Verão Verde-Azulado
12 Capítulo 12
Notas iniciais
Nosso ônibus sairia às nove da manhã no sábado, então vou buscar o Levi em sua casa em torno de sete e nós prometemos ao seu tio que estaríamos de volta até a meia-noite de domingo, em torno do horário que o ônibus chegaria de volta. Após outra conversa bem estranha com ele, ele nos deixa ir, então Levi e eu seguimos para a rodoviária.
Era tão empolgante, mas tão empolgante. Nós vamos por todo o caminho de mãos dadas, e a espera pelo ônibus faz nossas mãos suarem em ansiedade. Mas logo estamos dentro dele em direção à Nova York.
Levi não tira os olhos da estrada, olhando tudo com atenção e me dizendo o tempo todo para ver algo no qual estávamos passando. Mas eu já vi essa estrada tantas vezes que eu começo a ficar com sono, então eu logo começo a dormir descansando a cabeça em seu ombro. Eu só acordo de novo quando já estamos em Nova York.
Pegamos nossas coisas – só trouxemos duas mochilas pequenas, não precisávamos de muita coisa – e vamos para o metrô. Levi não solta a minha mão e me deixa guiar o caminho, já que ele ficaria bem perdido sozinho. Eu acho isso adorável e até o mostro algumas coisas em nosso caminho até o hotel.
E o hotel. Nossa, ele era incrível do lado de fora, e o Levi até se sente desconfortável com o quão caro ele parecia. Nós entramos, pegamos nossas reservas e seguimos para o nosso quarto. E ele era enorme, até com cozinha.
“Meu deus.” Levi caminha pelo quarto enquanto eu fecho a porta. “Devíamos ter pego um quarto menor.”
“Claro que não, esse é incrível!” Eu vou até o quarto. “Olha essa cama!”
Eu me atiro nela sem esperar por ele, mas logo ele entra no quarto e faz o mesmo. Nós gememos em prazer como idiotas.
“Tão macio...” Levi rola para perto de mim e descansa a cabeça em meu ombro.
“Eu não quero levantar de novo.” Eu digo, colocando um braço em torno dele.
“Eu não me importaria de ficar aqui o final de semana todo.” Ele suspira.
“Temos que seguir nosso cronograma... temos dois museus para irmos hoje.”
“Hm..” Ele se estica e finalmente se senta. “Bom, melhor nós irmos antes que comecemos outras atividades.”
“Tipo o que?” Eu pergunto estupidamente enquanto me sento também.
Ele apenas me lança uma olhada e se levanta. “Vamos logo, tô com fome.”
Tiramos algumas coisas de nossas mochilas e saímos novamente. O primeiro museu que iríamos era o Museu de Arte Moderna, que era um tanto longe mas poderíamos chegar facilmente de metrô. Encontramos alguma coisa para comer no caminho e chegamos lá com bastante tempo para ver tudo e ainda ir ao outro museu depois.
Levi parece tão impressionado o tempo todo que eu mal me concentro nas obras e apenas observo as suas reações. Tudo parece tão novo e incrível para ele que isso faz meu coração derreter.
O segundo museu do dia era o Museu Metropolitano de Arte, que provavelmente seria seu favorito. E, é, ele é tanto que nós ficamos lá até uma hora antes de fechar.
Especialmente as pinturas de Auguste Renoir tomam sua atenção. Ele para na frente da obra “Ao Piano” e analisa com cuidado todos os detalhes que conseguia. Eu não sou assim tão interessado em pinturas, mas esperar por ele não me deixa incomodado. Eu estava bastante interessado em observá-lo, afinal.
Saímos do museu e decidimos caminhar até o hotel, já que não era longe muitas quadras. E nós podemos comer algo e visitar algumas lojas no caminho até lá. Levi estava embasbacado no quão grande tudo era. As lojas pequenas da nossa cidade nem se comparavam.
Eu compro o cartão-postal para a Mikasa, nós compramos algumas lembranças – tipo um colar da estátua da liberdade com nossos nomes escritos embaixo – e decidimos que já estava bom pelo dia.
Nós voltamos para o hotel. Levi vai direto para o quarto e eu vou atrás dele, ansioso para tirar meu tênis.
“O que acha de testar a banheira agora?” Levi sugere.
“Claro!” Eu sento na lateral da cama e tiro o tênis. “Mas espera, ao mesmo tempo?”
“Claro.” Ele pisca, indo até o banheiro. “Vem cá.”
Engolindo seco, eu o sigo até lá e o encontro já enchendo a banheira com água morna. Eu olho para a pia e encontro algumas amostras grátis lá, e uma era de espuma para banheira. “Ei, podemos usar isso.”
Ele vira para mim e eu balanço o pacote para ele. “Sim, um banho de espuma como crianças seria legal.”
“Vai ser divertido.” Eu faço beiço.
“Só tô brincando, eu gosto de espuma.” Ele levanta. “Bom, tá quase cheia, vamos entrar?”
Antes que eu o respondesse, ele tira sua camiseta, e já que eu estava o encarando, ele a joga em mim. Eu preciso pensar rápido para pegá-la.
“Para de me olhar com essa cara e tira a roupa.” Ele desafivela seu cinto e abre seu zíper. “Vamos lá.”
Hesito um pouco antes de colocar sua camiseta sobre a pia e tirar a minha camiseta também. Assim que a tiro, o encontro já apenas vestindo sua cueca na minha frente, e ele estava pronto para tirá-la. Eu congelo.
“O que foi?” Ele pergunta divertidamente. “Achou que entraríamos de cueca?”
Eu engulo seco de novo. “Sim...”
Ele apenas sorri malicioso e a tira completamente. Eu tento olhar para o outro lado mas eu consigo ver de relance com o canto do olho. Ah.
“Melhor eu entrar antes que você tenha um infarto.” Ele se vira e entra com cuidado na banheira. “Vem também.”
Eu não digo nada e continuo a tirar minhas roupas. Antes que eu tirasse a cueca, eu noto que ele está me olhando fixamente. “Você poderia se virar?”
“Não, eu quero ver.” Ele fala sem hesitação.
“Eu não estou confortável com isso ainda.” Eu coro. “Por favor?”
Suspirando, ele se volta para a parede. “Tá. Eu vou ver hoje ainda, de qualquer forma.”
Eu coro ainda mais forte enquanto eu a tiro e vou rapidamente para entrar na banheira, no lado oposto de onde Levi estava. Ele instantaneamente se vira para mim quando eu sento e tenta ver alguma coisa através da água. Eu levanto a perna. “Ei!”
“Você realmente é grande.” Ele sorri. “Cadê aquele negócio de espuma?”
Sua perversão me deixaria louco. Eu estico o braço para pegar o pacote e o abro para colocar na água, e nós a agitamos até que há bastante espuma nos cobrindo.
“Isso é bom.” Ele encosta-se à lateral e estica suas pernas sobre mim. Eu as pego e as coloco para o lado antes que seus pés tocassem algum lugar desconfortável.
“Sim.” Eu faço o mesmo mas com muito mais cuidado e estico as pernas para o lado, tentando não tocá-lo de forma alguma.
Relaxamos por alguns minutos, sem dizer nada. Eu fecho os olhos e apenas sinto a água morna em torno de meu corpo, e quando eu estava prestes a cair no sono, eu sinto Levi se mexendo e abro os olhos de novo.
“Eu não quero ficar tão longe de você.” Ele diz, vindo para o meu lado.”
“Ei, eu mal caibo aqui sozinho—“
“Abre as pernas.”
Eu não o faço de primeira, então ele forçadamente abre um vão entre minhas pernas e senta no meio delas, descansando as costas em meu peito. Oh. Eu coro tão forte que eu realmente teria um ataque cardíaco.
“Assim tá melhor.” Ele encontra uma posição confortável e pega meus braços para colocar em torno dele. Ai meu deus.
Se eu relaxasse agora eu com certeza ficaria duro, já que minha coisa estava totalmente contra sua bunda e ai meu deus. Então eu continuo tenso e tentando não pensar em nada.
Mas então ele se move de novo, e sua bunda se pressiona contra mim e eu tenho que cobrir meu rosto, quase explodindo.
“Você ta bem?” Ele me olha sobre seu ombro, sorrindo.
“Você quer me matar de verdade.” Eu murmuro detrás de minha mão.
“Claro que não.” Ele se mexe de novo de propósito. “Por que está se segurando?”
“Esse era pra ser um banho inocente.” Eu digo, descobrindo o rosto.
“Você realmente achou isso?” Ele arqueia uma sobrancelha, divertindo-se. “Não se preocupa; eu acho que sexo em uma banheira é nojento. Não vamos fazer nada aqui.”
“Então para de me provocar antes que eu fique duro aqui.” Eu peço.
“Tá bom.” Ele ri.
Ele deita contra mim de novo e desliza um pouco para que sua bunda não estivesse me tocando mais. Eu respiro fundo, tentando me acalmar, e abraço seu corpo mais forte.
Quando nossos dedos estavam já enrugando, decidimos que já havíamos ficado o suficiente na água e saímos da banheira. Levi sai primeiro e eu vejo de relance sua bunda novamente e ai céus. Isso me faz corar tanto. Ele se cobre com um roupão e sai para o quarto, então eu pego o outro roupão e faço o mesmo.
“Eu me sinto tão bem...” Eu o escuto dizer enquanto saio do banheiro e o encontro se jogando na cama.
“Eu também.” Eu sorrio e vou até a cama para fazer o mesmo.
O colchão era tão confortável que eu poderia dormir do jeito que eu estava. Eu até fecho os olhos por alguns segundos, mas os abro quando sinto o Levi se mexendo do meu lado. Ele senta e me encara, e quando eu estava prestes a perguntá-lo se ele queria algo, ele começa a abrir seu roupão.
“L-Levi...” Eu arfo, me sentando.
“Só fica quieto.” Ele manda, mas ele não soava bravo.
Ele termina de abri-lo e lentamente o tira de seus ombros. Eu assisto isso como se eu estivesse assistindo à coisa mais incrível que já vi na vida, e, de fato, talvez realmente fosse. Ele não para de me encarar nem por um segundo, e eu queria poder corresponder a isso, mas não consigo evitar olhar seu corpo descoberto. Notando o quão distraído eu estou, ele ri suavemente e tira tudo de uma vez para jogar para o lado da cama.
Meu queixo cai. Mas eu começo a tremer e suar apenas quando ele se aproxima e começa a tirar meu roupão também. Já que eu não podia continuar congelado estupidamente o tempo todo, eu decido ajudá-lo com isso e o tiro mais rápido para jogá-lo para o lado também.
“Bom.” Ele sorri suavemente.
Ele me beija me puxando por trás do pescoço e eu correspondo sem jeito, já que eu estava tão nervoso e tal. Mas isso não o incomoda, e a próxima coisa que ele faz é vir para o meu colo e woa. Isso estava mesmo acontecendo.
Ele se encaixa perfeitamente em cima de mim e pressiona suas pernas em torno de meu corpo, então eu coloco minhas mãos em torno de sua cintura para mantê-lo perto. Tento não pensar muito em como nossas intimidades estavam quase roçando uma contra a outra e relaxo afundando em seus beijos.
O resto acontece tão naturalmente que eu não me sinto nem nervoso mais. Trocamos vários beijos, e depois vários beijos enquanto nos tocamos, e eu descubro que ele gosta quando eu acaricio sua coxa e ele nota que eu gosto quando ele morde meu pescoço e as coisas começam a esquentar até que estamos os dois duros e tínhamos que fazer algo sobre isso.
Levi puxa a minha perna tentando me dizer para abri-las e eu o faço, então ele senta entre elas e pega meu pênis e eu me arrepio inteiro. Eu perco o controle completamente quando ele começa a me masturbar.
“Você gosta disso?” Ele suspira em meu ouvido, pegando minha nuca com sua mão livre.
“Nossa, Levi...” Eu respiro pesado. “Eu estou prestes a—“
Dois afagos depois e eu ejaculo quente em sua mão. Ele olha para baixo e sorri. “Nada mal.”
E eu saio de meu estado desorientado e coro forte. “E-Ei, para de olhar...” Eu tento me cobrir com a mão.
“Tsc, eu já vi tudo.” Ele ri e tira as pernas de meu entorno para se levantar. “Fica aí.”
Ele segue até o banheiro para lavar as mãos e volta com um rolo de papel higiênico.
“Talvez você queira isso.” Ele o joga para mim e eu tenho que pensar rápido para pegá-lo.
Eu coro ainda mais forte e pego um pedaço para, uh, me limpar. Assim que eu termino, ele já estava na cama de novo e engatinhando até mim, então eu jogo o rolo para longe.
“Preciso de atenção.” Ele me empurra contra o colchão e sobe em meu corpo.
Mais alguns beijos por um tempo, até que decido me sentar e o mantenho em meu colo. Ele coloca os braços sobre meus ombros e encontra uma boa posição, enquanto eu beijo seu pescoço e percorro o caminho para baixo com minha mão.
Repito tudo que ele fez comigo para que eu não fizesse nada errado. Mas a reação do Levi é outra coisa. Ele me segura mais forte e começa a gemer alto, e apesar de estar me deixando um pouco envergonhado, isso era tão sexy que eu quase fico duro de novo. E quando ele tem um orgasmo, ai céus... ele fica tão quente que eu mal podia acreditar que era eu o fazendo se sentir assim.
“Você é bom com suas mãos.” Ele murmura pesado.
Eu o puxo para nos deitarmos e fico de frente para ele. Levi pega o papel higiênico e eu limpo minha mão enquanto ele se limpa, e quando tudo estava um pouco menos grudento, eu nos cubro com o edredom e nós ficamos abraçados.
“Isso é tão... Nossa, nem consigo descrever.” Eu pego sua mão e entrelaço nossos dedos. “Nunca imaginei que tocar alguém fosse ser assim tão bom.”
“Você finalmente desabrochou.” Ele sorri.
“Você é virgem também.” Eu rio. “Como você pode ser tão natural assim com sexo?”
Ele olha para baixo por alguns segundos antes de olhar para mim de novo. “Eu só gosto muito de você, então tá tudo bem.”
Eu levanto sua mão para beijá-la e coloco seu braço em torno de meu pescoço. Nós nos beijamos suavemente e preguiçosamente e eu não queria que isso acabasse.
Nossos corpos se tocando me deixaria louco. “Sinto como se eu estivesse no paraíso. Esse quarto branco, essas roupas de cama brancas, você, meu anjo...”
“Seu brega.” Ele ri. “Você quem é o anjo aqui.”
“Claro que não. Você é o anjo.” Eu sorrio. “Olha pro seu rosto, você é tão lindo...”
“Acredite em mim, você é o anjo.” Ele insiste. “Você é meu anjo, você me salvou.”
Eu penso em todos os problemas que Levi tem que enfrentar e meu coração aperta em meu peito. Eu gostaria de poder tornar as coisas diferentes para ele.
“Logo você vai sair daquela casa e vai encontrar um lugar pra você. Eu vou ajudar.” Eu acaricio sua bochecha. “As coisas vão ficar bem.”
Ele não responde, perdido em pensamentos, e eu espero.
“Não vamos falar dessas coisas agora.” Ele se aconchega mais perto. “Só se recupera rápido pra segunda rodada.”
Não seguro o riso. “Eu não sei se dou conta de outra rodada agora."
“Fraco.” Ele morde o lábio. “Okay, amanhã, então.”
“Claro.”
Ficamos confortáveis ao lado um do outro e eu estico o braço para desligar a lâmpada.
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