Ventos que me Levam

2 Capítulo 1: Tempestade


Notas iniciais
Ganhei meu presente de Natal!!!! Obrigada minha linda beta pelo presente. ^^

Olhos castanhos miravam a bolsa que descansava cuidadosamente sobre a mesa das refeições, ele levantou-se apoiando-se nas pernas de madeira, rindo para a alça pendurada que parecia ser muito divertida aos seus olhos. Will caiu choroso quando não conseguiu o que queria fazer: A bolsa marrom de Gilan era cheia de “brinquedos”, porém, seus utensílios não passavam de armas de perigosas de arqueiro, — facas de arremesso afiadas, flechas e pontas soltas de novas flechas. Entretanto, para Will, os brinquedos mais perigosos são os que brilhavam chamativos, é diante de seus faceiros olhos, os melhores momentos eram aqueles em que a tardinha cai, depois do longo cochilo o pequeno Will dava as caras. Devagarzinho, às escondidas, ele tentou mais uma vez a sua empreitada sapeca.

“Will!” Halt disse segurando as duas mãozinhas para cima levantando-lhe. Havia dado as costas por um segundo, o menino estava adormecido tranquilamente em seu berço, de forma nenhuma poderia esquecê-lo. “Gilan!”, Gritou, o seu aprendiz veio correndo de lá de fora, afogueado, e suado, certamente estava fazendo os exercícios abdominais que havia pedido horas antes. Ele arredondou os olhos quando viu a cara feia do mestre e Will esticado para o alto balançando as pernas achando tudo uma brincadeira. Ele disse lento e roucamente:

“Esperava que estivesse a par de tudo”. Disse virando a cabeça para à esquerda, fulminado o pálido rapaz. Era uma das regras tomar cuidado com os armamentos, que são também a alma do arqueiro, Gilan teria que aprender a portá-las com respeito. Sabia que, às vezes, era muito chato, mas quando ele for mais velho, não terá mais a sua constante supervisão. Ainda tinha Will, outra dor de cabeça menor e saltitante. Como ordenado, aquilo que deixou o pequeno curioso foi guardado bem distante, e longe das mãos inquietas e ágeis .

Hallt colocou ele no chão, ao seu lado, a esquerda, enquanto pedia para o mais velho dos meninos fazer suas séries pujadas. Estava uma tarde bem agradável quando, de repente, um som saiu dos lábios rosados de Will, não que ele não tivesse falado antes como: palavras inventadas que deixavam todos confuso ou o seu nome,— mesmo errando na maior parte do tempo — algumas palavras aleatórias, como sofá e vasilha, porém esta foi diferente, foi uma palavra nova.

“Papai” Will levantou, tocando na perna musculosa do homem que paralisou com a cena, ali estava mais um aprendizado diante dele, sem saber o que fazer, Halt permaneceu parado, não era pai de fato, aquele menino não era seu fruto. Ele acariciou os fios admirado pelos olhos brilhantes e felizes daquela criança tão inocente que via sua figura de pai, este novo susto tinha muito a cara do seu aprendiz Gilan; ambos dormiam no mesmo quarto, mas também, não conseguia gritar dali sua nova descoberta. Estava na verdade, sem palavras.

➹➹➹

A noitinha chegava, assim como, um frio de inverno tomando os ares da região, abraçando as árvores e os animais da floresta. Will observava o chalé de baixo, tudo para si se tornava um mundo de gigantes. Portava em suas mãos um dado confeccionado com osso de carneiro e algumas peças de montar, brincou até os sons do vento começarem a assustá-lo. Halt lia suas cartas enquanto Gilan permanecia na floresta, parecia que uma tempestade estava chegando. Um trovão cortou o céu escuro tão forte e alto que assustou o concentrado arqueiro. Will abriu o escândalo tirando dos prumos a sua leitura. A lareira estava acesa, deixando o restante do chalé na escuridão. Foi quando a ficha caiu, onde estaria Gilan? Provavelmente choveria, acalmando Will que não parava de chorar Halt se preocupou.

Algumas horas se passaram e nada do rapaz aparecer. Foi quando tomou a decisão de sair a procura do aprendiz que não cumpriu com o combinado.”.

Will mantinha-se silencioso com um gigante bico choroso nos lábios, usava um colete verde por cima das roupas, e uma capa como a dos arqueiros, enrolado e preso num pano. Enquanto Halt cavalgava pela trilha que seguia, os raios cortavam o céu até as primeiras gotas caírem no solo. Will via tudo assustado, queria espernear como fizera, mas sabia que levaria uma bronca e um olhar bravo então, bem quietinho, ficou encostado no peito forte ouvindo o coração do adulto e a quentura do corpo maior como se fosse sua última vez. Uma garoa fina começou, envolto em capas Will não se molhou, nem sentia o frio que caia cada vez mais.

Logo a frente, uma carroça estava parada com a roda quebrada, já uma mulher bonita falava com um garoto Magricela de cabelos ruivos. Gilan coçava a cabeça envergonhado com a sua atitude heroica, seu pônei anunciou brevemente à chegada de Halt. Se fosse possível ficar mais constrangido com aquilo, Gilan ficaria sem dúvida nenhuma. Will abriu os olhos tentando entender, estava tão boa a caminhada tranquila que acordou com o tom rude e forte que saiu do peito. Não entendia bem o que estava havendo, segurou a capa que caia sobre si, puxando com os olhos marejados sentindo leves gotas salpicar seus olhos. O rosto que amava parecia zangado, mas qual seria o motivo? Pensou Will, esticando o braço e tocando por fim aquela barba divertida, fazendo Halt respirar em cautela. Ele beijou o topo da cabeça de Will chamando Gilan, se o rapaz não havia conseguido ajudá-la, pelo menos não deixaria uma moça sozinha a noite desamparada.

“Obrigado, Will, por ter me ajudado”. Gilan disse baixo para que o mestre não ouvisse, ele estava abraçado no menor, falando e olhando para porta, enquanto ouvia Halt ler suas cartas enviadas pelo rei Duncan. Era alguma coisa importante. Depois de uma rápida bronca, os meninos foram para cama, Will adormece logo, já o aprendiz dizia-lhe histórias para que sonhasse com todas as aventuras inimagináveis que uma mente criativa pudesse ter. Will chamou pelo pai, chamou para a figura forte e grande dele em sua frente, os braços estendidos, porém, não via seu rosto, não conseguia. Apenas escutava sua voz grave chamando-lhe. Até que formas inundaram sua mente, criando um rosto conhecido, um rosto que nunca irá esquecer.

Halt sorrindo pela primeira vez.

Notas finais
Espero que esteja tudo certo e que nada tenha passado por mim na hora da postagem. Bom boa leitura e Feliz Natal, Boas Festas a todos.