A brisa vem com um assovio cortante
E as folhas dançam em meio a penumbra
As nuvens escarlates entram em contraste com a lua branca
O choro de um uivo ecoa até as estrelas


As corujas piam a solidão no topo dos pinheiros
Os sapos coacham uma orquestra indistinta
As trevas chafurdam por meio dos galhos e trepadeiras
E os vermes alimentam-se da carne podre jogada ao chão

A chibata do silêncio estala noite adentro
Ensurdecedora
As árvores presenciam um momento de intrínseca paz
Uma pausa em meio o réquiem da noite

Engana-se toda a criatura que se esgueira por meio do breu
De acreditar que o sol expulsa o quadro pintado com o preto da noite
Acreditando que o menestrel descansa suas mãos
Como se o fúnebre cotidiano não imitasse este mesmo
Réquiem

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.