Verdade Ou Consequência?

1 Use your love (tonight).


Notas iniciais
Sejam bem-vindas à mais uma história.
E sim, eu sei que eu deveria estar postando em Garota Veneno e não adicionando mais coisas por aqui, mas a boa notícia é que eu já tenho TODOS os capítulos prontos, então, se vocês forem boazinhas e comentarem bastante, logo logo terá um novo capitulo disponível para vocês.
Beeeijos,
Maria.
p.s: Músicas do capítulo: Use your love - Katy Perry/Your love - The Outfield

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Lily.

20:04.

Lily Evans sabia que estava encrencada assim que aceitou aquele estúpido desafio. Não que ela já não tivesse jogado “Verdade ou Conseqüência” antes, mas se tratando de suas amigas, a regra era um pouco diferente.

Primeiro: só desafios valiam.

Segundo: quem não cumprisse era punido. Da pior forma possível.

Ao longo dos anos, as coisas evoluíram de comer grama e beijar aquele garoto nojento para cantar Cherry Bomb no culto de domingo (Marlene

“certinha” Micknnon tinha feito isso no ano passado. Histórico).

Essa era a ultima vez que jogariam antes de cada uma seguir seu rumo para a faculdade e Tonks, a mais nova e aniversariante da noite, continuar mais dois anos em Hogsmeade.

Pobre Tonks, era o que Lily pensava até receber seu desafio.

Porque naquele momento, presa no armário de James Potter, tudo o que ela queria era vingança. E se o jogo continuasse, como ela sabia que continuaria, ela teria. Mais cedo ou mais tarde.

– Eu já disse que vou mais tarde Pads. Cara, aquela garota realmente te deixou na seca. Não foi? – ela ouvia voz irritante de Potter do outro lado da porta. Sim, Lily estava presa no armário dele até dez horas da noite, ou então teria seu lindo cabelo raspado. E ela definitivamente não queria isso.

20:05.

Suspirou, desanimada. Só haviam se passado quatro minutos desde a última vez em que ela olhou no visor de seu celular. – Eu te disse que namorar uma Micknnon era fria, ainda mais a mais nova delas. Sabe que Camille nunca irá ceder, não é mesmo? Se ainda fosse Marlene... lembra do que ela fez o ano passado? Cara, a garota pode até ser carola, mas eu ainda tenho sonhos com ela vestida de Cherie Currie.

Eles estavam falando sobre Camille Micknnon. Irmã mais nova de Marlene, (ela tinha quatro!) tinha 16 anos e se comportava como uma velha, hábito que a irmã também costumava ter.

O pai era pastor e a mãe uma beata, o que fazia com que (mesmo depois de intervenções emergenciais como a do ano passado) Marlene e toda a família se comportassem como se o sexo, álcool e roupas curtas fosse o inicio do apocalipse. Se elas soubessem o que estavam perdendo...

Não era como se Lily tivesse tanta experiência nesses assuntos, ela não tinha. Sua primeira vez tinha sido com o então namorado Amus Digory, que continuaria sendo se ela não tivesse sido obrigada a beijar Potter no vestiário masculino. Na frente dele. Obra de Dorcas.

Dorcas Meadowes. Tinha se mudado para Hogsmead há quatro anos, e logo de cara se tornou uma delas.

Na verdade, a grande responsável pela reviravolta no jogo havia sido justamente ela. Era de se esperar que uma garota de Londres tivesse idéias interessantes, e acredite, ela tinha muitas.

– Eu sei disso, mas acho que está perdendo tempo. Não dava pra pegar alguém mais fácil tipo, Emmeline Vance?

Emmeline. O que dizer sobre ela? Era a primeira (e última, graças a deus!) vez que ela participava. Era uma das melhores amigas de Tonks, fora elas (Marlene, Lily e Dorcas), e uma vadia.

Isso mesmo. A garota mal tinha feito 16 e já tinha dormido com metade do time de futebol. James Potter estava entre eles.

– Não, eu não me esqueci da festa da sua prima Sirius. Já te disse, só preciso trocar de roupa e te encontro. Remus já está ai?

20:15

Nimphadora Tonks. Quem via sua cara de anjo poderia facilmente achar que ela era dócil, ou quem sabe inocente, mas Tonks sem dúvidas era a pior delas.

Prova disso é que Lily estava escondida no armário de Potter por causa dela.

– Lily? — e parece que ela tinha sido descoberta.

– Então isso é um jogo? Mais um? – ele a olhava confuso.

– Eu vou ter que explicar de novo Potter? – ela perguntou cansada, enquanto tentava (em vão) não olhar para seu corpo definido, coberto apenas por uma toalha em volta da cintura – Pensei que usasse a cabeça para algo mais do que filmes pornô.

– Do que...

– Eu achei sua coleção. “Gatas quase virgens”? Sério? Como uma garota pode ser quase virgem?

– Bem, é quando... Ah, pare de me olhar desse jeito. Eu sou homem. – ele estava vermelho.

– Jura? Não é como se o seu peitoral definido não gritasse: “eu sou sexy, quer passar a mão?”. Não tem nada de feminino nisso. – ela se arrependeu assim que as palavras saíram de sua boca. E as coisas ficaram piores quando ela notou aquele sorrisinho irritante no rosto de Potter, enquanto ele chegava cada vez mais perto do armário.

– Quer dizer então que você me acha sexy?

– Não você necessariamente, apenas o seu peitoral.

– Então é o mesmo que dizer que eu acho os seus peitos sexy? Porque eu estou com uma ótima visão daqui de cima.

Lily, que estava sentada no chão, se levantou indignada.

– Pare de olhar para os meus peitos. Eu nunca te dei intimidade para isso.

– Será que eu terei que te lembrar Lily Evans, que você praticamente abusou de mim o ano passado, naquele vestiário? Você não reclamou de nenhuma intimidade quando minha língua estava na sua boca e a minha mão embaixo da sua blusa, reclamou?

– Cale a boca. Eu te disse que era um desafio. E que aquilo nunca iria se repetir. Coisa que você claramente parece ter esquecido. – ela se esquivava, tentando colocar o máximo espaço entre eles naquele armário apertado. Mas Potter estava cada vez mais próximo e ela, numa tentativa desesperada de se afastar, acabou escorregando em uma cueca (eca!) jogada no chão e caiu, levando a toalha dele junto.

– AH. MEU. DEUS!

– Sabe Lils, se você quisesse me ver pelado era só pedir. – ele ria da garota.

– Cale a boca! Estou traumatizada! – ela tinha os olhos fechados e o rosto vermelho – toma sua toalha.

– Sabe que não? Eu estou no meu quarto e decidi ficar assim.

– Pelado?

– Não, vestido de banana. – ele respondeu sarcasticamente – é claro né?

– Potter... – ela quase chorava de tanta vergonha.

– O que foi? É bom para ele respirar de vez em quando.

– Ah credo, estou ficando enjoada. – ela apoiava na parede, tentando se levantar, enquanto mantinha a mão nos olhos, com medo de cair em tentação e abri-los.

– Sabe, você podia abrir os olhos. Ajudaria.

– Não obrigada, estou bem assim.

“All my girls are no where to be found, they all split when I'm in trouble...”

Nesse momento seu celular começou a tocar. Provavelmente já tinha passado a hora de mandar uma foto para as amigas. Ela tinha que fazer isso de meia em meia hora.

– Escolha interessante de palavras. – Potter zoava seu toque, enquanto ela procurava o aparelho na bolsa cheia, ainda de olhos fechados – Você está realmente com problemas.

– Potter, por favor, coloque essa maldita toalha!

– Pedindo assim educadamente...

Assim que ele pegou a toalha de sua mão e a enrolou novamente na cintura, Lily abriu os olhos. E enquanto ele ria, atendeu a chamada de Tonks.

– Você está morta.


Depois de tudo o que aconteceu, Lily se recusou veemente a conversar com Potter. Ele ainda tentou fazer piada da situação, mas vendo que ela não lhe respondia, acabou desistindo.


21:00.

– Você não tinha algum lugar pra ir? – ela perguntou irritada quando I Don't Wanna Lose Your Love Tonight começou a tocar no vídeo game de James pela trigésima vez. E sim, ela estava contando.
– Eu até tinha, mas aqui está mais interessante. E eu pensei que você não fosse mais falar comigo.
– E eu não ia. Mas você é irritante! E essa música também! – ela bufava de raiva.
– Homenagem a você, baby.
– Pelo menos se você conseguisse tocar direito.
– Hey, eu só comprei esse jogo essa semana! – ele se defendeu, aborrecido.

– Pois eu já zerei. – o que pouca gente sabia é que Lily era viciada em vídeo-game – Em três dias.

– Duvido.

– Quer apostar? – ele a olhava maliciosamente.

– Com certeza.



– Eu não acredito nisso. – ele reclamava enquanto os últimos acordes da música soavam.



– E... PERFECT! É isso ai, baby! – ela usou sarcasticamente o apelido que James tinha lhe dado – Agora, vista isso.

Ele pegou a roupa que ela tinha lhe estendido e deixou a toalha cair no chão.

– POTTER!

– O que foi? – ele perguntou inocentemente, enquanto colocava a cueca e a calça – Não é como se as roupas fossem aparecer magicamente no meu corpo.

– Eu sei. Custava colocar a cueca antes de tirar a toalha?

– Muito complicado.

– Você é um saco!

– Lily, eu sei que você está excitada, mas não precisa trazer as minhas partes íntimas para o assunto.

– Eu te odeio!

– Não odeia não. – ele recomeçou a se aproximar vagarosamente dela.

– Não me diga que eu não odeio porque... hey, eu te passei uma camisa para vestir.

– Sim, passou.

– E o que você está fazendo sem ela?

– Acho que nós superamos essa fase depois de você admitir que meu peitoral é sexy!

– Não superamos não. – ela olhava fixamente para o abdome definido dele, pensando seriamente em desistir de seu lindo cabelo ruivo e nem percebeu quando ele a encurralou na parede – O que você está fazendo?

– Beijando você. – e a agarrou.

Não é como se ela não tivesse gostando. Durante todo o ano, ela e Potter tiveram sessões-agarramento suficientes (seguidas por tapas na cara e chutes entre as pernas, só para esclarecer) para que ela soubesse que beijá-lo não era nem de longe um sacrifício.

Porém, isso não significava que ela se renderia tão fácil. Ou pelo menos era o que ela pensava, porque logo em seguida ele deu uma leve mordida em seu lábio inferior e ela se esqueceu do que estava pensando.

Uma das maiores fraquezas de Lily, junto com o abdome e perfume de Potter, era a mordidinha que ele sempre lhe dava antes de aprofundar o beijo. O pior, é que ele sabia disso e estava constantemente a usando.

Como agora, por exemplo.

Assim que sua língua e a de James começaram a se explorar em uma dança já conhecida e extremamente excitante, ele passou a explorar outras partes do corpo dela, como sua barriga por baixo da blusa e foi subindo, subindo...


21:31.



“you're exactly what I was looking for, well find a shoulder to cry upon…”



– Droga! – ele murmurou, contra seus lábios, enquanto pegava o celular no bolso de Lily.


– HEY!

– Oi Tonks. Sim, ela está no meu armário. E ocupada.

– Eu não acredito que você desligou na cara dela.

– Por mais que eu goste da baixinha, agora eu tenho coisas mais interessantes para fazer.

– Eu não acho que... – ela começou, enquanto ele beijava seu pescoço e colo.

– Lily?

– Uhn? – ele tinha retirado sua blusa e procurava o fecho de seu sutiã.

– Cale a boca.

– Vem fazer.

– Com todo prazer.


22:00.


“I think I'm done fuck'n singing this song, I think I'm done fuck'n singing this song…”


– Ugh, essa música me irrita.


– O celular é seu.

– Eu sei. Mas assim que eu sair daqui vou procurar um novo toque.

– Acho que podia ser alguma coisa com 20 minutos no paraíso. – ele sugeriu, pervertidamente.

– Cale a boca! – Lily procurava o celular, jogado em algum canto...

– Toma. – James o achou, debaixo de seu sutiã de renda preta, e ela atendeu.

– Late vadia. Calma Lene, brincadeirinha... Não eu ainda estou aqui... Sério? Então se preparem porque ela virá em grande estilo.

– O que foi? – ele perguntou, enquanto vestia novamente sua calça.

– Dez horas. Estou oficialmente livre e pronta para a vingança.

– Não quer ficar? – ele perguntou malicioso.

– Você não tinha um lugar para ir?

– Ah é, eu e os caras combinamos de ir ao The Goblin, mas eu acabei me atrasando por motivos óbvios... – ele a encarou cheio de segundas intenções, enquanto Lily vestia despreocupadamente a blusa – e de todo jeito, não acho que eu deva ir. Não se você ficar.

– Sem chances. Estou vazando daqui.

– Quer carona?

– Claro. – saiu andando do quarto de James, mas uma idéia muito interessante a fez parar e encará-lo maliciosamente.

– Aonde você disse que iria mesmo?

– The Goblin. Por que? Quer participar da diversão gatinha?

– Vai à merda Potter! E se transar com outra eu te capo. — ela comentou ameaçadoramente, enquanto pegava o celular e discando a linha 2 – Você está tãão perdida!


Porque afinal de contas, ficar presa no armário de James Potter nem era tão ruim assim. Mas não era mesmo.


Notas finais
E então, gostaram?