Vento Aureo br edition

2 Gold Experience Parte 2


Antes que eu percebesse, aquele negócio gosmento e redondo tinha virado um sapo! Ele avançou para pular em mim, e naquela hora percebi que aquilo definitivamente não era um stand, mas um bicho de verdade!
— Mas que merda foi essa?! Onde aquele cara enfiou a minha mala?! Eu não posso perder ela... meus documentos, meu dinheiro, tava tudo lá! ACT 1, VEJA SE VOCÊ ACHA ELE DAÍ DE CIMA! — disse enquanto invocava-o, talvez meio desesperado.
[os fatos a seguir serão narrados pelo tal do Giovana, que ainda estava aos arredores do aeroporto]
Tranquilamente estava eu, esperando o sapo que criei voltar para mim, até que vejo um cara me encarando, ele carregava uma pá em uma das suas mãos, tava meio cabreiro na hora, pensei : "ih, rapaz, será que é um daqueles pedreiros pedófilo que a tia do prédio falou?" Porém o homem cortou meus pensamentos com suas palavras:
— Você é Giovanni Shirobana, né?
Confirmei com a cabeça.
— É a primeira vez que a gente se vê, né, Giovanni? Tu sabe quem eu sou, né? — disse o homem indo em direção ao banco que estava próximo.
— ...Chorão. Ouvi dizer que você se recusou a fugir de uma briga mesmo depois do outro cara meter a faca no teu olho, e que depois de cicatrizado, teu olho continua lacrimejando.
Chorão limpava seu olho com um lenço.
— Senta aqui do meu lado — disse enquanto apontava para o banco.
Relutei, mas ele insistiu, e como eu tava de saco cheio já, cedi.
— Tu tem quantos anos, bichinho?
— ...Quinze.
— QUINZE? Caramba, você é novinho, ein? Bom, escuta aqui, bichinho. Existem três "nãos" quando você quer ter uma amizade boa: O primeiro é "não minta", o segundo, "não guarde rancor", e o terceiro, "não falte com respeito", muito bom né? — secava as lágrimas enquanto falava.
— O que você quer?
Choris virou o capeta e repentinamente estava pressionando a pá contra meu queixo.
— EU TÔ FALANDO, CARALHO! QUEM TE DEU PERMISSÃO DE FALAR, SEU PEDAÇO DE BOSTA?! Ouvi dizer que você anda fazendo uns bicos no aeroporto, né, bichinho? Pena que eu não recebi nenhum presente de respeito de você ainda, assim não dá pra sermos bons amigos... Que tal me mostrar tua carteira rapidinho? Onde ela tá? Nesse bolso aqui? — disse Choris enquanto me apalpava... até hoje tô em dúvida se ele não era um pedófilo mesmo.
— Olha, eu já paguei por proteção, não tenho dinheiro.
— ENTÃO TU PAGOU OS GUARDAS, NÉ? MAS ADIVINHA: EU NÃO TENHO PORRA NENHUMA A VER COM ISSO!
Abriu a minha carteira, e nela só tinha a foto do meu falecido pai, Dio Brando.
— Que merda é essa? Foto de homem pelado, tu é viado, é? CADÊ A PORRA DO DINHEIRO? ME PASSA A GRANA, CARALHO!
— Chorão, por favor, não me faz dizer a mesma coisa de novo... Quando tenho que repetir algo que precisa ser dito apenas uma vez... quer dizer que o ouvinte é burro pra desgraça. Já te disse que eu dei meu dinheiro pros guardas, peço que não me faça repetir de novo.
O filho da puta tentou me dar uma pazada, mas desviei, afinal ele era mais lento que um fiat uno rebaixado depois de perder os pneus.
— SEU FILHO DA PUTA!! — gritou muito puto o do olho de goteira.
Nesse momento, finalmente apareceu o sapo, que carinhosamente chamarei de Edilson. Ele subia na minha perna, quando o enviado de satanás percebeu a sua presença.
— QUE MERDA É ESSA? SE LIVRA DISSO AGORA!
— O sapo não tem nada a ver com isso, ele só acabou voltando para mim.
—EU TO MANDANDO, CARALHO! ALÉM DISSO EU JÁ MANDEI TU ME PAGAR TAMBÉM, VAI ME DESOBEDECER, VAI?! — Ele dizia isso enquanto me ameaçava com a pá.
— Isto é uma criatura viva, que tem livre-arbítrio, ela tem a habilidade de pensar por si própria. Você devia parar com isso, e também eu não vou matá-la.
— Seu... SEU... — Ele levantou a pá e avançou para me atacar.
— PARE! ELE É INOFENSIVO ENQUANTO NÃO TOCÁ-LO! — Alertei-o rapidamente.
— VOCÊ TÁ FUDIDOOOOOOOOOO!!!!!!!!!!!!!!!!!
Ele acertou com a pá no meu peito, onde estava Edilson.
— Eu te disse para parar... Eu não mando nesse sapo, ele tava tentando se proteger.
Como eu esperava, Edilson estava ileso, mas por outro lado... Chorão que ficou alguns segundos petrificado finalmente caiu, com uma marca enorme de pá em sua cabeça.
— Qualquer ataque direcionado a ele vai ser mandado de volta. Além do mais, eu pedi para não me fazer repetir uma terceira vez. Fazer com que eu repita alguma coisa me deixa puto, e é inútil, inútil, inútil.
{to be continued}