Notas iniciais
Mais um capítulo! Desculpem a demora!

I've got my red dress on tonight

Dancing in the dark in the pale moonlight

Done my hair up real big beauty queen style

Highheels off, I'm feeling alive

"Summertime Sadness", Lana Del Rey.

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A pálida luz do luar se estendia pela noite enquanto eles dançavam com os pés sobre a areia da praia.

Fora uma verdadeira batalha fazer com que Caroline saísse da água. Ela simplesmente gritava ao mundo que queria morar ali, para sempre. Tyler sorria enquanto a abraçava e não demorou muito para que eles estivessem em terra firme.

Como dois vadios apaixonados, eles dançavam sobre a areia. A forte brisa marítima os envolvia e fazia com que o belo vestido vermelho de Caroline, já molhado, se ajustasse ainda mais as curvas do corpo dela. O frio era intenso, quase destruidor, mas isso era o que menos importava para eles. Eles sabiam que, provavelmente, na manhã seguinte, estariam gripados e de cama, mas sabiam também que tudo que eles haviam feito na noite que de longe fora a melhor de suas vidas, teria valido a pena.

Eles não precisavam de música para dançar. A melodia que os cercava vinha da alma e, principalmente, do coração. Tyler a abraçava e a guiava numa dança que se assemelhava as dos bailes de contos de fadas – exceto o fato dele não saber dançar, o que tornava aquilo um misto de movimentos desordenados e incoerentes. Mas, embora a situação fosse um tanto cômica, Caroline não se importava. Ela queria apenas se entregar ao momento e viver aquilo como se fosse eterno. Temer consequências futuras só trariam tristezas e mais tristezas, e ela não queria estragar aquilo que estava vivendo. Ela era a princesa, e ele, o príncipe que vinha salvá – la num cavalo branco, como ela sempre desejara.

A noite estava passando e Caroline sabia que o amanhecer não demoraria muito para chegar.

Tudo até ali havia sido tão intenso. Rápidos flashbacks vinham até seus pensamentos, como um resumo das principais cenas de um filme: Ela fugindo de casa, sem dar aos pais satisfação alguma; Tyler a levando para o hotelzinho de beira de estrada; o momento em que ele deu o vestido ela; a primeira vista do mar; a sensação de ter a água envolvendo cada parte do corpo; os beijos dele sob a água; a dança na areia iluminada pela pálida luz da lua... tudo havia sido perfeito, como ela sempre sonhara, e agora, deitados sobre a areia gelada da praia, ela sabia que aquele sonho terminaria da melhor forma possível.

Caroline estava deitada sobre o peito de Tyler, quente e ainda nu. Subitamente, ela passou a correr as unhas para cima e para baixo no peito dele, acariciando – o.

– Não tenho palavras para te agradecer por tudo que você fez por mim.

Tyler gargalhou baixinho, enquanto acariciava a parte dorsal do pescoço dela com os dedos gelados.

– Eu que agradeço por você ter aceitado vir comigo. – disse ele. – Você não tem ideia do quanto eu esperei por esse momento.

Ela sorriu, e se acomodou ainda mais no peito dele, abraçando – o.

– Eu estou disposta a passar o resto dos dias da minha vida assim, com você.

Tyler sentiu um frio lhe percorrer a espinha. Ele sabia que aquilo, por mais que ele desejasse, não seria possível. Aflito, suspirou.

– Seria um sonho para mim, Caroline. – disse ele, relutante. – Mas eu não posso te meter nisso.

A feição de Caroline mudou de repente. O que ele queria dizer com aquilo?

– Não estou te entendendo, Tyler.

Ele respirou fundo, preocupado, sem saber como explicar. Oh Deus, como dizer isso sem que ela sofra?

– Você não merece um homem... como eu. – Ele gaguejou, enquanto procurava palavras para prosseguir. – Eu seria um covarde te aprisionando a mim. Você é uma garota de família e eu sou um marginal.

De repente, Caroline sentiu uma pontada de dor e insegurança a atingir. Ela estava tremendo.

– Eu não me importo com isso. – disse ela, levantando – se do peito dele e encarando – o, com uma expressão aflita.

– Caroline, eu sei que não sou o tipo de homem que o seu pai gostaria que a sua filha se casasse.

Caroline respirou fundo, nervosa. O pai dela era um assunto sobre o qual ela detestava falar. Ela simplesmente o odiava e Tyler sabia disso.

– Meu pai é um covarde! – gritou ela, sem hesitar. – E eu não me importo com a opinião dele. Eu te amo. E é isso que importa.

– Eu sei, Caroline. – Ele sentou – se na areia. – Mas me entenda, eu sou um homem mal. Você estaria em perigo se ficasse comigo.

– Eu fugi de casa por você. – Ela passou a encará – lo friamente, com um pouco de remorso. – Eu deixei a minha mãe sozinha com aquele monstro por você.

Ela respirou fundo e ele percebeu que lágrimas estavam prestes a explodir nos olhos dela.

Sem hesitar, ele tentou abraça – la e ela, por sua vez, o empurrou, chorando e levantou – se.

– Como você teve coragem de me iludir esse tempo todo, sabendo que o nosso romance não duraria para sempre? – gritou ela, em meio as lágrimas. – Oh, Deus eu fui tão burra. Eu pensei que você fosse diferente, Tyler. Pelo visto, minha mãe estava certa quando disse que você me magoaria.

Tyler ficou aflito, sem saber o que dizer.

– Caroline, eu...

– Eu já entendi... – disse ela, interrompendo – o, com a voz embargada de lágrimas. – Eu já entendi o que você queria dizer com aquilo.

Tyler queria se explicar, queria dizer que tudo aquilo havia sido um grande mal entendido... Porém, quando ele finalmente acordou do choque, percebeu que ela já havia partido.

Notas finais
O que vocês acham que aconteceu com o Tyler, para ele agir dessa forma? Espero que tenham gostado! Abraço.