Verdade Ou Pesadelo

30 Don't Fade Away


Notas iniciais
Nhac :3 Voltei com o cap 30, meus amores. Eu disse que nao ia demorar e acabei demorando mais de uma semana pra postar, me desculpem por isso, eu estava com um leve bloqueio criativo -q Mas enfim, vamos ao cap o/ Espero que gostem :3

– Esse lugar é assustador até mesmo pra mim – disse Andy assim que ele e Scout pisaram no 5º andar do orfanato.

– Quanto mais rápido pegarmos a faixa, mais rápido saímos daqui – falou Scout, tomando a dianteira no largo e comprido corredor e parando em frente ao quarto de Dolores, abrindo a porta e examinando o antigo cômodo com os olhos antes de adentrá-lo.

– Nós já não procuramos em tudo por aqui? – perguntou Andy, entrando e encostando a porta.

– Quase tudo – ela arrastou a cama de solteiro para o lado e ajoelhou-se, começando a tatear o chão à procura do compartimento que vira Dolores abrir em seu sonho. Andy apenas observava curioso.

Scout sentiu um pequeno vão no chão e soube que tinha achado a ‘porta’. Abriu-a e encontrou alguns objetos soltos e uma caixa média funda. Aquela era definitivamente a caixa na qual Dolores havia guardado a faixa de cabelo de Mary.

– Me ajuda – disse Scout à Andy, que prontamente segurou a caixa por um dos lados e ajudou-a a tira-la do compartimento, porém quando Scout tentou abri-la notou que havia uma tranca com fechadura impedindo que a caixa fosse aberta. – Que ótimo. Como vamos abrir? – ela perguntou num suspiro. Andy olhou para os objetos soltos no compartimento e viu uma chave do mesmo estilo que a tranca da caixa.

– Tenho um leve palpite de que isso vai servir – disse ele, pegando a chave e entregando-a para Scout, que encaixou-a perfeitamente na fechadura e girou-a.

– Isso! – Scout comemorou. Levantou a tampa da caixa e deparou-se com um pequeno caderno coberto por alguns pertences de Dolores – entre eles, o mutilador usado em Mary –, porém não havia faixa de cabelo alguma naquele meio.

– Vai ver está embaixo de alguma dessas coisas... Sinistras – disse Andy, pegando uma caveira de porcelana com aspecto bem realístico de dentro da caixa e fitando-a com uma careta.

Scout começou a retirar os objetos de dentro da caixa, e assim que tocou no mutilador suas mãos estremeceram e um calafrio percorreu todo o seu corpo, o que fez com que ela tratasse logo de soltá-lo no chão.

Sobrando só o caderno dentro da caixa, Andy pegou-o e abriu o feixe, começando a folheá-lo.

De repente algo parecido com uma fita cai de dentro do caderno no colo de Andy. Ele deixou o caderno de lado, pegou a fita por uma das pontas e esticou-a no ar, revelando a faixa de cabelo de Mary, ainda com as marcas de sangue seco de há muito tempo atrás e um pouco rasgada e desfiada nas bordas.

– Não quero nem saber o que você fez com a pobre coitada naquela noite para deixar a faixa dela nesse estado – falou Andy.

– Como se você tivesse muita moral pra falar disso – respondeu Scout, pegando a faixa, dobrando-a e guardando-a no bolso. – O que tem nesse caderno?

– Não sei, não prestei muita atenção no que estava escrito enquanto o folheava.

Scout pegou o caderno e abriu numa página aleatória.

– É um diário. Por que raios ela precisava de um Diário? – perguntou ela, passando os olhos pelas palavras escritas em letras inclinadas e perfeitamente desenhadas.

– Talvez a pessoa mais ranzinza do orfanato todo não tivesse muitos amigos, não? Até Dolores precisaria desabafar em algum momento, e se não tinha amigos, deve ter recorrido a um diário – supôs Andy. – Leia o que ela escreveu aí.

– “04 de Fevereiro de 1917

São tempos difíceis para o orfanato. Já não é possível bancar as despesas. Nesse ritmo, o orfanato terá de ser fechado. Um homem apareceu há dois dias dizendo que se as contas do orfanato não fossem colocadas em ordem o governo o fecharia. Eu pouco me importo com o que acontecerá àqueles pirralhos chorões ou às outras freiras, mas este lugar foi meu lar durante minha vida toda. Fui encontrada em frente ao orfanato enrolada numa manta e aconchegada em uma caixa forrada com a outra parte da mesma manta envolta em mim, com 4 meses de vida. O porteiro levou-me até a irmã Anita, que acolheu-me de bom grado. Anita foi a mãe que eu nunca tive, eu a amava mais do que tudo. Porém, quando completei 6 anos, Anita adoeceu de febre amarela. Não demorou muito para o dia de seu falecimento chegar, e foi quando me vi sozinha no mundo. Anita era a definição que eu tinha de uma família, e da noite para o dia ela se fora. Presenciei a cremação de seu corpo. Algo em mim mudou naquele dia, senti ódio, ódio do todo poderoso cara lá de cima. Por que ele foi escolher levar logo Anita? Logo a minha família? Mas eu precisava aceitar a vontade Dele. (...)”

– Ódio reprimido? – Andy interrompeu-a. – Isso explica muita coisa. O que mais ela escreveu?

– “17 de Abril de 1917

A situação financeira do orfanato vai de mal à pior. Não creio que terei de recorrer a ele, aquele rapaz folgado, eu o odeio! Mas não me resta escolha, ele é o único que pode ajudar. Andrew Campbell. Filho de Amy e Chris Campbell, pessoas próximas de Anita. Cheguei a conhece-los quando mais velha para noticiá-los sobre a morte de Anita, anos depois de seu falecimento. Eles tinham acabado de ter um bebê, Andrew. Ele aparece por aqui de vez em nunca para deixar um lírio rosa que sua mãe envia para Anita em respeito à sua morte e cartas que ela escreve, porém suas visitas têm ficado mais frequentes ultimamente, não sei por quê. Ele é minha única esperança. Não posso deixar que nada de mal aconteça à este lugar. Anita viveu e morreu aqui, este foi o lar dela, e meu também, não posso deixar que o fechem. (...)”

– 17 de Abril? Isso foi um pouco antes de selarmos o acordo sobre a Mary – disse Andy.

– É isso – agora Scout entendera tudo. – O orfanato tinha extremo valor sentimental para Dolores, foi aqui que ela viveu a fase mais feliz de sua vida, ao lado de Anita, e ela faria de tudo para que nada acontecesse com ele, mesmo que isso significasse envolver uma criança inocente num trato daqueles.

– Estamos perdendo tempo lendo esse diário, ele não é importante, o que importa é a faixa de cabelo da Mary, e nós já a pegamos, que tal sairmos daqui agora antes que alguém veja a gente aqui? – disse Andy, já recolocando os objetos dentro da caixa.

Scout fechou o diário e colocou-o na caixa também. Fechou-a, guardou-a no compartimento e arrastou novamente a cama, escondendo-o.

– Agora sim, a ação vai começar! Hora de fazer um ritual – animou-se Andy, caminhando em direção à porta.

– Não tão rápido – Scout colocou-se em sua frente. – Você disse que quando conseguíssemos pegar a faixa, ajudaríamos a Akira.

– Me diz uma coisa: quer mesmo se arriscar por causa de uma menina com quem você não trocou nem uma dúzia de palavras?

– Não vamos discutir isso de novo. Sai logo do corpo da Akira e me diz o que fazer pra encontrar a alma dela.

– Você não vai mudar de idéia, né? – Andy suspirou. – Ok então. Deita na cama.

– Isso soa perigosamente suspeito vindo de você – disse Scout, indo em direção à cama e deitando-se.

– Relaxa, não vou fazer nada – garantiu Andy.

De uma hora para a outra o corpo de Akira pareceu perder a sustentação e caiu ao chão desacordado.

– Andy?! – Scout ajoelhou-se ao lado do corpo.

– Presente – respondeu a tão conhecida voz rouca perto de sua orelha, o que lhe causou um certo alívio.

– Não me assusta assim! – Scout colocou uma das mãos em cima do coração.

– Ficou preocupada, é?

– Eu me preocupar com você? Não seja tão convencido – disse ela, deitando-se na cama novamente. – Então, o que eu tenho que fazer?

– Dormir.

– '-'

– O que está esperando? Feche os olhos.

– Antes, me explique: como exatamente eu vou ir atrás dela se eu estiver dormindo?

– Já ouviu falar em projeção astral?

– Sim, isso acontece em alguns filmes. Uma pessoa sai de seu próprio corpo durante o sono e consegue se ver dormindo e ver todos à sua volta também, certo?

– Exatamente. Projeção astral é o descolamento da consciência para fora do corpo físico. Em outras palavras, a possibilidade de você ‘estar’ em algum lugar enquanto seu corpo físico permanece imóvel em outro lugar. Eu posso fazer com que você fique parcialmente acordada para que fique consciente o suficiente para ter controle sobre o seu corpo astral quando ele se desprender do seu corpo físico. Geralmente é preciso muito treino e meditação para que a projeção astral seja possível, mas para a sua sorte, você tem a mim. Podemos começar?

– Espera – Scout sentou-se e levantou um pouco a parte de trás de sua blusa, revelando o punhal de prata preso em sua calça. Ela o sacou e segurou-o com firmeza. – Eu o estava guardando para usá-lo quando esse momento chegasse. Assim não estarei indefesa quando me projetar.

Andy assentiu e sentou-se na borda da cabeceira da cama. Scout deitou-se novamente, segurando com as duas mãos o punhal deitado sobre o abdômen.

– Não se afaste muito do seu corpo físico, caso contrário será mais difícil retornar a ele. Enquanto estiver fora, seu corpo é um recipiente vazio totalmente vulnerável à possessão. Se você demorar, outros espíritos irão senti-la, o que significa que perceberão que seu corpo estará vulnerável e virão diretamente a ele. Volte antes que isso aconteça, entendeu?

– Certo.

– Agora, feche os olhos e relaxe – Andy colocou uma das mãos sobre os olhos de Scout, e por reflexo ela os fechou. – Imagine algum lugar longe daqui. Visualize a si mesma num enorme campo florido. Você está sozinha, contemplando o céu do pôr-do-sol colorido em tons de vermelho, laranja e amarelo. Sentindo a brisa suave do fim do dia mexendo em seus cabelos e passando por você.

Scout seguia as orientações de Andy, porém não sentia nada de diferente, além de uma enorme paz. Mas ela ainda estava ali, e isso não ajudava em nada.

– Isso é um monte de babaquice, Andy! Eu ainda estou aqui! – disse ela, desvencilhando-se da mão de Andy, levantando-se e dando alguns passos para longe. Quando virou para encara-lo deparou-se com a imagem de Andy ainda com as mãos postas sobre seus olhos. Sim, ela estava vendo a si própria deitada na cama. O monte de babaquice funcionou.

Scout olhou para suas mãos e viu que ainda estava segurando o punhal, assim como ela imaginara que aconteceria.

– Você pode me ver, certo Andy?

– Perfeitamente.

– Por onde podemos começar?

– Você quis dizer por onde você vai começar – corrigiu Andy.

– Como assim você não vem comigo?! Eu vou demorar uma eternidade pra procurar a Akira sozinha e-

– Alguém tem que bancar o guarda costas. Vou ficar aqui cuidando do seu corpo. Se algum espírito tentar te possuir enquanto você estiver fora, eu posso tentar impedi-lo.

– Veja lá o que vai fazer comigo – avisou Scout.

– Já disse que não vou fazer nada... Por ora. Para de perder tempo aqui e vai logo atrás da sua preciosa. Aliás, esqueci de contar a parte mais legal da projeção astral: você é quase um fantasma, então pode atravessar paredes e portas, o que também nos ajuda a poupar tempo. Vá em frente, caminhe em direção à porta e atravesse-a. Ou corra, se preferir.

Duvidosa, Scout encarou e porta e respirou fundo.

– 1, 2... 3! – ela saiu correndo e se atirou contra a porta, mas deu de cara na madeira, que por sinal era totalmente sólida.

– I lied – lembrete: enforcar Andy mais tarde.

Scout saiu do quarto bufando e massageando o nariz, verificando se este ainda estava inteiro depois do impacto com a porta, e em seguida deixando o 5º andar do orfanato. No 4º andar da ala leste ainda haviam freiras perambulando pelos corredores e verificando se todos estavam dormindo, porém elas passavam reto por Scout sem nem nota-la.

Ela vasculhou cada canto do imenso prédio, porém não havia sinal de Akira. Scout tinha que ser rápida, antes que ela esquecesse o caminho de volta ou que alguém tomasse seu corpo. “É bom que Andy cuide muito bem de mim” pensou ela.

Scout deixou o prédio pra procurar do lado de fora, porém Akira não estava na capela e nem no gramado. Onde ela estava afinal?! Não era possível que ela tivesse saído do orfanato! Todos os que conhecia estavam ali, não fazia sentido que ela não estivesse lá, porém Scout já havia procurado em tudo e não a encontrara.

Não. Ela ainda não havia procurado em tudo. Havia um lugar que Scout ainda não verificara: o porão.

Ela foi até a parte de trás do prédio do orfanato, abriu a porta que dava para o porão e desceu a escada. De repente, um ruído em meio a escuridão do lugar.

– Aki-

– LIBERDADE! – alguma coisa em alta velocidade trombou de frente com Scout. – Minha cabeça... – pela voz, ela soube que tinha achado Akira. – Espera, Scout?! Por favor, diga que você consegue me ver! – Akira se levantou e começou a mexer os braços e a pular em frente a Scout, como se quisesse chamar sua atenção.

– Sim, eu consigo. Que bom que eu te achei!

– Eu não sei o que está acontecendo, eu pareço ser invisível para todo mundo!

– Akira, temos que ir logo e-

– Não importa o quão alto eu grite na orelha de alguém, ninguém parece me escutar, todos me ignoram completamente, parece que sou um fantasma!

– Nós precisamos sair daqui rápid-

– Exceto por uma garota que eu nunca havia visto antes, acho que ela devia ter uns 9 anos e usava um uniforme antigo.

– Você viu uma garota de 9 anos usando um uniforme?!

– Sim, mas eu nunca tinha visto ela no orfanato antes. Ela era a única que parecia me ver, disse que queria brincar comigo no porão. Quando chegamos aqui, ela disse que ainda faltava uma pessoa pra brincar com a gente, e que só iríamos começar a brincar quando essa pessoa chegasse. Depois disso, ela me trancou aqui e desapareceu.

– Essa não – alguma dúvida de que a pessoa que estava faltando era Scout? Com certeza Mary prendera Akira no porão para atrair Scout para lá. – Akira, temos que sair daqui agora! – Scout puxou Akira pela mão para tira-la do porão, porém a porta do porão fechou-se bruscamente antes que elas pudessem subir a escada para sair de lá.

– O que foi isso?! – perguntou Akira, assustada.

– Fica atrás de mim! – disse Scout, alerta, sacando o punhal e retirando o isqueiro de um dos bolsos da calça, acendendo-o para iluminar o que quer que estivesse ali. – Eu sei que você está aí, Mary!

– Com quem você está falando?! Quem é Mary?! O que está acontecendo afinal de contas?!

– Não se lembra de mim, Akira? – Scout olhou na direção da qual veio a voz e se deparou com Mary encarando-as. – Agora não falta mais ninguém, podemos começar a brincar.

– Ela não tem nada a ver com isso. Deixa ela ir e então nos resolvemos, só eu e você.

– Nem pensar. Terei diversão em dobro.

– Akira, quando eu der o sinal, comece a correr e saia daqui, entendeu? – Scout disse baixinho para Akira, posicionando-se para atacar Mary com o punhal.

– Você sabe que é inútil, Scout. O punhal não funciona em mim.

– Tem razão. Mas ele pode te atrasar – ela sussurrou para si mesma, sorrindo de canto e apagando o isqueiro, transformando o porão num breu total. Com a posição de Mary memorizada, ela atacou-a com o punhal e acertou em cheio seu peito.

– Argh! – Mary urrou de dor.

– Agora, Akira! – Scout gritou, e na mesma hora Akira correu e subiu rapidamente a escada, abrindo a porta e deixando o porão, seguida por Scout, que segurava o punhal. – Por aqui! – Scout foi na frente, guiando Akira até o prédio principal.

Quando Scout abriu a porta do prédio do orfanato, em vez do comprido e largo corredor de sempre elas foram recebidas por um imenso vácuo. Era como se o interior do orfanato não existisse mais, simplesmente tivesse sumido de um segundo para o outro, desaparecido completamente.

– Droga, demoramos demais!

– Quer me explicar o que está acontecendo, Scout?!

– Não dá tempo! Só me deixa pensar um segundo! – pediu Scout, porém agora não era só Akira que a impedia de pensar em algum plano para tira-las dali. Outros corpos astrais que deviam perambular ali por perto as haviam percebido, e começavam a se aproximar na tentativa de induzi-las a caírem no vácuo.

– Quem são eles?! – perguntou Akira, afastando-se.

– Pode ter certeza de que não estão aqui para nos ajudar – respondeu Scout. Ela tinha que pensar em alguma coisa rápido, ou aquele seria o seu fim, e ela não podia morrer sem antes mandar uma certa garota para as profundezas do inferno. Mas eles eram muitos, Scout sozinha não conseguiria dar conta de todos mesmo com o punhal.

O punhal.

É isso.

Aquele era o único jeito de se salvarem. Ela esticou o braço e, usando o punhal, começou a fazer cortes em seu braço formando palavras.

– O que você tá fazendo?! – perguntou Akira, olhando-a surpresa.

– Não pergunte, só me dê a mão! – disse Scout, pegando a mão de Akira.

Agora tudo dependia de Andy.



–---------

Num plano paralelo, Andy permanecia atento ao corpo físico da ruiva.

Enquanto ele a observava, algo em seu braço chamou sua atenção. Cortes? Sim, começaram a surgir cortes no braço de Scout. Não quaisquer cortes, eles começavam a formar letras.

“Socorro”

– Você já se meteu em confusão, ruiva? – Andy colocou a ponta do indicador na testa de Scout e fez uma breve prece.

Ao término da curta reza, Scout despertou um pouco atordoada. Ela sentou-se na cama tateando todo o seu corpo para verificar se ainda estava inteira e olhou em volta para ter certeza de que havia voltado ao quarto de Dolores.

– Você me trouxe de volta? – perguntou ela para Andy.

– Sã e salva – respondeu ele.

Nesse momento, Akira começara a despertar no chão.

– Scout? – falou, sonolenta. Ela não conseguia ver Andy ali. – Que lugar é esse? Como eu vim parar aqui? – perguntou ela, olhando em volta.

– Você... Teve uma crise de sonambulismo. Eu te segui até aqui pra ter certeza de que você ia ficar bem.

– Mas eu não sou sonâmbula.

– Sempre há uma primeira vez, não é? Essa pode ter sido a primeira de muitas, fique atenta.

– Seu braço! – disse Akira, em tom preocupado. Ela acabara de perceber os cortes e o sangue no braço de Scout, logo em seguida tentando se levantar para ir até ela, porém perdeu o equilíbrio e cambaleou para trás

– Cuidado! – Scout segurou-a antes que ela caísse. Ela devia estar exausta. – Você tá com muito sono. Vamos voltar pro dormitório, se alguém nos vir aqui teremos problemas.

–---------

Akira deixou o corpo cair sobre a cama e dormiu rapidamente.

Scout pegou a mochila que continha os ingredientes para o ritual, verificou se todos estavam ali e juntou a faixa de cabelo de Mary a eles. Jogou a mochila nos ombros e deixou o dormitório sorrateiramente para que nenhuma das colegas acordassem.

Ao dar uma ultima olhada nas duas, não pôde deixar de sorrir. O pouco que ficara naquele orfanato fora provavelmente a melhor fase que vivera no últimos tempos, considerando que sua vida ultimamente se resumia a sangue, mortes violentas e um espírito tarado.

– Eu vi isso – disse Andy, que esperava Scout do lado de fora do dormitório.

– Isso o que? – perguntou ela, fechando a porta.

– Esse sorriso.

– Foi involuntário.

– Foi fofo.

– Cala a boca, vai. Vamos sair logo daqui. Agora vem a parte que você tanto esperava.

– Agora sim, a ação vai começar! Hora do ritual!

Notas finais
So...?Vocês já sabem: reviews, críticas, sugestões, opiniões, venham todos o/Eu comecei a postar a Verdade ou Pesadelo no animespirit agora.O link é esse: http://animespirit.com.br/fanfics/historia/verdade-ou-pesadelo-416127É isso. Espero que tenham gostado do cap ^^ Nos vemos no próximo o/Beijos s2Nyuu-chan :3