Verdade ou Consequência?
5 V - Filhos?
Notas iniciais
A pergunta a pegara de surpresa, ela se afastou do contato com ele. Com alguns passos de distância, ela voltou a encarar os olhos em expectativas, temerosos. A resposta era importante pra ele, Hinata sabia e não queria magoá-lo, mas não agiria tão precipitadamente. Tinha que pensar, pensar muito.
Gaara — Não precisamos casar agora, se não quiser. _ Ele disse indo para perto da janela.
Hinata o olhou caminhar e continuou olhando a figura dele sob a luz da lua. Era belo. Gostava da falta de expressão e mais ainda de causar algo que a retirasse, mesmo que momentaneamente. Gostava do corpo firme, dos braços que a segurava com força. Gostava dele, gostava do kazekage, gostava do Gaara.
Hinata — É o que pretende propor quando for falar com meu pai?
Gaara – Sim. _ Ele não a olhou.
Seu pai concordaria, tinha certeza. Nunca o vira tão feliz ou carinhoso. Passara a tratá-la com amor e respeito, coisa que nunca fizera. Orgulhá-lo-ia se casasse com o kazekage. Mas nada disso lhe importava. Não era mais uma criança buscando a aprovação do pai, tinha preocupações com sua própria vida, com seus próprios sentimentos.
Hinata – Gostaria de te pedir uma coisa. _ Disse chamando a atenção dele para si. – Nunca tome uma decisão por mim ou sem o meu consentimento.
Gaara – Não o farei. _ Afirmou, olhando-a nos olhos.
Ela sorriu, caminhando até ele. Parou ao seu lado e olhou na direção da lua, suspirando aliviada, até feliz. Ele a abraçou e trouxe o corpo dela para perto, aspirando o cheiro de nozes e orvalho. Beijou-lhe os cabelos, de olhos fechados, preso naquele sentimento que ela sempre despertava nele.
Hinata – Todos aqueles papéis tem meu nome? _ Ela o despertou de seu transe.
Gaara – Sim.
Hinata – O que é?
Gaara – Não é nada. _ Disse olhando para o saco preto. – Só...
Hinata – Só? _ Virou de frente pra ele, o olhando nos olhos.
Gaara – Cartas. _ Desviou o olhar para a vila.
Hinata – Cartas? _ Olhou para o saco e então para ele. – Cartas pra mim?
Gaara – Sim. _ Ainda sem encará-la.
Hinata – Não recebi cartas suas.
Gaara – Não enviei nenhuma.
Hinata – Por quê? _ Se virou de costas pra ele. – Quero lê-las.
Gaara – Não. _ A segurou.
Hinata – Mas... _ A areia envolveu o saco. – São para mim.
Gaara – Um dia deixarei que você leia. _ Ela sorriu virando de frente pra ele.
Hinata – Promete?
Gaara – Hum. _ Assentiu.
~OoO~
Hiashi – Minha filha. _ Beijou-lhe a testa. – Kazekage. _ Estendeu a mão.
Hinata sentou-se ao lado de Gaara, Neji e um dos conselheiros do clã em um sofá a frente deles, e Hiashi em uma poltrona como cabeça. Ele sorria, tão feliz quanto Hinata nunca vira na vida. Neji e o conselheiro permaneciam sérios, encarando Gaara que mantinha a falta de expressão.
- Então, kazekage-sama. _ O conselheiro demonstrou seu excesso de respeito pelo cargo. – O que pretende com a herdeira dos Hyuuga?
Gaara não fez questão de responder, ou se mover. A areia tocou a mão de Hinata, pondo-a a vista de todos na sala. Um anel brilhou nos olhos dos presentes. Uma delicada pérola, pequena em seu tamanho, adornada por diamantes, que eram apenas brilhos de tão diminutos.
- Sendo assim, vamos discutir algumas questões importantes.
Hiashi – Quero treinar eu mesmo os meus netos. _ Sorriu triunfante.
Hinata – Quanto tiverem idade o suficiente, eles poderão decidir vir a Konoha treinar, se assim o quiserem. _ Disse com uma firmeza que apenas Gaara conhecia.
Hiashi – Hinata. _ Advertiu. – Minha filha. _ Suavizou a voz. – Deixe que discutamos isso.
Gaara – Ela está certa, eles decidirão seus próprios futuros, assim como ela. _ Encarou Hiashi com olhos frios. – Nada será decidido sem que Hinata concorde. _ Acrescentou indiferente.
Neji – Ela concordou com esse casamento? _ Perguntou debochado.
Gaara – Se não fosse de seu querer, eu não estaria aqui. _ Voltou-se para Hiashi novamente. – Mas sempre poderá visitá-los e treiná-los em suas visitas. _ Hiashi lhe sorriu satisfeito. — Será bem vindo em Suna.
Fale com o autor