Vento nas Folhas

3 Alimento do Ego


Antes de entrar na tempestade com você,

Te ofereço proteção.

Nada é pior que ser atingido pela tempestade alheia, pego por ela, ser arrastado sem rumo e simplesmente continuar em seu caminho, como se nada de que tivesse presenciado, te impactasse de alguma forma.

As vezes, ser submetido à rotina do outro, nos mostra que não suportaríamos viver daquela forma.

Entretanto, aprendi que cada viver é único e a experiência que mudou sua vida, pode não fazer diferença na vida dos outros. Não há chave ou código, receitinha caseira ou simpatia espiritual.

Nós nos transformamos apenas, quando estamos prontos e dispostos a mudar.

É uma verdade dolorosa de engolir, por que em algum momento, nos deparamos com alguém tão querido, em um sofrimento infindo. Alguém que não toma uma atitude necessária de vida ou morte -ou assim achamos -

E quando nos questionam sobre o que faríamos em seu lugar, nossa boca transborda o excesso do que há em nosso coração, nós brigamos sobre o que faríamos, bravos e aliviados de poder, finalmente, colocar em palavras nossa frustração pela situação vivida pelo outro. Despejamos nossas projeções sobre a situação do outro, sem pensar no que nossas palavras farão com a autoestima dele. Ao contrário de ajudá -lo, o acovardamos um pouco mais.

Não estou falando sobre amar, ou ter empatia para com o próximo.

Talvez devêssemos olhar para nossa própria sala antes de questionar a dos outros.

Deveríamos questionar a nós mesmos, “é realmente por amor/caridade ou para amaciar meu ego”

Outra questão definitiva: Devemos mesmo alimentá-lo?

.

Para ter perspectiva da paleta de cores da vida, devemos observar com os olhos do amor.

Com os olhos do bom senso.

Com os olhos da sabedoria

E com os olhos do discernimento.

O medo não deve pautar nossas escolhas. E todos os dias são bons dias para recomeçar.

Mesmo que apenas um pequeno passo por dia.

Mesmo que meio passo.

O processo do recomeço é terrivelmente doloroso.

Ou,

Totalmente libertador.

Ou até mesmo,

Dolorosamente libertador.

O que é a vida senão um amontoados

de:

“Um dia de cada vez”?.