Notas iniciais
OI, eu sei, eu sei, muitas quase morreram quando chegaram aqui na segunda feira e nada de capitulo novo, desculpem-me amores. Minha vida anda muito corrida, e eu nao havia feito o cap 7(8 aq no nyah), mas consegui, ficou curtinho mas vou deixar vocês griladas com o final heheheehh AH AH AH, quero MUCHO agradecer á recomendação da Tatigastaldi, sério, amei, amo receber recomendações, to com a mão loucaaaaa pra escrever para ganhar muitas outras de voces, pois quando recebo uma recomendação sei que estou conseguindo atingir minha meta, que é satisfazer, entreter vocês! Bom, sem mais delongas, Boa leitura nos vemos lá em baixo

“Katherine?” ouvi Kalev me chamar do início da escada, respondi num murmúrio e logo ele estava no meu campo de visão, avaliando-me preocupado, franzindo o cenho e erguendo uma sobrancelha “Está tudo bem?” perguntou

Comecei á balançar a cabeça afirmando, mas depois disse que não.Ele recostou a cabeça na parede de pedras anosas, cruzou os braços e ficou ali passando os dedos na barbicha que crescia em seu queixo, me encarando enquanto eu segurava meu choro e estresse.

“Sabe que pode conversar comigo, não sabe?” perguntou

O avaliei, ultimamente eu não confiava em ninguém, depois da decepção de Jared e a profecia de Abadon era impossível eu depositar minhas certezas, medos etc, eu sabia que alguém iria me trair, a mentira ia me trair, porém Kalev era como meu avô, havia algo nele que exalava confiança, uma figura paterna embora não tivesse se casado ou tido filhos, ainda.Por fim, afirmei fungando, por que diabos eu estava chorando? Fui atingida por um soco de turbulentas emoções.Grunhi irritada comigo mesma.

“Meu ex, ele voltou pra me atormentar.” Falei revirando os olhos, aquilo soava tão normal, mal sabia Kalev o que era o meu ex.

“Mas você não estava namorando? Por que seu namorado não faz alguma coisa?” falou buscando uma resposta, ele visivelmente ficou meio desconcertado com o assunto o que quase me fez sorrir.

“Sim tenho, mas nada na minha vida é simples, quem dera fosse.” Suspirei e o avaliei, ele fazia o mesmo “Ele é um demônio.” Desabafei sem querer e logo o olhei assustada esperando sua reação, ele acharia que eu era uma tenebris ou coisa pior por me envolver com um demônio.

“Quê?” indagou.

“Ele é um demônio de tão chato, e o pior de tudo é que está morando lá em casa, porque o tio dele está namorando minha tia Jenna, daí...Unf!” suspirei e apoiei meu queixo em minhas mãos, meus cotovelos apoiados em minha perna.

“Você ainda gosta dele?” perguntou-me

“Não.” Rebati na hora.

Ele deixou a cabeça cair um pouco pro lado e avaliou-me um pouco divertido, revirei os olhos.

“Eu o odeio, mas ele me decepcionou muito e isso ,de alguma forma que eu não entendo, me atinge, machuca.”

Ficamos em silêncio por intermináveis 2 minutos, ele avaliando-me e eu ao chão de pedra, por fim Kalev respirou quase que assobiando.

“Olha, não sei o que dizer, só não se deixe abalar, ok? Nem abalar seus estudos, seu desempenho aqui, se ele continuar á te importunar, eu mesmo irei falar com ele.” O olhei sob meus cílios um pouco espantada, ele deu um de seus sorrisos afetuosos, caramba eu queria abraçá-lo, achava que ele poderia espantar minhas dores assim como meu avô. “É sério, quero te ver bem, me importo muito com você.” De repente ficou sério e olhou no fundo dos meus olhos.

Assenti num gesto de agradecimento.

“Agora vamos, você tem duas horas á mais comigo, lembra?” deu uma piscadela, sorri e levantei-me para acompanhá-lo de volta á sala.

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Quando estava descendo os degraus da Domusagae um cheiro forte e doce entrou em minhas narinas e fez meu estômago roncar.Havia alguém vendendo croissants quentes e fresquinhos ali perto, só precisava descobrir onde.Avaliei tudo á minha volta, pessoas cruzavam a praça com pressa, outras paravam para fotografar a igreja, casais se beijavam, crianças brincavam em pegar a neve que caia escassa, então avistei uma tendinha próxima a rua, um senhor de gorros e muitos casacos vendia seus produtos de bom grado, sorrindo e exibindo um de seus dentes quebrados, aproximei-me, havia 3 pessoas na espera para a compra, abracei meu corpo para ficar mais aquecida e suspirei bruma branca no ar.

Senti uma mão quente em meu ombro, Mathieu.

“Oi.” sorri

“Oi, que boa coincidência ” Deu um meio sorriso “O cheiro é inebriante não é?” perguntou e avaliou a carrocinha á frente, fechando os olhos e aspirando o cheiro doce.Hoje ele vestia uma blusa social escura sob a jaqueta de couro no tom caramelo, jeans escuros e sapato social, seus cabelos cinzas estavam desgrenhados.

“Sim, atingiu-me lá na porta da igreja” falei erguendo o queixo sinalizando a igreja.

“Eu já estava voltando para o escritório quando fui enfeitiçado pelo cheiro, parecem ser muito bons, tem até de Fruit Loops.”

Minha cara fechou na hora, fiquei imaginando se Jared gostaria, então tive uma lembrança nossa de quando estávamos no nosso apartamento, eu sentada em seu colo de frente para ele, servindo-lhe seu cereal preferido na boca.Lembrei-me de sua satisfação, de tudo o que havia ocorrido antes, e tudo o que aconteceu depois.Estava angustiada novamente.

“O que houve? Não gosta de Fruit Loops?”avaliava-me com uma sobrancelha erguida, seus olhos hoje estavam mais para cinza do que azul.

“Gosto, é só que...”

“Próximo!” gritou o vendedor francês.

Fizemos nossos pedidos e fomos comer nossos deliciosos croissants num banco perto de um caminho para uma praça próxima dali.Algumas pessoas passavam fazendo algum tipo de corrida diária, mães passeavam com seus bebês em carrinhos cobertos de panos e cachorros com seus donos. Mathieu contava-me sobre a coluna que fizera mais cedo para o jornal e outras coisas mais que me mantiveram entretida, ele era divertido, era bom conversar com ele, podia-se falar sobre qualquer assunto que ele sabia, um homem muito inteligente.

Enquanto falava-me um pouco de sua família, perdi o foco da conversa e fiquei avaliado uma pequena flor no lado oposto de nós, era tão comum pelos jardins da França nas épocas quentes, mas morria nas frias, porém havia uma guerreira, embora o frio e a neve a oprimissem, a pequena flor de 7 pétalas em tom alaranjado lutava por seu espaço e vida, dando um pequeno ponto de cor, um ponto de vida em tanta neve, frio, morte.Inspirou-me bravura por um momento, eu era aquela flor que não me deixaria abater por Jared, a neve, não podia, minha vida significava muito mais do que, do que a dele ou quaisquer coisas que o envolvesse, sim, eu era aquela flor.Sorri discretamente e na mesma hora uma pétala caiu.Merda.

Não desista pequena, vou te ajudar, murmurei comigo mesma, talvez eu estivesse ficando maluca mesmo, conversando com plantas.

Senti meu anel picar meu dedo e o poder emanar brandamente por todo meu corpo, senti meus olhos se aquecerem, abaixei um pouco o rosto de forma com que ninguém visse meus olhos, e comecei a tentar salvar meu pequeno ponto de esperança no outro lado do corredor.Afastei a neve que a rodeava e comecei á tentar dar vida á terra sob ela, imaginei um solo mais fértil, a imaginei mais bonita.Fechei os olhos e deixei minhas emoções guiarem meu poder, será que eu teria domínio das plantas assim como Genevive, que adquiriu com muitos, muitos e muitos anos?

Grunhi frustrada quando abri os olhos, eu a estava fazendo morrer.Joguei minhas costas no banco, bufei irritada e fiquei observando a merda que eu havia feito.Matei uma pobre flor.

“O erro foram suas emoções.” Murmurou Mathieu perto de mim

“O quê?” o olhei

“Suas emoções, foram elas que mataram a flor, não seu poder, ou não que você não tenha aptidão com a terra, só falhou em colocar suas emoções.” Dissera enquanto olhava para a pequena flor no outro lado do corredor, enquanto eu o avaliava como se fosse algum tipo de bicho estranho. “Embora queira muito que ela fique bem, não ponha seus sentimentos na conjuração, ainda mais se seu coração estiver sobrecarregado, apenas lide com a forma dela, do que ela é feita, do que é preciso, é tudo uma ciência, e não emoção.” A flor começou a ter uma cor mais vívida e outra pétala nascera no lugar que não havia nada, a terra a sua volta parecia mais marrom, mais fofa, ela estava curada.

Merda.

Afastei-me lentamente de Mathieu que ainda avaliava a flor, eu percebi que ele não queria me olhar.Um calafrio subiu por todo meu corpo eriçando meus pelos da nuca e fazendo meu couro capilar pinicar, por algum motivo eu estava entrando em pânico.

O pânico te mata, o medo te deixa alerta. A lembrança da voz de Jared ressoou em minha mente.

Havia algo muito, muito errado.

“Quem é você?” perguntei com a voz quase falha.

“Mathieu Binoche.” Respondeu e então olhou-me, seus olhos tinham uma rodela dourada, quase como chamas, envolvendo sua íris.Avaliava-me com cautela.

“Não, não.O que é você?” já estava de pé, uns 4 passos longe do banco.

“Preciso que se acalme, não vou te ferir, e seu segredo está guardad...”
“Responda o que lhe perguntei!” rosnei entre meus dentes trincados, minha mandíbula doía de tanta força que eu fazia.

“O que vou lhe contar, ninguém pode saber, é minha vida em jogo, talvez você não acredite, mas se me permitir, lhe mostrarei, Kate....”
“É Katherine, responda!” Falei a última palavra de forma tão agressiva e inquisitiva que seus olhos se arregalaram.

Ele deu um longo suspiro assobiado.

“Dizem que houve apenas um e tal morreu, a existência de qualquer outro de nós, não passa de lenda, pois sou o único que restou, e por tal motivo não pode contar á ninguém, assim como você, sou raro, buscam por mim, meu poder, minha morte.Estou lhe confiando minha vida e um legado.” Respirou fundo passando os dedos nas têmporas, massagenado-as, por fim olhou dentro dos meus olhos como se quisesse que eu entrasse neles, em sua alma “Katherine, eu sou um mago.”

Notas finais
Masoq?! Um mago! Digam-me suas suposições, opiniões e surtos, amo cada palavras que voces deixam para mim. E ah, eu não ando respondendo os coments pq, nao sei pq, quando vou enviar dá erro, que cocô! Mas eu li cada comentário, agradeço á cada um e peço que continuem assim, se não respondo não é pq nao quero, sério. mas então é issooo Mais um obrigada á Tatigastaldi mil beijared's Musa xo