara olhou pro lado para tentar esconder que ela estava emocionada.

GG:... Ela é essa mulher incrível... Que é uma fantástica companheira.

SS: Ela te satisfaz?

GG: Completamente.

Disse em um sopro de voz.

SS: Você não sente desejo por outras?

GG: Não, até agora. Disse olhando para ela.

SS: O que ela não faz pra você?

Perguntou Sara perto do seu ouvido.

GG: Essa é difícil. Ela faz tudo pra mim.

SS: Mas nas últimas semanas. Só sexo regular, certo?

GG: Você acha que ela não gosta?

SS: Ela adora, mas as vezes... É necessário. Fazer coisas diferentes. Não acha?

GG: Sim. Mas eu... Eu quero poder te beijar.

SS: Tudo bem. Eu posso pular essa parte. Por mil dólares. Eu realmente preciso comprar um passaporte.

Ele apertou sua mão.

GG: Trato moça.

Sara acordou nua com o lençol cobrindo metade do seu corpo.

Olhou pro lado e deixou um sorriso apaixonado sair dos seus lábios.

Foi até a janela com o lençol amarrado ao corpo dela.

Não tinha nenhum problema ficar nua, quando era só Grissom por perto.

Com uma janela daquela, alguém podia estar olhando.

Mas não tinha reparado como aquela janela era grande e difícil de fechar. Fechou do jeito que podia.

Sentiu com a força que fez pra fechar a janela seu corpo todo dolorido.

Claro que era um cansaço divino. Mas não deixava de ser um cansaço.

Foi pra cima dele devagar apreciando o jeito de anjo que ele ficava quando estava dormindo.

Ele começou a sentir o peso dela e foi acordando devagar.

GG: Dormimos aqui?

SS: Por certa de uma hora. Segundo os meus cálculos.

GG: Precisamos ir pra casa.

SS: A babá dormiu no quarto dos hospedes.

GG: Ah... Então quer dizer que temos algumas horas ainda sem responsabilidades?

SS: Não exatamente.

GG: Porque?

SS: Eu não quero dormir aqui.

Grissom sorriu.

SS: Pode fazer graça, mas esse quarto é muito... muito sujo.

GG: Você quem escolheu.

SS: Você pediu pra eu ser Sara Sidle. Sara Sidle não fica em lugares assim.