Tem ele o poder de tomar sua mente

E te embriagar

Tem ele o poder de, do desejo de partir, plantar a semente

E, canto por canto, sua lembrança apagar

Ah, enganador!

Se soubessem quantas almas enganou

Com teu espúrio sabor

Mas já é tarde, e quando for ver, outros o veneno levou

Mas nada é tão enganoso e suave

Quanto as suas promessas, o brilho do seu olhar,

Mas não há nada que me salve

Do vício de te amar

Não há nada tão perigoso

Ou até mesmo duvidoso

Quanto o que você finge ser,

O amor que você finge ter

Será que partir eu mereço,

Depois de tantos anos com os olhos fechados?

Será que esqueço

Que não mereço, pois vivi acomodado com os sofrimentos calados?

Ah, doce ilusão!

Me enganou fingindo paixão

Agora, com um cálice contendo sua venenosa essência, em minha mão

Eu me vou, foi tudo em vão

Notas finais
- reviews?
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!