Verdade Ou Desafio
1 Jogo
Notas iniciais
E eu marquei spoilers no aviso, mas nem pode ser considerado spoiler, primeiro que é da saga de Skypiea, segundo que o spoiler só diz que eles derrotaram o Enel (grande coisa)
Era uma noite bela e quente na região da Grand Line onde o Merry navegava. Os mugiwaras estavam até um pouco cansados de não fazer nada e de não ter ninguém para lutar contra.
Na verdade, nem todos eles estavam assim. Usopp e Chopper estavam muito felizes com o fato de finalmente terem um tempo de tranquilidade. Afinal, eles tinham enfrentado God Enel há pouco tempo e ainda tiveram de fugir do forte da marinha, G8. Estavam exaustos.
Naquele momento, Usopp tentava consertar o Merry com a ajuda de Chopper, Sanji estava preparando sucos para Nami e Robin. Nami estava desenhando seu mapa de Skypiea e Robin lendo um de seus livros preferidos novamente. Zoro treinava arduamente como sempre e o capitão...
Bem, Luffy estava sentado em seu local especial, a figura da proa do Going Merry. Ele era o mais entediado de todos. Levantou-se e começou a andar pelo navio.
Primeiro foi ao lugar onde Usopp e Chopper estavam tentando consertar o navio.
-Oe, Usopp, será que eu poderia ajudar? – Disse, surpreso consigo mesmo por estar oferecendo ajuda.
-Luffy, eu não to precisando de ajuda... Com mais alguém aqui seria uma bagunça... Vá perguntar à Nami.
Luffy concordou e saiu em busca de Nami. Quando ele deu um passo para dentro do quarto da ruiva ela disse:
-Luffy, saia! Eu estou desenhando meus mapas, não quero você aqui, atrapalhando!
O moreno saiu rapidamente do quarto, ele sabia que Nami poderia ficar muito brava se ele ficasse ali mesmo com ela lhe pedindo para que saísse. Foi até a cozinha.
-Oe, Sanji... – Disse ao ver o loiro. – Temos carne? Eu quero carne! Você pode fazer carne pra mim? Carne...
Sanji olhou para Luffy e deu uma tragada em seu cigarro.
-Luffy, você já comeu toda a carne. Vai ter que esperar até que consigamos mais...
-Mas... Sanji... Eu to com fome!
-E A CULPA É MINHA QUE VOCÊ COMEU TUDO?! – Gritou Sanji.
Luffy acabou por sair da cozinha.
Avistou Zoro treinando no Ninho do Corvo. Seu coração acelerou um pouco.
-Ah... O Usopp não precisa da minha ajuda, a Nami tá desenhando... O Sanji tá bravo comigo por ter comido a carne toda e o Zoro tá treinando... – Murmurava enquanto sentava-se no chão do navio. – Zoro...
Luffy sentiu seu coração acelerar um pouco ao falar o nome de seu nakama. Isso sempre acontecia, mas Luffy ignorava e logo passava. Ele não sabia bem o que era, mas o estava preocupando.
-Algum problema, Senchou-san? – Ele pôde ouvir a voz de Robin, que estava sentada em uma cadeira ao seu lado, lendo.
-Robin? Ah... Eu to entediado!
-Entediado? Você quer fazer alguma coisa? – Perguntou Robin, fechando seu livro e colocando-o em seu colo.
-Quero! Quero, mas não tem nada pra fazer...
-Bem, poderíamos jogar um jogo...
-Jogo? Que tipo de jogo?!
Robin parou para pensar. Tinha observado seu capitão a tarde inteira e ele não havia feito nada. Mal mudara de expressão, o único momento em que ele lhe pareceu diferente foi quando olhou para Zoro. Isso deu uma ideia a ela.
-Um que só teria graça se todos da tripulação jogassem... Chame-os pra jogar “Verdade ou desafio”.
Luffy pareceu se interessar no assunto.
-Verdade ou desafio? Que jogo é esse?
-É um jogo onde você pergunta à uma pessoa “Verdade ou desafio”, se ela disser verdade, você fará uma pergunta à ela e se ela mentir, terá de fazer qualquer coisa que você disser. Já se ela disser desafio, você a desafiará a fazer alguma coisa. Convença o pessoal a jogar, a navegadora provavelmente não vai querer, mas diga a ela para vir falar comigo que eu posso convencê-la.
Luffy foi correndo até seus nakama. Ele queria muito jogar o jogo por dois motivos: estava entediado e mal podia esperar para desafiar alguém a fazer alguma coisa. Primeiramente foi até Usopp e Chopper.
-Oe, Usopp! Acabou de consertar o Merry?
Usopp estava sentado, recostado em uma parede com Chopper ao seu lado.
-Sim, Luffy.
-Vamos jogar um jogo? A Robin tava me explicando como funciona e eu quero jogar!
Usopp franziu o cenho.
-Que jogo é esse?
-Verdade ou desafio.
-Não sei não, Luffy... Sempre sai alguém triste desse jogo...
-Ahhh, por favor, Usopp! Como um pirata como você tá com medo de jogar um jogo?!
Usopp suspirou.
-Sim! Eu sou o grande capitão Usopp! Não tenho medo de um simples jogo.
-Você vem também, não é, Chopper? – Perguntou Luffy ansioso.
-Sim, eu nunca joguei esse jogo... – Respondeu a rena.
-Ótimo, vocês dois vão na frente. Se encontrem com a Robin.
Usopp e Chopper foram de encontro à Robin e Luffy foi até a cozinha. Assim que entrou foi recebido por um grito de Sanji.
-EU JÁ NÃO TE FALEI QUE NÃO TEMOS CARNE?!
Luffy assustou-se.
-San-sanji... Dessa vez eu vim por outro motivo...
-Ah... Qual seria? – Perguntou voltando ao normal.
-B-bem... Veja, como eu estou entediado... Você quer jogar um jogo? O nome do jogo é verdade ou desafio.
Sanji colocou a mão no queixo.
-Não gosto muito desse tipo de jogo, Luffy...
-Veja, foi ideia da Robin...
Sanji arregalou os olhos e levantou-se rapidamente. Em um segundo ele pegara uma garrafa qualquer e saíra correndo, gritando algo como: “ROOOBIN-CHWAAN! JOGUE COMIGOOO! EU ACEITO QUALQUER DESAFIOOO!”.
Luffy ficou olhando para a porta por onde Sanji saíra por um tempo.
-Bom... Agora falta só a Nami e o... Z-Zoro... – Sussurrou. – Acho que vou falar com a Nami primeiro.
Luffy foi até o quarto da navegadora e encontrou-a debruçada sobre seu mapa.
-Luffy, eu já não te mandei embora? – Perguntou, virando-se para o garoto.
-Veja... Eu queria te convidar para jogar verdade ou desafio...
-Não. – Ela disse imediatamente.
-Ainda não acabou de desenhar?
-Já acabei, eu só não quero jogar.
-Nesse caso, a Robin quer falar com você...
-Sério?
Luffy assentiu e Nami levantou-se rapidamente para conversar com Robin. “E agora só falta o Zoro” Pensou Luffy. Ele foi até o convés e não encontrou ninguém, sua tripulação também não estava na proa, por isso presumiu que estivessem na popa do navio.
Esticou seus braços até o topo do Ninho do Corvo para subir. Ao chegar lá, encontrou Zoro treinando arduamente. Ele fazia isso por tanto tempo que chegava a ser impressionante.
-Luffy? – Perguntou o espadachim, parando seus movimentos e olhando para o menor.
O coração de Luffy acelerou e ele corou um pouco.
-Hey, Zoro... Você quer jogar verdade ou desafio?
Zoro olhou para ele um pouco confuso e desconfiado, mas ao ver que Luffy falava sério disse:
-Pode ser. – Ele não conseguiria negar algo para seu capitão.
Luffy abriu um grande sorriso.
-Sério?!
-Sim...
-Então, vamos descer, Zoro! – Chamou Luffy já descendo a escada.
Enquanto isso...
Nami andou apressada até a popa do navio, onde já se encontravam todos, exceto Luffy e Zoro. Robin estava um pouco afastada dos outros, ela estava esperando por Nami e ninguém mais poderia ouvir a conversa.
-Robin... Por que você quer jogar esse jogo? – Perguntou.
Robin olhou em volta e disse num tom mais baixo:
-É simples. O senchou-san está muito apaixonado por um certo espadachim. E achei que fosse um bom jeito de mostrar isso à ele.
Nami olhou confusa para Robin.
-Quer dizer que o Luffy ta a fim do Zoro? E ele não sabe?
Robin assentiu.
-Isso é bem a cara dele... – O comentário de Nami foi feito um pouco alto demais.
-O que é a cara de quem? – Perguntou Zoro, que estava chegando com Luffy ao seu lado.
-N-n-nada, Zoro-kun, nada... – Disse a ruiva, um pouco sem graça.
Os sete se sentaram no chão, formando um círculo para começar a jogar. Sanji colocou a garrafa que havia pegado na cozinha no centro do círculo.
-O bico aponta pra quem responde e o fundo pra quem pergunta. – Disse o cozinheiro e girou a garrafa. Não que ele gostasse daquelas brincadeiras de criança, mas com sorte alguém o desafiaria a beijar a Robin, ou pelo menos ele torcia para que isso acontecesse.
A primeira vez que a garrafa parou foi em Usopp e Chopper.
-E então Chopper, verdade ou desafio? – Perguntou Usopp.
-De-desafio!
-Eu desafio você... Hmmmm... Ah! Eu desafio você a achar meu esconderijo secreto! – Usopp disse, ele estava confiante de que Chopper nunca acharia nada. O atirador havia criado um esconderijo para guardar suas armas, assim ninguém mexeria nelas.
Chopper aceitou o desafio e saiu a procura do tal esconderijo. Usopp foi junto dele para ter certeza de que Chopper não encontraria nada.
-Enquanto eles fazem isso... Vamos para a próxima rodada. – Disse Sanji, girando a garrafa novamente.
Dessa vez a garrafa parou em Robin e Luffy. Nami abriu um grande sorriso.
-E então, senchou-san, verdade ou desafio? – Perguntou Robin, sorridente.
-Desafio, é claro! Eu sou o homem que se tornará o Rei dos Piratas, como poderia não pedir um desafio?
-Como quiser... Eu desafio você a... – Robin deu um sorriso. – Beijar o espadachim... Na boca.
Sanji, Luffy e Zoro olharam para Robin, surpresos. O capitão e o espadachim coraram violentamente.
-Vamos, Luffy! Você vai se recusar a cumprir um desafio assim e ainda diz que se tornará o Rei dos Piratas?! – Provocou Nami.
Luffy olhou para Zoro, completamente vermelho.
-B-bem... E-eu... Não... Err... Posso dizer não pra isso, Zoro. – Disse meio sem jeito.
-É, e-eu entendo...
Luffy foi engatinhando até Zoro. O espadachim estava sem suas katanas, sentado de pernas cruzadas ao lado de onde antes estava Usopp. Na verdade, não havia ninguém sentado ao seu lado naquele momento, já que antes estava entre Usopp e Chopper. Luffy e Robin eram os que estavam mais próximos de si.
Luffy apoiou uma das mãos no chão ao lado do corpo de Zoro e olhou o espadachim nos olhos.
-M-me desculpe... – Sussurrou para que só Zoro pudesse ouvi-lo.
Fechou os olhos aproximou-se hesitante de Zoro. Respirou fundo uma última vez e tocou os lábios de Zoro com os seus. Nem em sonho poderia imaginar que os lábios de Zoro eram tão macios... Não que ele já tivesse sonhado com isso. Bem, talvez uma ou duas vezes... Ou três, algumas vezes. Tudo bem, ele já havia sonhado em beijar o mais velho muitas vezes, mas sempre achou que estivesse ficando louco.
Segundo Shanks e Ace um beijo na boca significava mais que amizade ou irmandade. Era algo que vinha de um sentimento maior que esses. Algo que um homem e uma mulher compartilhavam. Por isso, Luffy descartou a possibilidade de que talvez fosse isso que sentisse por Zoro... Eles eram dois homens. Nem Ace nem Shanks haviam explicado algo assim para ele.
Mas naquele momento ele se sentia tão bem, que poderia ficar ali para sempre. Encostou seus lábios um pouco mais firmemente nos de Zoro.
O mais velho já estava começando a se perguntar por que Luffy fazia isso. E também já estava perdendo toda sua sanidade, se aquilo durasse mais um segundo não aguentaria mais.
Um segundo depois disso, Zoro literalmente esqueceu-se de tudo. De que havia pessoas ali, das possíveis reações de Luffy, das reações das pessoas que estavam em volta, enfim, de tudo. Agarrou o pescoço de Luffy e passou a língua em seus lábios pedindo passagem.
Luffy inicialmente não sabia o que fazer, mas quando finalmente entendeu, corando ele abriu a boca timidamente e sentiu a língua de Zoro tocar a sua. Obviamente nunca havia feito isso antes, por isso estava muito perdido.
A língua do espadachim guiava a de Luffy, e o capitão seguia os movimentos do outro, tentando a todo custo aprender alguma coisa. Continuaram se beijando até que o ar se fez necessário e separaram-se.
A esse ponto, Luffy estava sentado no colo de Zoro, com suas mãos apoiadas no tórax do maior e Zoro ainda segurando o pescoço de Luffy.
O moreno percebeu que seu chapéu havia caído. Saiu do colo de Zoro rapidamente e pegou seu chapéu do chão e olhou para os outros que estavam ali. Sanji parecia completamente surpreso, já Robin e Nami sorriam discretamente.
Luffy, envergonhado e vermelho como lava, saiu de lá correndo. Zoro fez menção de levantar-se também, mas Robin o parou.
-Espere! O jogo ainda não acabou. Mais uma rodada e pode ir! – Disse com um leve sorriso.
Sanji, já recuperado do choque, girou a garrafa, mas Robin sabia que não podia haver erros, por isso usou o poder da hana hana no mi e criou dedos em baixo da garrafa para manipular o resultado. Ninguém percebeu, já que Sanji ainda estava um pouco surpreso e Zoro queria o mais rápido possível ir atrás de Luffy, por isso estava distraído. Ninguém, exceto Nami, mas como ela sabia o verdadeiro motivo do jogo, não importava que ela tivesse visto.
Com ajuda da manipulação de Robin, as últimas pessoas foram Nami e Zoro.
-E então, Zoro... Você é o último, o que vai querer?
-Eu quero verdade. – Disse, presumindo que teria que responder sim à qualquer pergunta e poderia sair logo dali.
-Como desejar, então... Você gostou do beijo do Luffy? – Perguntou Nami com um tom malicioso.
Zoro corou até as orelhas.
-M-mas, é claro que não! – Exclamou, rezando para que Luffy não ouvisse.
Mas, Luffy ouviu. Ele estava logo ali, escondido no convés, ouvindo a conversa toda e tentando acalmar seu coração que batia em ritmo descontrolado.
Ao ouvir as palavras de Zoro ele arregalou os olhos e sentiu lágrimas brotarem deles. Foi silenciosamente até o Ninho do Corvo, sentou-se num canto e abraçou seus joelhos. Tentou o máximo que pôde não chorar, mas não funcionou e acabou chorando. Derramando lágrimas à toa, porque não ouviu o resto da conversa.
Zoro já estava em pé, quase indo embora, quando ouviu a voz de Nami.
-Por ter mentido, seu desafio será dizer a verdade – Disse Nami.
-E-eu não menti!
-O que acha, Robin? – Perguntou Nami.
-Bem, convivi minha vida toda com mentirosos. Ele com certeza está mentindo. – Disse com tranquilidade.
-Pode ir dizendo a verdade, Zoro.
-Eu... Não gostei...
-Vai mentir até o final? Tudo bem, então tente responder só mais uma pergunta... – Zoro olhou para a ruiva. – Por que usou a língua? Não era necessário.
O espadachim corou até as orelhas novamente.
-I-isso foi porque-
-Não minta, Zoro! – Disse Nami irritada.
-Porque... Eu gostei... – Admitiu e saiu correndo. Não iria procurar por Luffy ainda, não agora que dissera aquilo. Iria ficar treinando no Ninho do Corvo até que não aguentasse mais.
Nami e Robin estavam comemorando o sucesso do plano.
-Oe, Oe... O que vocês estão fazendo? – Perguntou Sanji. – Por que fizeram aqueles dois idiotas fazerem aquelas coisas?
Robin contou ao cozinheiro sobre como Luffy estava se comportando quando via Zoro e sobre sua dedução de como Luffy se sentia. Também falou que o jogo era um plano para juntá-los.
Sanji já suspeitava de que Luffy pudesse estar apaixonado por Zoro, mas nunca imaginou ver aquilo aflorar tão rapidamente.
Enquanto isso...
Zoro subia as escadas para chegar ao Ninho do Corvo.
-Por quê? Por que eu não saí naquela hora? Se eu tivesse feito isso talvez-
Sua linha de pensamento foi interrompida, quando chegou ao topo e deu de cara com Luffy. Ele estava sentado no chão abraçando os próprios joelhos.
-Lu-Luffy?!
-Zo...Ro? – Luffy levantou a cabeça permitindo que Zoro tivesse um vislumbre de sua face, completamente molhada por causa das lágrimas.
Zoro aproximou-se de Luffy e ajoelhou-se ao seu lado.
-Por que está chorando, Luffy?!
Luffy limpou suas lágrimas e direcionou seu olhar para Zoro.
-Porque... E-eu não sei, Zoro... Eu não devia me importar certo? Não era pra ser bom mesmo, então não faz diferença certo?! Mas, se é assim então por que eu estou chorando só de lembrar que você disse aquilo?! – Gritou Luffy. Não foi um grito muito alto, mas seu tom de desespero alcançou Zoro de um jeito que nem ele mesmo achou que poderia fazer.
-Você... Está chorando por algo que eu disse? – Perguntou Zoro, incrédulo.
-Sim! É claro! Não ouviu o que eu acabei de dizer?
-Mas o que eu disse pra te fazer chorar?
-Você disse pra Nami que não gostou. Disse que não gostou mesmo depois de ter feito aquilo... Zoro, você não gostou mesmo?
-Captain... – Zoro segurou o queixo de Luffy e puxou-o para si, deixando-o seus lábios a alguns centímetros um do outro. – Mas é claro... Que eu gostei. – Sussurrou.
-Go-gostou? Então, porque disse pra Nami que-
-Você obviamente não ouviu o fim da conversa, certo, Luffy? – Disse Zoro se aproximando mais.
Luffy confirmou com a cabeça.
-Que pena, Luffy... Perdeu a parte onde eu disse a verdade. – Finalizou Zoro, unindo os lábios de Luffy com os seus.
Logo Zoro passou a língua pelos lábios de seu capitão, este abriu a boca, dessa vez sem hesitar. E mais acostumado com os movimentos, Luffy conseguiu acompanhar Zoro. Suas línguas se enrolavam travando uma batalha. Cada um tentando explorar mais da boca do outro.
Isso durou até que o ar acabasse e tivessem que parar em busca de fôlego.
-Zoro... – Luffy abraçou Zoro e sentou-se em seu colo, envolvendo-o com suas pernas. – Eu... Não sei bem... O que eu sinto por você.
-Como assim, Luffy?
-Eu nunca senti algo assim antes. – Disse escondendo seu rosto na curva do pescoço de Zoro. – Bem, Ace uma vez me falou de algo assim, mas não é possível que eu esteja sentindo aquilo por você... É, Zoro?
Zoro estava cada vez mais confuso com as palavras de Luffy.
-Aquilo o que, Luffy?
-Ace me disse que quando um homem e uma mulher se gostam mais que como amigos ou irmãos, eles se amam. Quando eles querem ficar juntos e sentem uma coisa diferente de todas as outras... Eu não entendi o que ele queria dizer, até que... Até que eu comecei a sentir umas coisas diferentes quando olhava pra você. Comecei a ter uns sonhos estranhos... Eu sonhava com você me b-beijando... Enfim... Eu comecei a entender o que o Ace quis dizer na época e... Bem... Não é possível, é? Afinal, ele disse um homem e uma mulher.
-Escute, Luffy... Não é impossível. A situação normal é que seja um homem e uma mulher, mas... – Zoro permaneceu em silêncio por alguns momentos. – Mas... Você é um garoto e eu... – Ele respirou fundo. – Amo você. Eu amo você, Captain!
Luffy se distanciou um pouco e encarou Zoro. Depositou um beijo em sua bochecha, deixando ambos corados.
-E-eu também amo você, Zoro...
Notas finais
Eu postarei novamente quinta ou sexta, porque eu tenho 2 provas essa semana.
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