Ver a Alma

4 A clareira...


Notas iniciais
A Carol está m pouco mais ironica e sarcastica, deve ser convivencia comigo! Hehe! Boa leitura

- Onde você esteve?

- Eu fui até a porta só.

- Parece que tu estas esperando alguma coisa.

- O que eu estar esperando? A entrega do meu Mclanche feliz? Será que se eles não entregarem em 30 minutos eu não pago?

- Hehe. Sentasse aqui, vamos conversar um pouco.

- Está bem.

Carol sentou-se ao lado de Peter e os dois conversaram durante horas a fio, falaram sobre como Luigi está crescendo, em como eles próprios cresceram e Peter resolveu falar o que o estava incomodando há algum tempo:

- Onde você tem ido?

- Como?

- Você saiu o dia inteiro ontem e antes de ontem, e hoje fica o tempo inteiro indo até a porta.

- Estava conhecendo a floresta, e acabei perdendo a noção do tempo. Foi só isso.

- Tu vives na floresta faz anos, tu a conheces muito bem.

- Foi o que eu pensei também... — Ela disse isso mais para si do que para Peter.

- Como assim?

- Tem muitas coisas nessa floresta que eu não conhecia e estou adorando conhecer.

- Entendo, eu vou fazer alguma coisa pra comermos, seu irmão já deve estar voltando com as frutas.

- Eu te ajudo.

Eles ficaram preparando o que iriam comer em silencio, poucos minutos depois Luigi apareceu.

Aquele dia havia passado se arrastando, Carol pensou que ele nunca fosse acabar, a companhia do irmão e de Peter era muito boa, mas ela queria estar com ELE.

- Vamos sair, Carol?

- HÃ?

- Você passou os dois últimos dias em casa. E você disse que tinha encontrado coisas maravilhosas na floresta, tu podias me mostrar.

Carol realmente estava cansada de ficar em casa, resolveu então levar Peter para um passeio, estava começando a achar que tinha alucinado todos aqueles encontros com ELE, (sabia que aqueles cogumelos não eram uma boa idéia).
- Tudo bem, eu te apresento um pouco da floresta.

Ao saírem de casa Peter pegou na mão de Carol, dando a desculpa mais ridícula possível:

- É para tu não caíres.

Ela resolveu não questioná-lo, logo nem percebia mais que andava de mãos dadas com ele pela floresta, mostrou-lhe algumas plantas que o ‘outro’ havia lhe apresentado, mas em nenhum momento pensou me levá-lo até a clareira.

Os dois conversaram durante todo o trajeto e riram bastante. Aquele dia ao menos não tinha passado tão devagar. Carol algumas vezes chegava a olhar pra tas pois podia jurar que alguém os seguia.

- Quem era ele?

- Bom dia pra você também.

Carol acordou com aquele rosto perfeito, mas com uma expressão de dar medo, bem perto de seu rosto.

- Quem era ele?

- Tu some por dias inteiros e ainda tem a ousadia de invadir a minha casa, profanar os meus aposentos e perturbar o meu sono, por causa de uma pergunta idiota como essa?

- Quem era ele?

- Como você entrou aqui?

- Quem era ele?

- Você não vai me deixar em paz, não é?

- Realmente, agora quem era ele?

- Aquele quem?

- O homem que estava andando de... de... mãos dadas com você, ontem.

- Parece até que dizer de mãos dadas dói. Aquele é o Peter.

- Não é, não, o Peter não é assim. Ele era mais baixo e não tinha aquela barba por fazer, nem era tão forte, aquele não era o Peter.

- É sim, Peter é assim já faz algum tempo, o condicionamento físico dele melhorou depois que ‘nos mudamos’ pra floresta.

- E porque vocês estavam de mãos dadas?

- Dá pra falar mais baixo? Meu irmão e o Peter estão dormindo.

- Desculpa, que tal nos darmos uma volta?

- Tudo bem, eu só vou trocar de roupa.

Ele saiu do quarto, mas sentou-se e só depois de alguns minutos foi que percebem que ainda dava para ver o quarto dela, a silhueta dela aparecia através da cortina, o contorno perfeito de suas formas. Ele tentou desviar o olhar, mas a tentação era maior, mesmo ela estando apenas trocando de roupa, era algo sensual, os contornos dela bem definidos.

‘‘Como eu queria ser aquele vestido’’

- O que foi?

- Por quê?

- Tu estas vermelho, parece meio sem graça.

- É o calor, só isso.

- Tudo bem, agora podemos ir.

- Por que você sumiu?

- Eu não sumi, eu apenas não apareci.

- Como se não fosse a mesma coisa.

- Não é. Um dia eu vou lhe mostrar como não é.

- Você é muito enigmático às vezes.

- Isso te irrita?

- Acho difícil que algo que venha de você possa me irritar.

Ela disse isso tão baixo, que pensou que ele não escutaria, mas...

- Como assim? Porque tu acreditas nisso?

- Nisso o que?

- Que é difícil que algo que venha de mim te deixe irritada.

- Não sei do que você esta falando, olha estamos chegando à clareira.

Ela resolveu que o assunto deveria mesmo tomar outro rumo, aquele cara tinha uma audição muito boa, boa até demais.

- Porque tu gostas tanto daqui?

- Porque desde pequeno eu venho pra cá, pensar, sonhar.

- Sonhar? Com o que?

- Acho melhor eu não lhe contar.

Carol chegou bem perto dele, encostou o queixo em seu ombro, os dois estavam semi-deitados, e disse:

- Por favor, eu juro que não vou rir.

- Disso eu sei, mas não sei se você não iria se assustar. Eu não...eu... é melhor deixar pra lá.

- Por favor, eu quero saber, prometo que não vou fugir.

- Promete? Eu não suportaria perder você.

Ele segurou o rosto dela, fazendo com que ela o olhasse nos olhos.

- Eu gosto desse lugar, porque, desde que eu era pequeno, eu vinha pra cá, pra pensar e sonhar.

- Isso tu já me disseste, mas no que tu pensavas e com o que tu sonhavas?

- Eu...que barulho foi esse?

- Não foge.

- É serio, Carol. Tem algo na mata.

De repente ela ouviu mesmo umruído, folhas quebrando.

- Corre.

- Eu não vou te deixar aqui sozinho.

- Eu estou falando serio, corre, eu me viro.

- Não, seja lá o que for aquela coisa eu vou enfrentá-la contigo.

- Por favor, tu não entendes, eu consigo enfrentá-la sozinho, tu vai acabar atrapalhando.

- Eu vou, mas não pra muito longe, vou me esconder, se eu ver que você vai se dar mal eu volto.

- Aff, tudo bem. Agora vai.

Carol escondeu-se atrás de uma arvore próxima dali, onde podia ver o que estava acontecendo, mas quem estava na clareira não podia vê-la.

Ela assustou-se quando o lobo daquele dia saiu do meio das arvores. E ele estava, falando? Como isso podia ser possível?

- Muito bem, cadê a garota?

- Que garota, Byron?

- Tu sabes muito de que garota eu estou falando, tu não deixou de vê-la, eu sei que não.

- Ela não esta aqui, ou seja, eu não estou mais me encontrando com ela.

- Tu achas que eu sou burro? Ou idiota?

- Na verdade, nem uma coisa nem outra.

- Que bom.

- Eu tenho CERTEZA que tu és burro E idiota.

- Perdeu a noção do perigo?

- E quem seria o perigo? Tu?

Carol não conseguiu perceber o movimento de tão rápido, num piscar de olhos o tal Byron estava pulando em cima do seu protetor. Mas ele era rápido, desviou-se do golpe, e fez um contra ataque. Acertou a cara do lobo, fazendo com que esse gritasse de dor. Isso pareceu deixar Byron mais irritado, pois ele deu uma mordida no abdômen do outro. Apesar de ferido, o protetor conseguiu atingir Byron mais algumas vezes, fazendo com que o lobo ficasse muito machucado e fugisse.

Assim que o lobo entrou na floresta Carol saiu correndo do seu esconderijo e foi ajudar o seu protetor.

- Como você esta?

- Digamos que já estive melhor.

- Onde você está machucado?

- É mais fácil eu dizer onde eu NÃO estou machucado, mas não se preocupe, tenho uma resistência à dor incrível.

- Mas mesmo assim, isso não pode ficar assim, você tem que cuidar desses ferimentos.

- Ta bom, eu te levo em casa, e depois eu dou um jeito nisso.

- Na verdade, eu... bem...

- Você? Você o que?

- Eu queria cuidar de você. Afinal você salvou a minha vida uma vez.

- Você precisa ir pra casa, essas feridas demoram pra ser limpas.

- Não me importo, por favor.

- É muito sangue, é nojento, tu não quer realmente fazer isso.

Ela se aproximou do ferimento no braço dele, que estava coberto de sangue, e com um pouco de areia, e deu um beijo ali. Aproximou-se do rosto dele e lhe deu um beijo na bochecha.

- Tu consegues ser bem persuasiva.

- Onde podemos dar um jeito nesses ferimentos?

- Se você não se importar, pode ser na minha casa.

- Não me importo nem um pouco. Vem se apóie em mim, ficará mais fácil pra você caminhar.

Ele se apoio nos ombros dela, ficou com o braço em volta de seu pescoço, tentou reduzir ao máximo a carga em cima dela.

- Não precisa fazer isso.

- Isso o que?

- Você está tentando diminuir o peso que está colocando sobre os meus ombros, pare com isso.

- Tu não queres realmente que eu faça isso.

- Se eu não agüentar eu peço pra você diminuir o peso.

- Tem certeza?

- Estamos perdendo tempo.

- Agüenta?

- Você realmente é bem pesado.

- Eu avisei.

- Onde tem material de primeiros socorros?

- Atrás da porta.

Carol olhou pra ele com um olhar de interrogação, e ele explicou:

- É mais fácil deixar ali, eu chego muitas vezes machucado, e normalmente, eu não tenho alguém pra cuidar de mim.

Enquanto limpava os ferimentos dele, ela se perguntava o porquê de muitas vezes ele chegar machucado, mas achou melhor deixá-lo quieto, perguntaria outro dia.

“Que droga, eu deveria conseguir relaxar agora, mas as mãos dela cuidando de mim, tocando em mim, estão fazendo com que eu tenha muitas reações menos sonolência. ’’

- Por que você está com essa cara?

“E agora? Ele aproveitava que estava de olhos fechados e fingia que estava dormindo ou respondia? Preferiu responder, não conseguiria mesmo mentir praqueles lindos olhos verdes. ’’

- Que cara?

- Não sei, mas é estranha!

- Eu só estou com dor, nada demais.

Os dois começaram a rir. O atendimento ao ferido durou bastante tempo, ela preparou uma sopa para ele e sentou-se no ‘sofá’.

- Já está na hora de eu te levar pra casa, não é? Carol? Carol? Você dormiu?

(N/A: Não ta ensaiando pra morrer. Eu tinha que fazer isso.)

- Eu não vou conseguir carregá-la, e ela parece que vira pedra quando dorme, não acorda por nada.

Ele a ajeitou no sofá e deitou-se no chão ao lado do sofá.

No meio da noite sentiu algo acomodando-se do seu lado, mas estava com tanto sono e a sensação daquela pele na sua era tão boa, que ele nem se preocupou em saber o que era.

Quando acordou, percebeu que alguém lhe dava um beijo no rosto.

- Bom dia.

- Bom dia, Carol. Dormiu bem?

- Nunca tinha dormido tão bem em toda a minha vida. E você?

- Digamos que a melhor parte foi o despertar. Por que você saiu do sofá?

- Não sei, olhe pros lados, estava num lugar que eu não conhecia e você estava ali do meu lado. Acho que quis proteção.

- Uma faca também oferece proteção e nem por isso você foi pra cozinha e dormiu abraçada a uma.

- Tem razão. Eu queria sentir o seu cheiro mais de perto, sentir o calor do seu corpo e, pode parecer bobo, mas eu queria que a primeira coisa que você visse ao acordar fosse o meu rosto.

- Pra isso você não precisava dormir do meu lado, nem na minha casa.

- Como assim?

- Acho melhor eu te contar logo, mas você promete não me interromper?

- Claro.

- Bom, eu durmo pensando em você, acordo pensando em você, isso quando eu não viro a noite contando as horas para te encontrar. Você perguntou o porquê eu gostava tanto da clareira, bom, é lá que eu ficava pensando em você e imaginando se um dia poderia levá-la lá. Aquelas árvores testemunharam o meu amor por você crescendo a cada dia.

- Mas você disse que desde pequeno que você ia lá.

- Sim.

- Mas a gente se encontrou há pouco tempo.

- É que...

Notas finais
Logo Logo eu posto o proximo capitulo, no proximo capitulo eu conto o nome do protetor!

Reviews?