Veneno
1 Veneno
Tem ele o poder de tomar sua mente
E te embriagar
Tem ele o poder de, do desejo de partir, plantar a semente
E, canto por canto, sua lembrança apagar
Ah, enganador!
Se soubessem quantas almas enganou
Com teu espúrio sabor
Mas já é tarde, e quando for ver, outros o veneno levou
Mas nada é tão enganoso e suave
Quanto as suas promessas, o brilho do seu olhar,
Mas não há nada que me salve
Do vício de te amar
Não há nada tão perigoso
Ou até mesmo duvidoso
Quanto o que você finge ser,
O amor que você finge ter
Será que partir eu mereço,
Depois de tantos anos com os olhos fechados?
Será que esqueço
Que não mereço, pois vivi acomodado com os sofrimentos calados?
Ah, doce ilusão!
Me enganou fingindo paixão
Agora, com um cálice contendo sua venenosa essência, em minha mão
Eu me vou, foi tudo em vão
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