Ven a bailar
4 Capítulo 4 - Te regalo mi amor
Capítulo 4 – Te regalo mi amor
Cada sueño tiene distinto final
Un momento para dejarse atrapar
Y mil razones, Y mil razones
Para irlo a buscar
En tu sueño no me alcanzo a dibujar
Cada uno busca su oportunidad
Y te deseo, Y te deseo
Que lo puedas lograr
Y ahora creo que te pierdo en el camino
Fuíste mi amor, mi amigo
Y nunca de mi te iras
Te regalo mi amor por el dia de hoy
Y mañana volverá a empezar
Porque tengo temor de sentir el dolor
Y es por eso que no miro atrás
Atrás Quedó Tu Amor (Atrás)
Atrás Quedó Tu Amor (Atrás)
Atrás Quedó Tu Amor
Nuestros días que empezan
Tiene algo de alegría y de tristeza
Y este sueno de actuar quiero cunprir
Pero tambien quiero verte siempre rir
Y ahora sé que los completa mi alegría
Fuíste mi amor, mi amiga
Y nunca, nunca de mi te irás
En tu sueño no me alcanzo a dibujar
Cada uno busca su oportunidad
Y te deseo, Y te deseo
Que lo puedas lograr
Y ahora creo que te pierdo en el camino
Fuíste mi amor, mi amigo
Y nunca de mi te iras
Te regalo mi amor por el dia de hoy
Y mañana volveré a empezar
Porque tengo temor de sentir el dolor
Y es por eso que no miro atrás
Te regalo mi amor por el dia de hoy
Y mañana volveré a empezar
Porque tengo temor de sentir el dolor
Y es por eso que no miro atrás
Atrás Quedó Tu Amor (Atrás)
Atrás Quedó Tu Amor (Atrás)
Atrás Quedó Tu Amor

Linda e Rey terminaram de cantar sobre aplausos e exclamações de alegria, que se intensificaram bem mais quando os dois sorriram um para o outro e trocaram um selinho ao final da música. A lanchonete onde estavam tinha um espaço reservado para músicos e um karaokê. Os dois haviam sido convidados a cantar depois de lancharem, até mesmo porque não haviam resistido aos pedidos dos fãs. Em seguida circularam pelo lugar tirando fotos e distribuindo alguns autógrafos. Durante esse momento não puderam evitar ouvir a conversa de uma das atendentes ao telefone. Era uma garota jovem, provavelmente ainda uma estudante.
— Uma novata? Sério? Como ela é? Cabelo longo e escuro, olhos verdes... Bem simpática. Ah... Vocês a estão ajudando... Espero que se resolva. Chego aí mais tarde.
O jovem casal de estrelas finalmente deixou a lanchonete e caminhou pela rua, usando seus capuzes e um grande guarda-chuva para se protegerem do temporal que começava a cair.
— Rey, você ouviu...?
— Ouvi, Linda... Parecia até que ela tava descrevendo a Isa.
— Ai, Rey! – A gordinha ficou angustiada de repente – Rey, a Isa e o Alex foram pra perto daquelas repúblicas novas de estudantes... E se aconteceu alguma coisa?!
— Linda, não pode ser... Não viu que a atendente só falou de uma garota? Se fossem eles, porque o Alex não estaria com ela?
O olhar de Linda vagou perdido por um instante, até que assentiu positivamente com a cabeça.
— Você tem razão...
— Minha Gordilinda... Isso não é uma chuva, é um dilúvio... Vamos pegar um táxi pra casa, mas primeiro...! Vamos no meu salão de beleza favorito que fica bem aqui ao lado, porque essa umidade tá destruindo o meu topete! Eu quero que ele fique sempre perfeito pra minha gordinha.
Linda morreu de rir, depois o beijou no rosto.
— Tá bom, Rey do meu coração.
Os dois entraram e rapidamente Rey cumpriu sua missão topetuda, mas quando saíam paralisaram na porta.
— Um cara perdido? Preocupado com a namorada? Vocês tão ajudando ele? Sério que ele tem um daqueles cordões que se dividem? Deve gostar muito mesmo dela. Eu chego aí mais tarde.
— Rey... Você ouviu o que garoto ajudante daqui disse?
— Sim, Linda!
— Parece o Alex! – Os dois falaram um para o outro.
— Linda, não fica nervosa. Deve ser só uma coincidência. Vamos pegar o táxi e no caminho a gente tenta ligar pra eles. Até porque se precisarem de ajuda, é melhor chamarmos alguém, porque se estiverem onde estamos pensando não conhecemos aquele lugar. Foi quase todo terminado de construir quando estávamos fora.
— Tá bom! Mas vamos depressa! Olha, um táxi vazio!
******
— Isso, isso aí... – Alex sussurrava para si mesmo enquanto saía na ponta dos pés do quarto dos três garotos que o haviam ajudado.
Cada quarto acomodava quatro estudantes, e no momento só havia eles três naquele. Haviam ido todos para o quarto depois de Alex cantar e agora estavam os três dormindo. Contudo, Alex tinha outro problema, não encontraria o caminho vazio. Mas decidiria o que fazer quando chegasse na grande sala. Andou o mais silenciosamente de que era capaz enquanto se esgueirava para o mesmo lugar por onde havia entrado uma hora atrás.
— Sorte! Sorte! Eu preciso de sorte! – Murmurava para si mesmo ao entrar na sala.
Arregalou os olhos ao vê-la vazia. Apenas um dos garotos andava por ali escolhendo um monte de livros. Alex sentiu uma mistura de felicidade e saudade ao se lembrar de Carlinhos e Kike.
— Oi, Alex – ele sorriu simpaticamente – O pessoal do seu quarto provisório adora dormir com chuva, achei que fossem te contagiar. Ah... Mas você ainda tá preocupado com a Isa... Relax, eu tenho certeza que as meninas tão com ela. Tenta ler alguma coisa daqui e se distrair, não temos só livros didáticos.
O músico ouviu aquilo tudo com o coração na mão. E se alguém os ouvisse? E se percebessem sua fuga antes que ela acontecesse?
— É... Eu tô por aqui esperando a chuva passar... Cadê todo mundo?
— Tão estudando, dormindo, no estúdio... Se empolgaram depois de ver sua performance. Eu vou indo, até mais, Alex – ele falou ao entrar em seu quarto e fechar a porta.
— Enfim, sozinho!! – Alex comemorou, olhando em volta em seguida para ter certeza de estar sozinho.
O guitarrista correu pelo corredor que levava à recepção e ali estava seu último obstáculo. O recepcionista. E estava com sorte que o segurança só aparecia durante a noite. Alex enfiou as mãos nos bolsos, em busca de qualquer coisa pequena que pudesse fazer barulho sem muito estardalhaço e o melhor que encontrou foi um clipe, por sorte não era dos muito pequenos. Aproveitou a porta aberta do banheiro que ficava bem em frente ao balcão do recepcionista e mirou. Só teria uma chance e tudo que tinha era sorte, nenhuma estratégia para acertar. Jogou o clip, fazendo-o deslizar pelo chão e adentrar o banheiro, colidindo contra o vaso sanitário e produzindo som, como Alex queria. Ele comemorou mais uma vez em silêncio ao perceber que o homem da recepção reagira, e escondeu-se nas sombras do corredor.
— Será que é outro gato?! – Alex o ouviu dizer para si mesmo – Por que os gatos gostam tanto do banheiro da recepção?!
E assim ele deixou seu posto para investigar o banheiro e nos poucos segundos que esteve lá dentro foi suficiente para Alex disparar pela porta sem ser percebido e logo estava do outro lado da rua. Ele achava que aquela chuva forte duraria o dia todo e a noite toda, mas estava bem mais leve do que no momento em que se perdera de Isa. Correu para a entrada da república feminina e agora tinha que distrair a recepcionista. A sorte estava gritando para Alex naquele dia, porque no momento em que ele pensava em entrar correndo, na esperança de não ser notado, a mulher se virou para atende o telefone e ele se apossou de uma capa de chuva cor de rosa pendurada na parede entre muitas outras, a vestindo numa velocidade inacreditável, agradecendo por não ter ficado pequena demais nele, e então seguiu pelo corredor, parando ao atingir a porta de entrada. Segurou a maçaneta e respirou fundo. A partir dali seria sorte ou azar. A girou e entrou. Algumas meninas espalhas pelo lugar, igual ao da outra república, mas em cores diferentes. As garotas estavam lendo, estudando ou conversando. Outra vez Alex abaixou a cabeça e tentou decidir sobre como encontrar Isa ao acaso, até perceber que não gostava nada do silêncio que se seguia naquele momento e menos ainda de como as garotas o estavam olhando.
******
— Vocês tão ouvindo isso...? – Sol perguntou.
— Será que as meninas resolveram brincar de luta livre de novo? – Estrela respondeu.
Isa sentou-se na cama. As vozes de suas companheiras de quarto haviam terminado de despertá-la. Bocejou e puxou o capuz do casado de Alex para trás para que pudesse enxergar.
— Meninas... Eu não sei como são as coisas aqui, mas parece o som de uma briga séria.
— Vamos lá ver! – Sol saltou de sua cama e saio correndo pela porta.
— Vamos, Isa!
As três entraram na grande biblioteca vendo muitas meninas amontoadas num canto. Algumas pareciam bater, outras disparavam mil perguntas.
— Parece que um dos garotos invadiu de novo. Não sabem mesmo esperar pra nos vermos lá fora – Estrela falou em tom de tédio.
Sol corria em volta da multidão, fazendo os cabelos cacheados esvoaçarem, tentando identificar o invasor, por ser pequenininha, assim como Estrela, a tarefa era bem difícil.
— Gente! – Isa falou alto ao se aproximar – Meninas!! – Ela insistiu.
O barulho diminuiu, mas não parou.
— Isa!
Isa arregalou os olhos. Aquela voz não era de uma garota e era a voz mais doce do mundo para ela.
— Alex?! Ei! Parem! – Ela continuava, conseguindo acalmar as garotas aos poucos – Vocês querem matar o Alex Ruiz?! – Ela quase gritou.
E finalmente todas silenciaram, abrindo caminho para Isa. Ela se aproximou do intruso e a princípio o olhou intrigada. Uma capa de chuva cor-de-rosa?! Se ajoelhou na frente dele e tirou suas mãos de cima da cabeça, que ele usava para se proteger, as segurando nas suas.
— Alex...?
Ele a olhou assustado e com uma cara desconfiada por baixo do capuz da capa de chuva. E os dois sorriram quando seus olhares se encontraram. Isa riu.
— Tá bom... Já que me pegaram mesmo... Deixa eu tirar isso aqui.
Removeu a capa, a entregando a uma das meninas e se desculpando. A garota riu ao informar que ele roubara a capa de chuva da recepcionista.
— Relaxa, eu vou limpar sua barra, Alex. Vou lá levar e dizer que eu peguei por engano. De qualquer forma... Nos desculpe. Juramos que era outro dos garotos de novo.
— Assim tão fácil? – Ele perguntou ao ver a menina sair para o corredor.
— Alex, elas sabem que nos perdemos – Isa lhe disse – Me ajudaram. Até acharam seu casaco...
Mas não disseram mais nada, já havia alguns segundos que estavam em piloto automático, hipnotizados um pelo outro, estavam tão perto... Mas de repente lembraram-se que não estavam sozinhos e aquele não era o melhor dos climas. Então se abraçaram forte, muito forte, fecharam os olhos e respiraram fundo. Ainda estavam perdidos, mas juntos. Escutaram as garotas em volta suspirarem e rirem de alegria diante da cena.
— Eu precisava te achar.
— Eu também, meu Cuti cuti. Com essa chuva eu me lembrei daquele dia na montanha. Senti ainda mais sua falta.
— Mas agora eu tô aqui. Você não precisa sentir mais. E olha... – ele falou ao se afastar – A chuva diminuiu. Vamo tentar ligar de novo pra alguém, tá? Daqui a pouco vai anoitecer, a gente têm que resolver isso logo.
— Tá.
— É melhor a gente dar um jeito de levar vocês pra fora. Se pegarem o Alex aqui vamos ter problemas.
— Meninas, eu sei que vocês, e acho que os garotos também, queriam ficar mais tempo com a gente, mas... Com essa chuva... – Isa se desculpou – Mas eu prometo que a gente volta com mais calma outro dia. Sem estarmos perdidos.
— Sem problemas, Isa – Sol lhe disse.
— Mas voltem mesmo! – Estrela pediu.
— Amiguiza!!
— Gordinha?! – Isa exclamou ao ouvir a voz da amiga de repente.
Todos levantaram-se e fitaram a porta. Linda entrou com Perigo na coleira, e Marquinhos. As meninas vibraram de alegria ao reconhecer Linda, Marquinhos, que também ficaram felizes com o fato, mas pareciam ter presa.
— Oi meninas. Obrigada por ajudarem os dois – Linda falou com um sorriso – Mas temos que levá-los agora!
— Gordinha, mas porque a pressa?
— Ai, amiga, foi uma longa história. Nós temos tudo armado pra tirar vocês daqui sem a recepcionista perceber que o Alex entrou. Vamos logo!
— O Rey tá lá fora distraindo ela. E ela também não vai ficar feliz se souber que o Perigo e eu entramos – Marquinhos disse.
— Então vamos logo – Isa falou puxando Alex pela mão – Meninas, muito obrigada! Muito obrigada mesmo, por tudo.
— Que nada... Foi um prazer abrigar a Isa e ainda conhecer o Alex! Voltem pra nos ver!
Rapidamente estavam todos do lado de fora e se afastaram de fininho da entrada da república enquanto Rey fingia estar perdido e a mulher tentava ajudá-lo.
— Aaaaaaaah! Eu já entendi! Muito obrigado! – Ele falou, vendo a recepcionista se afastar e voltar ao seu posto – Isso! Isso! E mais uma vez Rey Galán conduziu um plano perfeito.
— Para de se achar, topete de plástico e vamo logo. Ainda tá chovendo.
— Alex, seu musiquinho mal agradecido!
— Como vamos voltar? – Isa quis saber.
— De van, amiga.
— Onde vamos conseguir uma van, Gordinha? E como chegaram aqui?
— Esqueceu que agora todos nós dirigimos e que o Carlinhos tem uma van pra quando precisar transportar coisas grandonas pra os eventos que ele promove? E ele sabia como chegar aqui.
— E aí, pessoal?! – Ouviram a voz de Carlinhos quando uma van se aproximou, e puderam ver que Norma estava com ele – Entrem depressa antes que fiquem mais molhados com essa chuva.
— Cadê o Miki e a Justa? – Alex perguntou quando já se encaminhavam para a pizzaria.
— Eles ficaram lá encarregados de responder vagamente qualquer pergunta que façam sobre a demora de vocês dois e porque não atendem os celulares e talvez, apenas talvez, livrá-los da bronca que vão levar.
— É melhor não contarmos nada disso pra Marina... – Isa pediu, e todos concordaram.
Conversaram rapidamente sobre como haviam se perdido e descobriram como haviam sido achados, e depois todos ficaram em silêncio aproveitando o som reconfortante da chuva. Alex abraçou a namorada, que também se agarrou a ele, ainda vestindo seu casaco, e o garoto beijou os cabelos da amada longamente, afagando suas costas. Ambos aliviados por tudo ter se resolvido e estarem juntos outra vez.
******
— Isa, menina! Você já tem vinte anos! – Carminha reclamava – Não é mais idade pra sumir e não atender o celular!
— E você, Alex?! – Stela perguntou pela segunda vez.
— Eu já disse, mãe! A gente ficou meio perdido, começou a chover e a gente ficou na república dos estudantes esperando a chuva diminuir.
— É verdade! – Isa falou – Tentamos várias vezes ligar pra alguém nos buscar ou nos dar uma carona, mas os telefones não funcionavam. E a gente perdeu o caminho, e começou a chover fortíssississimo!
— Isso é verdade, dona Stela – Linda ajudou – Eu e o Rey também pegamos chuva e tentamos ligar pra eles dois e os telefones não funcionavam. Então quando eles conseguiram avisar pra o Miki e pra Norma onde estavam, depois de ligar pra todo mundo, eles nos disseram e a gente foi buscá-los.
— Banbina, assim não pode... – Antônio reclamava, agora mais calmo – Mesmo fugindo de multidões desesperadas você tem que ter a cabeça no lugar pelo menos um pouquinho pra saber aonde está indo, sim? Eu acho que podemos dar esse assunto por encerrado aqui... Mas que não aconteça de novo. E que ninguém conte isso à Marina. Vamos esperar os pequenos nascerem primeiro.
Todos concordaram e pouco tempo depois estavam sentados comendo pizza como se nada tivesse acontecido.
— Vocês tem muita sorte que nós ficamos aqui amenizando a situação – Miki cochichou para Alex.
— E mais ainda que deu tempo chegarem e guardarem o Perigo sem ninguém saber – Justa falou baixinho.
— Amiga, depois eu vou querer saber tudinho que aconteceu – Linda sussurrou para a melhor amiga.
— Gordinha! Por que não dorme lá em casa hoje?! Mãe, pai! A Linda pode dormir lá em casa?
— Claro que pode, querida, desde que a mãe dela autorize, ficaremos felizes em recebê-la, Linda.
— Obrigada, dona Carminha – a ruiva agradeceu sorridente.
Isa e Alex se afastaram para ficarem sozinhos em uma das mesas e entrelaçaram seus dedos.
— Eu fiquei tão nervosa, Alex – ela disse angustiada – Ainda bem que demos a sorte da Linda e do Rey por acaso nos localizarem.
— Isso não importa mais, fica calma. Tá tudo bem agora, meu amor. E olha só.
Isa o olhou curiosa quando ele escreveu “Te amo muito, princesa” na toalha com ketchup. Isa ficou boquiaberta por alguns segundos, de surpresa e felicidade, e sentou-se mais perto dele para poder abraçá-lo e beijar seu rosto, arrancando o sorriso mais lindo do mundo do jovem músico.
— Eu quero ouvir você falar isso, Alex!
— Te amo muito, princesa – ele disse lentamente para que ela apreciasse cada palavra – Isa, minha princesa – sorriu.
— Ai, meu Cuti cuti, meu príncipe! Te amo! Te adoro!
Os dois se afastaram quando Carminha se aproximou.
— Outra toalha pra coleção da Isa... – ela revirou os olhos, fingindo irritação, e se afastou.
Os dois riram e olharam-se apaixonadamente.
******
— Então... A gente se vê amanhã de novo – Isa falou quando se olhavam perdidamente.
— Claro, Isa.
Alex a envolveu pela cintura, os deixando mais perto. Estavam sozinhos no corredor perto da pizzaria.
— A gente viveu uma aventura e tanto hoje, né? – Ele comentou.
— É... Mas no fim ficou tudo bem, e você me encontrou... Agora... Me dá um beijinho! – Ela pediu fechando os olhos daquela maneira que ela sabia que o encantava.
— Eu ia fazer isso agora mesmo – Alex disse baixinho e sorriu.
Aproximaram-se lentamente até seus lábios roçarem um no outro e logo estavam se tocando. Toda tensão, frio, nervosismo sumiu ali. Se abraçaram com todo o carinho do mundo e o mundo pareceu desaparecer. Só existia eles e eram um só. Separaram-se após uma eternidade para tomar fôlego e permaneceram abraçados. Isa fechou os olhos ao sentir as mãos de seu amado alisarem seus cabelos e assim ficaram por alguns minutos. Sentiram um calafrio ao se separarem e darem as mãos.
— Ai, Alex... Você também sentiu? Que coisa estranha...
— Um calafrio? É senti... Esquisito. Deve ser outra chuva que vem por aí e a temperatura ta caindo outra vez.
Isa levou algum tempo pensando, calafrios nunca eram boa coisa, mas analisou os últimos acontecimentos em sua vida, tudo estava bem. O que poderia sair errado? Tudo. O pior é que ela sabia melhor do que ninguém. Tudo, e literalmente do noite para o dia. Assim fora a vida de Isabela Pasquali em seu caminho rumo ao estrelado, mas percebendo que Alex começava a se preocupar com seu devaneio, ignorou os próprios pensamentos e voltou sua atenção para o namorado.
— Você tem razão, deve ser só isso.
— Então, até amanhã, meu amor – ele falou docemente.
E sequer tinham ideia de estar sendo observados enquanto trocavam vários beijinhos.
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