Verdade ou desafio.
4 O incrível complexo de Levyaku
Notas iniciais
Não foi difícil para aqueles que estavam jogando vibrarem com a descoberta. Se conseguiram arrancar algo tão peculiar de Ushijima não seria complicado arrancar de outros, visto que; Haviam tantas dúvidas a serem sanadas, fora as inúmeras trocas de olhares que algumas certas pessoas em particular trocavam.
@Tooru: Bem que o Suga disse.
@Suga: Falei nada não, to arrumando a casa com o Daichi isso sim ;-;
@Daichi: Mentira a gente parou pra comer faz uma hora e ainda não voltamos ._.
@Bokuto: Quem arruma casa de noite?
@Akaashi: Quem não teve tempo pra arrumar de dia ué.
@Bokuto: Me responde no grupo, mas no pv não D:
@Lev: E quando responde no grupo é pra ser bruto xD
Akaashi suspirou baixo assim que fechou a porta em suas costas, seu celular vibrara durante todo o jantar e seu pai havia ficado uma fera bem mais do que já estava habituado a ficar. Para sua irmã aquilo não seria uma novidade, já que o progenitor adorava controlar ao máximo que podia, buscando o extremo de seus filhos e aquilo chegava a incomodá-lo.
Talvez por isso se sentisse bem ao lado de Bokuto, ele era um cara aberto, embora tivesse sua face dramática. Sentia-se completo em sua grande maioria.
Tirou o tecido que lhe encobria o tronco, até que pudesse sentir o alivio e a liberdade invadi-lo, dava quase a mesma sensação prazerosa de quando sentia o cheiro do café fervendo lá da cozinha.
Gostava da simplicidade, via nela as portas para abrir sua mente.
@Bokuto: Meu coração chegou a sangrar.
@Tooru: Coloca absorvente. Já que o Kuroo apareceu, vai.
@Kuroo: Verdade ou desafio, Yaku?
@Yaku: Desafio.
@Bokuto: Agora vem nude.
@Kuroo: Não, se o Yaku mandar foto nu pra alguém que não seja o Haiba, ele gileta os pulsos.
@Lev: Ai eu vou ter que usar rivotril q.q
Yaku engoliu a seco com a ansiedade para a vinda de seu desafio. Seus dedos já estavam ligeiramente gelados, inquieto, largou-se sobre o sofá mudando de canal. Seus pais aquela altura já estariam dormindo, assim como seus dois irmãos pequenos. Massageava o pescoço a espera da mensagem de Kuroo que não vinha, talvez ele estivesse na noite de jogos com Kenma, como sempre.
Todo aquele suspense já lhe causava vontade de ir ao banheiro, umedeceu os lábios abrindo e fechando o chat o tempo todo vendo se o adolescente de cabelos negros estava On, ou se ele respondia.
@Yaku: Cuida com o desafio, que já vai começar meu filme.
@Tooru: E você fez um filme?
@Yaku: Com todo respeito, vá tomar naquele lugar em especial onde não pega sol.
— Iwa-chan! — Oikawa berrou da sala. Iwaizumi respirou profundamente ao ouvir a voz esganiçada requisitá-lo. Fechou os hambúrgueres que estava preparando, e rumou a sala onde a televisão apresentava um anime bem antigo. Girou o pescoço, entregando um dos pratos ao comparsa — Yaku me mandou ir tomar no lugar onde não pega sol.
— Já aviso que eu não quero — largou-se no sofá ao seu lado. As feições de Tooru amarraram em questão de segundos.
Quem Iwaizumi pensava que era para lhe dar um fora? Assim, nada cara dura.
Não pudera negar que aquilo foi a gota d’água para que surtasse, saísse gritando e fizesse um de seus maiores dramas, contudo, manteve-se quieto, pois sabia que não seria viável abrir uma discussão sobre aquele assunto, afinal ambos eram heteros até que se provasse do contrário.
O que também não fazia sentido, já que estavam jogando verdade ou desafio com homens...
É, a sexualidade deles poderia ser questionada.
— Fiquei chateado com o que falou — resmungou se entupindo com a comida.
— Yaku?
— Você! Me deu maior fora — vestiu suas feições mais birrentas que conseguiu, Hajime levou na esportiva, como se fosse mais umas de tantas brincadeiras já feitas e com isso, limitou-se a rir.
@Kuroo: Desafio você a ir casa do Lev, e bater uma foto dando selinho
@Suga: Já aviso que não saio de casa pra beijar ninguém.
@Tooru: Nem precisa, o Daichi ta ai ._.
@Daichi: Não me responsabilizo.
@Suga: Minha nossa.
— Daichi — Suga chamou-lhe. Sawamura estava deitado do chão de seu novo apartamento perto do campus, que dividia com Koushi. Bem despojado, a camisa largada por um canto qualquer da sala, o de cabelos escuros prendia sua atenção no celular antes de ouvir o seu nome proferido pelos lábios finos, e o dono deles, sorriu abertamente ao ser fitado — Só eu que acho que esse jogo não acabará bem?
— Definitivamente não — sentou-se. O cinzento aproximou-se do mesmo, e não foi difícil perceber que ele estava ligeiramente disperso em pensamentos, seu semblante estava ligeiramente franzido como quem pensava seriamente sobre algo.
— Aconteceu alguma coisa?
— Yui me pediu em namoro. — a frase soara seca, até mesmo dura. Michimiya e Daichi sempre foram o casal que todos achavam que iria rolar, aqueles de ensino médio que durariam por uma eternidade, que teriam histórias escolares diversificadas para contar, com uma cerca branca um Labrador e um casal de filhos.
— Aceita ué. — foi o que se limitou a dizer, antes de levantar e se perder por entre os cômodos, pisando firme, como se estivesse enfurecido. Por sua vez, Daichi sentiu-se ligeiramente confuso com toda aquela situação inesperada.
Pois que escândalo seria se descobrissem que o capitão Daichi Sawamura era gay? O mesmo cara que dividia o banheiro com homens, que fingia não olhar para as nádegas de Suga, o mesmo cara, que afirmou diversas vezes considerar Shimizu uma garota extraordinária.
Oh sim, ele estava ligeiramente fodido, e se Sugawara ao menos imaginasse que tivera diversos sonhos eróticos com sua pessoa era um homem morto.
@Yaku: ‘Cê acha mesmo, que vou sair daqui, pra beijar o Lev?
@Akaashi: Vocês são vizinhos.
@Hinata: Eu entendo, se fosse pra beijar o Kageyama ele podia morar na minha sala e eu não ia.
@Tobio: Morra.
@Hinata: Babaca.
@Tsukishima: Agradeceria se os dois morressem.
@Noya: Vai dar merda, já sinto o início das tretas
@Hajime: Oremos.
@Lev: Se a montanha não vai até Thorin, o Thorin vai até a montanha.
@Bokuto: Esse Thorin tem um problema com gigantismo.
@Noya: Mas resta saber se o Thorin não vai levar uma surra da miniatura da miniatura do Smaug :v
@Yaku: Até pra ser miniatura eu tenho que ser a miniatura da miniatura?
@Asahi: Noya, você não pode falar nada...
@Noya: Asahi!
@Hinata: Não entendi.
@Tsukishima: Você é burro, você fala de uma maneira burra de tão burro.
@Tooru: Vocês são tudo ofensivo.
@Lev: To chegando Yaku.
@Bokuto: Uma pergunta aqui, só pra deixar a noite reflexiva. Esse Smaug tem fogo?
@Lev: Resolvo sua questão daqui a pouco.
[...]
Três batidas foram o suficiente para que Morisuke saltasse do sofá. Seu coração batera tão forte que ardeu como quem levava murros naquela região. Sua garganta secou, seus dedos travaram e seu campo de visão se fixou na porta da frente.
Jamais pensou que houvesse nervoso maior do que aquele que corria-lhe a espinha antes de jogos importantes, ou de resultados de exames, nem mesmo pudera pensar que Haiba seria o principal vetor de tamanha sensação.
Quando finalmente decidira abrir a porta avistou o adolescente em igual estado, de inicio, apreciou os olhos claros que rejubilavam, logo abaixo deles, poderia se encontrar um sorriso tímido.
Algo que sem dúvidas era inédito e ao mesmo tempo reconfortante. Os dedos longos oscilavam pela nuca detentora de fios cinzentos, como quem estava a cavar um buraco na estrutura óssea de tão inquieto.
— Prefere entrar e ir para o meu quarto, ou prefere ficar aqui fora? — Yaku questionou, vendo o outro olhar ao redor da rua vazia, concluiu que não faria a menor diferença estar fora ou dentro de casa, a não ser pelo fato de que estava frio e ele usava bermuda.
— Está frio aqui fora — murmurou baixo, e teve espaço cedido para que pudesse entrar. Não contestou, nem mesmo algo proferiu, apenas seguiu até o quarto do amigo e sentou-se na cama a sua espera. Yaku trancou a porta assim que atravessara o arco, ligou um abajur e sentou um bocado distante, Lev umedeceu os lábios e o chamou com a mão. Ele entendia que aquela situação estava um bocado embaraçosa, que ambos eram homens e nunca tiveram nenhum tipo de contato como aquele.
Inspirou fundo quando o rapaz aproximou-se. Inclinou seu corpo de modo que ficassem da mesma altura, deslizou seus dedos pelo cabelo macio que exalava bom cheiro, e por baixo do nariz pequeno estavam os lábios dóceis comprimidos, como quem se sentia aparvalhado.
Bem... Ele se sentia aparvalhado.
Oras, estava prestes a beijar Lev!
Não que fosse o fim do mundo ou sentisse nojo, era uma mistura de curiosidade e medo ao mesmo tempo, que poderia jurar que o menor respirar profundo foderia tudo, ele só não fazia ideia do que diabos era aquele tudo.
Assim que conseguiu se localizar antes que perdesse totalmente o foco, sentiu a respiração de Haiba contornar-lhe a face arrepiando sua epiderme, ele não conseguia fitá-lo nos olhos, como se fugisse ou talvez estivesse envergonhado demais para isso. Engoliu a seco, as mãos firmes situaram em sua cintura o mantendo bem preso, a ínfima distancia entre eles era novidade, ela não chegou a perdurar, pois logo viera a ser nula.
Lábio sobre lábio um se fechando ao outro, esquecidos de que havia um desafio a ser cumprido e uma foto a ser tirada. Acanhados, apenas dedilhavam o que era permitido no momento; As palmas de Yaku repousavam sobre as coxas volumosas levemente tentado a apertá-las e deixar a marca de suas unhas na pele branca, contudo, conteve-se, e limitou-se a sentir os dedos longos do comparsa em seus cabelos os puxando sem muita força para que em seguida lhe arranhasse a nuca.
As línguas se trançaram uma a outra, mas logo soltaram-se para que os dois garotos se encarassem, confusos com os celulares vibrando com um bando de malucos querendo saber aonde daria aquele desafio.
— Quer tirar a foto agora? — contragosto Haiba reuniu as palavras escorregadias, sua voz estava embalada num tom grave e seu corpo respondera de modo não convencional ao beijo. Ele desejava ficar ali, e temia terminantemente que não rolasse mais beijos caso cumprissem o desafio.
— Certo... — pegou o celular e curvou-se sobre Lev, tocou-lhe os lábios e tentou tirar a foto. Por alguns instantes ela ficou esquecida, pois novamente estavam mergulhados naquele “fica” completamente improvável. Morisuke abriu minimamente seus olhos para enviar a imagem, mas antes, verificou se esta estava com boa qualidade.
Deixou o aparelho de lado e sentou-se no colo de Haiba que o afastou um pouco de sua virilha. Yaku não sabia se deveria continuar com aquela situação, mas se fosse para prossegui-la, que fosse com estilo, afinal não existia coisa melhor do que beijo com colo.
Bem, na verdade existia, entrementes, tudo no seu tempo.
Separaram-se por uns instantes e sorriram, tinham a noite inteira para aproveitar.
— Mandou a foto?
— Mandei. Com certeza eles já devem estar falando pelos cotovelos — mordeu-lhe o lábio inferior.
@Noya: Eu vi uma língua ali :v
@Bokuto: Oh my fucking god, o Lev perdeu BV primeiro que eu ;-;
@Tooru: Arrasou.
@Lev: Arrasei.
@Kuroo: Neste jogo mostrarei como se beija alguém de verdade.
@Kuroo: Por vídeo.
@Suga: Já sabemos que o Kuroo beijará o Kenma.
@Bokuto: Sem spolier ;-;
@Hinata: Kenma e Kuroo?
@Tobio: O casal mais óbvio depois de Iwaizumi e Oikawa.
@Yamaguchi: Poderia ser KageHina, mas vocês são idiotas.
@Bokuto: Gente que o Tadashi ta malévola. Culpa do Tsukki.
@Tsukishima: Não me chame de Tsukki.
@Kuroo: É privilégio do Yams.
@Yamaguchi: .-.
@Tsukishima: .-.
@Noya: (Reparem que eles não negaram :v)
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